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>>> notícias do Ballet Gulbenkian em 2005 no Ideias Soltas

Esta imagem refere-se à Obra nº1 - traço: Vermelho (cor 1ª das 9 cores) do
Projecto «CORPOtraçoCORPO -a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE» -
Título:«no tempo» - Díptico - 130x81cm - Ano: 2003
Projecto «CORPOtraçoCORPO -a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE» -
Título:«no tempo» - Díptico - 130x81cm - Ano: 2003
ALI_SE : http://alisenao.blogspot.com/






























1 TRAÇO(S):
Ars Longa! Vita Brevis!
Fã... Desvela-se num seguidismo que se une àquele que é fã de alguém, de músico, actor, pintor, ou demais artistas… (Há fãs de tudo, não há?!). Sobretudo por esse seguidismo ser quase por definição acrítico. Tudo aceita, sem nada questionar. Como o daquelas fãs dos Beatles que desmaiavam ou guinchavam mal os avistavam…
A palavra fã está assim conotada com sentido pejorativo que dificilmente se consegue banir. Por isso, há muito que prefiro utilizar a palavra entusiasta, no sentido de apreciador crítico do trabalho de alguém. Apreciador que se interroga, questiona, selecciona, procura.
Pessoalmente não me considero fã de ninguém, apenas entusiasta de géneros musicais, e, quando muito e de alguns músicos. Sempre da obra, nunca do obreiro. Uma ideia que habitualmente se associa à de fã é a de consumismo, de tudo o que se relacione com o seu culto.
Eles são os CDs, as camisolas, os cartazes, os bonés, os postais, "pins"... e outras objectos de "merchardise". Constituem a forma de materializar o dito culto, tal como sucede na religião dos simples, com as estampas e a imaginária barata. Alguns fãs vão mais longe e adquirem adornos - lenços, brincos, óculos e outros - iguais aos dos seus ídolos, ou no caso de serem abonados de bons cabedais licitam em leilões objectos pessoais dos mesmos. Parece-me que isto revela falta de personalidade dos fãs (talvez por isso o sejam, fãs) e ausência de espírito crítico.
Se tiver as paredes da minha casa forradas com posters isso também não vai beliscar a música. Ou como se usa no meio académico, nessa frase vazia de conteúdo de argumentos: Qual é o problema? Nenhum, decerto. Só que para mim não faz sentido algum.
Parafraseando Miles Davis: "Amem- me pela pessoa que eu sou [e então se tal merecer], não me amem pela música que faço."
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