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a árvore ao jardim
Alice Valente Alves

«verde-oliva» e a importância do azeite na lã

Artesanalmente as ovelhas eram tosquiadas com uma tesoura própria após serem apanhadas e presas as patas. Este trabalho decorria durante os meses de Abril e Maio.
A lã era lavada na ribeira. E perto fazia-se uma fogueira, onde se punha uma panela para escaldar a lã em água a ferver. De seguida colocava-se a lã num cesto, para novamente na água corrente da ribeira e agitando a cesta pudesse sair toda a goma da lã.
Após secar nos juncos ou pedras da ribeira, a lã era batida ou varejada com paus, para depois ser separada.
A seguir, a lã ensopava-se em azeite ou seja, a lã era colocada em talhas de barro com azeite e onde permanecia durante vários dias, para ficar mais macia .
Depois de ser retirada das talhas de barro com azeite, era colocada a repousar em cestas, durante mais uns dias.
De seguida a lã estaria assim pronta, para ser cardada pelo cardador que o fazia com um utensílio de madeira e pregos.
Separada em pesagens de meio quilo, a lã amolecida e alisada pelo azeite, e já cardada, era enrolada em fusos pela fiadeira.
E para fazer os novelos, lavavam-se primeiro as meadas de lã, na água da ribeira com uma mistura de sabão e água. Após a lavagem, o enxaguar e a secagem nas pedras da ribeira, iam à dobadeira para a apresentação final em meadas ou novelos.
(…)

ALICE VALENTE


talhas para o azeite

Fotografias cedidas pela Direcção do Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior


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>>> «verde-oliva» dia 30 Abril 2008 no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior


Artigo relacionado em ALI_SE: «traço: verde-oliva» e o Museu de Lanifícios

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