«verde-oliva» e a importância do azeite na lã
A lã era lavada na ribeira. E perto fazia-se uma fogueira, onde se punha uma panela para escaldar a lã em água a ferver. De seguida colocava-se a lã num cesto, para novamente na água corrente da ribeira e agitando a cesta pudesse sair toda a goma da lã.
Após secar nos juncos ou pedras da ribeira, a lã era batida ou varejada com paus, para depois ser separada.
A seguir, a lã ensopava-se em azeite ou seja, a lã era colocada em talhas de barro com azeite e onde permanecia durante vários dias, para ficar mais macia .
Depois de ser retirada das talhas de barro com azeite, era colocada a repousar em cestas, durante mais uns dias.
De seguida a lã estaria assim pronta, para ser cardada pelo cardador que o fazia com um utensílio de madeira e pregos.
Separada em pesagens de meio quilo, a lã amolecida e alisada pelo azeite, e já cardada, era enrolada em fusos pela fiadeira.
E para fazer os novelos, lavavam-se primeiro as meadas de lã, na água da ribeira com uma mistura de sabão e água. Após a lavagem, o enxaguar e a secagem nas pedras da ribeira, iam à dobadeira para a apresentação final em meadas ou novelos.
Fotografias cedidas pela Direcção do Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior
>>> «verde-oliva» dia 30 Abril 2008 no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior
Artigo relacionado em ALI_SE: «traço: verde-oliva» e o Museu de Lanifícios
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2 Traço(s):
A projecção da cultura japonesa pos-moderna é bastante forte. Não quantitativamente mas qualitativamente. O que o seu filho sente provavelmente é o que muitas das pessoas que enveredam na minha licenciatura sentem ou das que partilham comunidades on-line (http://www.clubotaku.org/niji/), é uma coisa que cresce connosco desde jovens e onde a animação foi uma janela para a descoberta de uma cultura diferente. Acima de tudo é importante que ele aprenda muito sobre a cultura de que tanto gosta, a nível de história, conhecimento sociológico, etc, isto para conseguir discernir o mito da realidade (porque acaba por se tornar uma cultura mitificada por aqueles que a consideram fascinante) e poder compreender na realidade o que é o fenómeno cultural japonês.
A Universidade da Beira interior é um polo de desenvolvimento na região.
Interessante lição sobre a lã. Ainda se vai fazendo assim nalguns lugares.
Um beijo e bom fim-de-semana
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