Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim
Alice Valente Alves

SABER a Aprender ou aprender a ...

Imitar é fazer qualquer coisa para estar bem igual aos outros.
Variável ou invariavelmente, a existência faz-se dos que não gostam de imitações assim como dos que querem muitas imitações. Será que o imitar é preciso ou necessário na mesma medida e proporção da não imitação?
Deixai pois, equilibrada ou desequilibradamente, acordados e em que concórdia, os que imitam e os que não imitam.
É verdade que é muito fácil imitar, para os que só sabem imitar.
E também é verdade que é muito fácil não imitar, para os que não sabem imitar.
E porque é verdade que os que só sabem imitar, é-lhes muito difícil não imitar.
E porque também é verdade que os que não sabem imitar, é-lhes muito difícil imitar.
[Composição: em sabem substitua-se, antes por aprenderam a]
Os caprichosos guerreiros das sucedâneas vias do que é inteligível, quando se descobrem numa qualquer imitação à possível formulação em formatados modelos de um domínio reinante, e por muito a temerem, não deixam mais espaço para a não imitação. É a lei de um usual e conhecido «conhecimento» reiterado por muitos e selváticos descobridores, achados em que conhecedores de quais conhecimentos dominantes, no faça-se a vontade obrigatoriamente!
E o que acontecerá no império do domínio com os que não sabem imitar ou com os que não gostam de imitar?
- Pela não imitação na obra da vida, sem mais lutas, competições ou escolásticas e em que entendimento, aprender-se-á naturalmente a saber o que é resistir!
E o que é a não imitação?
- A origem!

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É habitual dizer-se: - Tens de ter força de vontade! E desde muito criança que eu perguntava a mim mesma, mas como é que se tem força de vontade, se há pessoas que não gostam do que estão a fazer em suas vivências? E observava as pessoas que não conseguiam ter essa tal, de dita força de vontade e, não a tinham, precisamente porque não conseguiam ser elas mesmas, por tão hostilizadas ou porque com personalidades não combativas ou não agressivas e por sensíveis, a serem tidas de fracas, tinham sempre de se artificializar a serem obrigadas a imitar um qualquer modelo já existente e até seguirem rumos de vida de contra-natura em suas formas de ser e estar.
E todas estas dúvidas resultaram no seguinte, sim até poderemos ter essa tal de dita força de vontade, mas a valorizar para primeiro plano, o DESEJO e o DESEJAR. E o DESEJO o que é? Muito cedo comecei por entender que o Desejo era o Melhor ou a excelência do nosso interior (Pensar) e só conseguiríamos ter força de vontade se estivéssemos bem com essa tal interioridade ou esse TODO interior presente no DESEJO. Ao passo que tudo aquilo que nos era imposto pelos outros como obrigatório, a todos a níveis, para se viver em subsistência, social ou hierarquicamente, seria a tal de dita VONTADE. E essa Vontade, que os outros nos impunham poderia ser terrífica e poderia ser prejudicialmente perigosa, em que as pessoas tornavam-se tendencialmente más dependendo dos interesses e proveitos e muito raramente se tornariam boas, somente se houvesse uma contradição dessa Vontade a enaltecer o Desejo como prioridade. Os desejos ou o DESEJO são pois, tudo aquilo que de melhor existe dentro de nós ou seja, tudo aquilo de que somos feitos em VERDADE e se bem “alimentados” será então possível existir essa tal de dita Força de Vontade. E quando eu digo bem alimentados refiro-me ao ter-se a possibilidade de imaginar (sonhar), criar e cuidar, só presente no que é artístico e que por sua vez, se manifesta quer pela contemplação, concepção ou realização artísticas.
(…)

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