Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim
Alice Valente Alves

Às palmas que batem

Sentados à espera de um dia
A morte separa-nos com vida
E eis que se faz dividida por duas formas
A que deveria de ser vivida com toda a simples e devida sensatez
E a que se faz numa legal dureza de sermos maus uns para com os outros
Pela simples razão de uma assistida razão pouco racional
Essa mesmo de uma qualquer função
Que chegará de quando em quando num avesso de bate palmas
Às portas de quem as fecha por que enquadrado
Em razão que entra, ainda assim
Se instala e demanda sem pedir qualquer autorização
E silenciosamente diz, tu foste avarento, tu foste soberbo
Tu não cuidaste nem ajudaste quem, de muito pouco precisava
Deita-te, cala-te e sofre à minha maneira
E à maneira de um diabólico inferno tornado realidade
Que virá num tempo a seu tempo mais que certo
Vive-se esta vida
Uns tudo tendo
Em outros também tendo o que jamais quereriam ter
E nesta leve passagem em dor que cala
Tornam-se ainda mais pesados os que com pedras atiradas
Não quiseram ser pisados

Poesia e Fotografia de ALICE VALENTE

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