Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim
Alice Valente Alves

FUTURO preciso


FUTURO preciso

Avolumadas as depressivas crises. Prestes ou depressa convertidas à ‘loucura’ comprimida. Reinam estonteantes ordens incisivamente estabelecidas. Acertadas adentro ao que por estipulado falharão. E ao que devem. O que fazer. Com ensinos, modelos, jogos e preceitos em prol. De um tempo perdido. De um aprender a fazer-se ao mando por mandos. Obrigados a não queridos. Do nada de nada se sabe o que é fazer. E os delatores de duros materiais. Batem-se e formam-se às muitas matérias. Em matérias todas elas tão próprias. Tornadas só por si e em si, fugidias. E em repetidos e metralhados coros. Insiste-se que assim terá de ser ou que assim seja.

Fala-se sem saber e diz-se sem pensar

E …

É preciso olhar o futuro 
É preciso pensar o futuro
É preciso sentir esse futuro 
É preciso falar sobre esse futuro

E …

Que futuro é esse

E … Porque o dinheiro deixará de existir

O futuro
Esse futuro para já
É já, já, o de amanhã 

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