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a árvore ao jardim
Alice Valente Alves

Facebook e a cultura

O Facebook enquanto rede social, tem o direito de nos usar para ganhar dinheiro com isso, nas tão habituais e afins publicidades que todos nós conhecemos, e em modas de produtos e mais produtos levados aos desregrados interesses por um atroz consumismo das actuais economias de mercado, e nós que enfim, o permitimos, reserva-nos talvez uma das poucas compensações no único dos direitos que a internet nos pode para já, oferecer de melhor, e que é a possibilidade de divulgação ou no de dar a conhecer o que está acontecer e a fazer-se, no que diz respeito às áreas do Cultura, do Pensamento, das Artes e das novas formas de bem nos relacionarmos com o Ambiente! 

Assim se for restringida essa opção de estar, de comunicar e aprender com os amigos e conhecidos sem ser por essa via de saber o que de melhor eles conhecem e fazem culturalmente, de que interessa a rede social do Facebook ou outras? Para nada! Para isso fica-se então, somente com a televisão, assistindo e aceitando o que é de interesse para quem manipula e faz a notícia ou a publicidade e em que exemplar glamour de vidinhas, para o enriquecimento do nada de nada, à pura distracção e ao vazio em nota máxima da futilidade à construção e contribuição para mais e mais pobreza pelo mundo fora, é isso!

E porque nos bens culturais, a procura, cada qual a sabe fazer por si. E nos comerciais o produto oferece-se por si numa obrigatoriedade ao seu consumo de uma forma modelar e em cadeia. Ou seja, os bens culturais não procuram clientela, nem agradar às pessoas que os procuram, ou há  sensibilidade na identificação ou não, da parte de quem pretende aprender, fruir ou a enriquecer-se interiormente, é preciso é esses bens estarem expostos e em sua divulgação. Ao passo que os produtos comerciais só vingam porque existe a publicidade que manipula e incita à sua compra através da imensidão de técnicas de marketing, relevando pois, para a posse e na  aparência da riqueza de se ter.

E apesar de ainda não ouvir falar acerca da abordagem desta ideia, reparem que afinal, o sucesso do Facebook, deve-se a essa maravilhosa possibilidade de comunicação através dos bens culturais ou na viável e saudável sociabilização com as variadíssimas vertentes das artes e do que é artístico. E sobre o que se pode falar e suscitar desenvolvimento e capacidades de enriquecimento interior, temos como exemplo: uma música, um poema, um pensamento, uma imagem pictórica, uma imagem fotográfica, um apontamento de obra literária, uma ideia, uma notícia ou um vídeo (divulgando um excerto de uma peça de teatro, de dança, de música ou uma performance...), enfim uma imensidão de possibilidades para nos conhecermos a nos valorizarmos uns aos outros com o objectivo de sermos melhores, humanamente. 

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