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a árvore ao jardim

«traço:verde-oliva» e o Museu de Lanifícios

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«traço:verde-oliva», a 7ª cor das nove cores do «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura», para além das características enquanto cor do projecto no significado do advir da Verdade precisa, irei relacioná-la neste espaço exposicional com a importância do azeite para amaciar e alisar a lã, em que a lã era colocada ou ensopada, durante dias, em talhas de barro com azeite.
E será no dia 30 de Abril às 18h30 no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior, na cidade da Covilhã que será apresentada esta minha nova cor, o «verde-oliva», e que inaugurará com a exposição de pintura e em suas correspondentes 9 obras em díptico.
A inauguração e apresentação do «traço:verde-oliva» do «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» contará com a presença do Reitor da Universidade da Beira Interior, Prof. Doutor Manuel José dos Santos Silva, do Presidente do Centro Nacional de Cultura, Prof. Doutor Guilherme D’Oliveira Martins, da Directora do Museu de Lanifícios da UBI, Drª Elisa Pinheiro, do Presidente e Ex-Presidente do Núcleo de Estudantes Filosofia da UBI, respectivamente Joana Tarana e Guilherme Leitão e do Departamento de Comunicação e Artes, Prof. Doutor José Rosa, Director do Curso de Filosofia.



corredor das fornalhas

O MUSEU DE LANIFÍCIOS DA UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR instalado na área das Tinturarias da Real Fábrica de Panos, junto à Ribeira da Goldra, uma manufactura de estado, fundada em 1764 pelo Marquês de Pombal, e classificada em 1982 como Imóvel de Interesse Público, foi inaugurado e aberto ao público a 30 de Abril de 1992. Tendo como objectivo reabilitar e preservar a memória do trabalho dos lanifícios na cidade da Covilhã, o berço desta actividade em Portugal, através da reconstituição dos processos de fabrico e tingimento dos tecidos de lã, utilizados nos finais do século XVIII.

Actualmente integra três núcleos museológicos:

Núcleo da Real Fábrica de Panos – Situado no Pólo 1 da UBI, próximo da Ribeira da Goldra, com uma área de 750 m2 musealizada, correspondente aos espaços das antigas tinturarias pombalinas, que integram as salas de tinturaria dos Panos de Lã, das Lãs em Meada e das Dornas, o Tanque de Água e os Corredores das Fornalhas e que constituem as áreas de Exposição Permanente.
Criado em 1992, através de receitas próprias da UBI, foi instituído com a finalidade de salvaguardar a área das tinturarias da manufactura pombalina. Dedicado à fase da pré e proto industrialização dos lanifícios, este núcleo do Museu vive das estruturas arqueológicas e arquitectónicas preservadas in situ.
Trata-se de dez fornalhas, com as respectivas chaminés embutidas, destinadas ao assentamento de caldeiras de metal, em cobre e estanho, e de oito poços cilíndricos para assentamento de dornas de madeira.
O projecto de musealização procurou articular informações de natureza técnica (fabrico e tingimento dos panos de lã e construção de um espaço manufactureiro) e de natureza arqueológica e histórica.

Núcleo de Râmolas de Sol – Usado como estendedouro de lãs, com uma área global de 652,7 m2 , é inaugurado em 1998 para integrar o parque de estacionamento da UBI.

Núcleo da Real Fábrica Veiga – Sede e Centro de Interpretação dos Lanifícios - Com uma área global de 12.000 m2, ainda em fase de musealização, pretende ser representativo da evolução tecnológica ocorrida no âmbito da indústria dos lanifícios, durante os sécs. XIX e XX. Deste modo, na área de Exposição Permanente do Museu apresenta-se uma significativa colecção de máquinas e equipamentos têxteis característicos daquele período. O Centro de Documentação /Arquivo Histórico constitui igualmente uma estrutura da maior importância quer para a salvaguarda dos fundos documentais nele incorporados, provenientes de entidades públicas e privadas ligadas á indústria de lanifícios, quer para apoiar o desenvolvimento da investigação pluridisciplinar, particularmente na área das ciências sociais e humanas. Para além destas valências, a Real Fábrica Veiga compreende ainda uma área de Exposições Temporárias, uma Oficina/Ateliê têxtil destinada a um público diversificado, um Auditório com cerca de 50 lugares, uma área de lazer com Cafetaria e esplanada e um Parque de Estacionamento. Como Sede do Museu dispõe de uma especializada área técnica destinada à conservação e ao restauro, bem como de áreas diferenciadas de Reservas Gerais. Prevê-se a sua abertura ao público, em regime de horário normalizado, em finais de 2008.


Ler na íntegra, texto que me foi cedido pela Direcção do Museu de Lanifícios: >>> doc_pdf_Museu_Lanifícios


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Post relacionado em ALI_SE:

«verde-oliva» e a importância do azeite na lã


«verde-oliva» e a importância do azeite na lã

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Artesanalmente as ovelhas eram tosquiadas com uma tesoura própria após serem apanhadas e presas as patas. Este trabalho decorria durante os meses de Abril e Maio.
A lã era lavada na ribeira. E perto fazia-se uma fogueira, onde se punha uma panela para escaldar a lã em água a ferver. De seguida colocava-se a lã num cesto, para novamente na água corrente da ribeira e agitando a cesta pudesse sair toda a goma da lã.
Após secar nos juncos ou pedras da ribeira, a lã era batida ou varejada com paus, para depois ser separada.
A seguir, a lã ensopava-se em azeite ou seja, a lã era colocada em talhas de barro com azeite e onde permanecia durante vários dias, para ficar mais macia .
Depois de ser retirada das talhas de barro com azeite, era colocada a repousar em cestas, durante mais uns dias.
De seguida a lã estaria assim pronta, para ser cardada pelo cardador que o fazia com um utensílio de madeira e pregos.
Separada em pesagens de meio quilo, a lã amolecida e alisada pelo azeite, e já cardada, era enrolada em fusos pela fiadeira.
E para fazer os novelos, lavavam-se primeiro as meadas de lã, na água da ribeira com uma mistura de sabão e água. Após a lavagem, o enxaguar e a secagem nas pedras da ribeira, iam à dobadeira para a apresentação final em meadas ou novelos.
(…)

ALICE VALENTE


talhas para o azeite

Fotografias cedidas pela Direcção do Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior


PhotobucketPhotobucket

>>> «verde-oliva» dia 30 Abril 2008 no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior


Artigo relacionado em ALI_SE: «traço: verde-oliva» e o Museu de Lanifícios

O INTERESSE

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Sentou-se e pensou:
- Onde estou eu, que lugar é este?
Uma voz cintilante e muda, vinda de um qualquer interior que não o seu, tenta advertir:
- Estás na terra da penumbra! E já agora, olha bem em teu redor e vês alguma coisa que te interesse? De entre todos esses objectos, algum te interessa?
E continuando naquele mesmo lugar, em terra de ninguém, abanou a cabeça decididamente, em jeito de saber que ali não era, de modo nenhum, o seu lugar.
Quisera ir-se embora, mas não o fez. Deixou-se ficar à espera que algo acontecesse.
E o sangue arrefeceu, a terra estremeceu, o céu espelhava a água que corria suja e não havia como lembrar o que porventura, ali nutria alguma doçura.


POESIA E FOTOGRAFIA DE ALICE VALENTE

AS VÍTIMAS

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(Sobre VÍDEO no YouTube do violento confronto de professora que retira telemóvel à sua aluna rebelde.)

Aprender é preciso e ensinar também.
Mas só ensina bem, todo aquele que gosta de ensinar e que terá por sua vez, alunos para ensinar.
E tanto aprender a ensinar como ensinar para aprender, é efectivamente preciso aprender continuamente com todo o gosto e sensatez a saber como fazer para ensinar bem!
Em mestria, em exemplo e a ser exemplar, só aprende todo aquele que estiver no patamar humilde de saber que poderá aprender pelo respeito de quem sabe ensinar.

Ora todos sabemos que isso não está a acontecer!

A maior parte dos que estão a ensinar no nosso país e assim como os que estão a aprender no nosso país e por sua vez, os pais que criam os seus filhos e que os mandam para as escolas públicas do nosso país, é por obrigação e necessidade que o têm de fazer.


E aí estão as vítimas ou os vários de tipos de vítimas, todas juntas e que são:

  • Os pais que criam filhos e que os têm de mandar para estas escolas públicas
  • Os filhos que são obrigados pelos pais a terem de aprender nestas escolas
  • Os alunos que têm de respeitar as regras das escolas onde estão inseridos e os
  • Os professores que têm de ensinar nestas escolas porque não encontraram no mercado de trabalho outra ocupação profissional.

A vítima aqui que é vitima duas vezes, na mesma pessoa, é pois, o jovem ou adolescente e que é por sua vez, vítima enquanto filho e vítima enquanto aluno, num redobrado dever e num paralelismo de obediência tanto para com os seus pais, como para com os seus professores. E embora todos saibamos que estas crianças, jovens ou adolescentes, não são adultos, nem tem maturidade para tal e exactamente porque estão no seu normal processo de aprendizagem. Essa educação e o ensino, terá de ser administrada e assistida com todo o cuidado, atenção, protecção e respeito, tanto da parte de seus pais como de seus professores.

Mas isto também não está a acontecer!

Parece mas é, que se lhes está a exigir aquilo que eles são incapazes de corresponder e responder, e que é o de serem adultos muito jovens a serem tornados umas vítimas tanto necessárias e expiatórias como culpabilizantes. É errado colocar os que não têm capacidade de se proteger assim nesta forma discriminatória e de exclusão, logo, logo à priori!
Isto é errado, é mesmo, mesmo, muito errado! É um abuso de autoridade para quem não tem possibilidades de se defender.
Mas se é errado, o que há para fazer, não será com certeza, ninguém ou nenhum destes que estão nestas posições de vítimas, que poderão conseguir alguma vez resolver a alterar o que está mal. E porquê? Porque não lhes compete alterar, porque são as primeiras das vítimas, têm de se subjugar!

Há que salientar que não coloquei ou frisei aqui como vítimas, os professores-pais (ou os pais-professores) com filhos nessas mesmas escolas públicas, porque a maior desses mesmo professores-pais, procuram sempre colocar os seus filhos em escolas particulares, para que não lhes suceda essa agonizante exclusão (e porque também a praticam) que sabem de antemão, que seus filhos igualmente irão estar sujeitos. Embora paguem a um ensino particular com esse mesmo dinheiro que ganham como professores nessas escolas públicas com os tais alunos constantemente vitimados e predestinados a serem excluídos.

Vivemos pois num sem fim de atitudes, resultantes dos que precisam de vitimar quantas vítimas forem necessárias para que daí resulte os ganhadores e os vitoriosos em seus palcos de vidas autoritárias, que se arrogam a se tornarem por sua vez os salvadores destes mesmos vitimados!

E enquanto Educação, Cultura e Ensino, estes três cruciais grupos:

  • Pais
  • Filhos-alunos e
  • Professores

Isto é, a sociedade em geral, são afinal vítimas de quem?

Ora todos sabemos muito bem de quem são vítimas, os pais, os filhos-alunos e os professores! Diz-se que é do sistema ou das políticas, será???
Agora é preciso notar que os culpados nunca poderão ser as vítimas!
Os CULPADOS serão sempre todos aqueles que directa ou indirectamente, consciente ou inconscientemente, continuam a construir mais e mais vítimas! E quem são eles???
Os que ganham e se tornam vitoriosos por esta mesma vitimação.

Ou seja, os que têm grande responsabilidade neste país e em seus ministérios, ministros e secretários de estado, tanto da Educação como da Cultura. Sim são pois, o Ministério da Educação e o Ministério da Cultura e em seus ministros, que terão de assumir responsabilidades, não só os actuais como os dos anteriores governos.

E depois ainda temos os formuladores das cientificidades educacionais em quantos psicólogos e psicologias institucionalizáveis, e que por ordens ministeriais estão inteiramente ao dispor e a dispor da Educação e em seu Ensino como se de um negócio se tratasse, continuando a matar qualquer possibilidade de se arranjarem resoluções, estando é sim com suas oportunistas, mesquinhas e mercantis ideias a fomentar mais e mais exclusão social.

Desengane-se todo aquele que pensa que conseguirá resolver algum problema social, pelo simples facto das vias do culpar no apontar de dedos, no culpabilizar, no inferiorizar, no excluir ou no tentar discriminar quem quer que seja.

E há que falar ainda da permissão e em prol de que tontos interesses publicitários e económicos, dos canais de televisão nas suas novelescas e séries televisivas cada vez mais rascas, de consumismos direccionados para jovens, elaboradas por pessoas isentas, tanto de valores éticos como estéticos e usando a tecnologia, em termos de que tudo resolve em prol de que progresso. Pretendem sim, vender, vender e não interessa a quem, é preciso é muitos e muitos e novos públicos para se escoarem produtos instalados, mesmo que esteja na base, a construção de miséria e de miseráveis a todos os níveis, tanto pobres como ricos, para alimentarem estas economias sem escrúpulos.

Sim, existem os que têm responsabilidade, poder e capacidade para a resolução destes problemas, mas ou por incapazes, embora teimosos pela ganância cega do serem bem sucedidos em que interesses económicos, políticos ou outros, ou ainda por falta de sensibilidade por tão distantes dos verdadeiros valores de uma cultura, tentam inverter os papéis e fechar os olhos, virar costas e culpar os outros, e o pior de tudo, que é o culpar as vítimas. Não vêm que isso é uma tontice e que irá dar mau resultado!?

E ultimamente, deu para perceber o quanto é notória essa brutal crueldade que impera em seus responsáveis de criarem mais e mais vítimas.
Como é que uma ministra da Educação e um chefe de Estado do nosso país com todos os que os rodeiam e que se vão tentando proteger com tantas malvadezas, fecham os olhos a um ajuntamento de 100 mil professores na rua?
E depois com toda a malvadez que lhes apraz, ainda culpam as vítimas!
Escusam esses senhores que pretendem tornar-se os vitoriosos deste país à custa descarada de tantas vítimas numa cabal construção de mais e mais exclusão social, o de querer enganar a baralhar tudo e todos, e de ainda por cima, tentarem arranjar culpados nas vítimas!
É que é impensável continuarem a agir assim, vão-se dar mal! Isso é desumano, muito desumano!

Era a mesma coisa que nas ideias hitlerianas ou no nazismo, culpar por existir todo aquele que nasceu judeu! É horrível, não é?
Pois! Foi uma grande monstruosidade de quem imperava e se habilitava a fomentar exclusão e mais exclusão, assim em tão grandes atrocidades.
Agora eu pergunto, é preciso alertar para essas monstruosidades? Eu pensei que já não era preciso, de que ninguém se esqueceu do quanto foi horrível e o quão desumanos foram aqueles conceitos e ideias da exclusão em atrocidades para com o ser humano.

Assim, para onde caminharemos ???



E termino com este excerto do meu post: «O perigoso Psico-Ensino»:

Estratégias mercantilistas não funcionam nem com a Educação nem com a Cultura. Tanto o Ministério da Educação como o da Cultura são a única garantia do equilíbrio de uma sociedade mais justa e humanizada em seus valores de ética e estética. Se misturarem a Educação e a Cultura com as outras áreas da Economia e da Política, entramos efectivamente num descalabro social.


ALICE VALENTE


A Educação no «PÚBLICO» de hoje:
- Associação de Pais e os técnicos psicólogos...
(...) ... possibilidade das escolas poderem contratar técnicos para resolver problemas graves de indisciplina...
(...)... contratação de técnicos como psicólogos e mediadores de conflitos...
- Aluna que agrediu professora em que processo...
(...) Até ao momento a professora não fez nenhuma participação formal fora da escola...
- Professores pedem mais autoridade para professores e a culpa é dos pais...

(...) ... medidas que reforcem a autoridade dos docentes e aumentem a responsabilização dos pais em casos de violência e indisciplina de alunos, responsabilizando directamente o Governo por estes problemas...

O QUE FAZER

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Não sei quem virá
Para dizer quem fez tudo aquilo
Tudo aquilo que por errado

Por tão errado

Era certo

Era o credo da certeza dos incrédulos

E seguimos obrigados a deixarmo-nos ser

Ser dos seres do querer de todos os incrédulos

E esbracejando lutámos, lutámos, lutámos

Para quê

Para diante da cruz

Repetir palavra a palavra

Dizendo, dizendo, dizendo o que estás a fazer

É incerto na certeza de não sabermos

Onde estamos ao certo

De jamais o saber se prega em cruzes

De ladainhas que nos fazem

Não Fazer


E lá longe ouve-se um outro grito

Mais um

Mais que não me verão

Que não me dirão

Que aceitem mais regras

Das obras que não nos ditam






Sobre o «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura»

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à esquerda: nº37 – «o pensar» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2005
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» | traço (cor): Laranja-Lima
à direita: nº 46 – «de que credo» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2005
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura»
| traço (cor): Laranja-Lima


Todo o meu trabalho da “IMAGEM” nos domínios da Poesia, da Pintura e da Fotografia, que estou a desenvolver e a realizar através de projectos autorais, deve-se à minha enorme preocupação com a importância do corpo, corpo que está presente em todos os meus projectos, mas existe um que iniciei no ano 2003 e que gostaria de vos dar a conhecer, é o CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura.
CORPOtraçoCORPO é a comunhão da exposição de imagens poéticas – CORPO vivo com as minhas imagens pictóricas – CORPO ficcionado.
A pintura
– é compreendida com 9 obras em díptico para cada uma das 9 cores, com o formato de 130x81cm e são apresentadas na verticalidade ou na horizontalidade,
A poesia
– surge na conceptual relação da importância da palavra com o pictórico, presente no título das obras e em que irá corresponder a cada obra em seu título, um poema com o mesmo título.
O traço deste projecto apresenta-se na poesia através da palavra e na pintura através da cor, em que representa o equilíbrio ou a harmonia, o que vem entre um e outro… o outro que pode ser o nosso próprio outro ou o outro propriamente dito, em conhecimento ou desconhecimento, depende de como o utilizamos no seu total sentir e pensar sem o aniquilar, numa atenção redobrada dos recursos e potencialidades que possui.
O nove presente no traço da cor e no traço da palavra, surge como o novo, o último dos números, representa assim o nascer, o cuidar beneficamente do ressurgir, em criatividade, o seguinte, o próximo, que virá em sua contemporaneidade, numa antevisão comprazer do que irá ser conhecido ética e esteticamente, no antes do todo em seu próprio desconhecimento…
Já expostas 6 das 9 cores: o vermelho, o castanho-terra, o águal-azul-céu (designação do azul-água e do azul-céu), duas cores conjuntas apresentados na horizontalidade e o laranja-lima (designação da cor da laranja e da cor do limão), duas cores igualmente conjuntas, mas apresentadas na verticalidade…
Seguir-se-lhe-á o verde-oliva, o verde e será a cor-de-pele, que encerrará o ciclo das 9 cores.
9 cores x 9 obras = CORPOtraçoCORPO = 81 obras com 81 poemas

Após as séries de exposições, está previsto uma exposição final com todas as obras aquando do lançamento do livro com o mesmo nome do projecto contendo 81 poemas e ilustrados com as 81 obras e em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.
(…)
O corpo define-se pela sua fisiologia, que o mantém vivo e activo, no entanto o corpo está dependente da anima e em seus desejos converte-se em ser com vida. A vida é feita de um corpo em seu todo no Sentir e no Pensar! No Sentir reagimos e actuamos corporalmente, mas no Pensar é que está a fórmula (ou traço) para nos distinguirmos dos animais.
Um corpo é efémero e de vida passageira, ainda assim, podendo-se projectar em outras realidades, uma vez que o que fica de nós ou do nosso corpo é tãosomente o resultado do pensamento.
É o corpo com o pensamento e a alma que define a representação da nossa existência sem qualquer oposição na incontestável interpretação do incorpóreo e que racionalmente não podemos reconhecer nem testemunhar.
E o Corpo sendo parte integrante da Natureza, essa Natureza com todas as suas forças que vão direccionando nossos corpos com toda a supremacia e beleza, deveríamos estar a viver beneficamente e em harmonia em nosso ambiente natural com todos os elementos dessa mesma Natureza. Mas não está a acontecer, porque nos foi ensinado precisamente o contrário, é que temos que dominar tudo o que nos rodeia, temos de dominar tudo o que mexe.
(…)
E aqui continuamos nós neste castigo, nesta culpa, nesta constante adversidade com a Natureza, a querer alterar essas mesmas forças da Natureza. Estamos é sim, a maltratar a nossa natureza de seres com Sentir e com Pensar, a alterar essa parte benéfica que existe em nós, a inutilizar a alma, a matar o Ser, a apagar a aura, estamos assim a assassinar-nos conscientemente…
(…)
O nosso Corpo como um Todo só será válido na sua totalidade com o Sentir e com o Pensar, quanto maior for a sua capacidade para contribuir com esse mesmo Pensar a Criar e a Cuidar… Somos assim… seres de cuidado e de atenção porque criamos a comunicar primeiro com um Corpo indivisível, através de desejos indissociáveis do intuir em pensamento e alma…
E a comunicação será tanto mais eficaz quanto as diferentes formas desse mesmo pensar da aprendizagem escolástica ou obrigatória estiverem associadas a uma livre aprendizagem, autodidacta, no intuir, numa procura constante da perfeição a preservar tudo o que nos rodeia…
O Homem é portanto, um ser de “comunicação”. E está sempre a descobrir novas formas de se comunicar. E a primeira comunicação é com ele próprio, com o seu silêncio, com a sua consciência, que não alimentada em consciência poderá com toda a má aprendizagem do que é “politicamente correcto”, do sucesso imediato, do que é fácil e passageiro, do superficial, numa satisfação imediata a enganar o corpo, a ficar limitado ao vazio, ao nada, a ficar na infelicidade, na solidão, na penumbra, na decadência…
(…)
E o que ainda nos faz estar aqui, é o cumprimento com o primeiro dos objectivos da vida, o ser a Ser, por seres que somos, de cuidado e de criação, todos aptos, mas mesmo todos aptos e capazes de conseguir, dentro de maiores ou menores limitações, a criar e a cuidar deste nosso planeta, a TERRA, como se tratasse do nosso próprio CORPO.
Para uns é uma questão de aprendizagem simples e para outros, para além de um contínuo processo de aperfeiçoamento e aprendizagem, será também o de transmitir essa mesma aprendizagem nas suas mais variadas formas, pelo Conhecimento em Saber.
E sabendo o que o Pensar de nossas consciências tem para dizer e Fazer… a não usar esse Pensar, é deixar de Pensar!
E deixar de Pensar é negligenciar o Corpo em consciência!
Excertos do Ensaio «A CONSCIENTE NEGLIGÊNCIA DO CORPO»
Comunicação proferida em 2005 na Faculdade de Letras da UNIVERSIDADE DO PORTO

CORPOtraçoCORPO na AMIarte: Março a Abril 2008


Exclusão social

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A origem de toda a exclusão está no aceder
a ser-se solidário com os que impõem ideias solitárias.
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O perigoso "Psico- ENSINO"

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O Ministério da Educação tem vindo, conjuntamente com a Faculdade da Psicologia e Ciências da Educação, a assenhorear-se, a nível nacional de todo o Ensino e até do Ensino Artístico e igualmente, daquela que em breve irá ser posta em prática, a denominada Educação Artística. E a reforma que se fala, e que já está mais ou menos ditada, será no eliminar-se com tudo o que existe até agora, a arranjarem-se novas escolas ou no usar-se as escolinhas mais convenientes ou mais obedientes, para uma talvez, excelência de Escola Nacional Qualificada, com muitos e muitos diplomas à vista e com vistos de uma generalidade, que convém muito generalista. E é nestas novas oportunidades e em seus inteligentes oportunistas, que têm vindo há algum tempo, muito ordeira e legalmente, a arrasar com tudo o que lhes passa pelas mãos. É a construção de qual invencionice que diz respeito a um novo em novidade e que é alusivo ao consumismo, ou seja é uma espécie de nova fabricação ou invasão do se construir pelo novo num fascínio vestido de grande novidade por tão fútil, banal e generalista, com novos cursos e em novos nomes, novos e alegres ocupações patéticas, novos cursos de formação, de formatação e também novos curso de controle. E é neste feroz e desenfreado interesse de quem e em seus de ditos especialistas de tão incompetentes e inaptos para relatórios e afins, se prevêem nessas arregaladas vias e vidas de possuir poder e mais poder, para poderem assim e forçosamente serem respeitados nesta nova era da inspecção fiscalizadora, tão imposta quanto obrigatória num ensino tornado jogo ou guerra e, a cair nas garras das asfixiantes competitividades mercantilistas. Ensino por sua vez a reforçar-se e a acentuar-se cada vez mais no tal paradigma do que é a exclusão social, que todos falam, temem e de que igualmente todos dela tentam fugir. Paradigma este, que se continuarmos a permitir que assim seja e a virarmos costas ao papão-problema, instalar-se-á definitivamente e tornar-se-á de tal modo fatal que, irá tolher completamente qualquer possibilidade de se criarem formas de aprendizagem com todo o entendimento e que tenham a ver com o gosto e o prazer pela vida, em seus naturais e consequentes resultados de um qualquer saudoso e futuro feliz.
Mas afinal o que é que o Ministério da Educação anda a fazer com o Ensino?
Nesta louca onda de profissionalizações e em que diplomas e mais diplomas profissionalizantes, não estará mas é este Ministério a fomentar um tão generalizável quanto inqualificável ensino? Está assumir e a reforçar cada vez mais e até a institucionalizar este tipo de modelo ou paradigma da exclusão social, de forma crónica. E com toda a especialidade coloca na vanguarda os mais incompetentes e os que jamais poderão servir de exemplo para o que quer que seja, numa assoberbada tentativa de ocultar os bons exemplos a serem considerados.
Sim, mas afinal, como é que se prevêem profissionalizações e competências e tantas especialidades e afins, se o que se vê na movida e fomentação deste Ministério relativamente às tais vias profissionalizantes no que possa surgir deste novo Ensino e em seus agentes de agências profissionalizantes, são só pessoas e mais pessoas com possibilidades de trabalharem em escolas e mais escolas, em cursos e mais cursos, sempre num ciclo vicioso de só ser profissional à custa do ensinar-se e do teorizar-se à volta do Ensino e nada mais. A ter-se assim, como única possibilidade, o de simplesmente ser-se professor de qualquer coisa ou matéria ou depois em cursinhos de ocupação de tempos e gentes e alunos e professores à deriva, que ganham simplesmente no se governarem em desportivos passatempos, a dar-se aulas porque sim, porque é obrigatório aprender-se a tempo inteiro o que Ministério acha que é preciso para as presentes economias que lá se vão integrando e formatando no que o Mercado assim quer.
É ei-los por aí muito bem reunidos: professores para formar; professores para gerir; professores para explicar, professores científicos; professores de acompanhamento; professores psicanalíticos… Muitos, muitos professores… É a nova escravatura do Ensino dominada por ideias do competitivo no salve-se quem puder que o Ministério da Educação está a construir. Para que activos hajam muitos professores tão humilhados quanto obedientes e bem comprometidos, embora sem condições para trabalharem porque tão desinteressados, desmotivados e tristes, mas isso é irrelevante. Professores esses que irão adoecer e simplesmente, ir-se-ão tornar numa nova fonte de rendimento para os psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, cientistas e quantos mais que tratam, estes que em suas higiénicas bem vindas terapias, tornar-se-ão miraculosos e salvadores do mundo e dos professores também!
É a nova e vã escola da Competitividade e do Emprego para todos por Igual, da Cópia e da Repetição, do Igual e do nada de novo, na Nova Escola das Agências ou Máquinas da Incompreensão e Desmotivação na isenção generalizada de se pensar ou sentir. É a nova escola da excelente competitividade e em sua inerente e consequente exclusão social, a escola do paradigma do ensinar-se crianças, jovens e que mais de bairros e zonas pobres, em seus pais, irmãos, família e raça, que já todos sabem de antemão, que não têm qualquer direito ao sucesso!!!
Que insuportável via e vidas competitivas para uma construção de Escola profissionalizante, só para alguns nos que já sabem à priori, que vão ser bem sucedidos.
E muito, muito em breve existirão mais professores que alunos em tantas instalações, agências e agenciais formas de estar, de grandes e doentias debilidades, e em que todas as escolas e faculdades serão os novos hospitalários, que se poderão intitular de um novo «Psico-Ensino»
É que um Ensino e em que Educação, jamais poderá passar por conceitos de uma Psicologia que tenha como vertente principal, as ideias redutoras e limitativas da psicanálise tanto de Freud, de Lacan ou ainda de Melanie Klein, e porque cerceiam completamente qualquer possibilidade de se desenvolver um Pensamento saudável com toda a ética e estética.

E esta frase diz tudo, generalizar a oferta e pôr em contacto, ou seja fazer da música uma qualquer coisinha, como eu já referi em anteriores textos:
>>> A Educação Artística e o Espartilho Cientista :
(...) As artes não podem ser apresentadas nas Escolas, assim levianamente, por esta gente que tira cursos em faculdades para se verem nesta remediável agência de ministeriais empregos. Estes tipos de cursinhos e em que mezinhas, têm de ser proibidos enquanto antes! É que as crianças, só pelo nome nem se inscrevem, e se são obrigadas pelos seus pais para estarem ocupadinhas com qualquer coisinha que as entretenha e até de bonitinho, depois basta-lhes ir a uma primeira aula, que ficam logo vacinadas, para nunca mais repetirem a dose, é que aquilo é de arrepiar, é que é demasiadamente medíocre. E se aos encarregados de educação ligados às artes, lhes fosse permitido assistirem aquelas aulinhas e, até tivessem a possibilidade de as avaliar, dariam com certeza: nota zero!
E como é que a arte pode ser tida de terapia, é que se a arte é levada por estes caminhos remediados nas escolas, deixa imediatamente de cumprir os seus objectivos enquanto ARTE.
E desde quando a Arte e a Vida são remédios para o que quer que seja?
Não esqueçamos e não confundamos que a Arte e a Vida são a potência e a força vital de se Ser humano.(...)


Mas a ideia ou conceito, ou talvez estratégia (termo da Economia, da oferta ou do Mercado) do Ministério da Educação em suas agências, especialistas e especialidades é exactamente essa, a de caluniar e desacreditar por completo o que existe do ensino artístico e em seus, ainda credíveis professores, e no que melhor ainda temos na aprendizagem das artes. E vá de retirar-lhes alunos indirectamente ou senão, a direccioná-los teimosa e tardiamente numa única saída, a de integrá-los em que regras ou como se o talento, pudesse alguma vez, manifestar-se em que hora, idade para se tornar justificável enquanto exequível prova para que provas dadas. E de seguida vem o apontar de dedos aos tais professores excluídos ou postos de fora por não terem mais alunos e em seus conservatórios, e os agentes da inqualificável agência saberão como fazer, a depois usá-los como bem entenderem nas suas novas escolas do «Psico-Ensino». Isto é típico dos incompetentes e desta nova era das gentes das ciências educacionais e em seus cientistas psico-freudianos. Efectuada toda e qualquer exclusão, essa gente de alto gabarito por tão gabados e babados, tornam-se então e ainda, os grandes salvadores de toda esta carneirada de professores que lhes vão obedecendo forçosa e cegamente, fruto de tanta distracção e daquela necessidade de subserviência, e em que sobrevivência não dita porque ditada e livre por tantos consumistas.
E a titular da pasta da Educação tentará continuar com a sensata malvadez que lhe aprouver em seu estar confortável, das ditas modas do psico-políticamente correcto no seu novo «Psico-Ensino»: simplificar complicando; mostrando excelência na incompetência; nomeando responsáveis perfeitamente irresponsáveis; apresentando quais superioridades de exemplos a seguir, com os piores dos piores exemplos de todos; revelando que a qualidade do que quer pôr em prática é completamente inqualificável e impraticável… E a demonstrar assim e por aí, que tudo o que diz é uma verdadeira mentira e que, o que pretende que seja tornado em verdade verdadinha, não passará de uma grande mentira!
Estratégias mercantilistas não funcionam nem com a Educação nem com a Cultura. Tanto o Ministério da Educação como o da Cultura são a única garantia do equilíbrio de uma sociedade mais justa e humanizada em seus valores de ética e estética. Se misturarem a Educação e a Cultura com as outras áreas da Economia e da Política, entramos efectivamente num descalabro social.
*
LER em ALI_SE:
>>> 2007_05_28 - O inapto relatório para o Ensino da EDUCAÇÃO ARTÍSTICA

>>> 2007_10_13 - Para que é que serve a Educação Artística


>>> 2007_11_01 - Dito na Conferência Nacional de Educação Artística
(…) no dia 29 de Outubro na sala Suggia da Casa da Música na 2ª Sessão, assisti ao ser desmascarado mais depressa do que eu estava à espera, o tal presidente e responsável do Relatório do Ensino para a Educação Artística em Portugal, Dr. Domingos Fernandes. E que envergonhado perante toda a plateia, assumiu peremptoriamente a sua total incapacidade e incompetência, após as violentas palavras de indignação de Rui Vieira Néry… (…)


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LER em IDEIAS SOLTAS:
>>> 2008_02_08 - Carta Aberta à Agência Nacional para a Qualificação

>>> 2008_02_12 -Resposta ao Prof. Dr. Domingos Fernandes

Ensino Artístico Vocacional? Não existe em Portugal. O que existe é um Sistema de Ensino Artístico Especializado de qualidade, financiado publicamente e aberto a quem o pretender frequentar. (…) O Ministério da Educação pagou centenas de milhares de euros numa Conferência Nacional de Educação Artística sem que da organização fizesse parte qualquer especialista de Ensino Artístico; nem como convidado. (…)
(...) O outro documento é da própria Agência Nacional para a Qualificação onde, logo na página 2, lemos estupefactos:
«(…) substituir a actual responsabilidade das famílias na orientação da procura pela responsabilidade do Estado na garantia e universalização do acesso ao estudo da música e da dança.»
Leram bem? O Estado substituir-se às famílias? O que é isto? Nunca os pais deram procuração ao Estado para os substituir na obrigação de educar os filhos! (...)

A DANÇA enquanto ARTE

...
A dança não é uma arte do efémero, a dança não é um movimento de descanso ou relaxamento, a dança projecta-se numa persistência de constantes gestos tão energéticos quanto duradoiros que se perpetuam insistentemente. E é no gesto presente que se inscreve esse movimento antecipado e permanente da projecção num tempo que lhe irá dar por sua vez, essa mesma força de auto-afirmação.
A dança surge e ressurge de uma presença que lhe é espectral. É que a dança enquanto arte é sempre mais qualquer coisa do que aquilo que os bailarinos fazem. Ao admirarmos uma dança naquilo que ela nos fascina e engrandece, não é adquirido naquilo que nos é dado observar fisicamente através de uma corrida, um salto, um gesticular ou um caminhar às voltas num palco ou numa sala. Isto é, se se conduzir ou encaminhar a dança para movimentos de uma qualquer motricidade humana, deixa imediatamente de ser considerada arte e perde-se assim a sua força, energia e intenção artística.
Se os que à dança se atém numa pretensa correspondência de repetitivas gesticulações sem a elevarem ao expoente máximo do que lhe é inerente enquanto vital força criativa, transformam-na naquilo que ela não é e que é pois, pertença da ginástica, uma mera actividade desportiva.



2 0 0 7 _ 1 4 F E V E R E I R O : Vira-se a DANÇA

Petição à EDUCAÇÃO

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PETIÇÃO: Defesa do Ensino Artístico em Portugal
... a pretensão do Ministério da Educação de alterar o Sistema Educativo Português, no que à Educação Artística diz respeito, nomeadamente ao Ensino Artístico Especializado, pelo facto de se basearem no relatório final de Estudo de Avaliação do Ensino Artístico, que carece, por falta de rigor metodológico, de validada científica, seja por não englobar, na equipa que o elaborou nenhum artista ou professor de qualquer arte, nem ter realizado o trabalho de campo que se exigia como fundamento junto das cerca de 100 Escolas de Ensino Especializado de música, dança e teatro, públicas e privadas, reconhecidas e financiadas pelo próprio Ministério da Educação.
> > > Petição - DEFESA DO ENSINO ARTÍSTICO EM PORTUGAL do Ideias Soltas de Carlos Araújo Alves:
Peço que se impliquem, todos em uníssono, no combate contra a destruição da Educação Artística de qualidade em Portugal pelo Ministério da Educação - música, dança e teatro. Se cada um de nós conseguir ver que afinal é disso que se trata e não do encerramento do Conservatório Nacional, poderá ser que ainda vamos a tempo.

Destaque:


LER em ali_se:

“O inapto relatório para o Ensino da EDUCAÇÃO ARTÍSTICA”

“Cultura sem ARTES ?!”

AVISO Emails

...
Perdi todos os emails que me foram enviados de 22 a 25 Janeiro 2008, devido a um problema no meu Outlook durante esse período e que felizmente, neste momento já está resolvido. Assim e se for o caso, a quem leia este aviso e a ser ainda possível, recuperar alguns deles (profissionais e pessoais…), peço-vos encarecidamente que mos façam chegar novamente, reencaminhando-os para esse mesmo endereço: alicevalente@sapo.pt
Um muito, muito obrigada!
Alice Valente


castigo por FIM

...


Castigamo-nos saboreando o que é proibido

Castigamo-nos fumando e bebendo na dose do excesso
Castigamo-nos
Castigamo-nos na legalidade da vida
Castigamo-nos porque o prazer vende-se ao gozo
Castigamo-nos pelas coerentes regras da denúncia
Castigamo-nos na aprendizagem de não-ser
Castigamo-nos pelas leis da obediência enviesada
Castigamo-nos contraditos
Castigamo-nos por um dia se igualar a uma vida inteira
Castigamo-nos quando o frio se instala num dia de Sol
Castigamo-nos porque o arrepio faz-te rasgar tua pele interior
Castigamo-nos sem dó nem piedade
Castigamo-nos porque precisam de nós assim a consumir

FUMAR MATA - NÃO À DROGA - FIM À EXPLORAÇÃO...

Fim às escolas dos repetidores... Fim aos católicos ameaçadores... Fim aos falsos que se tornam benditos mentirosos... FIM às leis da CULPA assentes no "político ou psicologicamente correcto"... FIM aos que se protegem em palácios servidos por escravos... FIM a tudo o que é errado e aceite como certo legalmente... FIM aos professores e a todos aqueles que precisam do dinheiro que ganham para comer a humilhar todos os desprotegidos e sem posses... FIM à utilidade inútil e FIM à inutilidade útil... POR FIM, fim às indústrias, fábricas, escolas, economias e sistemas da exclusão humana!...

Tudo porque um dia irei morrer e tu também!

VALORES

...

Tudo o que é construído à margem dos VALORES Éticos e Estéticos,
entrará mais tarde ou mais cedo em decadência.

Ouvir o céu

...

Em Outubro de 1992 – no deserto de Mojave e num vale de Porto Rico – demos início ao que foi de longe o programa de busca mais promissor, mais intenso e mais completo de inteligência extraterrestre (o SETI). Pela primeira vez, a NASA organizou e pôs em prática o programa. Todo o céu seria examinado ao longo de um período de 10 anos com uma sensibilidade e uma gama de frequências sem precedentes. Se, num planeta de qualquer dos 400 000 milhões de outras estrelas que constituem a Galáxia da Via Láctea, alguém tivesse estado a enviar-nos uma mensagem rádio, talvez tivéssemos tido uma boa hipótese de a ouvir.

Precisamente um ano mais tarde, o congresso acabou com tudo isso. O SETI não era de importância primordial; o seu interesse era limitado; era demasiado caro. Mas todas as civilizações da história da humanidade dedicaram alguns dos seus recursos à investigação de questões profundas sobre o universo e é difícil pensar numa questão mais profunda do que saber se estamos ou não sozinhos. Mesmo que nunca decifrássemos os conteúdos da mensagem, a recepção de um sinal desses transformaria a nossa perspectiva do universo e de nós mesmos. E, se conseguíssemos compreender a mensagem de uma civilização tecnicamente avançada, talvez os benefícios práticos fossem sem precedentes. Longe de ter uma base de apoio estreita, o programa SETI, fortemente impulsionado pela comunidade científica, também está inserido na cultura popular. O fascínio com este empreendimento é vasto e duradouro, e por muito boas razões. E longe, de ser demasiado caro, o programa teria custado aproximadamente o mesmo que um helicóptero de ataque por ano.

Pergunto-me porque motivo esses membros do Congresso preocupados com preços não dedicaram maior atenção ao Departamento de Defesa – que, com o fim da União Soviética e da guerra fria, continua a gastar, quando todos os custos são avaliados, mais de 300 000 milhões de dólares por ano. (E noutros sectores do governo há muitos programas que equivalem à segurança social para os ricos). Talvez os nossos descendentes olhem para trás, para a nossa época, e pasmem connosco – na posse da tecnologia para detectar outros seres, mas de ouvidos fechados porque insistimos em gastar a riqueza nacional para nos proteger de um inimigo que já não existe.

(págs. 397 – 398)

CARL SAGAN, O MUNDO INFESTADO DE DEMÓNIOS – A Ciência como Uma Luz na Escuridão (1995) - GRADIVA

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