VISITAS GUIADAS
Traço: verde-oliva na UBI até 29 Junho 2008
VISITAS GUIADAS
QUERO LÁ SABER
[Os que estão mal no quero lá saber para os que estão bem] – os obrigados
O quero lá saber é uma forma ou modelo de relacionamento social, subjectivamente institucionalizado na nossa contemporaneidade. Todas as pessoas estão-se marimbando umas para as outras. Ignora-se e é-se ignorado, em prol de que inteligente ignorância, a ignorar-se o que não podemos nem deveríamos de ignorar. Mas eis que esta, é já a fórmula mais taxativamente delegada pelos exemplares responsáveis no deixa andar, deixa acontecer, deixa estragar… não faz mal!
E existem responsáveis por tudo isto
E existem instituições
E existem estados
E existem governos
E existem políticas
E economias
E seitas
E empresas…
Mas o que é que estão a fazer estes grupos dos que fazem e fabricam este mesmo estar do QUERO LÁ SABER ? ? ?
- Institucionalizaram esse mesmo quero lá saber ! ! !
E todo este quero lá saber, generalizou-se por completo numa caricata generosidade dos privilegiados aos obrigados.
O político;
O professor;
O economista;
O empresário;
O jornalista…
E embora de uma afeita cordialidade, é de uma enorme crueldade este QUERO LÁ SABER, tomado como um novo modo de estar, de mandar e de fazer, levado a um derradeiro e obrigatório quero lá saber.
É a nova e psicológica moda do quero lá saber, eu estou mais ou menos, eu sobrevivo, ah e depois há quem esteja pior que eu, e vá de se viver neste quero lá saber.
Se ao político, ao professor, ao economista, ao religioso, ao empresário, ao jornalista, ao mercador, ou a todo aquele que ganha, que delega ou que compra sem mais preocupações e ainda que tenha muito ou pouco dinheiro para conseguir viver nesta atroz sobrevivência, e a estragar ou não, no muito ou pouco de deitar ao lixo o que é a carência de muitos outros. E se a todos estes, um dia e num só e único dia, lhes faltar o pão e a comida para a boca, quero ver se continuarão a usar esta forma de se alimentarem numa relação com o mundo e com as pessoas neste doentio estado de um QUERO LÁ SABER.
OS ERROS DO JORNALISMO
É que os jornais ou as empresas jornalísticas e em seus profissionais que por fascinados com a negociável imagem manipulável de produtos e coisas, venderam-se completamente à publicidade e em seu mortífero deslumbramento.
E eis ao que já estamos a assistir, os jornais ou as empresas e em seus profissionais jornalísticos desviaram-se definitivamente dessa primeira das suas funções, o de dar a notícia em primeira mão e em prol de uma verdade e de um bem humanitário ou comunitário e a transformaram-se numa qualquer inversa situação. Em que neste momento, os jornais foram já convertidos à oferta da notícia enquanto notícia, por uma qualquer publicidade que os garanta vivos num novo tipo de subserviência e sobrevivência do insustentável. E ao que se assiste, é a publicidade que usa os jornais e a notícia, em que o jornal em si, deixou de dar notícia como a sua mais-valia, a dar-se em primeira lugar à publicidade e a colocar o fundamento da notícia para um segundo e subalterno plano, deixando assim ater a notícia ao que a publicidade lhe possa dar num mísero valor.
E já todos os jornais, revistas, editoras, etc… estão por aí assim, a subalternizarem-se a algo ou à publicidade que não os tem favorecido em nada e porque jamais os poderá vir a favorecer.
É que essas notícias são igualmente fabricadas da mesma forma que o são as suas publicidades.
A blogosfera para além das muitas formas de comunicação e dos seus intervenientes e em sua divulgação tem vindo a dar espaço a que livremente por aqui se circule sem imposições de nos termos de vender forçosamente àquilo com que não nos identificamos. E é precisamente nesse estar, onde muitos de nós nos situamos e que por aqui nos vamos encontrando.
E por isso considero que
Blogues, BLOGOSFERA e Jornalismo
É isso mesmo! Legislar-se, legislar-se em leis e mais leis em defesa de uns quantos que bem estão, a fazerem a folha aos que mal estão. É assim a forma de se fazer mais e pobreza e em que legalista exclusão social…
É pois sobre
Programas televisivos maus, muito ruins mesmo, que nada acrescentam, ao que de bem, a blogosfera tem feito em prol da verdade, da notícia verdadeira e da cultura.
E os que temem a blogosfera, são os que estão numa posição contrária, nessa posição contrária de quem nada tem feito em prol dos que mal estão, muito simplesmente ignoram os que estão mal e que é uma sociedade e um país em geral, a tratarem mal essa mesma sociedade e numa arrogância que mete dó.
E depois estão à espera de quê ? Que sejam bem tratados pela blogosfera, porque são arrogantes e prepotentes e têm poder e as leis do seu lado e por isso, querem ser respeitados com esse poderzinho? A blogosfera ou o povo, ou a sociedade em geral, ou os que pensam e têm alguma lucidez, querem lá saber dessas vaidades de «gente» cordialmente mentirosa!
E o mais simples para os que bem protegidos estão, é refugiarem-se em leis e mais leis, e é toca de legislar ainda mais, mais e mais, a acabar com a blogosfera ou com tudo e com todos os que lhes possam fazer afronta e pôr só, só a escrever por aí e na blogosfera também, os tais profissionais jornalísticos, tão desinteressantes e porque quase todos comprados e vendidos ao poder e às empresas e em que legalidade(s), é fácil, simples, barato e tão sem objectivos humanitários e porque jornalistas estes, tão distantes estão de um saber e em sua cultura!
Agora que queiram vir calar quem escreve, jornalistas ou não, e a quem diz a verdade e até sem ganhar dinheiro com isso, e que até está a fazer um bem social e humanitário, papel esse que deveriam ser todos os jornalistas a fazê-lo, é de lamentar!
Todos sabemos que os jornalistas e os media acabam por estar envergonhados por a maior parte, não estar a cumprir o seu papel de agentes e profissionais
>>> A blogosfera segundo a SIC
>>> A televisão e os jornais …
>>> Os perigos da televisão
>>> Blogue | O Drama! O Horror!...
À ESPERA
Espera-se demais
Espera-se demasiado
E muito se espera
À espera dos outros tudo aquilo que não se sabe dar
À espera dos outros tudo aquilo que não se sabe fazer
E espera-se que os outros façam
Que os outros liguem
Que outros se lembrem
Que os outros estimem e admirem
Que os outros digam o que se há-de fazer
Em aprender e em que aprendizagens
A não se ligar
E ainda em grande demasia
Espera-se que um Deus venha
E que também venha a Senhora deusa salvadora
Milagrar a Terra
A milagrar os homens e a dar-lhes a razão que eles não têm
E à espera
E sempre à espera
Do Melhor e a querer o melhor sem o fazer
E a não se dar o Tudo do melhor que se tem
Escondidos escondem-se
No porque será
Que todo aquele que sabe dar sem esperar
Receberá sempre
WORKSHOP de FOTOGRAFIA 27 Maio 2008 na UBI
.
WORKSHOP de Interpretação da FOTOGRAFIA – UBI
*INSCRIÇÃO ABERTA A TODOS OS ALUNOS DA UBI
«CORPO - traço: FOTOGRAFIA»
27 MAIO 2008 | 3ªfeira | 15h00 - 18h00
LOCAL: Auditório da Parada – UBI - Covilhã
UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR
ENTRADA LIVRE
P A R T I C I P A Ç Ã O:
- Prof. Doutor
- Alice
- Alunos da UBI
15h00 - 18h00 :
“TRILOGIA DA IMAGEM [Poesia – Pintura – Fotografia]” por Alice
A importância da Poesia, da Pintura e da Fotografia nestas três vertentes do que é a IMAGEM no desenvolvimento, concepção e realização de projectos artísticos interdisciplinares com as áreas culturais, educativas, científicas, humanas e filosóficas.
“O ANTES, O DURANTE E O DEPOIS” por Alice Valente Alves
A Fotografia Artística Profissional com a Apresentação em PowerPoint de Imagens referentes à colaboração e pesquisa de planos fotográficos criados expressamente para o cenário da coreografia A SIBILA, a partir do romance homónimo de Agustina Bessa-Luís, estreada em Lisboa, na Fundação Calouste Gulbenkian em 1998. Em que O ANTES irá aludir às imagens do pedido profissional pela Companhia de Dança Contemporânea, no âmbito da Criação Artística para o trabalho cenográfico da coreografia, O DURANTE que reporta para a relevância das Imagens do acto criativo na Fotografia e O DEPOIS relativamente às Imagens ou resultado final e em seu registo do movimento coreográfico com a respectiva cenografia.
DEBATE
APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS AUTORAIS pelos Alunos da UBI
«O CORPO na FOTOGRAFIA» pelo Prof. Doutor Frederico Lopes
DEBATE FINAL
*I N S C R I Ç Ã O : Aberta a todos os Alunos da UBI
Esta iniciativa está aberta a todos os Alunos da UBI que queiram participar em que para tal, até às 20h00 do dia 26 de Maio de 2008, deverão enviar por email, 1 ou 2 Fotografias (no máximo) de sua autoria alusivas ao CORPO.
Com a Identificação do Autor, Curso da UBI, Título da Fotografia e Descrição (facultativa).
Com Assunto: Inscrição Workshop «CORPO–traço:FOTOGRAFIA».
A enviar para os dois endereços: sexto-empirico@hotmail.com e alicevalente@sapo.pt
Posteriormente todas as Imagens irão ser publicadas pela UBI em Página (a designar) on-line
O R G A N I Z A Ç Ã O :
INFORMAÇÃO E DIVULGAÇÃO:
http://www.sexto-empirico.blogspot.com/
http://www.alisenao.blogspot.com/
http://www.alicevalente.wordpress.com/
A ESMOLA
Não será que certos ordenados, não passam para quem os recebe e ou para quem os paga, como se de uma esmola se tratasse?
Talvez sim, talvez não. Depende da conjectura social e de como é considerado o termo em si, no momento em que essa esmola, OFERTA ou ordenado é praticada em pedintes e pedantes.
E depois também é interessante, que uma qualquer ajuda, também poderá ser considerada de esmola!
E quanto aos afectos, estarão estes também e já nessa dimensão psicanalítica, do que é a esmola de quem dá e recebe numa outra forma solícita?
Mas afinal e procurando qual o significado de esmola no dicionário encontramos o seguinte:
ESMOLA s. f. Aquilo que se dá aos pobres por caridade. Benefício. Subsídio. Esmola da missa, retribuição a quem celebrou missa. Pop. Sova. Tunda. Pisa. (Dicionário Lello Universal)
ESMOLA s. f. O que se dá aos pobres por caridade. / Fig. Favor: a esmola de um elogio, de um olhar. Benefício, caridade. (Enciclopédia Larousse)
ESMOLAR v. 1 mendigar 2 fig. Pedir: implorar, suplicar. (Dicionário Houaiss)
BONSAI - Exposição na UBI
Excerto do texto «WABI SABI: O sentimento estético japonês» de MÁRCIO MERUJE
(Estudante de Mestrado de Filosofia da UBI)
Exposição BONSAI de MÁRCIO MERUJE
BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR
SUGESTÃO:
Visita ao link do Clube Bonsai Sintra
O Dia da Mãe no ser-se mãe porque sim
E hoje neste dia, a se ter de pensar que se é mãe, em todos os filhos que presumivelmente pensariam em sua própria mãe com que afecto e atenção. Nem sempre isso acontece, e porque existe aquela mãe que tudo faz pelos seus filhos, também existe aquela outra mãe que nada fez nem pensou fazer pelos seus filhos.
E a não se ter uma mãe bondosa e apaziguadora, ainda assim seu filho, poderá vir a ser um filho sensível, e não me venham dizer que isto não é possível, porque é. E também, e todos até sabemos que sim, o mesmo sucederá em seu inverso.
E uma e outra mãe, continuam a ser o transporte da vida na via do que é sensível. E é pois, este o sentido de um qualquer sentido do sensitivo no que é humano, que nos faz ainda ter vida.
E como tal, deixamo-nos ater a um DIA que nos remete para a MÃE no ser-se mãe porque sim, à mãe ou àquela mãe que tudo faz sem esperar nada em troca, à mãe que transporta o peso da vida, à mãe considerada mãe porque sim desde que tudo abarque sem mais queixas ao mundo.
FHI - Falha Humana Intencional
Inabilidade essa, fruto da incompetência que se tem generalizado e que até se tem ensinado como exemplo a ser seguido. Incompetência essa que por sua vez, se poderá intitular de Falha Humana Intencional, isto é, por obrigação a se ter de cumprir algo que está estipulado, numa qualquer moralidade e em que convenientes e manipuladoras leis instituídas, mostra-se que se cumpre para aguentar o peloiro, e porque até se diz que falhar é humano, vá então, de falhar-se propositadamente. Ou seja, não se está a cumprir com esse primeiro dos deveres enquanto seres que somos, dotados de uma ética e com a capacidade de continuarmos a trabalhar para uma mútua dignificação. Assim, a trabalhar-se ou a fingir que se trabalha para aquecer convenientemente o lugar e em que inúmeros lugares, está-se pois e efectivamente, a assistir a um abandalhar das instituições e em suas funções vitais. Quero com isto dizer que essa mesma incompetência, se tem difundido com uma naturalidade tal, em gente e mais gente cretina que reinam por aí, a contribuírem descarada e intencionalmente para o crescimento de mais e mais pobreza.
CONVITE 30 Abril 2008 18h30 na UBI
>>> pdf_CONVITE 30 Abril 2008 às 18h30 na Universidade da Beira Interior - Covilhã
«traço:verde-oliva» e o Museu de Lanifícios

E será no dia 30 de Abril às 18h30 no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior, na cidade da Covilhã que será apresentada esta minha nova cor, o «verde-oliva», e que inaugurará com a exposição de pintura e em suas correspondentes 9 obras em díptico.
A inauguração e apresentação do «traço:verde-oliva» do «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» contará com a presença do Reitor da Universidade da Beira Interior, Prof. Doutor Manuel José dos Santos Silva, do Presidente do Centro Nacional de Cultura, Prof. Doutor Guilherme D’Oliveira Martins, da Directora do Museu de Lanifícios da UBI,
O MUSEU DE LANIFÍCIOS DA UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR instalado na área das Tinturarias da Real Fábrica de Panos, junto à Ribeira da Goldra, uma manufactura de estado, fundada em 1764 pelo Marquês de Pombal, e classificada em 1982 como Imóvel de Interesse Público, foi inaugurado e aberto ao público a 30 de Abril de 1992. Tendo como objectivo reabilitar e preservar a memória do trabalho dos lanifícios na cidade da Covilhã, o berço desta actividade em Portugal, através da reconstituição dos processos de fabrico e tingimento dos tecidos de lã, utilizados nos finais do século XVIII.
Actualmente integra três núcleos museológicos:
Núcleo da Real Fábrica de Panos – Situado no Pólo 1 da UBI, próximo da Ribeira da Goldra, com uma área de
Criado em 1992, através de receitas próprias da UBI, foi instituído com a finalidade de salvaguardar a área das tinturarias da manufactura pombalina. Dedicado à fase da pré e proto industrialização dos lanifícios, este núcleo do Museu vive das estruturas arqueológicas e arquitectónicas preservadas in situ. Trata-se de dez fornalhas, com as respectivas chaminés embutidas, destinadas ao assentamento de caldeiras de metal, em cobre e estanho, e de oito poços cilíndricos para assentamento de dornas de madeira.
O projecto de musealização procurou articular informações de natureza técnica (fabrico e tingimento dos panos de lã e construção de um espaço manufactureiro) e de natureza arqueológica e histórica.
Núcleo de Râmolas de Sol – Usado como estendedouro de lãs, com uma área global de
Núcleo da Real Fábrica Veiga – Sede e Centro de Interpretação dos Lanifícios - Com uma área global de
Ler na íntegra, texto que me foi cedido pela Direcção do Museu de Lanifícios:
Post relacionado em ALI_SE:
«verde-oliva» e a importância do azeite na lã
«verde-oliva» e a importância do azeite na lã
A lã era lavada na ribeira. E perto fazia-se uma fogueira, onde se punha uma panela para escaldar a lã em água a ferver. De seguida colocava-se a lã num cesto, para novamente na água corrente da ribeira e agitando a cesta pudesse sair toda a goma da lã.
Após secar nos juncos ou pedras da ribeira, a lã era batida ou varejada com paus, para depois ser separada.
A seguir, a lã ensopava-se em azeite ou seja, a lã era colocada em talhas de barro com azeite e onde permanecia durante vários dias, para ficar mais macia .
Depois de ser retirada das talhas de barro com azeite, era colocada a repousar em cestas, durante mais uns dias.
De seguida a lã estaria assim pronta, para ser cardada pelo cardador que o fazia com um utensílio de madeira e pregos.
Separada em pesagens de meio quilo, a lã amolecida e alisada pelo azeite, e já cardada, era enrolada em fusos pela fiadeira.
E para fazer os novelos, lavavam-se primeiro as meadas de lã, na água da ribeira com uma mistura de sabão e água. Após a lavagem, o enxaguar e a secagem nas pedras da ribeira, iam à dobadeira para a apresentação final em meadas ou novelos.
Fotografias cedidas pela Direcção do Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior
>>> «verde-oliva» dia 30 Abril 2008 no Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior
Artigo relacionado em ALI_SE: «traço: verde-oliva» e o Museu de Lanifícios
O INTERESSE
Sentou-se e pensou:
- Onde estou eu, que lugar é este?
Uma voz cintilante e muda, vinda de um qualquer interior que não o seu, tenta advertir:
- Estás na terra da penumbra! E já agora, olha bem em teu redor e vês alguma coisa que te interesse? De entre todos esses objectos, algum te interessa?
E continuando naquele mesmo lugar, em terra de ninguém, abanou a cabeça decididamente, em jeito de saber que ali não era, de modo nenhum, o seu lugar.
Quisera ir-se embora, mas não o fez. Deixou-se ficar à espera que algo acontecesse.
E o sangue arrefeceu, a terra estremeceu, o céu espelhava a água que corria suja e não havia como lembrar o que porventura, ali nutria alguma doçura.
AS VÍTIMAS
Aprender é preciso e ensinar também.
Mas só ensina bem, todo aquele que gosta de ensinar e que terá por sua vez, alunos para ensinar.
E tanto aprender a ensinar como ensinar para aprender, é efectivamente preciso aprender continuamente com todo o gosto e sensatez a saber como fazer para ensinar bem!
Em mestria, em exemplo e a ser exemplar, só aprende todo aquele que estiver no patamar humilde de saber que poderá aprender pelo respeito de quem sabe ensinar.
Ora todos sabemos que isso não está a acontecer!
A maior parte dos que estão a ensinar no nosso país e assim como os que estão a aprender no nosso país e por sua vez, os pais que criam os seus filhos e que os mandam para as escolas públicas do nosso país, é por obrigação e necessidade que o têm de fazer.
E aí estão as vítimas ou os vários de tipos de vítimas, todas juntas e que são:
- Os pais que criam filhos e que os têm de mandar para estas escolas públicas
- Os filhos que são obrigados pelos pais a terem de aprender nestas escolas
- Os alunos que têm de respeitar as regras das escolas onde estão inseridos e os
- Os professores que têm de ensinar nestas escolas porque não encontraram no mercado de trabalho outra ocupação profissional.
A vítima aqui que é vitima duas vezes, na mesma pessoa, é pois, o jovem ou adolescente e que é por sua vez, vítima enquanto filho e vítima enquanto aluno, num redobrado dever e num paralelismo de obediência tanto para com os seus pais, como para com os seus professores. E embora todos saibamos que estas crianças, jovens ou adolescentes, não são adultos, nem tem maturidade para tal e exactamente porque estão no seu normal processo de aprendizagem. Essa educação e o ensino, terá de ser administrada e assistida com todo o cuidado, atenção, protecção e respeito, tanto da parte de seus pais como de seus professores.
Mas isto também não está a acontecer!
Parece mas é, que se lhes está a exigir aquilo que eles são incapazes de corresponder e responder, e que é o de serem adultos muito jovens a serem tornados umas vítimas tanto necessárias e expiatórias como culpabilizantes. É errado colocar os que não têm capacidade de se proteger assim nesta forma discriminatória e de exclusão, logo, logo à priori!
Isto é errado, é mesmo, mesmo, muito errado! É um abuso de autoridade para quem não tem possibilidades de se defender.
Mas se é errado, o que há para fazer, não será com certeza, ninguém ou nenhum destes que estão nestas posições de vítimas, que poderão conseguir alguma vez resolver a alterar o que está mal. E porquê? Porque não lhes compete alterar, porque são as primeiras das vítimas, têm de se subjugar!
- Pais
- Filhos-alunos e
- Professores
Isto é, a sociedade em geral, são afinal vítimas de quem?
Agora é preciso notar que os culpados nunca poderão ser as vítimas!
Os CULPADOS serão sempre todos aqueles que directa ou indirectamente, consciente ou inconscientemente, continuam a construir mais e mais vítimas! E quem são eles???
Os que ganham e se tornam vitoriosos por esta mesma vitimação.
Ou seja, os que têm grande responsabilidade neste país e em seus ministérios, ministros e secretários de estado, tanto da Educação como da Cultura. Sim são pois, o Ministério da Educação e o
E depois ainda temos os formuladores das cientificidades educacionais em quantos psicólogos e psicologias institucionalizáveis, e que por ordens ministeriais estão inteiramente ao dispor e a dispor da Educação e em seu Ensino como se de um negócio se tratasse, continuando a matar qualquer possibilidade de se arranjarem resoluções, estando é sim com suas oportunistas, mesquinhas e mercantis ideias a fomentar mais e mais exclusão social.
Desengane-se todo aquele que pensa que conseguirá resolver algum problema social, pelo simples facto das vias do culpar no apontar de dedos, no culpabilizar, no inferiorizar, no excluir ou no tentar discriminar quem quer que seja.
E há que falar ainda da permissão e em prol de que tontos interesses publicitários e económicos, dos canais de televisão nas suas novelescas e séries televisivas cada vez mais rascas, de consumismos direccionados para jovens, elaboradas por pessoas isentas, tanto de valores éticos como estéticos e usando a tecnologia, em termos de que tudo resolve em prol de que progresso. Pretendem sim, vender, vender e não interessa a quem, é preciso é muitos e muitos e novos públicos para se escoarem produtos instalados, mesmo que esteja na base, a construção de miséria e de miseráveis a todos os níveis, tanto pobres como ricos, para alimentarem estas economias sem escrúpulos.
Como é que uma ministra da Educação e um chefe de Estado do nosso país com todos os que os rodeiam e que se vão tentando proteger com tantas malvadezas, fecham os olhos a um ajuntamento de 100 mil professores na rua?
E depois com toda a malvadez que lhes apraz, ainda culpam as vítimas!
Escusam esses senhores que pretendem tornar-se os vitoriosos deste país à custa descarada de tantas vítimas numa cabal construção de mais e mais exclusão social, o de querer enganar a baralhar tudo e todos, e de ainda por cima, tentarem arranjar culpados nas vítimas!
É que é impensável continuarem a agir assim, vão-se dar mal! Isso é desumano, muito desumano!
Era a mesma coisa que nas ideias hitlerianas ou no nazismo, culpar por existir todo aquele que nasceu judeu! É horrível, não é?
Pois! Foi uma grande monstruosidade de quem imperava e se habilitava a fomentar exclusão e mais exclusão, assim em tão grandes atrocidades.
Agora eu pergunto, é preciso alertar para essas monstruosidades? Eu pensei que já não era preciso, de que ninguém se esqueceu do quanto foi horrível e o quão desumanos foram aqueles conceitos e ideias da exclusão em atrocidades para com o ser humano.
Assim, para onde caminharemos ???
E termino com este excerto do meu post: «O perigoso Psico-Ensino»:
- Associação de Pais e os técnicos psicólogos...
(...) ... possibilidade das escolas poderem contratar técnicos para resolver problemas graves de indisciplina...
(...)... contratação de técnicos como psicólogos e mediadores de conflitos...
- Aluna que agrediu professora em que processo...
(...) Até ao momento a professora não fez nenhuma participação formal fora da escola...
- Professores pedem mais autoridade para professores e a culpa é dos pais...
(...) ... medidas que reforcem a autoridade dos docentes e aumentem a responsabilização dos pais em casos de violência e indisciplina de alunos, responsabilizando directamente o Governo por estes problemas...
CONVITE_19MAR2008-18H_CORPOtraçoCORPO_AMIarte-PORTO
O QUE FAZER
Não sei quem virá
Para dizer quem fez tudo aquilo
Tudo aquilo que por errado
Por tão errado
Era certo
Era o credo da certeza dos incrédulos
E seguimos obrigados a deixarmo-nos ser
Ser dos seres do querer de todos os incrédulos
E esbracejando lutámos, lutámos, lutámos
Para quê
Para diante da cruz
Repetir palavra a palavra
Dizendo, dizendo, dizendo o que estás a fazer
É incerto na certeza de não sabermos
Onde estamos ao certo
De jamais o saber se prega em cruzes
De ladainhas que nos fazem
Não Fazer
E lá longe ouve-se um outro grito
Mais um
Mais que não me verão
Que não me dirão
Que aceitem mais regras
Das obras que não nos ditam

![[uma imagem nunca está só]](https://imagemns.files.wordpress.com/2015/12/imagem_ns1_151227_img_4488.jpg)