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a árvore ao jardim

TERRA nas mãos dos donos da FOME

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UM MANIFESTO EM DEZ PONTOS
Os alimentos transgénicos, ou plantas geneticamente modificadas, têm sido apresentados como solução para tudo: fome no mundo, alterações climáticas, agricultura química, doenças e subnutrição... Mas a verdade pode ser bem diferente, e as razões abaixo, entre outras, justificam a proibição pura e simples destes frutos da engenharia genética.


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Vídeo: TRANSGÉNICOS - A Manipulação dos Campos

>>>> + VÍDEOS com informação IMPORTANTE

MANOEL DE OLIVEIRA - o maior cineasta do mundo faz hoje 100 anos

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É muito fácil explicar por que é que ele é o maior cineasta do mundo,
diz Bonnaud,
O cinema, mesmo quando é um grande cinema feito pelos maiores cineastas, obedece a um certo número de regras que são intocáveis. O que é fascinante em Oliveira é que ele não respeita regra nenhuma. É alguém que opera quase como se não tivesse havido cinema antes dele – é preciso inventar ou reinventar tudo. É como um primitivo italiano que tem de inventar a pintura porque ela não existe antes dele ou como Jean Dubuffet ou Picasso, que não se contentam com os códigos da pintura, mas que a querem reinventar o tempo todo.


E pelo EL GRECO, aquele que é para mim o maior pintor de sempre, e depois pelo MANOEL DE OLIVEIRA, o maior cineasta do mundo e que hoje faz hoje 100 anos, os meus parabéns!
E pela vida, pela obra e pela artes, deixo-vos com estas palavras pertinentes de Carlos Vidal no blogue 5dias:

(...) De resto, esta coisa das artes serem divulgadas como chocolates ou automóveis, é um disparate gigantesco. Sempre achei que as artes têm pouco a ver com democracia ou democratização vulgar. A expressão “democratização da arte” sempre me irritou solenemente. Sobretudo para quem diz que uma obra é “chata”, “enfadonha”, “aborrecida”, “mal feita” (ah meu bom El Greco !!, como pintavas mal mal mal !!!!). Sobretudo para esses para que é a “divulgação” ??
Terão direito à arte ?? Não, sem dúvida que não (força Greco, continua a pintar cada vez pior, dá cabo dessa anatomia das figuras, inventa-as, torce-as, reinventa-as !!!!!).
A ARTE NÃO PODE SER PARA TODOS ! (...)


É que, para quem queira fazer das artes ou da arte tudo aquilo numa qualquer coisa que ela própria e em sua certa incerteza não aprova, sobretudo aos que jamais conseguirão entendê-la e porque a atentaram ou tentaram intrometer-se a desviá-la por que outras vias. E é aí ou exactamente por isso que a arte ou a vida se rebelará sempre, a não poder ser ou estar para todos esses mesmos, que a tentaram impelir ou desvirtuar, no sentido de ela ser aquilo que ela não é: uma anti-arte!

A exclusão social e os defraudados do Ensino

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Ao dar-se de caras com um Ministério da Educação e em seus negócios competitivos.

Hoje ao entrar no blogue Fractura.net de Carlos José Teixeira, deparei-me com este texto: Educação | A Nova Forma de Repressão ou os Paradoxos da Política Educativa – de Elsa Cerqueira, Professora de Filosofia.
o mesmo texto, nos blogues de Paulo Guinote (Educação do Meu Umbigo), João Maduro (Matemática ... ), Anabela Magalhães e Helder Barros.
Texto este que me levou imediatamente a escrever sobre o que me preocupa, a competição ou competitividade e a exclusão social, e nessa relação com o que se ensina ou se tem ensinado ao longo dos tempos, e a levantar aqui a seguinte questão: qual foi ou será a finalidade do Ensino?

E porque a EXCLUSÃO social sempre se fez na aprendizagem e em seu ENSINO para com seus alunos ou aprendizes. E como consequência, assiste-se agora ao grande fenómeno deste negócio do que é o competitivo, e já tão bem advogado pelo Ministério da Educação, Escolas e em quais Professores.
E eis que aí estão, os descontentes que excluíram, sentem-se agora também eles, como os excluídos. Faz parte de uma teia de VÍTIMAS e em que PSICO-ENSINO instaurado há algum tempo, e de quem muito bem se vestiu preparando-se para ganhar e a ser bem sucedido nesses mesmos moldes do que é o NEGÓCIO ou o ganho: no ensinar como se faz para se ganhar com essa mesma exclusão.
Sobre estes excertos que escolhi e se seguem, do texto e em seus paradoxos e que a sua autora assinala em suas interrogações... De afinal se saber: quem quer ensinar o quê, a quem e com que finalidade ???
Paradoxo 1
(...) serão os não titulares menos preparados, do ponto de vista científico-pedagógico, do que os titulares?
(...) Como compatibilizar a “experiência” profissional do professor com o facto de, para efeitos do referido concurso, terem sido apenas validados os últimos sete anos de experiência profissional?(...)

Paradoxo 2
(...) O número de alunos por turma é variável e eles possuem traços de personalidade heterogéneos: uns são tímidos, outros mais extrovertidos, etc.
Instrumentos de registo pouco rigorosos poderão avaliar com rigor?(...)

Paradoxo 3
(...) É curioso constatar que a obsessão pela quantificação sirva os propósitos do Ministério da Educação nalguns casos como, por exemplo, para avaliar a percentagem de aprovação dos alunos, do 9º ano, nos exames nacionais, para discriminar escolas mediante um ranking cujas variáveis são díspares (não têm todas os mesmos exames, os mesmos níveis, o mesmo número de alunos inscritos) e seja irrelevante quando se trata de uma manifestação que envolve 120 000 professores!

Paradoxo 4
(...) Pergunto: Poderei pronunciar-me do ponto de vista psico-cognitivo sobre alunos que desconheço? Sobre quantos abandonarão a escola? Poderei prever e controlar as variáveis inerentes ao processo de ensino-aprendizagem antes deste ocorrer?
Os alunos não são meros produtos, resultados e, como tal, não podem ser coisificados, enformados, deformados, enclausurados em taxas e taxinhas pré-fixadas!
(...) O facilitismo é inversamente proporcional à qualidade do ensino-aprendizagem.

Paradoxo 5
(...) Sei o que valho como docente, sei o nível de conhecimentos que possuo na minha área. Terei que me submeter a este regime de classificações, também elas pré-anunciadas? Quem manipula quem? (...)

Paradoxo final
(...) Sou professora/educadora e a minha primacial tarefa é ensinar/educar com qualidade, desenvolvendo nos alunos o gosto pelo Saber, pelo Fazer e pelo Ser. Serem Pessoas dotadas, no futuro, de competências indispensáveis ao exercício de uma cidadania esclarecida, activa e interventiva. O legado de um professor é re-actualizado ao longo de cada minuto das suas existências.
Os meus alunos estão e estarão sempre em primeiro lugar.
(...) Política Educativa (...) como forma de repressão ... (...). Paradoxo mortal.
Sempre, intencionalmente ou não, os Professores fomentaram a exclusão na sala de aulas, e com ou sem directrizes dos seus responsáveis, exactamente porque sempre foi preciso seleccionar a escolher os melhores e a infelizmente negligenciar e humilhar, os tidos de incapazes, por uma qualquer autoridade que sempre nos fez crer nessa tal impositiva e conveniente forma do que é imperar ou nessa tal obediência e em que valores morais de um «Assim seja! Amén».
É agora, o próprio Ministério que fomenta a exclusão, mas descaradamente no seio dos Professores. Esses mesmos Professores que afinal cumpriram com o que lhes era exigido no seu tempo de alunos. Ou seja, aprenderam que a vida, ainda assim, faz-se de uma qualquer exclusão que os torna cúmplices do que lhes apraz serem seres de quais materialidades. E efectivamente em seu tempo de aprender, tiraram boas notas e assim não foram excluídos das escolas e da vida também, acabando por tirar os seus cursos como era e ainda é exigido nos parâmetros do que é ser-se bem sucedido. E prosseguindo suas vidas com essa mesma finalidade ou não, entraram para o Ensino a fazerem-se à EXCLUSÃO...
Ah, é que sempre foi assim, é uma mentalidade ou talvez seja uma fatalidade, instaurada por quem não quer pensar, em primeiro que tudo, a ter-se de obedecer a quem manda, numa resignação a aceitar o que mal está e simplesmente viver em suas superficialidades dessa mesma onda, a entrar-se nesse tal imperioso e tão cómodo barco do salve-se quem puder. Este viver no salve-se quem puder, o fim em si mesmo, do que é a competição e em suas competitividades, de jogos, guerras ou lutas, a não se querer perder ou a saltar borda fora. E a não se pensar profundamente na questão ou raiz fundamental do problema, tem-se como resultado a instauração das vias do que é confuso e problemático, a tornar-se a coisa em si, na mesma guerreira e conflituosa desordem que a problematizou, a seguir-se-lhe na pior forma possível e numa inevitável efectivação que terá de acontecer em alteração ao que mal está.
E privilegiando o que é o competitivo e em suas estratégias de negócio, efectiva-se o que é a EXCLUSÃO pelas mesmas vias. E esclarecendo o seguinte excerto do paradoxo 1:
Como compatibilizar a “experiência” profissional do professor com o facto de, para efeitos do referido concurso, terem sido apenas validados os últimos sete anos de experiência profissional?
Isto é competição, é o negócio em suas estratégias, é a EXCLUSÃO da parte do Ministério em suas vias de se proteger e a proteger os seus a quem, lhes é dado confiar e, que são aqueles em quem investiram, os do cientifico-pedagógico ou das cientificadades das Ciências da Educação e em Faculdade esta (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação), instituída há mais de uma década, a única associada ao Ministério como autoridade máxima e em seus especialistas formados e muito bem preparados para formatar (sem mais extrapolações) no que é o actual Educar para a Competitividade.
Faz parte de uma teia de VÍTIMAS e em seu respectivo PSICO-ENSINO.
E aí está, mais feroz do que nunca, esse mesmo negócio do competitivo e em sua exclusão, e em pleno séc. XXI, e está para reinar a apanhar os desprevenidos e a apresentá-los de seguida, tão descaradamente e a todos em geral, mais cedo ou mais tarde, como, os defraudados!
Será que com intencionalidade ou não e com mais ou menos lucidez, toda esta finalidade do Ministério, da Ministra, das Escolas é a mesma que os Professores e da Sociedade em geral, a deixarem-se ater a toda esta EXCLUSÃO humanitária?
A assim ser, estamos perante a maior crise de todos os tempos, mas não uma crise económica ou política, e sim a assistirmos descaradamente à maior crise de VALORES de sempre.

E continuarei a afirmar :
Estratégias mercantilistas não funcionam nem com a Educação nem com a Cultura. Tanto o Ministério da Educação como o da Cultura são a única garantia do equilíbrio de uma sociedade mais justa e humanizada em seus valores de ética e estética. Se misturarem a Educação e a Cultura com as outras áreas da Economia e da Política, entramos efectivamente num descalabro social. (Excerto final do «O perigoso Psico-Ensino» )



LINKS relacionados em ALI_SE:
AS VÍTIMAS

O perigoso PSICO-ENSINO
A Educação Artística e o espartilho cientista
Clube Ministério da Educação

Vítimas em Acontecimento

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E após esta segunda manifestação de professores deste ano, aí está (notícia hoje no Público: aqui e aqui) a violência do Ministério da Educação sobre as Escolas e em seu Ensino. E para reflexão, deixo-vos com excertos deste meu texto de 26 de Março de 2008, AS VÍTIMAS:
(...) A maior parte dos que estão a ensinar no nosso país e assim como os que estão a aprender no nosso país e por sua vez, os pais que criam os seus filhos e que os mandam para as escolas públicas do nosso país, é por obrigação e necessidade que o têm de fazer.
E aí estão as vítimas ou os vários tipos de vítimas, todas juntas e que são:
  • Os pais que criam filhos e que os têm de mandar para estas escolas públicas
  • Os filhos que são obrigados pelos pais a terem de aprender nestas escolas
  • Os alunos que têm de respeitar as regras das escolas onde estão inseridos e
  • Os professores que têm de ensinar nestas escolas porque não encontraram no mercado de trabalho outra ocupação profissional.
(...)
Como é que uma ministra da Educação e um chefe de Estado do nosso país com todos os que os rodeiam e que se vão tentando proteger com tanta malvadez, fecham os olhos a um ajuntamento de 100 mil professores na rua?
E depois com toda a crueldade que lhes apraz, ainda culpam as vítimas!
Escusam esses senhores que pretendem tornar-se os vitoriosos deste país à custa descarada de tantas vítimas numa cabal construção de mais e mais exclusão social, o de querer enganar a baralhar tudo e todos, e de ainda por cima, tentarem arranjar culpados nas vítimas!
É que é impensável continuarem a agir assim, vão-se dar mal! Isso é desumano, muito desumano!
Era a mesma coisa que nas ideias hitlerianas ou no nazismo, culpar por existir, todo aquele que nasceu judeu! É horrível, não é?...

É que mais depressa do que esperamos algo irá acontecer tal como, e em referência ao «acontecimento» em Alain Badiou, que nos indica que o ser insatisfeito com o que lhe é completamente intolerável a nível do colectivo ou do Todo, ou seja o «ser-acontecimento» movimenta-se num qualquer acreditar (em devir) ao que sabe, que irá acontecer inevitavelmente, em ruptura e a acabar com o que é lhe insuportável humanamente. E esse «acontecimento» indefinido e sem hora marcada, surge de um nada que embora de uma imposição estável, se vai delineando com o somatório dos diferentes intervenientes instáveis e fiéis a esse mesmo «acontecimento» e acabando por antecipá-lo em si mesmo. E temos como exemplo em Portugal deste «acontecimento»: o 25 de Abril.
E por isso, todos aqueles que agirem nesta insistência de continuarem a contribuir para uma atroz exclusão social, ir-se-ão dar mal. E ainda por cima nos tempos que correm, que a História já não se faz como dantes, a ser adulterada e porque só pertença dos que detém o poder. Neste momento todos poderão intervir para uma História feita com mais verdade.

E termino com o excerto final deste meu post: «O perigoso Psico-Ensino»:
Estratégias mercantilistas não funcionam nem com a Educação nem com a Cultura. Tanto o Ministério da Educação como o da Cultura são a única garantia do equilíbrio de uma sociedade mais justa e humanizada em seus valores de ética e estética. Se misturarem a Educação e a Cultura com as outras áreas da Economia e da Política, entramos efectivamente num descalabro social.


TEMPS D'IMAGES 2008 na Cinemateca

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Às palmas que batem

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Sentados à espera de um dia
A morte separa-nos com vida
E eis que se faz dividida por duas formas
A que deveria de ser vivida com toda a simples e devida sensatez
E a que se faz numa legal dureza de sermos maus uns para com os outros
Pela simples razão de uma assistida razão pouco racional
Essa mesmo de uma qualquer função
Que chegará de quando em quando num avesso de bate palmas
Às portas de quem as fecha por que enquadrado
Em razão que entra, ainda assim
Se instala e demanda sem pedir qualquer autorização
E silenciosamente diz, tu foste avarento, tu foste soberbo
Tu não cuidaste nem ajudaste quem, de muito pouco precisava
Deita-te, cala-te e sofre à minha maneira
E à maneira de um diabólico inferno tornado realidade
Que virá num tempo a seu tempo mais que certo
Vive-se esta vida
Uns tudo tendo
Em outros também tendo o que jamais quereriam ter
E nesta leve passagem em dor que cala
Tornam-se ainda mais pesados os que com pedras atiradas
Não quiseram ser pisados

Poesia e Fotografia de ALICE VALENTE

A ARTE como fecundação e alimento

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Querer que uma psicanálise seja ciência tal como se pretenda que objectos fabricados em série ou urinóis sejam obras de arte, é de uma completa esterilidade humana a nível de pensamento. E para os que se abandonam nessa falta dos tão importantes critérios valorativos, é pois deixarem-se ater unicamente por que moralidades, numa total ausência da capacidade crítica e num total desentendimento para com os valores da ética e da estética. E embora, as economias-políticas, tentem enganar e a ajuizar à teima força que as artes em suas vidas e formas artísticas, não passem de simples modas, em suas vias especulativas de meras trocas comercializáveis das elementares actividades de qual lazer e em que indústrias de fabriquetas de interesses do sócio-cultural. Ou ainda e em última estância, e por que tamanho mal, já tão bem reiterado, a quererem de qualquer das formas, transformar as artes e o que é artístico de qual uso, em algo de auto-estimativo ou auto-satisfatório ou num auto-qualquer-coisinha pronta a ser negociável, das tão simplórias, académicas, corriqueiras e prosaicas curas que insistem em prosseguir por aí fora, enfim e por qual finalidade.

É que essa finalidade é a finalidade da renúncia à vitalidade do que é ser-se humano, prostrado em redor do nada e para o nada, sempre tão presente nesse tipo de cientificidades sem futuro e que hoje aí estão assim, tão cheias de um enormíssimo vazio de sentido, e já tão bem ordenadas e instituídas por que regras mercantilistas. Essa finalidade, não dirá de certo, respeito às artes e ao que é artístico, para além de que, igualmente e com certeza, que não irá dar certo, para nada de nada e em seus já tão anunciados sem fins.

O caminho da criação e em sua fecundação, é um percurso que muitos que lhe são alheios o têm perigosamente tentado enviesar, talvez por um qualquer medo de não o conseguirem dominar. Ou seja, assim como é impossível decretarmos aos outros o que cada um, tem em si de genuíno para criar, dar, realizar ou fecundar, quererá então dizer, que será sempre, através da experiência viva e da própria abrangência do mundo dessa mesma pessoa e até das suas incapacidades físicas, que ela poderá por sua vez irromper quando menos se espera e tão imediata quanto espontaneamente, no criar a fazer obra artística e sempre sem interferência ou imposição de qualquer ordem.


E porque cada pessoa é única em si mesmo, e em que todas as suas formas de expressão criativa, por sua vez, tenderão sempre a se manifestar com toda a liberdade e num estilo muito próprio. Por isso todo aquele que cria, fecunda, fecundando-se, e a dar ou a dar-se à luz, em sua obra, seja intérprete, músico, pintor, escultor, escritor, fotógrafo, poeta, ser, actor ou que artista for, e sempre adentro deste âmbito da força da criatividade humana, não estará a competir ou a jogar com o outro ou com os outros. Aliás, todo aquele que se posiciona nesse estar competitivo, não é artista, de certeza. O confronto ou esse tal desafio que afinal existe em cada um de nós não se afronta em rivais ou em que rivalidades, é que o outro ou os outros, não lhe são adversos. Existe sim uma necessidade interior de potenciarmos as nossas capacidades humanas e, porque criativas e artísticas, que jamais passará por olharmos o outro ou outros como uma ameaça ou perigo. É porque tudo o que tende à competição para além de desumano, é alheio ao que concerne autenticidade do ser humano em seus valores de ética e de estética. O artista ou o ser humano não precisa de correr para chegar à frente do outro, a vida não é uma corrida do melhor a superiorizar-se ou a maltratar o que ficou para trás, e a ser tratado como pior ou inferior
, só porque e aparentemente não tem as mesmas capacidades físicas. É que competitividade só existe porque existe mercado em suas leis maldosas e nas astutas trocas comercializáveis de bens e ideias competitivas, pois mas é que isso de competir, não diz respeito ao que é artístico, à vida sensível ou ao ser humano.

Seria bom entender-se que, arte é uma necessidade vital da existência e por isso o indispensável discernimento para com a ideia do que é a verdadeira qualidade, ou a qualidade de vida, nessa capacidade de compreensão e avaliação de todo o potencial dos seres e a ser-se humano, e que está muito para além e acima de todas as habilidades, aparências ou capacidades físicas.
E por isso: «a melhor coisa que pode acontecer a um artista é a existência de outros artistas». É que as vivências, experiências e práticas de toda a pessoa sensível e em suas obras, para além de alimento, e em que alívio por inteireza, fazem-nos enriquecer de forma, a tornarmo-nos mais completos humanamente.


APRECIAR

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Gosto muito da palavra «apreciar» e de algumas das palavras e em seu significado e que a ela estão associadas nos respectivos dicionários da nossa Língua Portuguesa. Apreciar, para além do que nos faz «fazer», é efectivamente para mim, das palavras mais bonitas, assim como das que se apresentam em sua significação e que são: admirar, contemplar, conhecer, valorizar, prezar, percepcionar e gostar.

Quando nos regozijamos com algo ou com alguém, é porque estamos a ater-nos a uma certa apreciação em mutualidade. Apreciação essa, que far-se-á sempre numa procura de algo em positividade, perante o objecto ou pessoa em questão. E ao apreciar-se o que nos rodeia, encontramos o que procuramos, embora e às vezes, isso só possa acontecer muito tardiamente, dependendo da atenção e cuidados que prestamos e em resultado da experiência, conhecimento ou entendimento que temos nesse preciso momento. E para mim apreciar é admirar, é dar valor. Apreciar é reflectir atentamente sem quaisquer processos de avaliação ou de julgamento. E quanto ao
julgar, medir, examinar, analisar ou ajuizar, e apesar de que estas palavras sejam também significados do que é «apreciar», considero que elas se desviam dessa atenção do que é a apreciação valorativa. E porque no «apreciar», o estar-se verdadeiramente associado a tudo aquilo que é tido como de, de certo ou de certeza.

Quero com isto dizer que o apreciar e em apreciação, antecede todas as normas perante aquilo que nos faz duvidar. É que quando duvidamos deixamos de estar nesse livre e natural método que existe em cada um de nós e no que é o apreciar e em apreciação. Sim, existe um método próprio pelo qual se rege o nosso Sentir e Pensar e que tem exactamente a ver com essa reflexão em apreciação do que mais nos toca ou tem mais significado para cada pessoa e que se vai desenvolvendo sempre em grande espontaneidade E quando perscrutamos atenciosamente essa apreciação, ela ir-se-á expandir a valorizar o que apreciamos e em sua reciprocidade. É um percurso ou movimento lindíssimo e que se vai elaborando numa estrutura muito própria a edificar o Ser.

E já todos ouvimos falar de certas pessoas, que gostam mais das obras de certos compositores do que outros e acontece que, elas próprias às vezes não entendem muito bem qual a razão dessas suas escolhas. E com certeza que também já todos ouvimos dizer, que para se gostar deste ou daquele compositor é preciso aprender-se a gostar. E aí é que eu discordo completamente, é certo, que embora, tudo possa ser uma questão de educação e aprendizagem, mas esse aprender não deveria de passar forçosamente a ter-se de gostar porque é considerado universalmente bom, e não lhe retirando o seu valor enquanto obra, dever-se-ia sim, estar-se mais em contacto ou tomar-se conhecimento da existência das boas e grandes obras, para depois desenvolver a entender essa tendencial propensão no devido apreciar em apreciação que existe em de cada um de nós.

Este aprender a gostar, mas por nós próprios, é fundamental. E dando ainda o exemplo da música, é que por vezes temos uma apreciação muito maior ou muito mais forte por este ou por aquele compositor e é isso que temos efectivamente, que ter em consideração, nesse mesmo entendimento com os valores da ética e da estética e porque intrínsecos de todo o Ser. Em que é preciso sim, ouvir-se, ler-se, ver-se ou fruir-se, em suma é preciso ter-se conhecimento das grandes obras tanto na música, como na literatura, pintura, poesia e entre outras formas de arte, a atermo-nos assim, a essa genuína forma do que é o apreciar e em apreciação para uma valorização e enriquecimento de tudo aquilo que nos diz exactamente respeito e nos faz conseguir Ser.

Prémio Dardos

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Embora não sendo habitual, achei interessante aceder a esta corrente e em agradecimento ao Porfírio Silva do Machina Speculatrix, que me fez constar na sua lista. E no enunciado do Prémio Dardos, diz assim:

Se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.
Quem recebe o “Prémio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:
1. - Exibir a distinta imagem;
2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;
3. - Escolher quinze (15) outros blogues a entregar o Prémio Dardos.

E em conformidade nas muitas e distintas razões que me são imensamente aprazíveis, e sem necessidade de aqui as referir e também porque particularmente, tais nomeados lá saberão com toda a certeza, os motivos de qual a inerente preferência, segue assim, a lista (por ordem alfabética) dos meus (15) blogues premiados:
Anacruses
Ás vezes (des)organizo-me em palavras...

Blog do Miguel

Carpinteira

Diário da Fonte

Fenix ad aeternum

Fractura.net

Ideias S
oltas
Incomunidade

In Emotion

Machina Speculatrix

Memória Virtual

Nada a ver

Ponto cinza

Tendências Simplistas

A Obra viva de VAN GOGH

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Vincent van Gogh
(1853 – 1890)

(...)
A cor também foi fundamental para Van Gogh. Quando chegou a Paris, em 1885, encontrou o grupo impressionista, e o uso da cor foi de facto uma revelação para ele. Mas a personalidade de Van Gogh, simplesmente não lhe permitia a atitude objectiva dos artistas do grupo. Monet, por exemplo, que viveu na maior pobreza até aos cinquenta anos, jamais mostrou sua tristeza ou sua comoção pessoal. Quando nasceu seu primeiro filho, ele não tinha dinheiro sequer para comprar pão e leite para o recém-nascido e para a mulher. Ele escrevia cartas aos amigos, principalmente Degas, que lhe davam algum dinheiro (…). No entanto nada disso transparece nos seus quadros. Para Van Gogh, essa objectividade ou distanciamento entre as próprias emoções e a expressão era impossível.

Mesmo preservando o princípio da complementaridade, ele saiu do Impressionismo, transformando cada pequenina mancha em um traço, em uma pincelada rítmica, usando a complementaridade das cores como um elástico: um amarelo vai para um amarelo um pouco mais esverdeado, para um verde, para um laranja, até, no final surgir uma área onde tons azuis conseguem, digamos, fechar a complementar. Portanto, o teor dramático altamente tenso dos quadros, resulta não só da pincelada – que é como uma pincelada «stacatto», muitas vezes brusca, mas sempre rítmica – mas também do modo como as cores são usadas. Isso, que é tão interessante, os psicanalistas não percebem: Van Gogh usou cores quentes; tratou da produtividade da vida, jamais foi mórbido, ele tinha grandes problemas, a ponto de suicidar-se aos 37 anos; mas sua obra queria viver, não queria morrer.
(...)
FAYGA OSTROWER A GRANDEZA HUMANA – Editora Campus



O conjunto de imagens das Obras de Van Gogh que se seguem são do site do Museu Van Gogh em Amesterdão: www.vangoghmuseum.com/





Imagens das Obras de Van Gogh - Museu Van Gogh em Amesterdão: www.vangoghmuseum.com/

O Movimento da Criação em BERGSON

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… o ser vivo é sobretudo um lugar de passagem e que o essencial da vida reside no movimento que a transmite.
(…)
… a vida é uma acção sempre crescente.
… Assim o acto pelo qual a vida se encaminha para a criação de uma nova forma e o acto pelo qual essa forma se desenha são dois movimentos diferentes e frequentemente antagonistas. O primeiro se prolonga no segundo, mas não pode prolongar-se nele sem se distrair de sua direcção, como aconteceria a um saltador que, para vencer o obstáculo, fosse obrigado a desviar os olhos deste último e olhar para si mesmo.
(...) … aquilo que devia ser um local de passagem tornou-se termo. Desse novo ponto de vista, o insucesso aparece como a regra, o sucesso como excepcional e sempre imperfeito.

HENRI BERGSON
A Evolução Criadora
Excertos do capítulo II

O corpo e o frio agressivo

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Cada vez existem mais e mais regras que permitem a invasão da privacidade na ocupação do espaço do outro e dos outros. É preciso saber os segredos do outro, para o poder rebaixar ou aniquilar. Faz parte das regras da competitividade e da espionagem. É preciso fingir, para saber o fraco do outro, para o dominar, para o roubar, para o eliminar, para se ter o mais espaço possível, é a importância obrigatória a dar lugar ao protagonismo e vedetismo. E as regras sociais não fogem a esse estatuto da competitividade, igualmente transposta para a educação, para o ensino, para a família.
E como faz parte em todas estas coisas das cumplicidades, há que dar sucessão a toda esta mórbida e agressiva salvação primeiro e especialmente, para com todos os seus, no mostrar ou a ser-se bem sucedido a todo o custo, ou seja,

Haja muita paz com muita guerra,
Haja muito, muito ódio com o máximo de amor possível
E salve-se quem puder!

Que fazer?

Não é de todo possível ajustar qualquer sensibilização a estas ideias do vedetismo e do aparatoso em noções constrangedoras, castradoras e aniquiladoras nestes tais conhecimentos e em que cientificidades tão, mas tão inteligíveis do que é o político-económico na sua alta competitividade. Que até às Artes tal como à Filosofia já lhes foi roubado o nome, e relativamente às artes em seu ensino e com os seus curandeiros, parece que até estão todos, muito bem de saúde, nesta nova moda ou era de que vias das competitividades descobertas.
E como se diz que a vida é um jogo, tudo se baralha. E porque não se pensa, não se respeita. E o que é preciso ou só se quer, é pôr-se em prática logo, logo e muito sagazmente, o que se aprendeu nestas novas escolas, e até mesmo faculdades das fabriquetas do faz-de-conta, e faça-se então o máximo em muitas coisinhas copiosas. É que neste momento, muito do que se está a aprender e a ser posto em prática é errado e altamente pernicioso para a valorização do Ser a Ser-se humano.

Na qual alegria de viver
Abastecem-se de saltos altos unidos
E ao descer
Trapezistas tombam quais objectos
E na queda fluída horrorizas-te
Sobes o pano do teu corpo palco
E porque julgado protegido
Apresentas-te muito bem e o mais agasalhado possível a todos
A todos o que estão e que te olham
Porque todo o frio vindo de teus espectadores
Poder-te-á congelar



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(...) Estratégias mercantilistas não funcionam nem com a Educação nem com a Cultura. Tanto o Ministério da Educação como o da Cultura são a única garantia do equilíbrio de uma sociedade mais justa e humanizada em seus valores de ética e estética. Se misturarem a Educação e a Cultura com as outras áreas da Economia e da Política, entramos efectivamente num descalabro social.


Que T(t)erra


Sim, a Terra fala
A Terra ouve
A Terra diz
A Terra chora
A Terra grita
A Terra escuta
A Terra mexe
A Terra sente
A Terra és tu, eu e todos nós
E na Terra que não é nossa
Por que terras dos que a encurralam
Não me ouves
Não te oiço
Não me falas
Não te falo
Não te vejo
Não me vês
Não me sentes
Não te sinto
Na Terra que não é nossa
Não há sorrir nem pensar
Oh, terra da Terra que não é nossa
Em Terra de adormecidos da Terra que não dorme
Ainda que por feitos de toda esta terra
Da una e única Terra, esta a que nos compõe, gera, mancha, lava e chama


POESIA E FOTOGRAFIA DE ALICE VALENTE

O Método e o Entendimento da Verdade em ESPINOSA

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§ 35
… a certeza não é mais que a própria essência objectiva, isto é, o modo pelo qual sentimos a essência formal é a própria certeza. Donde se vê novamente que, para a certeza da verdade, nenhum outro sinal é necessário a não ser a posse da ideia verdadeira: como demonstrámos, para que saiba, não é necessário saber que sei. Do que, por outro lado, se vê que ninguém pode saber aquilo que seja a certeza suprema a não ser que tenha a ideia adequada ou a essência objectiva de uma coisa: evidentemente, porque a certeza e a essência objectiva são a mesma coisa.

§ 36
Logo, como a verdade não tem necessidade de nenhum sinal, mas basta ter as essências objectivas das coisas ou, o que é o mesmo, as ideias, para se tirar toda a dúvida, segue-se que não é verdadeiro o Método que procura o sinal da verdade depois da aquisição das ideias, mas que o verdadeiro Método é o caminho pelo qual a própria verdade ou essências objectivas das coisas ou ideias (significam o mesmo) devem ser procuradas na ordem devida.
§ 37
Por outro lado, o Método deve falar necessariamente do raciocínio ou da intelecção. Isto é, o Método não é o próprio raciocínio para compreender as causas das coisas, e muito menos compreender as causas das coisas, mas consiste em compreender o que é a ideia verdadeira, distinguindo-a das outras percepções, investigando a sua natureza para que conheçamos, por aí, o nosso poder de entender, e assim governemos a mente para que compreenda, por aquela norma, tudo o que pode ser compreendido, dando-lhe como auxílio certas regras e fazendo também com que a mente não seja fatigada com coisas inúteis.
(…)
§ 47
… temos de admitir que há homens completamente cegos de espírito, desde o nascimento ou por causa dos preconceitos, isto é, por quaisquer ocorrências exteriores. É que então nem consciência têm de si mesmos; se afirmam algo ou duvidam, não sabem se duvidam ou se afirmam. Dizem que não sabem nada; e isto mesmo, que não sabem nada, dizem que ignoram. E mesmo isto não o dizem absolutamente, pois têm medo de admitir que existem quando não sabem nada. Acrescento que devem então calar-se não suponham por acaso alguma coisa que exale um odor de verdade.
§ 48
Em suma, com eles não vale a pena falar de ciências porque, no que respeita ao uso da vida e da sociedade, a necessidade obriga-os a admitirem que existem, e a procurar os seus interesses, e a afirmarem e a negarem muitas coisas sob juramento. Se se lhes demonstra alguma coisa, não sabem se a argumentação prova ou é deficiente. Se negam, concedem ou opõem, não sabem que negam, concedem ou opõem e, portanto têm de ser considerados como autómatos, que carecem totalmente de espírito.
(...)
BENTO ESPINOSA, TRATADO SOBRE A REFORMA DO ENTENDIMENTO
Livros Horizonte - Lisboa -1971






O poder ter e o abandono

...


Afinal, que direitos tem o homem? O dever de poder ter para poder abandonar?
A pobreza nem sempre se vê, mas quando salta para a rua, dói, e dói particularmente para quem o dinheiro não é tudo.
E os indiferentes perante estas e outras dores em abandono, de quem se senta assim à espera neste desamparo, têm vindo a aumentar na mesma proporção da inversão das suas formas.
O medo de abandono no medo de não se ser apreciado, acarinhado ou protegido, embarca-se no desprezo por quem não tem no atracar-se a quem tem. Inseguranças e pavores que afinal existem, tanto em quem não tem poder ou posses, como em quem aparentemente tudo tem.
Eis, que a não se fazer nada, se por aqui e agora é assim, como será dentro dos próximos anos em que todos os afectos ou afectados se propagarão adentro da sua invertida proporção em quais misérias tornadas pobreza por tão inconfundivelmente igualitárias?


Sobre a Cidade, o Pensamento e a Cidadania

...
Curiosamente encontrei na net este link sobre "CIDADE, PENSAMENTO, CIDADANIA", cujo texto faz referência ao meu ensaio Crenças e Poder - do Dever em não Devir, e pela extrema importância da questão a que o seu autor alude na respectiva comunicação que apresentou em Maio deste ano no Congresso Internacional de Filosofia e em que um dos objectivos desse mesmo congresso era o de promover a reflexão sobre a contribuição da filosofia na construção de uma sociedade que valorize o humano em todas as suas dimensões, não resisti a transcrever este excerto de LUÍS CARLOS BOA NOVA VALÉRIO:

(…) A propósito da alegria que falta nessa alma, como dizia Holanda, cada vez que pensamos em fundar nossos projectos mais importantes, é justamente a tristeza que nos transforma em críticos grandiloquentes da nação, da família, da escola, de nós mesmos. Críticos apassivados, porque distantes do labor da política, mergulhamos na saudade de uma pátria que nunca chega.
Como diria a artista plástica portuguesa Alice Valente Alves, em seu texto Crenças e poder – do dever em não devir, nós temos muita urgência em resolver nossos deveres, mas nenhuma pressa com os nossos devires. Os devires do corpo, do pensamento, da cidade, da cidadania, da formação, são transcursos sem normas, sem obediências, sem grandiloquências; não são caminhos para nos entreter, ou como diz Alice
Tal como depreendemos do clássico estudo da alma cidadã brasileira feito por Holanda, inclusive quando ele analisa com tanta profundidade a exacerbada cordialidade que habita o carácter do brasileiro (1983, p. 101 ss.), Alice, na citação acima, converge para os mesmos pontos de Holanda. Ela traduz as relações de dever com a crença e o entretenimento, e quando diz que o entretenimento “é uma forma de fazer esquecer ou diluir o pensamento”, isto se junta ao “desleixo” e a “saudade” e até mesmo a falta de alegria de que falavam Holanda e Bell. O pensamento que é uma cidade, que exerce uma cidadania sob os hábitos de uma formação de feitoria, que se obscurece na comodidade da sua cidadela, só contribui para uma ética da infelicidade ou do entretenimento fútil. Porque nos sentimos muitas vezes constrangidos quando ensinamos filosofia, justamente porque parece que apenas a estamos comentando, cabe perguntar sempre: que fazemos quando leccionamos filosofia? Estamos buscando devires ou apenas reiterando deveres?
Nossa cidade, pensamento, cidadania e formação necessitam de respostas a estas questões.

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