... o selo em "a cola" do esquecimento ...
Há 1 dia
Sobre_ ALI_SE | _ | ► a árvore ao jardim |

(...) As palavras do poeta, justamente por serem palavras, são suas e alheias. Por outro lado, são anteriores a toda a data: são um começo absoluto. Sem o conjunto de circunstâncias a que chamamos Grécia nem existiriam a Ilíada nem a Odisseia; mas sem esses poemas tampouco teria existido a realidade histórica que foi a Grécia. O poema é um tecido de palavras perfeitamente datáveis e um acto anterior a todas as datas; o acto original com que principia toda história social ou individual; expressão de uma sociedade e, simultaneamente, fundamento dessa sociedade, condição de sua existência. Sem palavra comum não há poema; sem palavra poética tampouco há sociedade, Estado, Igreja ou comunidade alguma. A palavra poética é histórica em dois sentidos complementares, inseparáveis e contraditórios: no de constituir um produto social e no de ser uma condição prévia à existência de toda a sociedade. (...)
(...) A missão do poeta é restabelecer a palavra original desviada pelos sacerdotes e pelos filósofos. "As prisões são construídas com as pedras da Lei"; os bordéis com os ladrilhos da Religião. (...) Mas a sociedade que a palavra do poeta profetiza não pode confundir-se com a utopia política. A razão cria cárceres mais escuros que a teologia. O inimigo do homem se chama Urizel (a Razão), o "deus dos sistemas", o prisioneiro de si mesmo. A verdade não procede da razão e sim da percepção poética, isto é, da imaginação. O orgão natural do conhecimento não são os sentidos nem o raciocínio; ambos são limitados e na verdade contrários à nossa essência última, que é desejo infinito: "Menos do que tudo não pode satisfazer o homem". O homem é imaginação e desejo: (...) Por obra da imaginação o homem sacia o seu infinito desejo e converte-se ele mesmo em um ser infinito. (...)
ALF embora se apresente como anónimo na net eu conheço-o pessoalmente e está fazer um admirável trabalho de investigação por gosto e conta própria, para além de ser um grande crítico da ciência. E os seus estudos e textos têm sido apresentados nos seus blogues: «outra física» e «outra margem».
Uma área de plantação de milho transgénico na África do Sul, equivalente a 80 mil campos de futebol, não produziu um grão sequer. De um total de mil produtores de milho geneticamente modificado, 280 tiveram prejuízos na colheita. Alguns chegaram a perder até 80% da produção.
(…) Marian Mayet, directora do Centro Africano para Biossegurança, em Joanesburgo (África do Sul), defendeu uma investigação do caso pelo governo sul-africano e a proibição imediata do milho transgénico naquele país.
Milhares e milhares de hectares de terra previamente cultivada com soja Roundup Ready da Monsanto estão a ser abandonadas pelos agricultores americanos.
Razão: Uma variedade de amaranto que se tornou super-resistente ao herbicida Roundup, tomou conta desses terrenos e tornou impossível cultivar neles o que quer que seja. O amaranto é uma planta alta e com raízes profundíssimas, que só pode ser eliminada com muito trabalho manual. A ironia maior é que o amaranto é igualmente das plantas mais nutritivas que existem - era um dos principais alimentos dos Incas - devido à sua profusa produção de grãos (sementes) altamente proteícos e às suas folhas riquíssimas em nutrientes. E não precisa de fertilizantes, pesticidas ou água (tal como o cânhamo).
Como gesto de paz a mãe natureza envia-nos uma "praga" que é um super-alimento para que deixemos de cultivar soja transgénica. Mas o que acontece? Em vez de se prestar atenção à mensagem, milhares de hectares cheios de alimento que não custou absolutamente nada a cultivar são abandonados em vez de aproveitados. De seguida ainda inventam um vírus transgénico qualquer, que destrua o amaranto. Afinal quem é que quer alimento gratuito que não dá dinheiro às agroquímicas?
E depois diz-se que precisamos de OGMs para alimentar os famintos. Haverá mentira mais descarada?
Em notícia no Público:
(…) esta é uma campanha de "desinformação" e … o balanço final das obras será "negativo" para a biodiversidade e gestão sustentável dos recursos hídricos. (...)
Em notícia no DN:
(...) As associações pedem ainda à EDP que, "em respeito pela verdade e transparência, retire esta campanha.
A EDP vai investir, até 2016, três mil milhões de euros na construção de cinco novas barragens e no reforço da potência de seis, passando a produzir energia hídrica suficiente para mais de dois milhões de consumidores.
As cinco novas barragens são as do Baixo Sabor, Foz Tua, Fridão, Alvito e Ribeiradio. (...)
Notícia da Quercus:
É ainda fundamental chamar a atenção que as grandes barragens são uma forma cara e ineficaz de resolver as necessidades energéticas do País. Com o mesmo investimento previsto para o Programa Nacional de Barragens, seria possível pôr em prática medidas de uso eficiente da energia que, sem perda de funcionalidade ou conforto, permitiriam poupar cerca de CINCO VEZES MAIS ELECTRICIDADE do que a produção das barragens propostas.
(…) Será mais útil utilizar os recursos mediáticos para informar sobre eficiência energética e mostrar exemplos concretos nesse sentido, do que fazer este tipo de investimentos em opções do lado da oferta, que já não se coadunam com as necessidades ambientais da época. Estima-se que a adopção de medidas de eficiência energética seria de valor muito superior à da potência instalada nas novas barragensVer na íntegra >>> Carta de reclamação
O que constatou o Estudo da Comissão Mundial sobre Grandes Barragens (estudo que abrangeu um levantamento de 125 grandes barragens, acompanhado por 17 estudos temáticos sobre questões sociais, ambientais e económicas, sobre alternativas às barragens e sobre os processos institucionais e de governo):
- No saldo final os impactos sobre o ambiente são mais negativos que positivos e, em muitos casos, provocam danos significativos e irreversíveis a espécies e ecossistemas. Há destruição de florestas e habitats selvagens, desaparecimento de espécies e a degradação das áreas de captação a montante devido à inundação da área do reservatório. Há redução da biodiversidade aquática, a diminuição das áreas de desova a montante e a jusante e o declínio dos serviços ambientais prestados pelas planícies aluviais a jusante, brejos, estuários e ecossistemas marinhos adjacentes.
- Há impactos cumulativos sobre a qualidade da água e risco de salinização e degradação do solo se essa água for usada na rega.
- Constatou-se também que das barragens estudadas todas emitem gases que contribuem para o efeito de estufa, como ocorre com os lagos naturais, devido aos inerentes processos de decomposição em águas "paradas"; a intensidade dessas emissões varia muito dependendo da localização/ temperatura e condições do local; uma comparação fiável exigiria que fossem medidas as emissões de habitats naturais anteriores ao represamento. Além disso, há emissões não desprezáveis no fabrico do betão usado na construção. (…)
[POESIA E FOTOGRAFIA] expõe-se [PENSAMENTO] QUE HÁ - Nada de novo! [PENSAMENTO] Falha Humana Intencional CORPOtraçoCORPO na UBI |
... o desejo e a vontade |