Há 1 dia
30 JAN 2011 - ENCONTRO com a poesia e a pintura em CORPOtraçoCORPO...
Horário da Exposição: de Terça a Domingo - das 14h às 19h00
Vídeo de reportagem realizada pela «Localvisão TV» no dia 8 Janeiro 2011:
(clique na imagem para ver)
E no Encerramento, dia 30 de Janeiro de 2011 das 18h às 20h estão todos convidados para o «ENCONTRO sobre a poesia e a pintura em CORPOtraçoCORPO» que irá ocorrer com a presença da autora e aberto ao diálogo com todos os presentes.
CONVITE: 8 JAN 2011 - CORPOtraçoCORPO na Sala da Nora
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Ler texto na íntegra: http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/
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Em divulgação no Facebook | 3 eventos 2011_Nora_CORPOtraçoCORPO:
Mais informação: http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/2011_nora/
Facebook e a cultura
O Facebook enquanto rede social, tem o direito de nos usar para ganhar dinheiro com isso, nas tão habituais e afins publicidades que todos nós conhecemos, e em modas de produtos e mais produtos levados aos desregrados interesses por um atroz consumismo das actuais economias de mercado, e nós que enfim, o permitimos, reserva-nos talvez uma das poucas compensações no único dos direitos que a internet nos pode para já, oferecer de melhor, e que é a possibilidade de divulgação ou no de dar a conhecer o que está acontecer e a fazer-se, no que diz respeito às áreas do Cultura, do Pensamento, das Artes e das novas formas de bem nos relacionarmos com o Ambiente!
Assim se for restringida essa opção de estar, de comunicar e aprender com os amigos e conhecidos sem ser por essa via de saber o que de melhor eles conhecem e fazem culturalmente, de que interessa a rede social do Facebook ou outras? Para nada! Para isso fica-se então, somente com a televisão, assistindo e aceitando o que é de interesse para quem manipula e faz a notícia ou a publicidade e em que exemplar glamour de vidinhas, para o enriquecimento do nada de nada, à pura distracção e ao vazio em nota máxima da futilidade à construção e contribuição para mais e mais pobreza pelo mundo fora, é isso!
E porque nos bens culturais, a procura, cada qual a sabe fazer por si. E nos comerciais o produto oferece-se por si numa obrigatoriedade ao seu consumo de uma forma modelar e em cadeia. Ou seja, os bens culturais não procuram clientela, nem agradar às pessoas que os procuram, ou há sensibilidade na identificação ou não, da parte de quem pretende aprender, fruir ou a enriquecer-se interiormente, é preciso é esses bens estarem expostos e em sua divulgação. Ao passo que os produtos comerciais só vingam porque existe a publicidade que manipula e incita à sua compra através da imensidão de técnicas de marketing, relevando pois, para a posse e na aparência da riqueza de se ter.
E apesar de ainda não ouvir falar acerca da abordagem desta ideia, reparem que afinal, o sucesso do Facebook, deve-se a essa maravilhosa possibilidade de comunicação através dos bens culturais ou na viável e saudável sociabilização com as variadíssimas vertentes das artes e do que é artístico. E sobre o que se pode falar e suscitar desenvolvimento e capacidades de enriquecimento interior, temos como exemplo: uma música, um poema, um pensamento, uma imagem pictórica, uma imagem fotográfica, um apontamento de obra literária, uma ideia, uma notícia ou um vídeo (divulgando um excerto de uma peça de teatro, de dança, de música ou uma performance...), enfim uma imensidão de possibilidades para nos conhecermos a nos valorizarmos uns aos outros com o objectivo de sermos melhores, humanamente.
A nora da Galeria SALA DA NORA em Castelo Branco
Nora é um engenho ou aparelho para tirar água de poços ou cisternas. É constituído por uma roda com pequenos reservatórios ou alcatruzes.
Possui uma haste horizontal acoplada a um eixo vertical que por sua vez está ligado a um sistema de rodas dentadas. Este sistema faz circular um conjunto de alcatruzes entre o fundo do poço e a superfície exterior. Os alcatruzes descem vazios, são enchidos no fundo do poço, regressam e quando atingem a posição mais elevada começam a verter a água numa calha que a conduz ao seu destino. O ciclo de ida e volta dos alcatruzes ao fim do poço para tirar água mantém-se enquanto se fizer rodar a haste vertical e o poço tiver água.
Tradicionalmente as noras são engenhos de tracção animal. Estes engenhos vieram em muitos casos substituir a picota ou cegonha anteriormente utilizados como engenhos principais para tirar água na Península Ibérica onde se pensa que tenham sido introduzidos pelos árabes.
Decrescimento económico «previsível»
Crise por transformação - Decrescimento económico «previsível»
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o PIB não valoriza o que não se encontra no mercado, como o trabalho doméstico não pago e o trabalho voluntário. Uma sociedade rica em «bens e serviços relacionais» teria um PIB mais baixo do que uma (impossível) sociedade na qual as relações pessoais fossem exclusivamente mediadas pelo mercado.
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Os aumentos de produtividade não são correctamente medidos. Se há substituição de energia humana por máquinas, o preço da energia toma ou não em conta o esgotamento de recursos e as externalidades negativas? Sabemos que não.
Mais ainda, deveríamos separar o direito a receber uma remuneração do facto de ter um emprego. Essa separação já existe em muitos casos (crianças e jovens, pensionistas, pessoas que recebem subsídio de desemprego), mas deveria ser ampliada. Temos que redefinir o que significa «emprego», tendo em conta os serviços domésticos não pagos e o sector voluntário, e temos que introduzir ou ampliar a cobertura de um Rendimento Base ou Rendimento do Cidadão universal.
Outra objecção surge. Quem pagará a montanha de dívidas, hipotecas e outras dívidas se a economia não crescer? A resposta tem que ser: ninguém vai pagar. Não podemos forçar a economia a crescer à taxa do juro composto segundo a qual as dívidas se acumulam. O sistema financeiro tem que ter regras diferentes das actuais. Nos Estados Unidos e na Europa o que é novo não é, pois, o keynesianismo ou mesmo o keynesianismo verde. O que é novo é um crescente movimento social a favor do decrescimento sustentável. A crise abre oportunidades a novas instituições e hábitos sociais.
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No entanto, os apóstolos do crescimento não estão dispostos a utilizar a crise actual de modo a deslocar a economia para um padrão tecnológico e de consumo diferente. Pelo contrário, arranjam razões para pensar que as vendas de carros continuarão fortes porque, se bem que os Estados Unidos tenham cerca de um carro por cada pessoa em idade de dirigir, a China tem menos de três carros por cada 100 pessoas e a Índia menos ainda.
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... Ao longo de vinte anos, a palavra de ordem ortodoxa foi Desenvolvimento Sustentável (Relatório Brundtland, 1987), que significava crescimento económico que fosse ecologicamente sustentável. Sabemos contudo que o crescimento económico não era ambientalmente sustentável.
A discussão sobre o decrescimento (francês: décroissance), iniciada por Nicholas Georgescu-Roegen há trinta anos, é agora assunto de debate nos países ricos porque «la décroissance est arrivée» (o decrescimento chegou). É agora o momento de substituir o PIB por indicadores sociais e ambientais a nível macroeconómico e de gizar projectos rumo a uma transição socioecológica segundo o comportamento desses indicadores. A transição exige uma reforma das instituições sociais (para enfrentar o desemprego) e também uma reforma das instituições financeiras para impedir que o nível financeiro da economia cresça sem referência às realidades físicas subjacentes. A venda imaginativa de derivados («produtos» financeiros) e a existência de actividade bancária offshore não regulada produziram um grande choque na opinião pública.
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Os movimentos internacionais a favor da justiça anbiental têm por objectivo uma economia que satisfaça de modo sustentável as necessidades de alimentos, saúde, educação e habitação para todos, proporcionando a máxima "joie de vivre" (alegria de viver) possível.
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Os movimentos internacionais a favor da justiça anbiental têm por objectivo uma economia que satisfaça de modo sustentável as necessidades de alimentos, saúde, educação e habitação para todos, proporcionando a máxima "joie de vivre" (alegria de viver) possível.
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Excertos do Texto: Decrescimento económico socialmente sustentável
Traduzido por JOSÉ CARLOS MARQUES
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«previsível»
Díptico nº 68 – «previsível» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2010 | (cor) Traço:Verde
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE ALVES
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE ALVES
Exposição na Estação Biológica do Garducho
MAIS INFORMAÇÃO:
http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/2010_garducho/ *
Cobre
Por olhares à frente
Encantam-se as vozes
Encantam-se as vozes
Passam e pedem que conte o que não se pede
Os ventos assobiam
E a luz cobre queimando
Bem fará aos que se atravessam
Descalços pela noite que não os sonha
Ainda assim sonhados
Por ávidos dormem
"Traço. verde" e as Escolas de Mourão
«Palavra em traço verde» - É o título do Programa interdisciplinar que se irá realizar a ser desenvolvido em várias fases com os Professores e Alunos das disciplinas de Educação Visual, Língua Portuguesa e Ciências da Natureza do Agrupamento de Escolas de Mourão conjuntamente com a EBG - Estação Biológica do Garducho e o projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» de Alice Valente.
CARTAZ DE DIVULGAÇÃO (clique na imagem para ampliar) :
O CEAI ambiciona que a EBG seja uma referência a nível regional e nacional, enquanto estudo, conservação e divulgação da biodiversidade local numa perspectiva de desenvolvimento sustentável.
Pretende-se que a EBG contribua para a dinamização social e económica da região em que se insere, especificamente cos concelhos de Mourão, Moura e Barrancos, através do desenvolvimento de projectos de conservação da natureza, da realização de actividades de educação ambiental e do ecoturismo.
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O traço:verde, a 8ª das nove cores do projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» com 9 obras em díptico apresentadas na horizontalidade, ir-se-á firmar na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, 'verde' das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.
Pensamento «territorial»
Obra (em díptico) nº 67 – «territorial» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2010
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» | (cor) Traço:Verde
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» | (cor) Traço:Verde
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Pensamento «territorial»
Cresce-se e morre-se a pensar no território, a pensar num espaço onde se possa dominar, onde se possa parcelar a estar, e dizer, mesmo que temporariamente, quem manda aqui sou eu. Toda a parte prática da vida, ou de dita racional, é pensada ao nível do territorial, vive-se e trabalha-se para se ter coisas, coisas territoriais, terras, quintas, casas com criados, ou coisas onde mais ninguém possa intervir e usar a não ser quem as adquire e que é pois, seu dono, e em carros, casas, livros, computadores, telemóveis, roupas, objectos e em mais mais coisas, muitas coisas... E a Terra, sim a terra essa, que sempre foi sendo dividida em muitos territórios, embora de uma terra que é indivisa, e que daqui não se sai para lado nenhum, e que até nos come, e que ainda assim, lá se vai querendo que seja partida em mil pedaços, tidas de nações, países, estados, condados, reinados, impérios, colónias, províncias, quintas, herdades herdadas, e que por fim é tornada a divisa de uma divisão entre uns e outros. Pois, há um divisível que se quer indiviso por leis e ademais conceitos, e assim é, porque assim se pensa como tal. E invadidos e invasores, em vidas por dinheiro e trabalho, eis a guerra que se nos tem sido definida como viver.
Mas o ser humano não precisa desse territorial pensado, precisa sim e primeiro que tudo, pensar em viver por totalidade enquanto pensamento que se articula harmoniosamente com o global, e existe efectivamente uma totalidade intemporal que não precisa de espaço territorial, e que por 'sentires' é por si e em si mesmo, distante de qualquer parcelar ideia do que é territorial. É que o ser pensante que se articula com a vida através da dimensão artística, da ética e da estética ou da poética da vida, e que se 'transporta' por esses meios através da criação, da música, da pintura, do desenho... ou de um entendimento com o enriquecimento interior, não carece de território para se completar.
Somos o que somos nesta realidade de um viver por territorialidade, mas e a outra realidade em decrescimento previsível, porque é que ainda não é possível pensar-se em vivenciá-la por inteiro?
A história da ebg - Estação Biológica do Garducho
(...)
Os guarda fiscais eram apelidados de "picachouriços" devido à sonda (uma vareta em ferro) que usavam para introduzir nas sacas de produtos a granel, para verificar se nelas vinham escondidos produtos de contrabando.
O posto fiscal do Garducho encontrava-se estrategicamente localizado, na cota mais elevada do concelho de Mourão, na freguesia de Granja, a 2 km da fronteira com Espanha. Foi extinto também em 1993 pela portaria 368/93 de 1 Abril.
(…)
Numa primeira fase, em 1999 o antigo posto sofre uma primeira remodelação dirigida para os dois edifícios em melhor estado de conservação, co-financiada pelo Programa LEADER, no âmbito do segundo Quadro Comunitário de Apoio (QCA II). Esta intervenção permitiu a utilização da infra-estrutura para diversas actividades, designadamente para apoiar a realização de estudos sobre a fauna da região e o desenvolvimento de actividades de sensibilização ambiental.
Em 2004, foi iniciado um projecto de remodelação do ex-posto bastante mais ambicioso, tendo em mente a instalação de uma Estação Biológica inovadora, pela junção das actividades científicas (que normalmente decorrem neste tipo de infra-estrutura), com actividades de informação ambiental, aliadas à arquitectura contemporânea, tendo presente preocupações ambientais intrínsecas ao objecto social do CEAI. Estas preocupações foram uma das premissas definidas pelo CEAI e incorporadas pela equipa projectista, através de vários sistemas e materiais de construção, como a produção de energia solar, o isolamento em aglomerado negro de cortiça, a utilização de sulipas de madeira reutilizadas no pavimento exterior e a recolha de águas pluviais.
Em finais de 2008, concluídos os trabalhos de remodelação, a Estação Biológica do Garducho tomou o lugar do antigo posto fiscal, sendo a intervenção co-financiada pelo Programa Operacional Regional do Alentejo, no âmbito do QCA III.
… em 2009 … a Estação é galardoada com o Prémio FAD, o mais importante galardão da arquitectura ibérica, atribuído pela Fundação Arquifand (Barcelona, Espanha).
(…)
A descoberta da paisagem e da biodiversidade através do olhar da ciência, da arquitectura, da poesia e da arte, é a experiência que a Estação Biológica do Garducho propõe aos seus visitantes.
O CEAI ambiciona que a EBG seja uma referência a nível regional e nacional, enquanto local de estudo, conservação e divulgação da biodiversidade local, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável.
Pretende-se que a EBG contribua para a dinamização social e económica da região em que se insere, especificamente dos concelhos de Mourão, Moura e Barrancos, através do desenvolvimento de projectos de conservação da natureza, da realização de actividades de educação ambiental e da promoção do ecoturismo.
A importância ecológica da região de Moura, Mourão e Barrancos
Localizada na zona Norte da Margem Esquerda do Guadiana, a região de Moura-Mourão-Barrancos constitui local de abrigo e de reprodução de várias espécies emblemáticas e ameaçadas. A sua importância destaca-se também por ser um local de ocorrência histórica de Lince-ibérico Lynx pardinus, a espécie de felino mais ameaçada do mundo, constituindo um dos locais mais adequados para uma futura recolonização da espécie.
A sua importância ecológica reflecte-se na sua integração na REDE NATURA 2000, uma rede europeia de áreas de especial importância ecológica, constituída pela União Europeia. A classificação destas áreas está regulamentada por duas Directivas Comunitárias, a Directiva Habitats (92/43/CEE) e a Directiva Aves (79/409/CEE). A primeira identifica os habitats de relevante interesse de conservação, enquanto que na segunda encontram-se listadas as espécies de aves de maior importância conservacionista.
Na região de Moura-Mourão-Barrancos encontram-se duas áreas que integram a REDE NATURA 2000: uma Zona de Protecção Especial para as Aves (ZPE) e um Sítio de Importância Comunitária (SIC).
(…)
A diversidade de habitas e de espécies que a região encerra é portanto indiscutível e muito relevante a nível local, regional, nacional e europeu. Neste contexto, a Estação Biológica do Garducho surge como infra-estrutura catalizadora de iniciativas que pretendem contribuir para a salvaguarda e a valorização deste património, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável.
Eng.ª CARLA JANEIRO - Presidente do CEAI
Ler na íntegra texto em Doc_pdf:
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Apresentação/Exp. das 9 obras em díptico do Traço:verde, a 8ª das 9 cores
do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de Alice Valente
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Texto de divulgação do projecto CORPOtraçoCORPO em 2010
CORPOtraçoCORPO é um projecto multidisciplinar que teve início no ano de 2003 e que articula poesia com pintura, assinadas pela mesma artista. O projecto pictórico final integra 9 séries de pintura, cada qual, subordinada a uma cor com 9 telas em díptico. Após as 9 séries expostas, está previsto uma EXPOSIÇÃO FINAL com a presença das 81 OBRAS aquando do Lançamento do LIVRO com o mesmo nome do projecto e que irá conter 81 poemas ilustrados com as 81 obras e, em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.
O traço: Vermelho estreou-se como a cor primeira e Vital na assinatura do CORPOtraçoCORPO
O traço: Castanho-Terra surgiu como a segunda cor do Movimento do projecto…
O traço: Água-azul-céu, 3ª e 4ª cor, criadas na horizontalidade… os azuis em sua Força espelham-se diluindo-se numa única cor…
O traço: Laranja-Lima, 5ª e 6ª cor, mais duas cores conjuntas em que os 9 dipticos do traço laranja e os 9 dipticos do traço limão apresentados na verticalidade, lado a lado, Alimento-vida, referenciam a importância do alimento da vida com o alimento na vida, doce e ácido, respectivamente na cor da laranja e na cor do limão.
O traço: Verde-Oliva, a 7ª cor, enquanto cor ou traço preciso em inteireza e Verdade.
Até ao momento, foram já expostas e apresentadas 7 das 9 cores: vermelho, castanho-terra, água-azul-céu, laranja-lima e verde-oliva. O traço:verde, a 8ª das nove cores será a próxima cor a ser apresentada e a o traço:cor-pele encerrará o ciclo das 9 cores.
O traço: Verde é a designação da 8ª das nove cores do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» e ir-se-á firmar na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, ‘verde’ das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de cuidar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPONatureza.
E devido às características desta cor para com o projecto e em suas actividades, o traço:Verde será apresentado com o CEAI - Centro de Estudos da Avifauna Ibérica na ESTAÇÃO BIOLÓGICA DO GARDUCHO (Herdade dos Guizos, Mourão - Alentejo) no dia 23 de Outubro de 2010 a partir das 16h00.
MAIS INFORMAÇÃO: http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/2010_garducho/
Traço.verde do CORPOtraçoCORPO em Outubro
Dia 23 Outubro 2010 a partir das 16h00 na Estação Biológica do Garducho, perto de Mourão (Alentejo) inaugura o "traço.verde" a 8ª ou penúltima cor do projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» de Alice Valente
PARA MAIS INFORMAÇÃO:
TEXTO DE DIVULGAÇÃO doc_pdf:
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ao 11 de Setembro de há 9 anos
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NOVA IORQUE - Ilha de Manhattan - Imagem áerea nº 52 - 1993 - Arquivo e Fotografia de ALICE VALENTE ALVES
Num qualquer dia
A vida irá acabar para cada um de nós.
E que tal olhar para esse final como que uma certeza.
É pois, a certeza mais segura, é que não há mesmo qualquer dúvida.
Cuidado oh insensíveis e fracos de espírito, sim esses os que se fazem rodear a todo o custo com mordomias e anseios por vidas com toda a luxúria, sim, esses os que nada sabem desse bonito labor da vida no cuidar e ajudar a crescer tudo o que nos rodeia, sim esses os de intuito de ganhadores e que agem de má-fé para tudo poder ter, e a sua crueldade e insensatez é de tal modo monstruosa que chegarão a humilhar e maltratar os que de si dependem e, poderão chegar a um ponto tal de tentar culpar e até aprisionar suas próprias vítimas.
Agora é só um agora e nada mais. E aos que usurpam e estragam a vida dos outros, vitimizando-os, em qual aparatoso espectáculo de um jogo doentio de quererem ainda assim estar acima de toda a verdade, será no agora e até seu final, que justificadamente se fará justiça, num qualquer dia, ainda que não tarde por muito depois, de um agora.
Esses que assim vivem, a querer que suas maldosas e arrepiantes mentiras sejam aceites como verdades, só poderão tratar-se de estúpidas e vis criaturas com vidas tão dementes quanto brutalmente anedóticas.
E um dia, e talvez antecipadamente, de uma outra justeza e em que ajustada via, num qualquer dia, os instrumentos da fábrica das leis desses homens que se mercam, entre de rompante contra eles.
E porque … num qualquer dia… indecisa ou decididamente…
A vida irá acabar para cada um de nós.
De um 'dever em devir'
Crise por transformação - de um 'dever em devir'
Sobre o meu ensaio com o título «Crenças e poder - do dever em não devir», em que a segunda parte do título "... - do dever em não devir" só faz realmente sentido quando associada a "Crenças e poder - ...". E isto porque em cada um de nós existe um verdadeiro 'dever' mas que diz respeito não a um 'dever' de leis feitas pelos homens, mas sim a um 'dever' das leis do 'devir' da Natureza. E exactamente porque o tal 'dever' que nos assiste socialmente é um 'dever' por medo a poderes e crenças, e por isso a utilização unicamente da segunda parte do título sem a primeira, induz em erro ao pretendido. E a querer-se utilizar separadamente poderá se intitular, não "do dever em não devir", mas sim de um "dever em devir".
Sobre o meu ensaio com o título «Crenças e poder - do dever em não devir», em que a segunda parte do título "... - do dever em não devir" só faz realmente sentido quando associada a "Crenças e poder - ...". E isto porque em cada um de nós existe um verdadeiro 'dever' mas que diz respeito não a um 'dever' de leis feitas pelos homens, mas sim a um 'dever' das leis do 'devir' da Natureza. E exactamente porque o tal 'dever' que nos assiste socialmente é um 'dever' por medo a poderes e crenças, e por isso a utilização unicamente da segunda parte do título sem a primeira, induz em erro ao pretendido. E a querer-se utilizar separadamente poderá se intitular, não "do dever em não devir", mas sim de um "dever em devir".
E é pois esse 'dever em devir' que no fundo nos vai solucionando todos os problemas que as crenças e poderes nos têm arranjado. É que os poderes temem esse caos do 'dever em devir' e que por transformador benéfico é tão necessário quanto vital, e tenderá a surgir inevitavelmente de quando em quando, mesmo que os poderes tentem impor um 'dever' (moral) obrigado a ser cumprido por leis por vezes contrárias às leis éticas do 'dever em devir'. Portanto, um 'dever em devir' ir-se-á revelar natural e autonomamente, e surgirá sempre, como que a proteger ou a criar o equilíbrio entre todos os seres na terra.
Ora vejamos o que está a acontecer de há dois anos para cá, relativamente à incógnita da tal designação de 'crise', e em que crises que se têm vindo a desenvolver com essa mesma, de teimosa 'crise'...
É que na actual economia mundial, ela é unicamente financeira e o mercado e em suas leis está assente ou é suportado por mecanismos associados a crenças e poderes, que suscitam mais crenças, guerras, medo, miséria, fome, consumo em luxo e lixo, e destruição do meio ambiente... e em economias ou poderes esses que insistem em publicitar e a tornar viável uma forma de vida de uma consciente negligência do corpo, da natureza e do 'dever em não devir'.
Crise por transformação - o lixo
Tudo se recicla, será? E os economistas e políticos, quererão também reciclar a crise?
A crise está instalada, e enquanto se continuar a empobrecer pessoas, povos, países e gerações, a crise aí estará para durar. E depois da crise, o que virá? Uma outra crise, com data e nome próprio? Perguntas sem resposta, é certo!!!
Quer-se pensar que, ir-se-á transpor a actual crise, no ainda ser possível fazer-se destas economias e em seus modelos, o único e viável caminho para o progresso económico-político desta nossa contemporaneidade? Não, a crise jamais desaparecerá assim, a querer-se continuar nos mesmos moldes económicos, políticos e sociais a que nos temos modelarmente adaptado até aqui.
O desenvolvimento dos países ricos, fez-se sem se pensar que um dia, esses mesmos europeus enfrentassem também uma crescente preocupação não só com a pobreza dos outros (dos países pobres ou em vias de desenvolvimento) mas também com a pobreza em seus próprios países, os tidos de ricos. É que as economias sempre se foram construindo na base de um aumento de pobreza pelo mundo fora e vá de enriquecer com a mão-de-obra barata e com a tal ideia de «com o mal dos outros posso eu bem». E assim a pobreza tem aumentado de tal forma, que aí estamos nós a assistir já a esse aumento de miséria nos próprios países ricos ou desenvolvidos!
E agora o que fazer?
Olhar à volta, um pouco mais e pensar, o que é que afinal tem crescido exponencialmente, nos tais países ricos ou desenvolvidos:
E que tal, é isto desenvolvimento?
Sim, é um desenvolvimento na fabricação de lixo em grande escala ou numa progressiva construção para o caos e para a ameaça de destruição do ser humano e da sua Natureza.
Há que assumir que assim não poderemos continuar! É certo que a responsabilidade caberia aos dirigentes e governantes do mais antigo continente desta nossa civilização, a Europa. Mas afinal o que tem acontecido nesta primeira década do séc. XXI? Pura distracção e incapacidade de visão global dos problemas culturais, sociais e humanos. E uma teimosia tola por querer-se crescer ainda assim neste fomentar de miséria e pobreza, e a usar também as pessoas, como se de lixo se tratasse.
Os modelos económicos pautaram-se sempre por uma crescente pobreza pelo mundo fora, e o alerta dessa necessária transformação deu-se no final do séc. XX, e fizeram-se várias tentativas em acordos e mais acordos por políticos e governos da Europa e de todo o mundo, e em acordos que no fundo não foram cumpridos. Tentativas em vão de tempo e dinheiro perdidos.
E agora?
Agora urge essa transformação mais do que nunca, e essa consciência irá inevitavelmente, com nome de crise, ou em que mais crises, mais tarde ou mais cedo, entrar-nos por portas adentro, e tocar a todos sem excepção!
E é nessa transformação que não se tem querido pensar, porque a acontecer terão de ser alterados todos os modelos das economias e políticas dos países mais desenvolvidos, pois é, mas não teremos outras hipóteses senão vir a dar rumo a essa nova transformação. Há que pensar nessa alteração de hábitos, e costumes pessoais, sociais e culturais, que toda a produção e leis de mercados por um consumo em crescente se nos impôs no século passado. E estamos no final da primeira década do séc.XXI e sempre pensei que na passagem para este nosso novo século, haveria não só a preocupação mas também alterações já postas em prática com a preservação da Natureza e do Ambiente. Mas nada se fez, e nada se está a fazer, verdadeiramente de concreto, e com crise ou sem crise, a ideia que ressalta é a mesma, e que é, a de continuar, em crescente consumismo. É que as leis de mercado e das economias assentam numa feroz competitividade por consumismo. E todos sabemos que não podemos ir por aí! E os que não sabem ou não querem saber, enfim, ou são muito tolos ou completamente ignorantes.
Será que temos sempre que construir muros para quebrar a cadeia da solidariedade humana, separar os povos e proteger a felicidade de uns da miséria dos outros?
Será que temos sempre que construir muros para quebrar a cadeia da solidariedade humana, separar os povos e proteger a felicidade de uns da miséria dos outros?
Assim, há que alterar, há que pensar nessa transformação de hábitos de consumo. Todos os governos e países do mundo inteiro e especialmente os da Europa e da América, terão de criar novos exemplos de boas práticas e vivências do ‘quanto baste’ relativamente às economias e políticas de consumo, começando nos governos, nas famílias, na sociedade, na educação e ensino... E terá de haver divulgação nesse sentido e a estarmos todos a postos, para que a transformação ou a alteração se dê, com toda a urgência e conforme a crise ou as crises, assim o estão a assinalar!
Há que fazer a escolha entre Competir ou HUMANIZAR!
Há que fazer a escolha entre Competir ou HUMANIZAR!
ALICE VALENTE
NOTA: Irei dar continuidade a este tema da «Crise por transformação» em próximos post's e com os seguintes subtítulos: - a água, - o plástico, - o papel, - a publicidade, - o turismo e - a alimentação, entre outros.
NOTA: Irei dar continuidade a este tema da «Crise por transformação» em próximos post's e com os seguintes subtítulos: - a água, - o plástico, - o papel, - a publicidade, - o turismo e - a alimentação, entre outros.
Filosofia e escolas analíticas
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Na Grã-Bretanha podem-se distinguir três ensaios autóctones de encontrar um novo fundamento para a filosofia. O primeiro é especialmente realizado por Bertrand Russel e encontra-se em ligação directa com a esfera dos problemas acabados de discutir; nesse ensaio é considerado a lógica como ciência da filosofia e não apenas como a sua parte mais essencial, como se lê na segunda lição de «o nosso saber acerca do mundo exterior». No ano de 1914 acreditava Russel que todos os problemas autenticamente filosóficos eram de natureza lógica e aqueles, que não se podiam reduzir a problemas lógicos, eram pseudoproblemas. Esse texto é ainda hoje digno de se ler como introdução à nova lógica das relações das relações e os méritos de Russel na sua formulação, como em geral na fundamentação da nova lógica e na criação, nos Principia Mathematica, do sistema da logística até hoje mais seguido, mantém-se incontestados. Contudo pertencem à lógica tornada ciência e não podem ser aqui tratados. Estas investigações lógicas exerceram uma influência favorável sobre os filósofos, recordando-lhes uma esfera de investigação desprezada, ajudaram a evitar erros linguísticos e lógicos e elevaram o rigor da condução do pensamento e o nível da discussão filosófica. Depois de Russel ter analisado nos Principia Mathematica as proposições matemáticas do ponto de vista lógico, julgou poder generalizar essa análise. Estava convencido de poder obter, mediante uma análise lógica das proposições, os elementos para a construção lógica do mundo, os «átomos lógicos», os elementos simples, os «princípios atómicos», mas também as qualidades e uma hierarquia de vária ordem. O modelo desta análise volta a ser, como em Descartes, uma análise matemática; assim como todos os números se decompõem em números primos, assim também todas as proposições se resolveriam em proposições primárias e elementos primários. É isto, porém, objectivamente impossível e na análise chega-se apenas a elementos mais simples, mas nunca aos elementos simples. O que Russel quer deduzir pressupõe a hipótese pluralista oposta ao monismo, segundo a qual o mundo consiste em coisas particulares, qualidades, etc. Isto é uma metafísica completamente independente da lógica. A tentativa falhou e necessariamente, pois a lógica não basta como base da filosofia. É uma simples disciplina formal, tem que ver, essencialmente, com a correcção do raciocínio lógico e da estrutura dos sistemas dedutivos; uma filosofia que possua conteúdo, não se pode deduzir da lógica. Esta é um meio e um instrumento de trabalho filosófico, mas não a sua essência e a sua finalidade própria. É quase inútil observar que o próprio Russel há muito abandonou essa tentativa juvenil.
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FRITZ HEINEMANN - A FILOSOFIA NO SÉC.XX - F.C.GULBENKIAN
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