Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim

Vivo

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VIVO

ESTAR BEM VIVO É DORMIR BEM
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O âmbito da Poesia

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O ÂMBITO DA POESIA:

- SALVAR SEM SALVADORES!
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O dever de suicídio

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pormenor da obra nº 37 – «o pensar» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2005 
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE | traço (cor): laranja-lima
(...)
A não ser possível um povo gerir os seus afectos e a sua forma de se manifestar artisticamente é um povo sem futuro, é um povo ou sociedade suicida.
E o suicídio em suicidas é a morte anunciada e vindoura do colectivo, sem singulares. Um suicídio colectivo é, sem precedentes, uma morte ao alcance de todos, dos excluídos tanto ricos como pobres, dos oprimidos, dos falhados, dos comprometidos. É que estamos neste momento a assistir a comportamentos sociais, familiares, institucionais, por tanto sofrimento infligido, já similar aos campos de concentração nazi. Existe uma realidade para os excluídos da face da Terra pelo Homem que instituiu tão monstruosas regras em crenças e poder do dever em não devir, que o suicídio será em breve a maior prova de coragem do ser, que não se suporta mais nestas condições de escravatura cativa. Essa compreensão para os ditos fracos e ou excluídos em toda a extensão do humanitário por não aceitarem compactuar com tanto mal, infortúnio e dor, tornar-se-á em nossa contemporaneidade, o ponto mais forte da dita coragem da dignidade em não-ser.
(...)


  Comunicação proferida em 2005 na Faculdade de Letras da UNIVERSIDADE DO PORTO



A Fotografia é como a Vida

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A Fotografia é como a Vida

(Atenta bem)


Eu não vi. Eu não vi nada disso. E eu não sabia.


Mas estava lá tudo. E eu até registei.

Ou foi o momento que se me registou.


Mas olha que era a cores.

E não a preto e branco. Percebes.


Só muito depois.




Pessoas

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PESSOAS E PESSOAS DISFARÇADAS DE PESSOAS.

DE SONHO.
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Às árvores

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Alimento que nos respira e ouve
Ser e árvores crescentes
Sobem em distinção e beleza



E por inventado mundo esse do insensível
Aos ensinados a enterrados vivos

Homens que não crescem

Racionais monstros
Rastejando presos por presas

E “caídos à terra” estão os mortos
E as árvores crescem


 ALICE  VALENTE  ALVES  





Poesia: a fala do silêncio

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Na poesia não é o poeta que fala com o silêncio, mas sim o silêncio que fala com o poeta.
Não é o poeta que escolhe ser poeta, mas sim a poesia que escolhe o poeta.

À poesia o que é da poesia

E se falamos
E se comunicamos afectivamente
É porque de poesia se trata
E quando nos deixamos ser natureza
O mundo é todo poesia.

Ao 'verde' de um Encontro

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Ao verde

Às árvores

Às raízes

Às margens

Às sombras

À noite e ao reflexo

À luz de um dia...

E grata estou, pelo diálogo e Encontro, que se tornou possível com todos os que conseguiram estar presentes  no dia 5 de Março de 2011 no Clube Literário do Porto. Com um enorme abraço.

ENCONTRO: «CORPO...traço.verde» no Clube Literário do Porto

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DATA: Dia 5 de Março 2011 | Sábado | das 17h00 às 19h30

LOCAL: Auditório do Clube Literário Porto – Rua da Alfândega, 22 – Porto
  • Neste ENCONTRO, a autora, Alice Valente Alves, fará a apresentação do CORPOtraçoCORPO através da projecção das 72 obras em díptico nas 8 das nove cores do projecto, realizadas e apresentadas até ao momento, e de seguida irá falar sobre a cor e as 9 obras do traço.verde que estiveram expostas em 2010 no edifício da Estação Biológica do Garducho.
  • Contamos com a presença de Bernardino Guimarães, Jornalista e Activista Ambiental, que se pronunciará sobre o verde e a humanização.
  • No final, será aberto o diálogo com todos os presentes.

O “traço:verde” – 8ª cor das nove cores do «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» … firma-se na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, ‘verde’ das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de cuidar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.




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CORPOtraçoCORPO é um projecto multidisciplinar que teve início no ano de 2003 e que articula poesia com pintura, assinadas pela mesma artista. O projecto pictórico final integra 9 séries de pintura, cada qual, subordinada a uma cor com 9 telas em díptico. Após as 9 séries expostas, está previsto uma EXPOSIÇÃO FINAL com a presença das 81 OBRAS aquando do Lançamento do LIVRO com o mesmo nome do projecto e que irá conter 81 poemas ilustrados com as 81 obras e, em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.
O traço: vermelho estreou-se como a cor primeira e Vital na assinatura do CORPOtraçoCORPO.
O traço: castanho-terra surgiu como a segunda cor do Movimento do projecto…
O traço: água-azul-céu, 3ª e 4ª cor, duas cores conjuntas criadas na horizontalidade… os dois azuis (azul-céu e o azul-água) e em sua Força a espelharam-se numa única cor…
O traço: laranja-lima, 5ª e 6ª cor, mais duas cores conjuntas em que os 9 dipticos do traço laranja e os 9 dipticos do traço limão apresentados na verticalidade, lado a lado, Alimento-vida, referenciam a importância do alimento da vida com o alimento na vida, doce e ácido, respectivamente na cor da laranja e na cor do limão.
O traço: verde-oliva, a 7ª cor, com 9 dipticos apresentados na verticalidade, a caracterizar este traço e em sua cor, no advir  de uma Verdade precisa.
O  traço: verde, a 8ª cor, com 9 dípticos apresentados na horizontalidade, firmam-se na relação de Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.

E o traço: cor de pele encerrará o ciclo das 9 cores.


Sobre o Projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» : 
http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/



clube

Desconstrução

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Uma «Desconstrução», não como destruição, mas tal como é definida, por Jacques Derrida, e que é a de se sair de uma 'prisão' ou dessa ordenação do mundo que aprova sub-repticiamente certos aspectos da ordem estabelecida enquanto plena autoridade, do Pai, do Estado, do Verdadeiro, do Belo (*)… 
E seria esta, pois, a teoria do filósofo, uma Gramatologia ou Ciência da Escrita, que criasse o fio condutor de uma crítica minuciosa e fundamental para desbloquear essa transcendente e fatídica submissão que tem sido imposta pela tradição ocidental.


N' O Silêncio dos Poetas em Alberto Pimenta

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(…)

Esteticidade e comunicação

Quem com efeito busca conhecimento concreto, quem não se contenta com ver a «realidade» apenas reflectida no espelho dos símbolos consensuais, forçosamente considera que o espelho é um obstáculo e dificilmente um caminho. Sendo assim, o grau de esteticidade de uma obra de arte literária está também na proporção inversa de seu compromisso com os símbolos apriorísticos, isto é, na proporção inversa da sua aceitação da «realidade» presente (consensual) nos ditos símbolos.

Resulta daqui que quanto maior é a esteticidade, tanto menor é o grau de comunicação desta arte e, por conseguinte, tanto menor é a sua aceitação por parte do público, o qual não costuma dispor-se facilmente a abandonar a harmonia simbólica pré-estabelecida do seu conhecimento. Sucede então o que Bourdieu define assim:
«É por isso que os observadores menos cultos das nossas sociedades têm tanto a tendência de exigir uma “representação realista”; como não dispõem das categorias específicas de apreensão, aplicam às obras de arte conhecidas a mesma chave que lhes serve para atribuir um sentido aos objectos da vida cotidiana»
A representação realista trivial, mesmo nos casos em que assume o carácter de realidade imaginária (lendária ou utópica), é sempre uma representação comprometida com os símbolos de apriorismo e, deste modo, com a ideologia. (…) A arte que se organiza com os símbolos a priori é uma arte ideologicamente comprometida, cuja intenção é afirmar certa posição ideológica e negar outra. (…)


Estética e ideologia

A arte esteticamente emancipada está com efeito fora de qualquer ideologia. Na verdade, ao nosso nível de consciência, uma arte esteticamente emancipada não pode deixar de ser o silêncio, uma forma qualquer de silêncio, mesmo daquele silêncio que fala.
(…)

ALBERTO PIMENTA, «O Silêncio dos Poetas», Edições Cotovia, 2003





POESIA E FOTOGRAFIA DE ALICE VALENTE

Das margens

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DAS MARGENS

À sombra das margens eleva-se a corrente...
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30 JAN 2011 - ENCONTRO com a poesia e a pintura em CORPOtraçoCORPO...

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Esta Exposição de Pintura que inaugurou no dia 8 de Janeiro de 2011 na Sala da Nora em Castelo Branco, consta de 18 das 72 obras em díptico nas oito das 9 cores  já realizadas e apresentadas até ao momento do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura»  de Alice Valente. 


Horário da Exposição: de Terça a Domingo - das 14h às 19h00



Vídeo de reportagem realizada pela «Localvisão TV» no dia 8 Janeiro 2011:
(clique na imagem para ver)



E no Encerramento, dia 30 de Janeiro de 2011 das 18h às 20h estão todos convidados para o «ENCONTRO sobre a poesia e a pintura em CORPOtraçoCORPO» que irá ocorrer com a presença da autora e aberto ao diálogo com todos os presentes.


Facebook e a cultura

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O Facebook enquanto rede social, tem o direito de nos usar para ganhar dinheiro com isso, nas tão habituais e afins publicidades que todos nós conhecemos, e em modas de produtos e mais produtos levados aos desregrados interesses por um atroz consumismo das actuais economias de mercado, e nós que enfim, o permitimos, reserva-nos talvez uma das poucas compensações no único dos direitos que a internet nos pode para já, oferecer de melhor, e que é a possibilidade de divulgação ou no de dar a conhecer o que está acontecer e a fazer-se, no que diz respeito às áreas do Cultura, do Pensamento, das Artes e das novas formas de bem nos relacionarmos com o Ambiente! 

Assim se for restringida essa opção de estar, de comunicar e aprender com os amigos e conhecidos sem ser por essa via de saber o que de melhor eles conhecem e fazem culturalmente, de que interessa a rede social do Facebook ou outras? Para nada! Para isso fica-se então, somente com a televisão, assistindo e aceitando o que é de interesse para quem manipula e faz a notícia ou a publicidade e em que exemplar glamour de vidinhas, para o enriquecimento do nada de nada, à pura distracção e ao vazio em nota máxima da futilidade à construção e contribuição para mais e mais pobreza pelo mundo fora, é isso!

E porque nos bens culturais, a procura, cada qual a sabe fazer por si. E nos comerciais o produto oferece-se por si numa obrigatoriedade ao seu consumo de uma forma modelar e em cadeia. Ou seja, os bens culturais não procuram clientela, nem agradar às pessoas que os procuram, ou há  sensibilidade na identificação ou não, da parte de quem pretende aprender, fruir ou a enriquecer-se interiormente, é preciso é esses bens estarem expostos e em sua divulgação. Ao passo que os produtos comerciais só vingam porque existe a publicidade que manipula e incita à sua compra através da imensidão de técnicas de marketing, relevando pois, para a posse e na  aparência da riqueza de se ter.

E apesar de ainda não ouvir falar acerca da abordagem desta ideia, reparem que afinal, o sucesso do Facebook, deve-se a essa maravilhosa possibilidade de comunicação através dos bens culturais ou na viável e saudável sociabilização com as variadíssimas vertentes das artes e do que é artístico. E sobre o que se pode falar e suscitar desenvolvimento e capacidades de enriquecimento interior, temos como exemplo: uma música, um poema, um pensamento, uma imagem pictórica, uma imagem fotográfica, um apontamento de obra literária, uma ideia, uma notícia ou um vídeo (divulgando um excerto de uma peça de teatro, de dança, de música ou uma performance...), enfim uma imensidão de possibilidades para nos conhecermos a nos valorizarmos uns aos outros com o objectivo de sermos melhores, humanamente. 

Decrescimento económico «previsível»

...
Crise por transformação - Decrescimento económico «previsível»
 
(...)
o PIB não valoriza o que não se encontra no mercado, como o trabalho doméstico não pago e o trabalho voluntário. Uma sociedade rica em «bens e serviços relacionais» teria um PIB mais baixo do que uma (impossível) sociedade na qual as relações pessoais fossem exclusivamente mediadas pelo mercado.
(...)
Os aumentos de produtividade não são correctamente medidos. Se há substituição de energia humana por máquinas, o preço da energia toma ou não em conta o esgotamento de recursos e as externalidades negativas? Sabemos que não.
 
Mais ainda, deveríamos separar o direito a receber uma remuneração do facto de ter um emprego. Essa separação já existe em muitos casos (crianças e jovens, pensionistas, pessoas que recebem subsídio de desemprego), mas deveria ser ampliada. Temos que redefinir o que significa «emprego», tendo em conta os serviços domésticos não pagos e o sector voluntário, e temos que introduzir ou ampliar a cobertura de um Rendimento Base ou Rendimento do Cidadão universal.
Outra objecção surge. Quem pagará a montanha de dívidas, hipotecas e outras dívidas se a economia não crescer? A resposta tem que ser: ninguém vai pagar. Não podemos forçar a economia a crescer à taxa do juro composto segundo a qual as dívidas se acumulam. O sistema financeiro tem que ter regras diferentes das actuais. Nos Estados Unidos e na Europa o que é novo não é, pois, o keynesianismo ou mesmo o keynesianismo verde. O que é novo é um crescente movimento social a favor do decrescimento sustentável. A crise abre oportunidades a novas instituições e hábitos sociais.

(...)
Os banqueiros parecem ter pensado que o crescimento económico continuaria e aumentaria o valor das casas que estavam hipotecadas. Fizeram «pacotes» com as hipotecas e venderam-nos a outros bancos que os venderam ou tentaram vender a investidores inocentes. A explosão na construção de casas terminou em 2008. A indústria privada da construção quase parou em alguns países.
(...)
No entanto, os apóstolos do crescimento não estão dispostos a utilizar a crise actual de modo a deslocar a economia para um padrão tecnológico e de consumo diferente. Pelo contrário, arranjam razões para pensar que as vendas de carros continuarão fortes porque, se bem que os Estados Unidos tenham cerca de um carro por cada pessoa em idade de dirigir, a China tem menos de três carros por cada 100 pessoas e a Índia menos ainda. 

(...)
... Ao longo de vinte anos, a palavra de ordem ortodoxa foi Desenvolvimento Sustentável (Relatório Brundtland, 1987), que significava crescimento económico que fosse ecologicamente sustentável. Sabemos contudo que o crescimento económico não era ambientalmente sustentável.

A discussão sobre o decrescimento (francês: décroissance), iniciada por Nicholas Georgescu-Roegen há trinta anos, é agora assunto de debate nos países ricos porque «la décroissance est arrivée» (o decrescimento chegou). É agora o momento de substituir o PIB por indicadores sociais e ambientais a nível macroeconómico e de gizar projectos rumo a uma transição socioecológica segundo o comportamento desses indicadores. A transição exige uma reforma das instituições sociais (para enfrentar o desemprego) e também uma reforma das instituições financeiras para impedir que o nível financeiro da economia cresça sem referência às realidades físicas subjacentes. A venda imaginativa de derivados («produtos» financeiros) e a existência de actividade bancária offshore não regulada produziram um grande choque na opinião pública.
(...) 
Os movimentos internacionais a favor da justiça anbiental têm por objectivo uma economia que satisfaça de modo sustentável as necessidades de alimentos, saúde, educação e habitação para todos, proporcionando a máxima "joie de vivre" (alegria de viver) possível.
(...)


Traduzido por JOSÉ CARLOS MARQUES

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«previsível»

Díptico nº 68 – «previsível» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2010 | (cor) Traço:Verde
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE ALVES

Exposição na Estação Biológica do Garducho


MAIS INFORMAÇÃO:
http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/2010_garducho/

*
 

Cobre

...

Por olhares à frente

Encantam-se as vozes


Passam e pedem que conte o que não se pede


Os ventos assobiam

E a luz cobre queimando 


Bem fará aos que se atravessam


Descalços pela noite que não os sonha


Ainda assim sonhados

Por ávidos dormem

C Á L I C E

...



C Á L I C E

Às sombras e sobejas paredes meias. 
Cálice da vida! 
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"Traço. verde" e as Escolas de Mourão

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«Palavra em traço verde» - É o título do Programa interdisciplinar que se irá realizar a ser desenvolvido em várias fases com os Professores e Alunos das disciplinas de Educação Visual, Língua Portuguesa e Ciências da Natureza do Agrupamento de Escolas de Mourão conjuntamente com a EBG - Estação Biológica do Garducho e o projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» de Alice Valente.

CARTAZ DE DIVULGAÇÃO (clique na imagem para ampliar) :





CARLA JANEIRO - Presidente do CEAI 
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O traço:verde, a 8ª das nove cores do projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» com 9 obras em díptico apresentadas na horizontalidade, ir-se-á firmar na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, 'verde' das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.

 



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