Há 1 dia
As joaninhas voam voam
A joaninha é um dos insectos mais bonitos e surpreendentes, e quando surgem e poisam nos verdes ou nos entram em casa, é bom sinal, é sinal de que chegaram com a Primavera para nos ajudarem a zelar dos jardins, das flores, das plantações. As joaninhas são grandes protectoras da natureza e boas colaboradoras dos agricultores e jardineiros.
Até há quem diga, que trazem sorte, claro, se dão saúde às árvores, flores e vegetação, e acabam com os pulgões que definham roseiras e outras plantas e assim como acabam com a praga de vários insectos que destroem as frutas e plantações, evitando assim o uso daqueles produtos químicos ou os pesticidas que para além de caros, são altamente tóxicos e perigosos para o meio ambiente. E por isso quando vimos por aí, essas graciosas joaninhas, que ao contrário de outros insectos, não nos picam nem nos incomodam, e assim tão pequeninas e harmoniosas, é sempre um motivo de sorriso e enorme contentamento. (*)
Há milhares de espécies de joaninhas. E a joaninha mais comum em Portugal é a que tem o corpo preto, protegido com uma couraça com duas resistentes asas (superiores) de cor vermelha com (normalmente sete) pintas pretas e duas asas (inferiores) que estão ocultas e que só utiliza quando voa. Tem 3 pares de patas. Cada joaninha chega a pôr mais de mil ovos em cada estação. As joaninhas vivem no máximo seis meses.
As joaninhas conseguem viver em sítios inóspitos e ao sentirem-se em perigo, recolhem as patas na couraça e deixam-se cair de folha em folha, e assim que podem, voam, para um local seguro.
As joaninhas conseguem viver em sítios inóspitos e ao sentirem-se em perigo, recolhem as patas na couraça e deixam-se cair de folha em folha, e assim que podem, voam, para um local seguro.
(*) Todos os anos poisam joaninhas nas minhas plantas (em pleno centro de Lisboa) e estas três fotografias foram tiradas esta semana. E devido ao carinho que tenho para com estas espantosas criaturas, não resisti em vir aqui partilhar convosco estas imagens!
O dever de suicídio
pormenor da obra nº 37 – «o pensar» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2005
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE | traço (cor): laranja-lima
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE | traço (cor): laranja-lima
(...)
A não ser possível um povo gerir os seus afectos e a sua forma de se manifestar artisticamente é um povo sem futuro, é um povo ou sociedade suicida.
E o suicídio em suicidas é a morte anunciada e vindoura do colectivo, sem singulares. Um suicídio colectivo é, sem precedentes, uma morte ao alcance de todos, dos excluídos tanto ricos como pobres, dos oprimidos, dos falhados, dos comprometidos. É que estamos neste momento a assistir a comportamentos sociais, familiares, institucionais, por tanto sofrimento infligido, já similar aos campos de concentração nazi. Existe uma realidade para os excluídos da face da Terra pelo Homem que instituiu tão monstruosas regras em crenças e poder do dever em não devir, que o suicídio será em breve a maior prova de coragem do ser, que não se suporta mais nestas condições de escravatura cativa. Essa compreensão para os ditos fracos e ou excluídos em toda a extensão do humanitário por não aceitarem compactuar com tanto mal, infortúnio e dor, tornar-se-á em nossa contemporaneidade, o ponto mais forte da dita coragem da dignidade em não-ser.
A não ser possível um povo gerir os seus afectos e a sua forma de se manifestar artisticamente é um povo sem futuro, é um povo ou sociedade suicida.
E o suicídio em suicidas é a morte anunciada e vindoura do colectivo, sem singulares. Um suicídio colectivo é, sem precedentes, uma morte ao alcance de todos, dos excluídos tanto ricos como pobres, dos oprimidos, dos falhados, dos comprometidos. É que estamos neste momento a assistir a comportamentos sociais, familiares, institucionais, por tanto sofrimento infligido, já similar aos campos de concentração nazi. Existe uma realidade para os excluídos da face da Terra pelo Homem que instituiu tão monstruosas regras em crenças e poder do dever em não devir, que o suicídio será em breve a maior prova de coragem do ser, que não se suporta mais nestas condições de escravatura cativa. Essa compreensão para os ditos fracos e ou excluídos em toda a extensão do humanitário por não aceitarem compactuar com tanto mal, infortúnio e dor, tornar-se-á em nossa contemporaneidade, o ponto mais forte da dita coragem da dignidade em não-ser.
(...)
Excerto do Ensaio «CRENÇAS E PODER - DO DEVER EM NÃO DEVIR»
Comunicação proferida em 2005 na Faculdade de Letras da UNIVERSIDADE DO PORTO
A Fotografia é como a Vida
Às árvores
Alimento que nos respira e ouve
Ser e árvores crescentes
Sobem em distinção e beleza
E por inventado mundo esse do insensível
Aos ensinados a enterrados vivos
Homens que não crescem
Racionais monstros
Rastejando presos por presas
E “caídos à terra” estão os mortos
E as árvores crescem
Ser e árvores crescentes
Sobem em distinção e beleza
E por inventado mundo esse do insensível
Aos ensinados a enterrados vivos
Homens que não crescem
Racionais monstros
Rastejando presos por presas
E “caídos à terra” estão os mortos
E as árvores crescem
ALICE VALENTE ALVES
Poesia: a fala do silêncio
Não é o poeta que escolhe ser poeta, mas sim a poesia que escolhe o poeta.
À poesia o que é da poesia
E se falamos
E se comunicamos afectivamente
É porque de poesia se trata
E quando nos deixamos ser natureza
O mundo é todo poesia.
Ao 'verde' de um Encontro
ENCONTRO: «CORPO...traço.verde» no Clube Literário do Porto
DATA: Dia 5 de Março 2011 | Sábado | das 17h00 às 19h30
LOCAL: Auditório do Clube Literário Porto – Rua da Alfândega, 22 – Porto
- Neste ENCONTRO, a autora, Alice Valente Alves, fará a apresentação do CORPOtraçoCORPO através da projecção das 72 obras em díptico nas 8 das nove cores do projecto, realizadas e apresentadas até ao momento, e de seguida irá falar sobre a cor e as 9 obras do traço.verde que estiveram expostas em 2010 no edifício da Estação Biológica do Garducho.
- Contamos com a presença de Bernardino Guimarães, Jornalista e Activista Ambiental, que se pronunciará sobre o verde e a humanização.
- No final, será aberto o diálogo com todos os presentes.
O “traço:verde” – 8ª cor das nove cores do «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» … firma-se na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, ‘verde’ das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de cuidar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.
*
CORPOtraçoCORPO é um projecto multidisciplinar que teve início no ano de 2003 e que articula poesia com pintura, assinadas pela mesma artista. O projecto pictórico final integra 9 séries de pintura, cada qual, subordinada a uma cor com 9 telas em díptico. Após as 9 séries expostas, está previsto uma EXPOSIÇÃO FINAL com a presença das 81 OBRAS aquando do Lançamento do LIVRO com o mesmo nome do projecto e que irá conter 81 poemas ilustrados com as 81 obras e, em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.
O traço: vermelho estreou-se como a cor primeira e Vital na assinatura do CORPOtraçoCORPO.
O traço: castanho-terra surgiu como a segunda cor do Movimento do projecto…
O traço: água-azul-céu, 3ª e 4ª cor, duas cores conjuntas criadas na horizontalidade… os dois azuis (azul-céu e o azul-água) e em sua Força a espelharam-se numa única cor…
O traço: laranja-lima, 5ª e 6ª cor, mais duas cores conjuntas em que os 9 dipticos do traço laranja e os 9 dipticos do traço limão apresentados na verticalidade, lado a lado, Alimento-vida, referenciam a importância do alimento da vida com o alimento na vida, doce e ácido, respectivamente na cor da laranja e na cor do limão.
O traço: verde-oliva, a 7ª cor, com 9 dipticos apresentados na verticalidade, a caracterizar este traço e em sua cor, no advir de uma Verdade precisa.
O traço: verde, a 8ª cor, com 9 dípticos apresentados na horizontalidade, firmam-se na relação de Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.
E o traço: cor de pele encerrará o ciclo das 9 cores.
Sobre o Projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» :
http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/
http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/
Desconstrução
Uma «Desconstrução», não como destruição, mas tal como é definida, por Jacques Derrida, e que é a de se sair de uma 'prisão' ou dessa ordenação do mundo que aprova sub-repticiamente certos aspectos da ordem estabelecida enquanto plena autoridade, do Pai, do Estado, do Verdadeiro, do Belo (*)…
E seria esta, pois, a teoria do filósofo, uma Gramatologia ou Ciência da Escrita, que criasse o fio condutor de uma crítica minuciosa e fundamental para desbloquear essa transcendente e fatídica submissão que tem sido imposta pela tradição ocidental.
E seria esta, pois, a teoria do filósofo, uma Gramatologia ou Ciência da Escrita, que criasse o fio condutor de uma crítica minuciosa e fundamental para desbloquear essa transcendente e fatídica submissão que tem sido imposta pela tradição ocidental.
(*) Design e ...
N' O Silêncio dos Poetas em Alberto Pimenta
Esteticidade e comunicação
Quem com efeito busca conhecimento concreto, quem não se contenta com ver a «realidade» apenas reflectida no espelho dos símbolos consensuais, forçosamente considera que o espelho é um obstáculo e dificilmente um caminho. Sendo assim, o grau de esteticidade de uma obra de arte literária está também na proporção inversa de seu compromisso com os símbolos apriorísticos, isto é, na proporção inversa da sua aceitação da «realidade» presente (consensual) nos ditos símbolos.
Resulta daqui que quanto maior é a esteticidade, tanto menor é o grau de comunicação desta arte e, por conseguinte, tanto menor é a sua aceitação por parte do público, o qual não costuma dispor-se facilmente a abandonar a harmonia simbólica pré-estabelecida do seu conhecimento. Sucede então o que Bourdieu define assim:
«É por isso que os observadores menos cultos das nossas sociedades têm tanto a tendência de exigir uma “representação realista”; como não dispõem das categorias específicas de apreensão, aplicam às obras de arte conhecidas a mesma chave que lhes serve para atribuir um sentido aos objectos da vida cotidiana»
A representação realista trivial, mesmo nos casos em que assume o carácter de realidade imaginária (lendária ou utópica), é sempre uma representação comprometida com os símbolos de apriorismo e, deste modo, com a ideologia. (…) A arte que se organiza com os símbolos a priori é uma arte ideologicamente comprometida, cuja intenção é afirmar certa posição ideológica e negar outra. (…)
Estética e ideologia
A arte esteticamente emancipada está com efeito fora de qualquer ideologia. Na verdade, ao nosso nível de consciência, uma arte esteticamente emancipada não pode deixar de ser o silêncio, uma forma qualquer de silêncio, mesmo daquele silêncio que fala.
(…)
POESIA E FOTOGRAFIA DE ALICE VALENTE
30 JAN 2011 - ENCONTRO com a poesia e a pintura em CORPOtraçoCORPO...
Horário da Exposição: de Terça a Domingo - das 14h às 19h00
Vídeo de reportagem realizada pela «Localvisão TV» no dia 8 Janeiro 2011:
(clique na imagem para ver)
E no Encerramento, dia 30 de Janeiro de 2011 das 18h às 20h estão todos convidados para o «ENCONTRO sobre a poesia e a pintura em CORPOtraçoCORPO» que irá ocorrer com a presença da autora e aberto ao diálogo com todos os presentes.
CONVITE: 8 JAN 2011 - CORPOtraçoCORPO na Sala da Nora
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Ler texto na íntegra: http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/
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Em divulgação no Facebook | 3 eventos 2011_Nora_CORPOtraçoCORPO:
Mais informação: http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/2011_nora/
Facebook e a cultura
O Facebook enquanto rede social, tem o direito de nos usar para ganhar dinheiro com isso, nas tão habituais e afins publicidades que todos nós conhecemos, e em modas de produtos e mais produtos levados aos desregrados interesses por um atroz consumismo das actuais economias de mercado, e nós que enfim, o permitimos, reserva-nos talvez uma das poucas compensações no único dos direitos que a internet nos pode para já, oferecer de melhor, e que é a possibilidade de divulgação ou no de dar a conhecer o que está acontecer e a fazer-se, no que diz respeito às áreas do Cultura, do Pensamento, das Artes e das novas formas de bem nos relacionarmos com o Ambiente!
Assim se for restringida essa opção de estar, de comunicar e aprender com os amigos e conhecidos sem ser por essa via de saber o que de melhor eles conhecem e fazem culturalmente, de que interessa a rede social do Facebook ou outras? Para nada! Para isso fica-se então, somente com a televisão, assistindo e aceitando o que é de interesse para quem manipula e faz a notícia ou a publicidade e em que exemplar glamour de vidinhas, para o enriquecimento do nada de nada, à pura distracção e ao vazio em nota máxima da futilidade à construção e contribuição para mais e mais pobreza pelo mundo fora, é isso!
E porque nos bens culturais, a procura, cada qual a sabe fazer por si. E nos comerciais o produto oferece-se por si numa obrigatoriedade ao seu consumo de uma forma modelar e em cadeia. Ou seja, os bens culturais não procuram clientela, nem agradar às pessoas que os procuram, ou há sensibilidade na identificação ou não, da parte de quem pretende aprender, fruir ou a enriquecer-se interiormente, é preciso é esses bens estarem expostos e em sua divulgação. Ao passo que os produtos comerciais só vingam porque existe a publicidade que manipula e incita à sua compra através da imensidão de técnicas de marketing, relevando pois, para a posse e na aparência da riqueza de se ter.
E apesar de ainda não ouvir falar acerca da abordagem desta ideia, reparem que afinal, o sucesso do Facebook, deve-se a essa maravilhosa possibilidade de comunicação através dos bens culturais ou na viável e saudável sociabilização com as variadíssimas vertentes das artes e do que é artístico. E sobre o que se pode falar e suscitar desenvolvimento e capacidades de enriquecimento interior, temos como exemplo: uma música, um poema, um pensamento, uma imagem pictórica, uma imagem fotográfica, um apontamento de obra literária, uma ideia, uma notícia ou um vídeo (divulgando um excerto de uma peça de teatro, de dança, de música ou uma performance...), enfim uma imensidão de possibilidades para nos conhecermos a nos valorizarmos uns aos outros com o objectivo de sermos melhores, humanamente.
A nora da Galeria SALA DA NORA em Castelo Branco
Nora é um engenho ou aparelho para tirar água de poços ou cisternas. É constituído por uma roda com pequenos reservatórios ou alcatruzes.
Possui uma haste horizontal acoplada a um eixo vertical que por sua vez está ligado a um sistema de rodas dentadas. Este sistema faz circular um conjunto de alcatruzes entre o fundo do poço e a superfície exterior. Os alcatruzes descem vazios, são enchidos no fundo do poço, regressam e quando atingem a posição mais elevada começam a verter a água numa calha que a conduz ao seu destino. O ciclo de ida e volta dos alcatruzes ao fim do poço para tirar água mantém-se enquanto se fizer rodar a haste vertical e o poço tiver água.
Tradicionalmente as noras são engenhos de tracção animal. Estes engenhos vieram em muitos casos substituir a picota ou cegonha anteriormente utilizados como engenhos principais para tirar água na Península Ibérica onde se pensa que tenham sido introduzidos pelos árabes.
Decrescimento económico «previsível»
Crise por transformação - Decrescimento económico «previsível»
(...)
o PIB não valoriza o que não se encontra no mercado, como o trabalho doméstico não pago e o trabalho voluntário. Uma sociedade rica em «bens e serviços relacionais» teria um PIB mais baixo do que uma (impossível) sociedade na qual as relações pessoais fossem exclusivamente mediadas pelo mercado.
(...)
Os aumentos de produtividade não são correctamente medidos. Se há substituição de energia humana por máquinas, o preço da energia toma ou não em conta o esgotamento de recursos e as externalidades negativas? Sabemos que não.
Mais ainda, deveríamos separar o direito a receber uma remuneração do facto de ter um emprego. Essa separação já existe em muitos casos (crianças e jovens, pensionistas, pessoas que recebem subsídio de desemprego), mas deveria ser ampliada. Temos que redefinir o que significa «emprego», tendo em conta os serviços domésticos não pagos e o sector voluntário, e temos que introduzir ou ampliar a cobertura de um Rendimento Base ou Rendimento do Cidadão universal.
Outra objecção surge. Quem pagará a montanha de dívidas, hipotecas e outras dívidas se a economia não crescer? A resposta tem que ser: ninguém vai pagar. Não podemos forçar a economia a crescer à taxa do juro composto segundo a qual as dívidas se acumulam. O sistema financeiro tem que ter regras diferentes das actuais. Nos Estados Unidos e na Europa o que é novo não é, pois, o keynesianismo ou mesmo o keynesianismo verde. O que é novo é um crescente movimento social a favor do decrescimento sustentável. A crise abre oportunidades a novas instituições e hábitos sociais.
(...)
(...)
No entanto, os apóstolos do crescimento não estão dispostos a utilizar a crise actual de modo a deslocar a economia para um padrão tecnológico e de consumo diferente. Pelo contrário, arranjam razões para pensar que as vendas de carros continuarão fortes porque, se bem que os Estados Unidos tenham cerca de um carro por cada pessoa em idade de dirigir, a China tem menos de três carros por cada 100 pessoas e a Índia menos ainda.
(...)
... Ao longo de vinte anos, a palavra de ordem ortodoxa foi Desenvolvimento Sustentável (Relatório Brundtland, 1987), que significava crescimento económico que fosse ecologicamente sustentável. Sabemos contudo que o crescimento económico não era ambientalmente sustentável.
A discussão sobre o decrescimento (francês: décroissance), iniciada por Nicholas Georgescu-Roegen há trinta anos, é agora assunto de debate nos países ricos porque «la décroissance est arrivée» (o decrescimento chegou). É agora o momento de substituir o PIB por indicadores sociais e ambientais a nível macroeconómico e de gizar projectos rumo a uma transição socioecológica segundo o comportamento desses indicadores. A transição exige uma reforma das instituições sociais (para enfrentar o desemprego) e também uma reforma das instituições financeiras para impedir que o nível financeiro da economia cresça sem referência às realidades físicas subjacentes. A venda imaginativa de derivados («produtos» financeiros) e a existência de actividade bancária offshore não regulada produziram um grande choque na opinião pública.
(...)
Os movimentos internacionais a favor da justiça anbiental têm por objectivo uma economia que satisfaça de modo sustentável as necessidades de alimentos, saúde, educação e habitação para todos, proporcionando a máxima "joie de vivre" (alegria de viver) possível.
(...)
(...)
Os movimentos internacionais a favor da justiça anbiental têm por objectivo uma economia que satisfaça de modo sustentável as necessidades de alimentos, saúde, educação e habitação para todos, proporcionando a máxima "joie de vivre" (alegria de viver) possível.
(...)
Excertos do Texto: Decrescimento económico socialmente sustentável
Traduzido por JOSÉ CARLOS MARQUES
*
«previsível»
Díptico nº 68 – «previsível» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2010 | (cor) Traço:Verde
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE ALVES
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE ALVES
Exposição na Estação Biológica do Garducho
MAIS INFORMAÇÃO:
http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/2010_garducho/ *
Cobre
Por olhares à frente
Encantam-se as vozes
Encantam-se as vozes
Passam e pedem que conte o que não se pede
Os ventos assobiam
E a luz cobre queimando
Bem fará aos que se atravessam
Descalços pela noite que não os sonha
Ainda assim sonhados
Por ávidos dormem
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