Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim

Às últimas palavras de Fernando Pessoa

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Fernando Pessoa, no dia 29 de Novembro de 1935, um dia antes do seu falecimento no Hospital São Luís (dos Franceses), no Bairro Alto, em Lisboa,  escreveu em inglês, aquelas que seriam as suas últimas palavras, com a seguinte frase:  


"I know not what tomorrow will bring"  

("Não sei o que o amanhã trará")


*

E  sobre Fernando Pessoa que fez ontem 123 anos do seu nascimento, não resisti a transcrever para aqui o excerto que se segue do Livro «Signos em rotação» do grande poeta e escritor mexicano OCTÁVIO PAZ :
O DESCONHECIDO DE SI MESMO - FERNANDO PESSOA

Os poetas não têm biografia. Sua obra é sua biografia. Pessoa que duvidou sempre da realidade deste mundo, aprovaria sem vacilar, que fossemos diretamente a seus poemas, esquecendo os incidentes e os acidentes de sua existência terrestre. Nada em sua vida é surpreendente - nada, exceto seus poemas. Não creio que seu "caso", resignemo-nos a empregar esta antipática palavra, os explique; creio que, à luz de seus poemas, seu "caso" deixa de sê-lo. Seu segredo, ademais, está escrito em seu nome: Pessoa ...
(...)
O mundo de Pessoa não
é nem este mundo nem o outro. A palavra ausência poderia defini-lo, se por ausência se entende um estado fluído, no qual a presença se desvanece e a ausência é anúncio de quê? - momento em que  o presente já não está e apenas desponta aquilo que talvez, será. O deserto urbano cobre-se de signos: as pedras dizem algo, o vento diz, a janela iluminada e a árvore solitária na esquina dizem, tudo está dizendo algo, não é isto que digo e sim outra coisa, sempre outra coisa, a mesma coisa que nunca se diz. A ausência não é só privação e sim pressentimento de uma presença que jamais se mostra inteiramente. Poemas herméticos e canções coincidem: na ausência, na irrealidade que somos, algo está presente. Atónito entre pessoas e coisas, o poeta caminha por uma rua do bairro velho. Entra em um parque e as folhas se movem. Estão a ponto de dizer... Não, não disseram nada. Irrealidade do mundo, na última luz da tarde. Tudo está imóvel, em espera. O poeta já sabe que não tem identidade. Como essas casas, quase douradas, quase reais, como essas árvores suspensas na hora, ele também parte de si mesmo. E não aparece o outro , o duplo, o verdadeiro Pessoa. Nunca aparecerá: Não há outro. Aparece, insinua-se, o outro, o que não tem nome, o que não se diz e que nossas pobres palavras invocam. É a poesia? Não: a poesia é o que fica e nos consola, a consciência da ausência. E de novo, quase imperceptível, um rumor de algo: Pessoa ou a iminência do desconhecido.    (Paris, 1961)



*

Pessoa preocupado com o desenvolvimento do intelecto no Homem, criou os seus próprios amigos ou heterónimos, e é com o heterónimo que mais se assemelha à sua pessoa, o Bernardo Soares, e através do(s) poema(s): 
«a minha pátria é a língua portuguesa»
«Tenho o dever de me fechar em casa no meu espírito
e trabalhar quanto possa e em tudo quanto possa,
para o progresso da civilização
e o alargamento da consciência da humanidade»
 
que nos demonstra que a vida é toda ela reveladora de grandes e bons actos quando afincadamente se trabalha no sentido da valorização e enriquecimento do Ser. E assim foi, com a sua grandiosa e silenciosa obra, ao conseguir dar-nos o Melhor da Língua Portuguesa, simplesmente fazendo, e sabendo que era esse o seu consciente dever, e sem se preocupar com quem o pudesse admirar ou desprezar, e mesmo que tivesse passado mal e até morrido sozinho e sem ter ninguém na sua despedida fúnebre.

E porque sentia tudo, muito, certamente Fernando Pessoa até sabia, de alguma forma, ao que nos traria por Presente, nessa outra Comunicação e Entendimento em sua forte e poderosa beleza de Pensamento - Saber - Poesia.




Por certo

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CORRIGIR NÃO É O CERTO. ALINHAR NÃO É O CERTO.

POR CERTO NÃO É CERTO.
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Tratados

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TRATADOS

Já só somos seres (in)tratados
De um trato tratado por intratáveis
E ao longe as rédeas soltam-se
E os fugidios que se reinam
Mal tratando
E em que terra se deitam 
À engorda
Da podre sementeira
Nada medra



As joaninhas voam voam

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A joaninha é um dos insectos mais bonitos e surpreendentes, e quando surgem e poisam nos verdes ou nos entram em casa, é bom sinal, é sinal de que chegaram com a Primavera para nos ajudarem a zelar dos jardins, das flores, das plantações. As joaninhas são grandes protectoras da natureza e boas colaboradoras dos agricultores e jardineiros.

Até há quem diga, que trazem sorte, claro, se dão saúde às árvores, flores e vegetação, e acabam com os pulgões que definham roseiras e outras plantas e assim como acabam com a praga de vários insectos que destroem as frutas e plantações, evitando assim o uso daqueles produtos químicos ou os pesticidas que para além de caros, são altamente tóxicos e perigosos para o meio ambiente. E por isso quando vimos por aí, essas graciosas joaninhas, que ao contrário de outros insectos, não nos picam nem nos incomodam, e assim tão pequeninas e harmoniosas, é sempre um motivo de sorriso e enorme contentamento. (*)

Há milhares de espécies de joaninhas. E a joaninha mais comum em Portugal é a que tem o corpo preto, protegido com uma couraça com duas resistentes asas (superiores) de cor vermelha com (normalmente sete) pintas pretas e duas asas (inferiores) que estão ocultas e que só utiliza quando voa. Tem 3 pares de patas. Cada joaninha chega a pôr mais de mil ovos em cada estação. As joaninhas vivem no máximo seis meses.
As joaninhas conseguem viver em sítios inóspitos e ao sentirem-se em perigo, recolhem as patas na couraça e deixam-se cair de folha em folha, e assim que podem, voam, para um local seguro.


(*) Todos os anos poisam joaninhas nas minhas plantas (em pleno centro de Lisboa) e estas três fotografias foram tiradas esta semana. E devido ao carinho que tenho para com estas espantosas criaturas, não resisti em vir aqui partilhar convosco estas imagens!


Vivo

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VIVO

ESTAR BEM VIVO É DORMIR BEM
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O âmbito da Poesia

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O ÂMBITO DA POESIA:

- SALVAR SEM SALVADORES!
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O dever de suicídio

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pormenor da obra nº 37 – «o pensar» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2005 
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE | traço (cor): laranja-lima
(...)
A não ser possível um povo gerir os seus afectos e a sua forma de se manifestar artisticamente é um povo sem futuro, é um povo ou sociedade suicida.
E o suicídio em suicidas é a morte anunciada e vindoura do colectivo, sem singulares. Um suicídio colectivo é, sem precedentes, uma morte ao alcance de todos, dos excluídos tanto ricos como pobres, dos oprimidos, dos falhados, dos comprometidos. É que estamos neste momento a assistir a comportamentos sociais, familiares, institucionais, por tanto sofrimento infligido, já similar aos campos de concentração nazi. Existe uma realidade para os excluídos da face da Terra pelo Homem que instituiu tão monstruosas regras em crenças e poder do dever em não devir, que o suicídio será em breve a maior prova de coragem do ser, que não se suporta mais nestas condições de escravatura cativa. Essa compreensão para os ditos fracos e ou excluídos em toda a extensão do humanitário por não aceitarem compactuar com tanto mal, infortúnio e dor, tornar-se-á em nossa contemporaneidade, o ponto mais forte da dita coragem da dignidade em não-ser.
(...)


  Comunicação proferida em 2005 na Faculdade de Letras da UNIVERSIDADE DO PORTO



A Fotografia é como a Vida

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A Fotografia é como a Vida

(Atenta bem)


Eu não vi. Eu não vi nada disso. E eu não sabia.


Mas estava lá tudo. E eu até registei.

Ou foi o momento que se me registou.


Mas olha que era a cores.

E não a preto e branco. Percebes.


Só muito depois.




Pessoas

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PESSOAS E PESSOAS DISFARÇADAS DE PESSOAS.

DE SONHO.
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Às árvores

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Alimento que nos respira e ouve
Ser e árvores crescentes
Sobem em distinção e beleza



E por inventado mundo esse do insensível
Aos ensinados a enterrados vivos

Homens que não crescem

Racionais monstros
Rastejando presos por presas

E “caídos à terra” estão os mortos
E as árvores crescem


 ALICE  VALENTE  ALVES  





Poesia: a fala do silêncio

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Na poesia não é o poeta que fala com o silêncio, mas sim o silêncio que fala com o poeta.
Não é o poeta que escolhe ser poeta, mas sim a poesia que escolhe o poeta.

À poesia o que é da poesia

E se falamos
E se comunicamos afectivamente
É porque de poesia se trata
E quando nos deixamos ser natureza
O mundo é todo poesia.

Ao 'verde' de um Encontro

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Ao verde

Às árvores

Às raízes

Às margens

Às sombras

À noite e ao reflexo

À luz de um dia...

E grata estou, pelo diálogo e Encontro, que se tornou possível com todos os que conseguiram estar presentes  no dia 5 de Março de 2011 no Clube Literário do Porto. Com um enorme abraço.

ENCONTRO: «CORPO...traço.verde» no Clube Literário do Porto

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DATA: Dia 5 de Março 2011 | Sábado | das 17h00 às 19h30

LOCAL: Auditório do Clube Literário Porto – Rua da Alfândega, 22 – Porto
  • Neste ENCONTRO, a autora, Alice Valente Alves, fará a apresentação do CORPOtraçoCORPO através da projecção das 72 obras em díptico nas 8 das nove cores do projecto, realizadas e apresentadas até ao momento, e de seguida irá falar sobre a cor e as 9 obras do traço.verde que estiveram expostas em 2010 no edifício da Estação Biológica do Garducho.
  • Contamos com a presença de Bernardino Guimarães, Jornalista e Activista Ambiental, que se pronunciará sobre o verde e a humanização.
  • No final, será aberto o diálogo com todos os presentes.

O “traço:verde” – 8ª cor das nove cores do «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» … firma-se na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, ‘verde’ das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de cuidar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.




*
CORPOtraçoCORPO é um projecto multidisciplinar que teve início no ano de 2003 e que articula poesia com pintura, assinadas pela mesma artista. O projecto pictórico final integra 9 séries de pintura, cada qual, subordinada a uma cor com 9 telas em díptico. Após as 9 séries expostas, está previsto uma EXPOSIÇÃO FINAL com a presença das 81 OBRAS aquando do Lançamento do LIVRO com o mesmo nome do projecto e que irá conter 81 poemas ilustrados com as 81 obras e, em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.
O traço: vermelho estreou-se como a cor primeira e Vital na assinatura do CORPOtraçoCORPO.
O traço: castanho-terra surgiu como a segunda cor do Movimento do projecto…
O traço: água-azul-céu, 3ª e 4ª cor, duas cores conjuntas criadas na horizontalidade… os dois azuis (azul-céu e o azul-água) e em sua Força a espelharam-se numa única cor…
O traço: laranja-lima, 5ª e 6ª cor, mais duas cores conjuntas em que os 9 dipticos do traço laranja e os 9 dipticos do traço limão apresentados na verticalidade, lado a lado, Alimento-vida, referenciam a importância do alimento da vida com o alimento na vida, doce e ácido, respectivamente na cor da laranja e na cor do limão.
O traço: verde-oliva, a 7ª cor, com 9 dipticos apresentados na verticalidade, a caracterizar este traço e em sua cor, no advir  de uma Verdade precisa.
O  traço: verde, a 8ª cor, com 9 dípticos apresentados na horizontalidade, firmam-se na relação de Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.

E o traço: cor de pele encerrará o ciclo das 9 cores.


Sobre o Projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» : 
http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/



clube

Desconstrução

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Uma «Desconstrução», não como destruição, mas tal como é definida, por Jacques Derrida, e que é a de se sair de uma 'prisão' ou dessa ordenação do mundo que aprova sub-repticiamente certos aspectos da ordem estabelecida enquanto plena autoridade, do Pai, do Estado, do Verdadeiro, do Belo (*)… 
E seria esta, pois, a teoria do filósofo, uma Gramatologia ou Ciência da Escrita, que criasse o fio condutor de uma crítica minuciosa e fundamental para desbloquear essa transcendente e fatídica submissão que tem sido imposta pela tradição ocidental.


N' O Silêncio dos Poetas em Alberto Pimenta

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(…)

Esteticidade e comunicação

Quem com efeito busca conhecimento concreto, quem não se contenta com ver a «realidade» apenas reflectida no espelho dos símbolos consensuais, forçosamente considera que o espelho é um obstáculo e dificilmente um caminho. Sendo assim, o grau de esteticidade de uma obra de arte literária está também na proporção inversa de seu compromisso com os símbolos apriorísticos, isto é, na proporção inversa da sua aceitação da «realidade» presente (consensual) nos ditos símbolos.

Resulta daqui que quanto maior é a esteticidade, tanto menor é o grau de comunicação desta arte e, por conseguinte, tanto menor é a sua aceitação por parte do público, o qual não costuma dispor-se facilmente a abandonar a harmonia simbólica pré-estabelecida do seu conhecimento. Sucede então o que Bourdieu define assim:
«É por isso que os observadores menos cultos das nossas sociedades têm tanto a tendência de exigir uma “representação realista”; como não dispõem das categorias específicas de apreensão, aplicam às obras de arte conhecidas a mesma chave que lhes serve para atribuir um sentido aos objectos da vida cotidiana»
A representação realista trivial, mesmo nos casos em que assume o carácter de realidade imaginária (lendária ou utópica), é sempre uma representação comprometida com os símbolos de apriorismo e, deste modo, com a ideologia. (…) A arte que se organiza com os símbolos a priori é uma arte ideologicamente comprometida, cuja intenção é afirmar certa posição ideológica e negar outra. (…)


Estética e ideologia

A arte esteticamente emancipada está com efeito fora de qualquer ideologia. Na verdade, ao nosso nível de consciência, uma arte esteticamente emancipada não pode deixar de ser o silêncio, uma forma qualquer de silêncio, mesmo daquele silêncio que fala.
(…)

ALBERTO PIMENTA, «O Silêncio dos Poetas», Edições Cotovia, 2003





POESIA E FOTOGRAFIA DE ALICE VALENTE

Das margens

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DAS MARGENS

À sombra das margens eleva-se a corrente...
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30 JAN 2011 - ENCONTRO com a poesia e a pintura em CORPOtraçoCORPO...

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Esta Exposição de Pintura que inaugurou no dia 8 de Janeiro de 2011 na Sala da Nora em Castelo Branco, consta de 18 das 72 obras em díptico nas oito das 9 cores  já realizadas e apresentadas até ao momento do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura»  de Alice Valente. 


Horário da Exposição: de Terça a Domingo - das 14h às 19h00



Vídeo de reportagem realizada pela «Localvisão TV» no dia 8 Janeiro 2011:
(clique na imagem para ver)



E no Encerramento, dia 30 de Janeiro de 2011 das 18h às 20h estão todos convidados para o «ENCONTRO sobre a poesia e a pintura em CORPOtraçoCORPO» que irá ocorrer com a presença da autora e aberto ao diálogo com todos os presentes.


Facebook e a cultura

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O Facebook enquanto rede social, tem o direito de nos usar para ganhar dinheiro com isso, nas tão habituais e afins publicidades que todos nós conhecemos, e em modas de produtos e mais produtos levados aos desregrados interesses por um atroz consumismo das actuais economias de mercado, e nós que enfim, o permitimos, reserva-nos talvez uma das poucas compensações no único dos direitos que a internet nos pode para já, oferecer de melhor, e que é a possibilidade de divulgação ou no de dar a conhecer o que está acontecer e a fazer-se, no que diz respeito às áreas do Cultura, do Pensamento, das Artes e das novas formas de bem nos relacionarmos com o Ambiente! 

Assim se for restringida essa opção de estar, de comunicar e aprender com os amigos e conhecidos sem ser por essa via de saber o que de melhor eles conhecem e fazem culturalmente, de que interessa a rede social do Facebook ou outras? Para nada! Para isso fica-se então, somente com a televisão, assistindo e aceitando o que é de interesse para quem manipula e faz a notícia ou a publicidade e em que exemplar glamour de vidinhas, para o enriquecimento do nada de nada, à pura distracção e ao vazio em nota máxima da futilidade à construção e contribuição para mais e mais pobreza pelo mundo fora, é isso!

E porque nos bens culturais, a procura, cada qual a sabe fazer por si. E nos comerciais o produto oferece-se por si numa obrigatoriedade ao seu consumo de uma forma modelar e em cadeia. Ou seja, os bens culturais não procuram clientela, nem agradar às pessoas que os procuram, ou há  sensibilidade na identificação ou não, da parte de quem pretende aprender, fruir ou a enriquecer-se interiormente, é preciso é esses bens estarem expostos e em sua divulgação. Ao passo que os produtos comerciais só vingam porque existe a publicidade que manipula e incita à sua compra através da imensidão de técnicas de marketing, relevando pois, para a posse e na  aparência da riqueza de se ter.

E apesar de ainda não ouvir falar acerca da abordagem desta ideia, reparem que afinal, o sucesso do Facebook, deve-se a essa maravilhosa possibilidade de comunicação através dos bens culturais ou na viável e saudável sociabilização com as variadíssimas vertentes das artes e do que é artístico. E sobre o que se pode falar e suscitar desenvolvimento e capacidades de enriquecimento interior, temos como exemplo: uma música, um poema, um pensamento, uma imagem pictórica, uma imagem fotográfica, um apontamento de obra literária, uma ideia, uma notícia ou um vídeo (divulgando um excerto de uma peça de teatro, de dança, de música ou uma performance...), enfim uma imensidão de possibilidades para nos conhecermos a nos valorizarmos uns aos outros com o objectivo de sermos melhores, humanamente. 

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