Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim

Invisível

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Tanto faz ir ou não ir
Estar ou não estar
Pensar ou não pensar
Sentir ou não sentir
E mesmo que vá
E mesmo que fale
E mesmo que diga
E mesmo que alguma coisa aconteça
Para quem, não é o que sente, não vê
Estar e não ser visível, não se vê
Não se vê
O que seria suposto alguém ver, não vê
 
O que há para se ver existe
Invisível.

"Flâneur" em [Lisboa é POESIA]

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«Para o perfeito "flâneur", para o observador apaixonado, é um imenso júbilo fixar residência no numeroso, no ondulante, no fugidio e no infinito. Estar fora de casa, e contudo sentir-se em casa onde quer que se encontre; ver o mundo, estar no centro do mundo e permanecer oculto no mundo, eis alguns dos pequenos prazeres desses espíritos independentes, apaixonados, imparciais, que a linguagem não pode definir senão toscamente.»

CHARLES-PIERRE BAUDELAIRE 



Caminhe a deambular pelo Chiado com [Lisboa é POESIA]






CORAGEM

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A coragem é uma questão de liberdade.

E a verdadeira liberdade não está no julgar-se que existe uma liberdade absoluta e sem limites, e em liberdade essa que tenha de ser construída em parâmetros assentes por modelos e ideais de práticas teorizáveis e a empurrar fatalmente toda uma sociedade onde apenas se apela ao mercado e ao trabalho - por consumo e por consumidores -, essa é uma ideia sem sentido e que está completamente fora de toda a capacidade do que é ser-se humano a ser-se livre. E liberdade existe, e existe sim, mas sempre adentro do limite ou da delimitação e mesmo que com mais ou menos constrangimentos, é no criar ou na criação, que se dá a transformação ou a alteração e a modificação para melhor do ser humano.

E é nesse hostil território ou limite que nos é imposto, que poderá advir a devida coragem para a transformação, primeiro no singular e depois no colectivo. E por isso, os limites são contributivos para uma liberdade, para ‘a liberdade’ e para uma sociedade mais livre.

E este exemplo de coragem para se seguir em liberdade, sempre esteve presente na criação e nos processos criativos de um artista. Sendo assim que a transformação só existe pelos valores de uma interioridade que estão no ser humano e sempre associados ao limite, e não em seu contrário como nos é dado crer. Assim se conhecermos os nossos limites, a todos os níveis, a qualidade surgirá e poderemos efectivamente fazer com que a coragem e ousadia por dignidade humana surjam para que se efective essa mesma transformação para melhor, numa sociedade, nas vidas das pessoas, no ser humano.

A coragem surge sempre de uma consciência do que é humano e em seu limite. Há que agir mas em conformidade com os valores de uma interioridade, e que estão normalmente em confronto com essa exterioridade por materialidade de materialidades sem limites. E em exterioridade essa que infelizmente nos tem sido imposta primeiro que tudo, e a apontar-se como único objectivo, o aniquilar a dignidade humana e a lançar assim as pessoas e as sociedades para o caos, para a incerteza, para a dúvida, para o temor, para a cobardia, para o desânimo, para a fraqueza, para o pânico, para o horror, para o desumano.

E neste momento estamos já a assistir ao desmoronar desta estrutura social tão marcada por esses valores contrários à criação, e isto por estarem unicamente assentes em valores morais, e por exteriorizantes que são, jamais poderão contribuir para a devida transformação. Uma sociedade só se alterará para melhor se associada a esses mesmos valores da criação e da interioridade humana ou do pensamento enquanto ética e estética.

Aproveito para dizer que criar livremente é uma enorme responsabilidade, é o assumir que a liberdade interior existe e que não estamos aqui para fazer qualquer coisa e de qualquer maneira, é ir mais além a saber que algo de desconhecido que está em nós, terá de se revelar e superar-nos com a devida coragem, e a mostrar que afinal existe uma razão para o ser a ser-se humano.





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A ARTE como fecundação e alimento





[uma imagem nunca está só]

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 [uma imagem nunca está só] é uma das rubricas do projecto [imagem_ns] - A Imagem na Arte



http://imagemns.wordpress.com/  .



ENCONTRO: "A Imagem na Arte" - 16 Março 2012 no CNC

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ENCONTRO/Conferência: "A Imagem na Arte"

Dia 16 Março 2012 | 6ª. feira | das 16h às 19h00


CENTRO NACIONAL DE CULTURA
Largo do Picadeiro, 10 - 1º - Chiado-Lisboa

Este ENCONTRO/Conferência com a Abertura às 16h00 por Guilherme D' Oliveira Martins e Coordenação-mesa por Manuela Paraíso e Annabela Rita, pretende criar um diálogo aberto com todos os presentes e será dividido em duas partes com as seguintes intervenções:
- Annabela Rita e Alice Valente Alves com a Apresentação do «[imagem_ns]», projecto associado ao CLEPUL centrado – na reflexão, no diálogo e na criação –  da imagem (e imagens) e o sentido da arte;
- Alice Valente Alves,  irá pronunciar-se sobre o que é para si a “Imagem na Arte” através da projecção  das 72 obras em díptico nas oito das 9 cores  realizadas  e apresentadas até ao momento do seu projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura»

Contamos consigo!










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Verdadeira e seriamente

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A VERDADE NÃO NOS DEVE

SERIAMENTE

A VERDADE É DEVIR E NÃO DEVER
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A verdade não nos deve.

   
(…) Sendo o devir sempre uma obrigação contrária ao dever, não se rege, nem se deixa comandar por leis impostas pelo Homem, o Devir é o catalisador da motivação existencial e é orientado por leis interiores bem definidas corporalmente. Quando digo corporalmente, tal como fez Bento Espinosa, englobo o corpo não o dissociando da alma e do pensamento em sua Natureza de Ser. O devir diz sempre e unicamente respeito à projecção do pensamento numa saudade em futuro, ou seja, o Devir é sempre um devir­ artístico-filosófico 
(...) As crenças por poder ou o poder das actuais crenças em deveres obrigados a serem cumpridos a todo custo geram mitos, entretenimentos, distracções e passatempos (...) O entretenimento faz esquecer a forma genuína de se pensar direccionado a um bem comum a todos. O entretenimento não provoca prazer, mas sim gozo, é uma forma de fazer esquecer ou diluir o pensamento no menor esforço possível (...) O entretenimento será inteiramente ligado ao dever, e é o que fica do que não foi possível criar (...)
Excertos de  CRENÇAS E PODER - DO DEVER EM NÃO DEVIR (doc_pdf)

Seriamente

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A verdade é devir e não dever.

16 MARÇO 2012 - ENCONTRO/Conferência no Centro Nacional Cultura

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Dia 16 Março 2012 | 6ª. feira | das 16h às 19h00
Apresentação do projecto «[imagem_ns] - A Imagem na Arte»
O ENCONTRO/Conferência com o tema: «A Imagem na Arte» conta com a presença:
  • Guilherme D’ Oliveira Martins – Presidente do Centro Nacional de Cultura
  • Annabela Rita – Presidente do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias) da FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).
  • Manuela Paraíso – Jornalista/Divulgadora da música erudita portuguesa e autora do programa de rádio «Na Outra Margem».
  • Alice Valente Alves – Autora de projectos da Imagem – Poesia, Pintura, Desenho e Fotografia – no âmbito da Criação Artística.

Culto

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Vivemos na era do culto do medo

(é) e com tanta(s) inteligência(s):

a inteligência social

a inteligência emocional

a inteligência artificial

a inteligência competitiva

a inteligência financeira

a inteligência cordial

... e ... e ... e ...

a inteligência (é) fatal!



 «A EVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA ...»




Árvores de Inverno

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Acordar para o mundo

É estar perto das nuvens

É ir sem voltar

É olhar as pétalas da rosa já caídas à terra

É deixar que o mundo nos veja como somos:

Nada

a 2012

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Alice Valente Alves

Com desejos de um FELIZ 2012







Acudir

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A vida apraz-nos não ser. No alívio que nos desdiz. E sempre seremos poucos nos muitos que tudo desfazem. As dores iguais não são iguais. Mas comparam-se. E as cadeiras até falam. Quando nos olhos as fixamos. Sentados ao longo de dias. Do cansaço que nos vimos. Não nos conseguimos levantar. E quando te levantas. A tua força leva-te o vento. Precisos serão os outros necessários esforços. De te ergueres por fora lá dentro. Energia similar a um vulcão. Que descansa a terra. E vão-se embora. Todos.






FILOSOFIA DA CULTURA

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(...)
Relativamente ao problema da essência da cultura sempre se tem criado a ilusão de se admitir que devia haver uma cultura - e por isso apenas uma - à medida do homem, das suas faculdades e determinações, cultura «ideal», «natural», por assim dizer previamente dada e também, em particular, um direito natural, uma religião natural, um Estado ideal, uma linguagem ideal, etc. (platonismo da cultura). Muitos ingenuamente, consideram absoluto, o que lhes é próprio e actual, outros julgam - e aqui se cruza a filosofia da cultura com a filosofia da história.
(...)
Há uma «pluralidade de absolutos» tanto em relação às culturas como, no interior destas, a respeito das formas de ser homem que, do ponto de vista histórico-filosófico, não se podem ordenar como simples membros de uma cultura comum, tal como se enfiam pérolas num colar.
(...)
A cultura, uma vez criada pelo homem, actua por seu turno também retroactivamente sobre este. Como ser cultural, o homem também alia à produtividade da cultura, a plasticidade, a capacidade de crescer para ela e deixar-se por ela formar (e por isso, também, de se tornar outro, graças a uma cultura diferente).
Esta formação através da cultura caracteriza o homem tanto como sua criação cultural, ou ainda mais; de facto, só poucos são criadores, mas todos são influenciados pela cultura, uma vez esta criada. E se bem que a criação pareça logicamente deter o primado, de facto, porém, todos estão já dependentes da cultura anterior. Ela criou já o criador. O homem não é só um ser natural, biopsicologicamente já concluído, que além disso, por accidens, produza a cultura e por esse meio se eleve a um estado superior; primariamente e eo ipso encontra-se já na cultura. Esta é impensável sem ele, é-lhe consubstancial, da mesma origem. Entre a nossa face natural e a nossa face cultural não pode haver corte algum. Por isso também a antropologia filosófica e a filosofia da cultura são irmãs gémeas. Nenhuma é anterior à outra, ambas se apoiam reciprocamente.

MICHAEL LANDMANN


 F.HEINEMANN - A FILOSOFIA NO SÉC.XX  - Edição GULBENKIAN - Educação

Ser breve

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Escuras ruas
Em breve sol pintado de branco
Asas à sombra
Levitam seu ser 
E à poesia 
Versam-se imagens



Não fales muito
Não digas nada
Aprende
Somente por ser




A destruição



O HOMEM DESTRUÍDO

PELO HOMEM QUE QUER SER RICO SEM O SER 
*




E quem é o homem que quer ser rico sem o ser?

É todo aquele que tudo faz para tudo ter, a nunca ter nada para dar!

É todo aquele que destrói lenta ou rapidamente a natureza e a vida e vidas em prol de uma mentira ou de muitas mentiras tidas de progresso ou razão!


A Europa e todos os países à face da Terra, estão cheios desses destruidores homens, sem alma, sem beleza e sem nada para dar ao Mundo.




Vivência por sensível

...

(...)

Cabe lembrar que ater-se à vivência, à experiência sensível, não é comprazer-se numa qualquer delectatio nescire, ou negação do saber, como é costume crer, por demais frequentemente, da parte daqueles que não estão à vontade senão dentro dos sistemas e conceitos desencarnados. Muito pelo contrário, trata-se de enriquecer o saber, de mostrar que um conhecimento digno deste nome só pode estar organicamente ligado ao objecto que é o seu. É recusar a separação, o famoso "corte epistemológico" que supostamente marcava a qualidade científica de uma reflexão. É, por fim reconhecer que, assim como a paixão está em acção na vida social, também tem seu lugar na análise que pretende compreender esta última. Em suma, é pôr em acção uma forma de empatia, e abandonar a sobranceira visão impositiva e a arrogante superioridade que são, conscientemente ou não, apanágio da intelligentsia.

Assim, por levar em conta a vivência quotidiana e a sabedoria popular que lhe serve de fundamento, talvez fosse necessário que a sociologia se transformasse naquilo que P. Tacussel denomina "sociosofia", isto é, uma disciplina que saiba integrar e compreender a "mística do estar-junto".
(...)
... Significa saber distinguir, antes, aquilo que vem de baixo, a sociabilidade enquanto nasce, com a carga de afecto que lhe é inerente, do que as formas económico-políticas das quais, até então, se pensou que determinassem (ou sobredeterminassem) toda a vida social. Isso pode ser resumido pela admirável formula de FERNANDO PESSOA: "Uns governam o mundo, outros são o mundo". São sem dúvida aqueles que são o mundo que nos interessam. Aqueles dentre os quais também nos encontramos, e dos quais é indispensável circunscrever aquilo que propus chamar de "centralidade subterrânea". Para tanto é necessário repensar o vínculo social fora das grandes categorias que marcaram a modernidade: a História e a crítica. A História com sua direcção segura, é considerada como uma sequência de estágios que sucessivamente se superam. A crítica é propriamente o que permite essas superações. Ora como se sabe, as armas da crítica e a explicação da História são, justamente, o próprio da intelligentsia esclarecida. 
A vivência, por sua vez, nada deve a esse historicismo, na própria medida que integra maneiras de ser arcaicas (archai) que, de modo recorrente, retornam à frente da cena. As paixões, as emoções, os afectos contam-se entre elas, cujo retorno em massa pode ser constatado em todos os domínios. Estes constituem, de facto, os elementos de base dos acontecimentos quotidianos, daquilo que advém sem se quer se tome conhecimento. Estão na base daquilo que BERGSON chamava de "duração" feita de pequenos "instantes eternos" que, de modo fractal, formam o mosaico de uma sociabilidade que não possui um sentido unívoco que pudesse ser determinado à priori, mas cujo conjunto é feito de significações ao mesmo tempo efémeras dentro do momento, mas não menos perduráveis em sua globalidade.

(...)
MICHEL MAFFESOLI  - ELOGIO DA  RAZÃO SENSÍVEL
 

ALI_SE: «a razão intuitiva» em MAFFESOLI

Em todos os momentos

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EM TODOS OS MOMENTOS

HÁ UM TEMPO E UM CONTRATEMPO.
*




CAIR




CAIR À TERRA 
É DESENHAR O MUNDO
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