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a árvore ao jardim

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O estúpido e a estupidez

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A estupidez deve-se à falta de sensibilidade. 

Os insensíveis dão-se bem com os estúpidos.

E há “inteligentes” que são mesmo estúpidos, e são aqueles que a sua esperteza é proporcional à sua estupidez.

E quando a estupidez impera, vivem-se momentos estúpidos.

O Hitler era estúpido.

A insensibilidade é sinónimo de indiferença, inércia, marasmo, falta de entusiasmo, frieza, crueldade e desumanidade.

E a sensibilidade é sinónimo de senso, sentido, sensatez, exactidão, vivacidade, compreensão, bondade, coerência, entendimento, solidariedade, humanidade.

A razão enquanto mais-valia para o ser humano e para a humanidade deve-se a tudo o que foi feito com sensibilidade.


A razão é sensível.




Invisível

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Tanto faz ir ou não ir
Estar ou não estar
Pensar ou não pensar
Sentir ou não sentir
E mesmo que vá
E mesmo que fale
E mesmo que diga
E mesmo que alguma coisa aconteça
Para quem, não é o que sente, não vê
Estar e não ser visível, não se vê
Não se vê
O que seria suposto alguém ver, não vê
 
O que há para se ver existe
Invisível.

"Flâneur" em [Lisboa é POESIA]

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«Para o perfeito "flâneur", para o observador apaixonado, é um imenso júbilo fixar residência no numeroso, no ondulante, no fugidio e no infinito. Estar fora de casa, e contudo sentir-se em casa onde quer que se encontre; ver o mundo, estar no centro do mundo e permanecer oculto no mundo, eis alguns dos pequenos prazeres desses espíritos independentes, apaixonados, imparciais, que a linguagem não pode definir senão toscamente.»

CHARLES-PIERRE BAUDELAIRE 



Caminhe a deambular pelo Chiado com [Lisboa é POESIA]






CORAGEM

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A coragem é uma questão de liberdade.

E a verdadeira liberdade não está no julgar-se que existe uma liberdade absoluta e sem limites, e em liberdade essa que tenha de ser construída em parâmetros assentes por modelos e ideais de práticas teorizáveis e a empurrar fatalmente toda uma sociedade onde apenas se apela ao mercado e ao trabalho - por consumo e por consumidores -, essa é uma ideia sem sentido e que está completamente fora de toda a capacidade do que é ser-se humano a ser-se livre. E liberdade existe, e existe sim, mas sempre adentro do limite ou da delimitação e mesmo que com mais ou menos constrangimentos, é no criar ou na criação, que se dá a transformação ou a alteração e a modificação para melhor do ser humano.

E é nesse hostil território ou limite que nos é imposto, que poderá advir a devida coragem para a transformação, primeiro no singular e depois no colectivo. E por isso, os limites são contributivos para uma liberdade, para ‘a liberdade’ e para uma sociedade mais livre.

E este exemplo de coragem para se seguir em liberdade, sempre esteve presente na criação e nos processos criativos de um artista. Sendo assim que a transformação só existe pelos valores de uma interioridade que estão no ser humano e sempre associados ao limite, e não em seu contrário como nos é dado crer. Assim se conhecermos os nossos limites, a todos os níveis, a qualidade surgirá e poderemos efectivamente fazer com que a coragem e ousadia por dignidade humana surjam para que se efective essa mesma transformação para melhor, numa sociedade, nas vidas das pessoas, no ser humano.

A coragem surge sempre de uma consciência do que é humano e em seu limite. Há que agir mas em conformidade com os valores de uma interioridade, e que estão normalmente em confronto com essa exterioridade por materialidade de materialidades sem limites. E em exterioridade essa que infelizmente nos tem sido imposta primeiro que tudo, e a apontar-se como único objectivo, o aniquilar a dignidade humana e a lançar assim as pessoas e as sociedades para o caos, para a incerteza, para a dúvida, para o temor, para a cobardia, para o desânimo, para a fraqueza, para o pânico, para o horror, para o desumano.

E neste momento estamos já a assistir ao desmoronar desta estrutura social tão marcada por esses valores contrários à criação, e isto por estarem unicamente assentes em valores morais, e por exteriorizantes que são, jamais poderão contribuir para a devida transformação. Uma sociedade só se alterará para melhor se associada a esses mesmos valores da criação e da interioridade humana ou do pensamento enquanto ética e estética.

Aproveito para dizer que criar livremente é uma enorme responsabilidade, é o assumir que a liberdade interior existe e que não estamos aqui para fazer qualquer coisa e de qualquer maneira, é ir mais além a saber que algo de desconhecido que está em nós, terá de se revelar e superar-nos com a devida coragem, e a mostrar que afinal existe uma razão para o ser a ser-se humano.





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A ARTE como fecundação e alimento





[uma imagem nunca está só]

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 [uma imagem nunca está só] é uma das rubricas do projecto [imagem_ns] - A Imagem na Arte



http://imagemns.wordpress.com/  .



ENCONTRO: "A Imagem na Arte" - 16 Março 2012 no CNC

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ENCONTRO/Conferência: "A Imagem na Arte"

Dia 16 Março 2012 | 6ª. feira | das 16h às 19h00


CENTRO NACIONAL DE CULTURA
Largo do Picadeiro, 10 - 1º - Chiado-Lisboa

Este ENCONTRO/Conferência com a Abertura às 16h00 por Guilherme D' Oliveira Martins e Coordenação-mesa por Manuela Paraíso e Annabela Rita, pretende criar um diálogo aberto com todos os presentes e será dividido em duas partes com as seguintes intervenções:
- Annabela Rita e Alice Valente Alves com a Apresentação do «[imagem_ns]», projecto associado ao CLEPUL centrado – na reflexão, no diálogo e na criação –  da imagem (e imagens) e o sentido da arte;
- Alice Valente Alves,  irá pronunciar-se sobre o que é para si a “Imagem na Arte” através da projecção  das 72 obras em díptico nas oito das 9 cores  realizadas  e apresentadas até ao momento do seu projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura»

Contamos consigo!










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Verdadeira e seriamente

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A VERDADE NÃO NOS DEVE

SERIAMENTE

A VERDADE É DEVIR E NÃO DEVER
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A verdade não nos deve.

   
(…) Sendo o devir sempre uma obrigação contrária ao dever, não se rege, nem se deixa comandar por leis impostas pelo Homem, o Devir é o catalisador da motivação existencial e é orientado por leis interiores bem definidas corporalmente. Quando digo corporalmente, tal como fez Bento Espinosa, englobo o corpo não o dissociando da alma e do pensamento em sua Natureza de Ser. O devir diz sempre e unicamente respeito à projecção do pensamento numa saudade em futuro, ou seja, o Devir é sempre um devir­ artístico-filosófico 
(...) As crenças por poder ou o poder das actuais crenças em deveres obrigados a serem cumpridos a todo custo geram mitos, entretenimentos, distracções e passatempos (...) O entretenimento faz esquecer a forma genuína de se pensar direccionado a um bem comum a todos. O entretenimento não provoca prazer, mas sim gozo, é uma forma de fazer esquecer ou diluir o pensamento no menor esforço possível (...) O entretenimento será inteiramente ligado ao dever, e é o que fica do que não foi possível criar (...)
Excertos de  CRENÇAS E PODER - DO DEVER EM NÃO DEVIR (doc_pdf)

Seriamente

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A verdade é devir e não dever.

16 MARÇO 2012 - ENCONTRO/Conferência no Centro Nacional Cultura

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Dia 16 Março 2012 | 6ª. feira | das 16h às 19h00
Apresentação do projecto «[imagem_ns] - A Imagem na Arte»
O ENCONTRO/Conferência com o tema: «A Imagem na Arte» conta com a presença:
  • Guilherme D’ Oliveira Martins – Presidente do Centro Nacional de Cultura
  • Annabela Rita – Presidente do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias) da FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).
  • Manuela Paraíso – Jornalista/Divulgadora da música erudita portuguesa e autora do programa de rádio «Na Outra Margem».
  • Alice Valente Alves – Autora de projectos da Imagem – Poesia, Pintura, Desenho e Fotografia – no âmbito da Criação Artística.

Culto

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Vivemos na era do culto do medo

(é) e com tanta(s) inteligência(s):

a inteligência social

a inteligência emocional

a inteligência artificial

a inteligência competitiva

a inteligência financeira

a inteligência cordial

... e ... e ... e ...

a inteligência (é) fatal!



 «A EVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA ...»




Árvores de Inverno

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Acordar para o mundo

É estar perto das nuvens

É ir sem voltar

É olhar as pétalas da rosa já caídas à terra

É deixar que o mundo nos veja como somos:

Nada

a 2012

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Alice Valente Alves

Com desejos de um FELIZ 2012







Acudir

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A vida apraz-nos não ser. No alívio que nos desdiz. E sempre seremos poucos nos muitos que tudo desfazem. As dores iguais não são iguais. Mas comparam-se. E as cadeiras até falam. Quando nos olhos as fixamos. Sentados ao longo de dias. Do cansaço que nos vimos. Não nos conseguimos levantar. E quando te levantas. A tua força leva-te o vento. Precisos serão os outros necessários esforços. De te ergueres por fora lá dentro. Energia similar a um vulcão. Que descansa a terra. E vão-se embora. Todos.






FILOSOFIA DA CULTURA

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(...)
Relativamente ao problema da essência da cultura sempre se tem criado a ilusão de se admitir que devia haver uma cultura - e por isso apenas uma - à medida do homem, das suas faculdades e determinações, cultura «ideal», «natural», por assim dizer previamente dada e também, em particular, um direito natural, uma religião natural, um Estado ideal, uma linguagem ideal, etc. (platonismo da cultura). Muitos ingenuamente, consideram absoluto, o que lhes é próprio e actual, outros julgam - e aqui se cruza a filosofia da cultura com a filosofia da história.
(...)
Há uma «pluralidade de absolutos» tanto em relação às culturas como, no interior destas, a respeito das formas de ser homem que, do ponto de vista histórico-filosófico, não se podem ordenar como simples membros de uma cultura comum, tal como se enfiam pérolas num colar.
(...)
A cultura, uma vez criada pelo homem, actua por seu turno também retroactivamente sobre este. Como ser cultural, o homem também alia à produtividade da cultura, a plasticidade, a capacidade de crescer para ela e deixar-se por ela formar (e por isso, também, de se tornar outro, graças a uma cultura diferente).
Esta formação através da cultura caracteriza o homem tanto como sua criação cultural, ou ainda mais; de facto, só poucos são criadores, mas todos são influenciados pela cultura, uma vez esta criada. E se bem que a criação pareça logicamente deter o primado, de facto, porém, todos estão já dependentes da cultura anterior. Ela criou já o criador. O homem não é só um ser natural, biopsicologicamente já concluído, que além disso, por accidens, produza a cultura e por esse meio se eleve a um estado superior; primariamente e eo ipso encontra-se já na cultura. Esta é impensável sem ele, é-lhe consubstancial, da mesma origem. Entre a nossa face natural e a nossa face cultural não pode haver corte algum. Por isso também a antropologia filosófica e a filosofia da cultura são irmãs gémeas. Nenhuma é anterior à outra, ambas se apoiam reciprocamente.

MICHAEL LANDMANN


 F.HEINEMANN - A FILOSOFIA NO SÉC.XX  - Edição GULBENKIAN - Educação

Ser breve

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Escuras ruas
Em breve sol pintado de branco
Asas à sombra
Levitam seu ser 
E à poesia 
Versam-se imagens



Não fales muito
Não digas nada
Aprende
Somente por ser




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