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a árvore ao jardim

O progresso e a evolução

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O progresso anda sempre lado a lado com a evolução, embora de quando em quando, haja um avanço ou recuo do progresso em relação à evolução, e vice-versa. E não confundir progresso com evolução. Progresso e evolução não são sinóminos.
O progresso refere-se sempre à objectividade da acção social exteriorizante e a evolução diz respeito à subjectividade da acção cultural interiorizante do indivíduo. Ou seja, no ser, enquanto o progresso se define pelo resultado prático de uma materialidade que é relativa à linearidade lógica e racional das suas necessidades, a evolução age ou dá-se pelos actos éticos e estéticos que se posicionam no outro lado do necessário e que é subjectivo e imaterial.
Assim, o progresso faz sempre com que a vida se torne numa esperança e ambição, mas por medo. E sendo a evolução em si mesmo, um processo natural e inerente ao indivíduo, concede-lhe uma transformação por um futuro, mas sem medo.
E por vezes, quando o progresso com suas leis e tecnicidades avança em demasia relativamente à evolução, acaba por resvalar no horror e desesperança dos indivíduos. E aí as leis da natureza ou da evolução, inevitavelmente irão surgir para que o equilíbrio se dê. 

Evolução diz respeito à ética, à estética, à consciência, ao entendimento, ao devir.

Progresso diz respeito aos conhecimentos, às tecnicidades, às regras e moralidades  obrigatórias, ao dever. 

De notar que, quando aqui me refiro à evolução, não me atenho ao modelo da «Teoria da Evolução» de Charles Darwin, e que apesar de toda a ciência e em seus cientistas serem adeptos com a tal selecção de que os mais fortes poderem abater os mais fracos como uma noção principal do que é a evolução dos seres, é demasiado conservadora, progressista e aniquiladora, para o que é afinal, a verdadeira Evolução do Ser. E por isso, sempre que me refiro à evolução, atenho-me à «Evolução Criadora» de Bergson e que assenta num tempo que é baseado no entendimento da consciência interior, e que acaba por ser a evolução ou transformação que urge tão necessária para que a humanização aconteça e possa ser uma presente e constante na realidade da vida das pessoas. E porque, é sempre com a evolução (e não com o progresso), que se dá a felicidade ou o verdadeiro desejo de viver.







Estar

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Ontem as aranhas subiam as escadas de seus andaimes. Às obras eram feitas os ajustes. Bem estavam os que não se olharam nessa construção. 


Montes sentados em pedras descalças. Acertam todos os dias ao tempo que não se desejam. Contudo já tudo está preparadíssimo para a despedida.


Festas e aparatos de bem postas mesas ao regalo de esquecidos os que lá não se sentam. Ondas cansativas repetem-se em tamanha desigualdade. E tudo está!

ao 11 Setembro de há 11 anos

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NOVA IORQUE - Ilha de Manhattan - Imagem áerea nº 31 - 1993 - Fotografia e Arquivo de ALICE VALENTE ALVES



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AFINS

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 MATA-SE A SAUDADE

MATA-SE A FOME 

E ASSIM SE ACABAM COM TODOS OS MALES
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Corpo, arte e linguagem

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«(...) As culturas primitivas criaram um sistema de metáforas e de símbolos que, como mostrou Lévi-Strauss, constituem um verdadeiro código de símbolos ao mesmo tempo sensíveis e intelectuais: uma linguagem. A função da linguagem é significar e comunicar os significados, mas nós, homens modernos, reduzimos o signo à mera significação intelectual e a comunicação à transmissão de informação. Esquecemos que os signos são coisas sensíveis e que operam sobre os sentidos. O perfume transmite uma informação que é inseparável da sensação. O mesmo sucede com o sabor, o som e as outras expressões e impressões sensoriais. O rigor da "lógica sensível" dos primitivos nos fascina por sua precisão intelectual; não é menos extraordinária a riqueza das percepções; onde um nariz moderno não distingue senão um cheiro vago, um selvagem percebe uma gama definida de aromas. O mais assombroso é o método, a maneira de associar todos esses signos até tecer com eles séries de objectos simbólicos: o mundo convertido numa linguagem sensível. Dupla maravilha: falar com o corpo e converter a linguagem num corpo. 
(...) ... a arte é o equivalente moderno, do rito e da festa: o poeta e o romancista constroem objectos simbólicos, organismos que emitem imagens. Fazem o que faz o selvagem: convertem a linguagem em corpo. As palavras já não são coisas, e sem deixar de ser signos, se animam, ganham corpo. O músico também cria linguagens corporais, geometrias sensíveis. Ao contrário do poeta e do músico, o pintor e o escultor fazem do corpo uma linguagem. (...)»

OCTÁVIO PAZ – Conjunções e disjunções - EDITORA PERSPECTIVA

Terra da Boa Fé

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Terra da Boa Fé e o ouro da má-fé...






«Preservar o montado e a cortiça no Alentejo.
... é um sítio notável e espero que... o português em geral,
que não percebe que está sentado numa 'mina de ouro'...
o perceba...!»
MIKE SALISBURY (produtor da BBC) na entrevista onde fala da 
importância deste ecossistema, único na Europa. 

A distância

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A distância aproxima-se. Cada vez mais. Do que é e do que não é.

A noite. O escuro. Era a sua paz. O sono ou o sonho dominavam sua mente. E muito para além de tudo. E na    tranquilidade esperada. Ambos ficavam a ver-se sem se verem. Tudo era assim. Invisível. Embora sentido.


Todos os dias há um vento que nos liberta. Um ar que nos sopra. As folhas crescem. Agora e assim por igual. Em todo este mês. Dos meses de infindáveis anos antes. E quando foi que tudo começou. Não sei.


O que não perece

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O QUE NÃO PERECE

CRESCE

CRESCE

E APARECE!
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- menos -

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menos - menos - menos - menos - menos - menos - menos - menos - menos - menos - menos - menos - menos

http://www.bernardosassetti.com/

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O estúpido e a estupidez

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A estupidez deve-se à falta de sensibilidade. 

Os insensíveis dão-se bem com os estúpidos.

E há “inteligentes” que são mesmo estúpidos, e são aqueles que a sua esperteza é proporcional à sua estupidez.

E quando a estupidez impera, vivem-se momentos estúpidos.

O Hitler era estúpido.

A insensibilidade é sinónimo de indiferença, inércia, marasmo, falta de entusiasmo, frieza, crueldade e desumanidade.

E a sensibilidade é sinónimo de senso, sentido, sensatez, exactidão, vivacidade, compreensão, bondade, coerência, entendimento, solidariedade, humanidade.

A razão enquanto mais-valia para o ser humano e para a humanidade deve-se a tudo o que foi feito com sensibilidade.


A razão é sensível.




Invisível

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Tanto faz ir ou não ir
Estar ou não estar
Pensar ou não pensar
Sentir ou não sentir
E mesmo que vá
E mesmo que fale
E mesmo que diga
E mesmo que alguma coisa aconteça
Para quem, não é o que sente, não vê
Estar e não ser visível, não se vê
Não se vê
O que seria suposto alguém ver, não vê
 
O que há para se ver existe
Invisível.

"Flâneur" em [Lisboa é POESIA]

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«Para o perfeito "flâneur", para o observador apaixonado, é um imenso júbilo fixar residência no numeroso, no ondulante, no fugidio e no infinito. Estar fora de casa, e contudo sentir-se em casa onde quer que se encontre; ver o mundo, estar no centro do mundo e permanecer oculto no mundo, eis alguns dos pequenos prazeres desses espíritos independentes, apaixonados, imparciais, que a linguagem não pode definir senão toscamente.»

CHARLES-PIERRE BAUDELAIRE 



Caminhe a deambular pelo Chiado com [Lisboa é POESIA]






CORAGEM

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A coragem é uma questão de liberdade.

E a verdadeira liberdade não está no julgar-se que existe uma liberdade absoluta e sem limites, e em liberdade essa que tenha de ser construída em parâmetros assentes por modelos e ideais de práticas teorizáveis e a empurrar fatalmente toda uma sociedade onde apenas se apela ao mercado e ao trabalho - por consumo e por consumidores -, essa é uma ideia sem sentido e que está completamente fora de toda a capacidade do que é ser-se humano a ser-se livre. E liberdade existe, e existe sim, mas sempre adentro do limite ou da delimitação e mesmo que com mais ou menos constrangimentos, é no criar ou na criação, que se dá a transformação ou a alteração e a modificação para melhor do ser humano.

E é nesse hostil território ou limite que nos é imposto, que poderá advir a devida coragem para a transformação, primeiro no singular e depois no colectivo. E por isso, os limites são contributivos para uma liberdade, para ‘a liberdade’ e para uma sociedade mais livre.

E este exemplo de coragem para se seguir em liberdade, sempre esteve presente na criação e nos processos criativos de um artista. Sendo assim que a transformação só existe pelos valores de uma interioridade que estão no ser humano e sempre associados ao limite, e não em seu contrário como nos é dado crer. Assim se conhecermos os nossos limites, a todos os níveis, a qualidade surgirá e poderemos efectivamente fazer com que a coragem e ousadia por dignidade humana surjam para que se efective essa mesma transformação para melhor, numa sociedade, nas vidas das pessoas, no ser humano.

A coragem surge sempre de uma consciência do que é humano e em seu limite. Há que agir mas em conformidade com os valores de uma interioridade, e que estão normalmente em confronto com essa exterioridade por materialidade de materialidades sem limites. E em exterioridade essa que infelizmente nos tem sido imposta primeiro que tudo, e a apontar-se como único objectivo, o aniquilar a dignidade humana e a lançar assim as pessoas e as sociedades para o caos, para a incerteza, para a dúvida, para o temor, para a cobardia, para o desânimo, para a fraqueza, para o pânico, para o horror, para o desumano.

E neste momento estamos já a assistir ao desmoronar desta estrutura social tão marcada por esses valores contrários à criação, e isto por estarem unicamente assentes em valores morais, e por exteriorizantes que são, jamais poderão contribuir para a devida transformação. Uma sociedade só se alterará para melhor se associada a esses mesmos valores da criação e da interioridade humana ou do pensamento enquanto ética e estética.

Aproveito para dizer que criar livremente é uma enorme responsabilidade, é o assumir que a liberdade interior existe e que não estamos aqui para fazer qualquer coisa e de qualquer maneira, é ir mais além a saber que algo de desconhecido que está em nós, terá de se revelar e superar-nos com a devida coragem, e a mostrar que afinal existe uma razão para o ser a ser-se humano.





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A ARTE como fecundação e alimento





[uma imagem nunca está só]

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 [uma imagem nunca está só] é uma das rubricas do projecto [imagem_ns] - A Imagem na Arte



http://imagemns.wordpress.com/  .



ENCONTRO: "A Imagem na Arte" - 16 Março 2012 no CNC

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ENCONTRO/Conferência: "A Imagem na Arte"

Dia 16 Março 2012 | 6ª. feira | das 16h às 19h00


CENTRO NACIONAL DE CULTURA
Largo do Picadeiro, 10 - 1º - Chiado-Lisboa

Este ENCONTRO/Conferência com a Abertura às 16h00 por Guilherme D' Oliveira Martins e Coordenação-mesa por Manuela Paraíso e Annabela Rita, pretende criar um diálogo aberto com todos os presentes e será dividido em duas partes com as seguintes intervenções:
- Annabela Rita e Alice Valente Alves com a Apresentação do «[imagem_ns]», projecto associado ao CLEPUL centrado – na reflexão, no diálogo e na criação –  da imagem (e imagens) e o sentido da arte;
- Alice Valente Alves,  irá pronunciar-se sobre o que é para si a “Imagem na Arte” através da projecção  das 72 obras em díptico nas oito das 9 cores  realizadas  e apresentadas até ao momento do seu projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura»

Contamos consigo!










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Verdadeira e seriamente

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A VERDADE NÃO NOS DEVE

SERIAMENTE

A VERDADE É DEVIR E NÃO DEVER
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A verdade não nos deve.

   
(…) Sendo o devir sempre uma obrigação contrária ao dever, não se rege, nem se deixa comandar por leis impostas pelo Homem, o Devir é o catalisador da motivação existencial e é orientado por leis interiores bem definidas corporalmente. Quando digo corporalmente, tal como fez Bento Espinosa, englobo o corpo não o dissociando da alma e do pensamento em sua Natureza de Ser. O devir diz sempre e unicamente respeito à projecção do pensamento numa saudade em futuro, ou seja, o Devir é sempre um devir­ artístico-filosófico 
(...) As crenças por poder ou o poder das actuais crenças em deveres obrigados a serem cumpridos a todo custo geram mitos, entretenimentos, distracções e passatempos (...) O entretenimento faz esquecer a forma genuína de se pensar direccionado a um bem comum a todos. O entretenimento não provoca prazer, mas sim gozo, é uma forma de fazer esquecer ou diluir o pensamento no menor esforço possível (...) O entretenimento será inteiramente ligado ao dever, e é o que fica do que não foi possível criar (...)
Excertos de  CRENÇAS E PODER - DO DEVER EM NÃO DEVIR (doc_pdf)

Seriamente

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A verdade é devir e não dever.

16 MARÇO 2012 - ENCONTRO/Conferência no Centro Nacional Cultura

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Dia 16 Março 2012 | 6ª. feira | das 16h às 19h00
Apresentação do projecto «[imagem_ns] - A Imagem na Arte»
O ENCONTRO/Conferência com o tema: «A Imagem na Arte» conta com a presença:
  • Guilherme D’ Oliveira Martins – Presidente do Centro Nacional de Cultura
  • Annabela Rita – Presidente do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias) da FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).
  • Manuela Paraíso – Jornalista/Divulgadora da música erudita portuguesa e autora do programa de rádio «Na Outra Margem».
  • Alice Valente Alves – Autora de projectos da Imagem – Poesia, Pintura, Desenho e Fotografia – no âmbito da Criação Artística.

Culto

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Vivemos na era do culto do medo

(é) e com tanta(s) inteligência(s):

a inteligência social

a inteligência emocional

a inteligência artificial

a inteligência competitiva

a inteligência financeira

a inteligência cordial

... e ... e ... e ...

a inteligência (é) fatal!



 «A EVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA ...»




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