Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim
Alice Valente Alves

QUE HÁ

Nada de novo!
Procura-se, clica-se e nada de novo por aí! Tudo é gasto, consumido ou consumível!
Mas mesmo assim procura-se! Procura-se o «outro», os «outros», as «coisas» e o «novo» numa qualquer procura favorável da novidade feita do produto de um culminar cúmplice em bisbilhotices.
Mas para que é que procuramos, se sabemos que já nada nos é permitido fazer pelo outro, pelos outros, para além do que já está feito, que é o de vê-los numa graça de desgraças!
Pois, procura-se! Procura-se chamar a atenção, procura-se algo, sempre algo de novo, procura-se coisas, objectos e até no manipulável daquele que nada disse, diz ou tem a dizer, isto é, procura-se tudo aquilo que dá gozo e essencialmente procura-se o ser-objecto do gozo!
E se os que procuram ter muito pouco para além do que é o muito para todos os que nada têm, procura-se ainda consumir o «novo» de uma moda psicologicamente doentia de nada se ter, a ter ainda de tirar daqueles outros todos, mas também e até o pouco daqueles muitos outros que nada têm, a quedarem-se posterior e rapidamente no inevitavel vazio em «tudo ter» do «nada se TER».
E a viagem prossegue freneticamente, continuando-se a procurar e a clicar por aí, a pensar e a engendrar, respectivamente no pensar-pensar e (ou) no não-se-pensar!
Em suma, procura-se mostrar que se é, para lucrar e ganhar um pouco mais, mais e mais e, a ficar-se no exteriorizante e falsificado aspecto do que é a originalidade.
O Ser Humano, sem mais falsas aparências e que por não visto no inconscientemente escondido, afinal o que de melhor poderá existir para ser dado como exemplo na OBRA e em sua obreira continuidade é o NOVO, o que fica é sempre o NOVO, novo que será o resultado de uma dolorosa e sofrida consciência, porque nos faz FAZER em AFECTO pelo Pensar e Sentir e que é, por sua vez, a RAZÃO ou a potência que impulsiona essa mesma inconsciência de se SER.
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