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a árvore ao jardim

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Ensino tendencioso

A Faculdade é que é tendenciosa quando adverte alunos à não crítica em seus trabalhos e apresentações escritas, na repreensão do aluno sempre que este expõe ou manifesta a sua ideia, pensamento ou opinião, dizendo-lhe que assim está a tornar o seu texto ou trabalho, tendencioso. 


Quando professores ensinam este estar, mal estará essa mesma sociedade. 
E neste estar, há muito professores que ensinam e alunos que aprendem, com toda a normalidade. Com este estar tudo está a ser formatado, a tornar-se igual e a banalidade a instalar-se ferozmente. E o desinteresse generaliza-se de tal forma, que muito certamente nem os professores irão ler com o devido cuidado os textos, porque saberão de antemão o que lá estará escrito, só lerão na diagonal, é simples. E nem os alunos se interessarão porque não poderão mostrar e desenvolver as suas ideias. Assim, vai-se para a faculdade por uma aparência que se institucionalizou e a fingir que se vai aprender a ser-se bem-sucedido, e não como seria de esperar e em sua crucial função, no desenvolvimento das capacidades que cada pessoa ou aluno possui, para marcar a diferença ou para que o futuro seja uma realidade por dignidade, descoberta e encanto. 

E os alunos têm vindo a aceitar esta moda ou fingimento, e os pais igualmente têm incentivado esta tendência, é preciso ter boa nota e ser-se bem visto perante o professorado e a sociedade, de modo a ter-se um qualquer futuro e a ser-se o mais inclusivo possível nesta sociedade de cidadãos acríticos e do faz-de-conta, em sociedade esta cada vez mais assente num atroz fascínio e ao acato do que o consumo a possa satisfazer. Pensar cada um por si, não vale de nada, aliás pouco interessa, e esses que o fazem são mais que marginalizados e o pior é, quando se automarginalizam, numa total aceitação e resignação do que está mal. 


Se és irrequieto, desobediente ou introvertido, a escola e o ensino não são para ti. E para que possas continuar nessa mesma escola e em sua sociedade terás de entrar na normalidade vigente e só assim serás mais um entre os muitos que se querem bem-sucedidos. E como tal há que ser vencedor e apoiar os vencedores, e para que assim seja, terás de alterar teus comportamentos, e para isso terás a ajuda de todos os instrumentos que o sistema dispõe e que são mais que muitos, e o remédio é santo, podes crer e nem que te tornes num coitadinho (bem-sucedido). E lá serás então, mais um entre os muito obedientes que para aí pairam nos hábitos de se fazerem à vida pela imitação de um miserável e proveitoso sucesso à vista. 


Só que a vida não só essa coisa de se aprender assim, em aparências e falsidades. A vida e a dignidade de se estar vivo a olhar os outros com respeito, é muito mais do que essa coisa de se ser vencedor custe o que custar em terra que constrói impondo inimigos a si próprio. Oh mas que inteligência essa, tão altamente cordial quanto de tão propositadamente artificial.


E a crise aí está para reinar, pelos muitos que ainda se atém à obediência de um mal que os dita e rege por uma obrigatória disposição ao não-vómito. Mas a qualquer instante, o tal incómodo momento surgirá e de tal forma, a nos termos de aliviar de vez dessa indisposição e em seu derradeiro vómito.



"Traço. verde" e as Escolas de Mourão

«Palavra em traço verde» - É o título do Programa interdisciplinar que se irá realizar a ser desenvolvido em várias fases com os Professores e Alunos das disciplinas de Educação Visual, Língua Portuguesa e Ciências da Natureza do Agrupamento de Escolas de Mourão conjuntamente com a EBG - Estação Biológica do Garducho e o projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» de Alice Valente.

CARTAZ DE DIVULGAÇÃO (clique na imagem para ampliar) :





CARLA JANEIRO - Presidente do CEAI 
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O traço:verde, a 8ª das nove cores do projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» com 9 obras em díptico apresentadas na horizontalidade, ir-se-á firmar na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, 'verde' das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.

 



Ministério da Cultura faz-se às 'obras' de betão !


Notícia do PÚBLICO no dia 25 Junho 2010
(...)
Uma das iniciativas que se podia pensar cair: o Museu dos Coches, que, face à situação dos museus existentes, foi dado como um “esbanjamento” quando anunciado pelo seu antecessor, José António Pinto Ribeiro.
Temos dito até à exaustão que o Museu dos Coches não é pago pelo MC e sim pelas contrapartidas do Casino. Temos custo zero relativamente ao Museu dos Coches.

As do Casino, não são verbas que se poderiam ser alocar a outros projectos?
Não. Nem passam pelo MC. São como o [Teatro Nacional de] São Carlos, o Dona Maria, o São João. São verbas que vêm do Ministério das Finanças.

A transferência do Museu Nacional de Arqueologia é outro caso.
Esse faz parte do nosso orçamento. As verbas para os estudos que estão a ser feitos são nossa responsabilidade. E não serão afectadas a ponto de não podermos prosseguir na fase em que estão agora.
(...)
*

Cenário dramático? O drama faz-se segundo as conveniências! Vejam lá se as grandes obras arquitectónicas vão ser afectadas? Não! Já assim foi com os agigantados estádios de futebol construídos em 2004 em tempo recorde e a justificarem sempre que seria benéfico para a Economia e para o Turismo... está à vista no que deu! Dinheiro mal gasto em dinheiro desviado de todos os ministérios e da cultura também, para agigantadas construções de mais e mais 'elefantes brancos', que só nos têm encaminhado para onde? Para a miséria!
Mas ainda insistem que assim tem de ser! E ainda tentam continuar a atirar areia para os olhos de toda a gente! Qual cenário dramático, qual quê ? ? ?

Não se justifica existirem instituições e em seus responsáveis a receberem avultados quantias e a não saberem gerir as verbas para as quais são destinadas. E a não exercerem assim, devidamente as funções para as quais essas mesmas instituições foram edificadas.

Então, que se extinga o Ministério da Cultura de uma vez por todas e com ele também o Ministério da Educação e que só exista então os tais Ministérios de Turismo, das Economias, da Finanças e Obras Públicas e em vidas fáceis de uns quantos a se fazerem a muitos e demais jogos em casinos  e às tais obras de betão, na empobrecida e miserável 'vida boa' para toda a vida .  

E depois ? ! 



Olhar o céu por um lugar ao Sol


Do documentário «HOME O Mundo é a nossa casa»:
 
(...)
Cada vez mais depressa. Nos últimos 60 anos, a população da Terra quase triplicou e mais de 2 mil milhões de pessoas foram viver para as cidades.
(…)
Cada vez mais depressa. Em Xangai foram construídas 3 mil torres e arranha-céus em 20 anos e mais algumas centenas em construção. Actualmente mais de metade dos 7 mil milhões habitantes do mundo vivem em cidades. Nova Iorque a primeira megalópole do mundo, é um símbolo da exploração da energia que a Terra fornece à genialidade humana. A mão-de-obra de milhões de emigrantes, a energia do carvão, o poder desenfreado do petróleo. Da electricidade resultou a invenção dos elevadores, que por sua vez, permitiu a invenção dos arranha-céus. Nova Iorque ocupou o lugar da 16ª maior economia do mundo.
(…) O automóvel tornou-se o símbolo do conforto e do progresso. Se este modelo fosse seguido por todas as sociedades, o planeta não teria 900 milhões de veículos, mas sim 5.000 milhões.
Cada vez mais depressa o mundo se desenvolve.

(…)
A maior parte dos bens de consumo viajam milhares de quilómetros desde o país produtor até ao país consumidor. Desde 1950 0 volume de comércio internacional aumentou 20 vezes. 90% do comércio são feitos por via marítima. São transportados 500 milhões de contentores todos os anos com destino aos maiores centros de consumo do mundo, como o Dubai.
O Dubai é um dos maiores locais de construção do mundo, um país onde o impossível se torna possível, construir ilhas artificiais no mar, por exemplo. O Dubai tem poucos recursos naturais, mas com o dinheiro proveniente do petróleo pode importar milhões de toneladas de material e mão-de-obra de todo o mundo. Pode construir florestas de arranha-céus, cada uma mais alta que a anterior ou até uma estância de esqui no meio do deserto. Dubai não tem terra arável, mas pode importar comida. O Dubai não tem água mas pode desperdiçar uma quantidade imensa de energia para dessalinizar a água salgada e construir os arranha-céus mais altos do mundo. O Dubai tem quantidades intermináveis de luz solar, mas não tem painéis solares. É a cidade dos excessos onde os sonhos mais impensáveis se tornam realidade.
O Dubai é uma espécie do culminar ocidental com o seu totem de 800 metros à modernidade total que não pára de impressionar o mundo. Exagerado? Talvez!
O Dubai parece ter feito a sua escolha: é uma espécie de farol para todo o dinheiro do mundo.
Nada parece mais distante da Natureza do que o Dubai, apesar de nada mais depender da Natureza do que o Dubai. A cidade apenas segue o modelo dos países ricos.
Ainda não percebemos que estamos a esgotar o que a Natureza nos oferece.

(…)
Perto de mil milhões de pessoas estão a morrer à fome.
Mais de 50% dos cereais comercializados em todo o Mundo são usados para alimentar animais ou para produzir bio-combustíveis. 40% da terra arável está degradada. Todos os anos 13 milhões de hectares de floresta desaparecem. Um em 4 mamíferos, uma em cada 8 aves, um em cada 3 anfíbios estão em extinção.

As espécies estão a morrer a um ritmo mil vezes superior ao que é natural.

¾ das zonas de pesca estão esgotados, reduzidos ou correm esse risco. A temperatura média dos últimos 15 anos foi a mais alta de que há registo. A calota de gelo perdeu 40% da sua espessura em 40 anos. Pode haver no mínimo duzentos milhões de refugiados devido ao clima em 2050. O preço das nossas acções é elevado. Outros pagam o preço sem terem o envolvimento activo.

Eu já vi campos de refugiados do tamanho de cidades estendendo-se pelo deserto. Quantos homens, mulheres e crianças, são deixados pelo caminho, amanhã?
Será que temos sempre que construir muros para quebrar a cadeia da solidariedade humana, separar os povos e proteger a felicidade de uns da miséria dos outros?
É tarde demais para ser pessimista.
Eu sei que basta um ser humano para derrubar todos os muros.
É tarde demais para ser pessimista.
Em todo o mundo 4 de 5 crianças frequentam a escola. Nunca a educação chegou a tantos seres humanos. Toda a gente do mais rico ao mais pobre pode dar o seu contributo.
O
Lesoto, um dos países mais pobres do mundo, é proporcionalmente aquele que mais investe na educação do seu povo. O Qatar um dos países mais ricos do mundo, abriu as portas às melhores universidades. A cultura, a educação, a investigação são recursos inesgotáveis.
(…)
Os primeiros parques naturais foram criados há pouco mais de um século, abrangem mais de 13% dos continentes, dão origem a espaços onde a actividade humana está em sintonia com a preservação das espécies, solos e paisagens.
Esta harmonia entre seres humanos e Natureza pode tornar-se a regra e deixar de ser a excepção. Nos Estados Unidos, Nova Iorque apercebeu-se do que a Natureza faz por nós. Estas florestas e lagos fornecem-nos toda a água potável que a cidade necessita.
Na
Coreia do Sul as florestas foram devastadas pela guerra, graças a um programa de reflorestação nacional, estas voltaram a cobrir mais de 65% do país. Mais de 75% do papel são reciclados.
A
Costa Rica teve de escolher entre a despesa com o exército e a conservação do seu território. Já não tem exército, prefere dedicar-se à educação, ao eco-turismo e à protecção da sua floresta primitiva.
O
Gabão é um dos maiores produtores de madeira do mundo. Aplica o método do abate selectivo de árvores, não mais do que uma por cada hectar. As suas florestas são dos recursos económicos mais importantes do planeta, mas é-lhes dado tempo para se regenerarem.
Existem programas para garantir a gestão sustentável das florestas. Esses programas devem tornar-se obrigatórios. Para os consumidores e para os produtores isso é uma oportunidade que deve ser aproveitada.
Quando o comércio é justo, quando tanto o comprador como o vendedor beneficia, todos podem prosperar e conseguir um rendimento decente.
Como pode haver justiça e igualdade, entre pessoas cujas únicas ferramentas são as mãos e aquelas que praticam agricultura com máquinas e subsídios do Estado? Sejamos responsáveis, consumidores. Temos de pensar naquilo que compramos. É tarde demais para ser pessimista. Eu vi, a agricultura à escala humana pode alimentar o planeta inteiro, se a produção de carne não tirar a comida da boca das pessoas.
Já conheci pescadores que cuidam daquilo que pescam e protegem as riquezas dos oceanos.
Já vi, casas que produzem a sua própria energia. Há 5.000 pessoas a viver no primeiro bairro amigo do ambiente em Friburgo na Alemanha. Há outras cidades que fazem parte do mesmo projecto. Bombaim é a milésima cidade a juntar-se a ele.
Os governos da
Nova Zelândia, Islândia, Áustria, Suécia e outros países, fizeram do desenvolvimento de fontes de energia renovável, a prioridade máxima. Eu sei que 80% da energia que consumimos vêm de fontes de energia fósseis. Todas as semanas, só na China, são construídas duas novas centrais eléctricas alimentadas a carvão. Mas também já vi na Dinamarca um protótipo de central alimentada a carvão que liberta o carbono para o solo em vez de o fazer para o ar. Será uma solução para o futuro? Ainda ninguém sabe!
Já vi, na Islândia uma central eléctrica alimentada pelo calor da terra, a energia geotérmica. Já vi uma cobra do mar a flutuar na rebentação para absorver a energia das ondas e produzir electricidade. Já vi, parques eólicos na costa da Dinamarca que produzem 20% da electricidade do país. Os Estados Unidos, a China, a Índia, a Espanha são os maiores investidores em energias renováveis. Já criaram mais de dois milhões e meio de empregos. Em que parte da Terra é que não existe vento?
Já vi extensões de deserto a torrar ao Sol. Tudo na Terra está interligado. E a Terra está ligada ao Sol, a sua fonte de energia original. Será que os seres humanos não conseguem imitar as plantas e captar a sua energia?
Numa hora o Sol fornece à Terra a mesma quantidade de energia que é consumida por toda a humanidade num ano. A energia solar será inesgotável.


Tudo o que temos de fazer é parar de furar a Terra e
olhar para o céu.
Tudo o que temos de fazer é aprender
a cultivar o Sol.
(...)






HOME, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.



Dia Mundial do Ambiente: 5 de Junho

ALI_SE : http://alisenao.blogspot.com/

Electricidade e o futuro das barragens


Ou a electricidade de publicitárias modas

O anúncio que a nossa empresa portuguesa de electricidade tem vindo a divulgar desde Abril, na tentativa de transmitir a ideia, de que "Quando projectamos uma barragem projectamos um futuro melhor", incomoda qualquer pessoa que esteja consciente e que sabe que este, não será com certeza o caminho certo, e muito menos para um futuro melhor de quem quer que seja. É que projectar barragens numa altura em que estamos com uma crise e que é anunciadora exactamente da necessidade dessas mesmas mudanças, é algo que está a escapar a esses mesmos responsáveis e que leviana e vaidosamente continuam a tomar decisões, em decisões essas que por tão erradas e absurdas, serão catastróficas para o ambiente de todos nós.

Em notícia no Público:
(…) esta é uma campanha de "desinformação" e … o balanço final das obras será "negativo" para a biodiversidade e gestão sustentável dos recursos hídricos. (...)

Em notícia no DN:
(...) As associações pedem ainda à EDP que, "em respeito pela verdade e transparência, retire esta campanha.
A EDP vai investir, até 2016, três mil milhões de euros na construção de cinco novas barragens e no reforço da potência de seis, passando a produzir energia hídrica suficiente para mais de dois milhões de consumidores.
As cinco novas barragens são as do Baixo Sabor, Foz Tua, Fridão, Alvito e Ribeiradio. (...)

Notícia da Quercus:
É ainda fundamental chamar a atenção que as grandes barragens são uma forma cara e ineficaz de resolver as necessidades energéticas do País. Com o mesmo investimento previsto para o Programa Nacional de Barragens, seria possível pôr em prática medidas de uso eficiente da energia que, sem perda de funcionalidade ou conforto, permitiriam poupar cerca de CINCO VEZES MAIS ELECTRICIDADE do que a produção das barragens propostas.


E porque o sol, o vento e a chuva são de graça, muito se tem vindo a fazer a nível de investigação e no aperfeiçoamento para se pôr mundialmente em prática no que visa às fontes de energia renováveis mais eficazes e económicas que as energias renováveis tradicionais (barragens) e a iniciar-se assim, a adesão ao uso de equipamentos domésticos no aproveitamento da luz solar e do vento. Formas estas de energia que diminuirão a enorme dependência das empresas energéticas, para além da possibilidade (sustentável) de vender o excesso de electricidade doméstica produzida a essas mesmas empresas do ramo energético.

E por tudo isto e muito mais que se viabilizará inevitavelmente para muito breve, será que iremos ter nas nossas paisagens as inúmeras barragens construídas ou em construção, todas ao abandono?

Para já o que fazer?

Há que tomar consciência a enfrentar esta situação e assim sugiro que não cruzem os braços e enviem a quem de direito e divulgando-a o mais possível, a seguinte carta de reclamação:

(…) Será mais útil utilizar os recursos mediáticos para informar sobre eficiência energética e mostrar exemplos concretos nesse sentido, do que fazer este tipo de investimentos em opções do lado da oferta, que já não se coadunam com as necessidades ambientais da época. Estima-se que a adopção de medidas de eficiência energética seria de valor muito superior à da potência instalada nas novas barragens

O que constatou o Estudo da Comissão Mundial sobre Grandes Barragens (estudo que abrangeu um levantamento de 125 grandes barragens, acompanhado por 17 estudos temáticos sobre questões sociais, ambientais e económicas, sobre alternativas às barragens e sobre os processos institucionais e de governo):

- No saldo final os impactos sobre o ambiente são mais negativos que positivos e, em muitos casos, provocam danos significativos e irreversíveis a espécies e ecossistemas. Há destruição de florestas e habitats selvagens, desaparecimento de espécies e a degradação das áreas de captação a montante devido à inundação da área do reservatório. Há redução da biodiversidade aquática, a diminuição das áreas de desova a montante e a jusante e o declínio dos serviços ambientais prestados pelas planícies aluviais a jusante, brejos, estuários e ecossistemas marinhos adjacentes.

- Há impactos cumulativos sobre a qualidade da água e risco de salinização e degradação do solo se essa água for usada na rega.

- Constatou-se também que das barragens estudadas todas emitem gases que contribuem para o efeito de estufa, como ocorre com os lagos naturais, devido aos inerentes processos de decomposição em águas "paradas"; a intensidade dessas emissões varia muito dependendo da localização/ temperatura e condições do local; uma comparação fiável exigiria que fossem medidas as emissões de habitats naturais anteriores ao represamento. Além disso, há emissões não desprezáveis no fabrico do betão usado na construção. (…)
Ver na íntegra >>> Carta de reclamação


A CONDIÇÃO

Enquanto prática e costume, a condição é originária de um mando sem desmando, daquilo que se reveste como lógico para com todo aquele que obriga ao que é obrigado.
A condição é pois, uma conduta de condição em condições nesta que é a condição de hoje, a de nos vermos unicamente a enriquecer pelas vias do empobrecimento. E criarmo-nos nesta condição obrigatória a enriquecer para um qualquer e inevitável empobrecimento, ainda por cima consciente, é deveras desumano.

Como tem sido alterado ou como alterar este ainda tão presente e desconcertante paradigma da condição, enquanto relacionamento entre as pessoas nas sociedades humanas?

É que a verdadeira riqueza é aquela que diz respeito à dignidade humana, e com ou sem escola, sempre se foi efectivando pela educação e em sua natural e devida transmissão, através das respectivas alterações que lá iam acontecendo e a fazer jus aos bons exemplos com toda a comoção e sentimento. Pois era esta a primeira das condições na condição natural evolutiva de ser: pelas vias do sentimento.

Entretanto nesta nossa nova era de usos economicistas e políticas de regras e leis e em seus mercados competitivos, a comoção posta de lado, tem vindo progressivamente a dar lugar a essa coisa, chamada de "razão", e nessa tal "razão" que convenientemente foi associada à tal "inteligência", em inteligência ou nome este, feito e refeito pelas modernas ciências do que é humano e em "razão" essa, que com ou sem inteligência está-se a tornar numa consciência, que afinal talvez seja mais que inconsciente, e precisamente por se pautar por completa isenção de sentimento ou comoção.

E sobre a "razão", Kant até tem ensinado ao mundo: os afectos e os sentimentos, que são o que ele designa de inclinações, não são tidos em consideração e até excluindo-os completamente da razão…

Eis-nos perante esta nova e paradigmática condição de desumanidade e em que condição de se ser. Condição esta, de uma condição que parece como a única a ter de ser praticada: a de se ser desumano com todas as estratégias ou nas muitíssimas formas inteligentes e que estão serviço dessa mesma obrigatória condição de se ser.
E sendo a condição um factor lógico e que diz respeito à condição das condições que lhe são inerentes ou adjacentes e em que qualidade ou qualificações de quais viabilidades práticas. E em condição esta e de um Homem este, que se tem querido desvincular da Terra e da esfera do que é doméstico, deixando para trás o trabalho, enquanto homem de "razão" que não se quer escravo de necessidades, e a querer pois entrar na polis ou na esfera do espaço publico ou político, enquanto Homem livre.

Mas afinal que Homem livre é este, que pretende a liberdade somente para si, mas a permitir que se continue com outras tantas vias de leis inviáveis de escravizar os outros?

Engano este, o do Homem e em qual liberdade ou em que condição humana esta, no querer-se com a "razão", numa qualquer "razão" que a posiciona à condição desumana, para no final de contas e afinal, vir a submeter-se a si mesmo, a tudo e a todos, à maior das escravidões de se ser.
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Crise enquanto cultura e o lugar do pensamento


Não há labor à volta da cultura, da criação ou do cultivo do novo. E talvez por um qualquer medo, trabalha-se unicamente à volta do territorial e institucionalizado velho, numa tentativa de ainda, conservá-lo como novo. E aqui estamos nós, pois, nesta comichosa conservação do que está parado, na manutenção da inércia e a querer-se continuar a obrar sem pensar no cuidar, na estima ou no prazer. É que não nos diluímos nestes tipos de prazerosos gozos de quais vidas e em que enigmáticas ausências da desconcertada novidade do sem novo.
Terei ou teremos de fazer ensinando, a não permitir viver nesta estagnação de uma contínua massificação e em que mumificações do Ser. E por se trabalhar a ensinar o antigo, não existe uma procura de conviver e viver as novas das muitas experiências em assentes práticas individuais do contínuo desenvolvimento do pensamento de cada pessoa. Procura-se sim, rentabilizar o que de limitado e por tão delimitado se tem aprendido, a consumir e a esgotar-se todas as energias num único campo, o do consumo imediatista e não contributivo para o que ficou, e assim como para o que vem ou que poderá vir, enquanto perspectiva edificante do outro. Pensamentos contidos estes em desgaste e erosão humanitária, tratando-se de mais um uso de pessoas por coisas ou como de mais um uso dos já muitos lugares de pessoas e coisas pré-destinados a um não-lugar.


QUEM ALIMENTA O MUNDO

Em "WE FEED THE WORLD" (Quem alimenta o mundo), o realizador austríaco Erwin Wagenhofer rastreia as origens dos alimentos que comemos. A sua viagem leva-o a França, Espanha, Roménia, Suíça, Brasil e de novo Áustria.
Conduz-nos ao longo do filme uma entrevista com Jean Ziegler, até há pouco Relator Especial das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação. Quem alimenta o mundo é um filme sobre alimentação e globalização, sobre pescadores e camponeses, motoristas de camiões de longo curso e administradores poderosos de empresas multinacionais, sobre o fluxo de mercadorias e o fluxo de dinheiro – um filme sobre a escassez no meio da abundância. Com as suas imagens que se não esquecerão, o filme ajuda a compreender como são produzidos os nossos alimentos e explica o que tem a ver connosco o drama da fome no mundo.
São entrevistados, para além de pescadores, agricultores, agrónomos, biólogos e o relator Jean Ziegler, também o director da Pioneer, o maior fornecedor de sementes do mundo, e ainda Peter Brabeck, presidente da Nestlé International, a maior empresa alimentar no mundo.
www.campoaberto.pt _______ http://stopogm.net/

"QUEM ALIMENTA O MUNDO" - Filme legendado em Português - Com a duração de 95 minutos:

Nem sempre na escola está a virtude de se aprender

A aprendizagem faz-se fora da escola e hoje mais do que nunca!

Ir à escola e formarmo-nos como simples formatados, nem sempre diz respeito a todos aqueles que pretendem aprender com alguma liberdade. Sempre assim foi, mas agora e apesar da escola estar dotada de muitas e variadas ferramentas de aprendizagem, tanto técnicas como psicológicas, apresenta-se num outro paradigma, muito mais fatal, a de uma nova sociedade que se quer eleitamente modelar a todo custo e que se pretende formatada de algum jeito ou de um único jeito tão malicioso quanto traiçoeiro. Em jeito esse que por sinal não me diz respeito e por isso mesmo, a escola e em suas presentes e enganosas aprendizagens, e porque a enviesar e a falsear constantemente a verdade, também elas muito em breve entrarão em ruptura total, tal como já está a acontecer com as falsas políticas económicas e em seus vis mercados. É que aprender sentada numa secretária horas a fio a ouvir todos aqueles com quem se sabe que nada se aprende, simplesmente porque sim ou porque é preciso títulos e em que tipos de rotulagens tornadas desumanas, é deveras constrangedor e sobretudo para aquelas pessoas, que jamais se conseguirão ater a essas suas contrárias vias de se ser. E exactamente porque precisam de aprender procurando, a completar seus próprios processos, de vir efectivamente a encontrar nos valores fundamentais da vida ou com toda a ética e estética, outras formas de novas e possíveis aprendizagens com futuro.

Estudar, pesquisar e aprender sem escola é em prática mais que possível!

Basta começar por nos encontrarmos com os mestres ou com os génios, e em suas obras ou acções exemplares. E embora esses mestres exemplares nem sempre estejam disponíveis para o fazer presencialmente enquanto professores, mas estão-no decerto, em suas obras e trabalhos, tanto literários, artísticos, filosóficos ou humanitários. Assim ao darmo-nos ao trabalho de estar com eles o mais possível a dignificar e a dar continuidade às suas obras, enriqueceremos com toda a certeza.

A importância da bicicleta


Gostaria de salientar a enorme importância de andar de bicicleta, mesmo com chuva, como é o caso do exemplo dado aqui nesta fotografia que tirei em passeio com meus filhos. Para as pequenas deslocações, andar de bicicleta, na cidade ou fora dela é o meio de transporte mais rápido e eficaz. Transporte não poluente, é fácil de manobrar e estacionar e a sua manutenção é muito económica. Quando a prática de andar de bicicleta se torna habitual é muito salutar e exactamente porque fortalece os músculos das pernas e também dos braços, cria boa postura na coluna e é a melhor maneira de retirar os tais pneus da barriga e cintura, e ainda porque faz aumentar a circulação sanguínea, torna mais claro o raciocínio. É efectivamente um transporte muito saudável, cómodo, silencioso e o que melhor interage com as pessoas e o meio ambiente.
Actualmente e porque não preciso, não tenho automóvel e para me deslocar na cidade de Lisboa, uso transportes que não a bicicleta para já, mas quando saio de Lisboa, tanto de férias como profissionalmente, procuro nas cidades ou lugares onde fico, sempre e o mais possível, o uso da bicicleta tanto para me deslocar de um lado para o outro como para passear.

E sobre as bicicletas e ciclovias em Lisboa:

Notícia Público: 3 Junho 2007
O que foi dito em Outubro 2008 como aprovado
Afinal uma aprovação não aprovada:
notíciaSapo: 18Nov2008 | notíciaRtp: 3Dez2008 | notíciaRtp: 10Dez2008 | notíciaPúblico: 22Jan2009

E sobre Portugal, o andar de bicicleta e a maior fábrica de bicicletas da Europa:
Artigo de João Branco no 5 dias
João Branco no programa “Nós por cá” da SIC

E ainda sobre o andar de bicicleta na cidade, deixo-vos com este simpático blogue:
http://bicicletanacidade.blogspot.com/



Em formativas «per si»

E preparemo-nos para as glórias inglórias de não sermos. Preparemo-nos para retirar a sujidade das unhas antes de se sujarem. Façam-no de dia e não de noite o alimento do descanso.
E prestes a se saberem virtuosos atirem-se pela corrente do desprezo. Vão ao fundo das aprendizagens sem mestres e vejam-se em todos os espelhos. Que virão? Reis e rainhas, coroados de um ouro metalizado que os derreterá frente a frente de um outrora. E porque agora é já agora!
Não se desdigam somente por agora. Desdigam-se sempre quando por vivos e aprendizes nada vos foi ensinado por bem dito. E no outrora de agora obrigados a serem, passem à palavra da ironia.
E diante de um futuro que vos improvisou, batam a qualquer porta antes de entrar, e quando a porta se abrir de par em par, não entrem, espreitem e depois de vos ser oferecido qualquer taça redentora do brinde, desviem-se de tais cursos. E mesmo antes de o dia findar, ajoelhem-se diante do pecado não cometido.
E após, corram para as mãos do sonho que não terminará mais.
A loucura não acaba aqui e por nós aprende-se, quando não somos por bem vindos na manhã daquele dia. E não aceites os remédios que te obrigam a estar bem de um dormir falseado. Escarra sempre a todos essas coisas naqueles que te quererão salvar. Foge deles. Olha-os bem de cima da ignorância de não saberem mais o que te poderão ensinar. A faculdade desses é a azáfama de se verem livres de ti.
E passeia pela tua avenida. Descalça-te na praia e corre frente ao espraiar das ondas. Eleva-te nos céus e cobre-te das nuvens soalheiras que te aconchegam. Brilha com o sol e não esperes mais por esses, por todos esses que não te saberão ver e descobrir.
Abre a janela da casa em teu interior e avista a única paisagem luminosa de todas as tuas estações. E acima de ti cobrir-te-á o sono que te agasalha por aí todos os dias da tua mesma e ainda por morrer, noite com vida.

POESIA E FOTOGRAFIA DE ALICE VALENTE

TERRA nas mãos dos donos da FOME



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UM MANIFESTO EM DEZ PONTOS
Os alimentos transgénicos, ou plantas geneticamente modificadas, têm sido apresentados como solução para tudo: fome no mundo, alterações climáticas, agricultura química, doenças e subnutrição... Mas a verdade pode ser bem diferente, e as razões abaixo, entre outras, justificam a proibição pura e simples destes frutos da engenharia genética.


ler >>> doc_pdf_UM MANIFESTO EM DEZ PONTOS


Vídeo: TRANSGÉNICOS - A Manipulação dos Campos

>>>> + VÍDEOS com informação IMPORTANTE

A exclusão social e os defraudados do Ensino

Ao dar-se de caras com um Ministério da Educação e em seus negócios competitivos.

Hoje ao entrar no blogue Fractura.net de Carlos José Teixeira, deparei-me com este texto: Educação | A Nova Forma de Repressão ou os Paradoxos da Política Educativa – de Elsa Cerqueira, Professora de Filosofia.
o mesmo texto, nos blogues de Paulo Guinote (Educação do Meu Umbigo), João Maduro (Matemática ... ), Anabela Magalhães e Helder Barros.
Texto este que me levou imediatamente a escrever sobre o que me preocupa, a competição ou competitividade e a exclusão social, e nessa relação com o que se ensina ou se tem ensinado ao longo dos tempos, e a levantar aqui a seguinte questão: qual foi ou será a finalidade do Ensino?

E porque a EXCLUSÃO social sempre se fez na aprendizagem e em seu ENSINO para com seus alunos ou aprendizes. E como consequência, assiste-se agora ao grande fenómeno deste negócio do que é o competitivo, e já tão bem advogado pelo Ministério da Educação, Escolas e em quais Professores.
E eis que aí estão, os descontentes que excluíram, sentem-se agora também eles, como os excluídos. Faz parte de uma teia de VÍTIMAS e em que PSICO-ENSINO instaurado há algum tempo, e de quem muito bem se vestiu preparando-se para ganhar e a ser bem sucedido nesses mesmos moldes do que é o NEGÓCIO ou o ganho: no ensinar como se faz para se ganhar com essa mesma exclusão.
Sobre estes excertos que escolhi e se seguem, do texto e em seus paradoxos e que a sua autora assinala em suas interrogações... De afinal se saber: quem quer ensinar o quê, a quem e com que finalidade ???
Paradoxo 1
(...) serão os não titulares menos preparados, do ponto de vista científico-pedagógico, do que os titulares?
(...) Como compatibilizar a “experiência” profissional do professor com o facto de, para efeitos do referido concurso, terem sido apenas validados os últimos sete anos de experiência profissional?(...)

Paradoxo 2
(...) O número de alunos por turma é variável e eles possuem traços de personalidade heterogéneos: uns são tímidos, outros mais extrovertidos, etc.
Instrumentos de registo pouco rigorosos poderão avaliar com rigor?(...)

Paradoxo 3
(...) É curioso constatar que a obsessão pela quantificação sirva os propósitos do Ministério da Educação nalguns casos como, por exemplo, para avaliar a percentagem de aprovação dos alunos, do 9º ano, nos exames nacionais, para discriminar escolas mediante um ranking cujas variáveis são díspares (não têm todas os mesmos exames, os mesmos níveis, o mesmo número de alunos inscritos) e seja irrelevante quando se trata de uma manifestação que envolve 120 000 professores!

Paradoxo 4
(...) Pergunto: Poderei pronunciar-me do ponto de vista psico-cognitivo sobre alunos que desconheço? Sobre quantos abandonarão a escola? Poderei prever e controlar as variáveis inerentes ao processo de ensino-aprendizagem antes deste ocorrer?
Os alunos não são meros produtos, resultados e, como tal, não podem ser coisificados, enformados, deformados, enclausurados em taxas e taxinhas pré-fixadas!
(...) O facilitismo é inversamente proporcional à qualidade do ensino-aprendizagem.

Paradoxo 5
(...) Sei o que valho como docente, sei o nível de conhecimentos que possuo na minha área. Terei que me submeter a este regime de classificações, também elas pré-anunciadas? Quem manipula quem? (...)

Paradoxo final
(...) Sou professora/educadora e a minha primacial tarefa é ensinar/educar com qualidade, desenvolvendo nos alunos o gosto pelo Saber, pelo Fazer e pelo Ser. Serem Pessoas dotadas, no futuro, de competências indispensáveis ao exercício de uma cidadania esclarecida, activa e interventiva. O legado de um professor é re-actualizado ao longo de cada minuto das suas existências.
Os meus alunos estão e estarão sempre em primeiro lugar.
(...) Política Educativa (...) como forma de repressão ... (...). Paradoxo mortal.
Sempre, intencionalmente ou não, os Professores fomentaram a exclusão na sala de aulas, e com ou sem directrizes dos seus responsáveis, exactamente porque sempre foi preciso seleccionar a escolher os melhores e a infelizmente negligenciar e humilhar, os tidos de incapazes, por uma qualquer autoridade que sempre nos fez crer nessa tal impositiva e conveniente forma do que é imperar ou nessa tal obediência e em que valores morais de um «Assim seja! Amén».
É agora, o próprio Ministério que fomenta a exclusão, mas descaradamente no seio dos Professores. Esses mesmos Professores que afinal cumpriram com o que lhes era exigido no seu tempo de alunos. Ou seja, aprenderam que a vida, ainda assim, faz-se de uma qualquer exclusão que os torna cúmplices do que lhes apraz serem seres de quais materialidades. E efectivamente em seu tempo de aprender, tiraram boas notas e assim não foram excluídos das escolas e da vida também, acabando por tirar os seus cursos como era e ainda é exigido nos parâmetros do que é ser-se bem sucedido. E prosseguindo suas vidas com essa mesma finalidade ou não, entraram para o Ensino a fazerem-se à EXCLUSÃO...
Ah, é que sempre foi assim, é uma mentalidade ou talvez seja uma fatalidade, instaurada por quem não quer pensar, em primeiro que tudo, a ter-se de obedecer a quem manda, numa resignação a aceitar o que mal está e simplesmente viver em suas superficialidades dessa mesma onda, a entrar-se nesse tal imperioso e tão cómodo barco do salve-se quem puder. Este viver no salve-se quem puder, o fim em si mesmo, do que é a competição e em suas competitividades, de jogos, guerras ou lutas, a não se querer perder ou a saltar borda fora. E a não se pensar profundamente na questão ou raiz fundamental do problema, tem-se como resultado a instauração das vias do que é confuso e problemático, a tornar-se a coisa em si, na mesma guerreira e conflituosa desordem que a problematizou, a seguir-se-lhe na pior forma possível e numa inevitável efectivação que terá de acontecer em alteração ao que mal está.
E privilegiando o que é o competitivo e em suas estratégias de negócio, efectiva-se o que é a EXCLUSÃO pelas mesmas vias. E esclarecendo o seguinte excerto do paradoxo 1:
Como compatibilizar a “experiência” profissional do professor com o facto de, para efeitos do referido concurso, terem sido apenas validados os últimos sete anos de experiência profissional?
Isto é competição, é o negócio em suas estratégias, é a EXCLUSÃO da parte do Ministério em suas vias de se proteger e a proteger os seus a quem, lhes é dado confiar e, que são aqueles em quem investiram, os do cientifico-pedagógico ou das cientificadades das Ciências da Educação e em Faculdade esta (Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação), instituída há mais de uma década, a única associada ao Ministério como autoridade máxima e em seus especialistas formados e muito bem preparados para formatar (sem mais extrapolações) no que é o actual Educar para a Competitividade.
Faz parte de uma teia de VÍTIMAS e em seu respectivo PSICO-ENSINO.
E aí está, mais feroz do que nunca, esse mesmo negócio do competitivo e em sua exclusão, e em pleno séc. XXI, e está para reinar a apanhar os desprevenidos e a apresentá-los de seguida, tão descaradamente e a todos em geral, mais cedo ou mais tarde, como, os defraudados!
Será que com intencionalidade ou não e com mais ou menos lucidez, toda esta finalidade do Ministério, da Ministra, das Escolas é a mesma que os Professores e da Sociedade em geral, a deixarem-se ater a toda esta EXCLUSÃO humanitária?
A assim ser, estamos perante a maior crise de todos os tempos, mas não uma crise económica ou política, e sim a assistirmos descaradamente à maior crise de VALORES de sempre.

E continuarei a afirmar :
Estratégias mercantilistas não funcionam nem com a Educação nem com a Cultura. Tanto o Ministério da Educação como o da Cultura são a única garantia do equilíbrio de uma sociedade mais justa e humanizada em seus valores de ética e estética. Se misturarem a Educação e a Cultura com as outras áreas da Economia e da Política, entramos efectivamente num descalabro social. (Excerto final do «O perigoso Psico-Ensino» )



LINKS relacionados em ALI_SE:
AS VÍTIMAS

O perigoso PSICO-ENSINO
A Educação Artística e o espartilho cientista
Clube Ministério da Educação

Vítimas em Acontecimento

E após esta segunda manifestação de professores deste ano, aí está (notícia hoje no Público: aqui e aqui) a violência do Ministério da Educação sobre as Escolas e em seu Ensino. E para reflexão, deixo-vos com excertos deste meu texto de 26 de Março de 2008, AS VÍTIMAS:
(...) A maior parte dos que estão a ensinar no nosso país e assim como os que estão a aprender no nosso país e por sua vez, os pais que criam os seus filhos e que os mandam para as escolas públicas do nosso país, é por obrigação e necessidade que o têm de fazer.
E aí estão as vítimas ou os vários tipos de vítimas, todas juntas e que são:
  • Os pais que criam filhos e que os têm de mandar para estas escolas públicas
  • Os filhos que são obrigados pelos pais a terem de aprender nestas escolas
  • Os alunos que têm de respeitar as regras das escolas onde estão inseridos e
  • Os professores que têm de ensinar nestas escolas porque não encontraram no mercado de trabalho outra ocupação profissional.
(...)
Como é que uma ministra da Educação e um chefe de Estado do nosso país com todos os que os rodeiam e que se vão tentando proteger com tanta malvadez, fecham os olhos a um ajuntamento de 100 mil professores na rua?
E depois com toda a crueldade que lhes apraz, ainda culpam as vítimas!
Escusam esses senhores que pretendem tornar-se os vitoriosos deste país à custa descarada de tantas vítimas numa cabal construção de mais e mais exclusão social, o de querer enganar a baralhar tudo e todos, e de ainda por cima, tentarem arranjar culpados nas vítimas!
É que é impensável continuarem a agir assim, vão-se dar mal! Isso é desumano, muito desumano!
Era a mesma coisa que nas ideias hitlerianas ou no nazismo, culpar por existir, todo aquele que nasceu judeu! É horrível, não é?...

É que mais depressa do que esperamos algo irá acontecer tal como, e em referência ao «acontecimento» em Alain Badiou, que nos indica que o ser insatisfeito com o que lhe é completamente intolerável a nível do colectivo ou do Todo, ou seja o «ser-acontecimento» movimenta-se num qualquer acreditar (em devir) ao que sabe, que irá acontecer inevitavelmente, em ruptura e a acabar com o que é lhe insuportável humanamente. E esse «acontecimento» indefinido e sem hora marcada, surge de um nada que embora de uma imposição estável, se vai delineando com o somatório dos diferentes intervenientes instáveis e fiéis a esse mesmo «acontecimento» e acabando por antecipá-lo em si mesmo. E temos como exemplo em Portugal deste «acontecimento»: o 25 de Abril.
E por isso, todos aqueles que agirem nesta insistência de continuarem a contribuir para uma atroz exclusão social, ir-se-ão dar mal. E ainda por cima nos tempos que correm, que a História já não se faz como dantes, a ser adulterada e porque só pertença dos que detém o poder. Neste momento todos poderão intervir para uma História feita com mais verdade.

E termino com o excerto final deste meu post: «O perigoso Psico-Ensino»:
Estratégias mercantilistas não funcionam nem com a Educação nem com a Cultura. Tanto o Ministério da Educação como o da Cultura são a única garantia do equilíbrio de uma sociedade mais justa e humanizada em seus valores de ética e estética. Se misturarem a Educação e a Cultura com as outras áreas da Economia e da Política, entramos efectivamente num descalabro social.


Clube Ministério Educação

Clube Ministério Educação e a «oferta» de escolas a empresas


O Governo e o Ministério da Educação, comportam-se como um grande Grupo Económico que ao descobrir a pólvora através das enormes potencialidades do Ensino com seus professores e alunos como a massa mais facilmente a ser impulsionada ao consumo. E assim este clube ministerial descaradamente, oferece, comercializa e utiliza as escolas deste país, para servir empresas como se de um seu negócio se tratasse.
Há uns meses através ouvi uma notícia que dizia, que as profissões mais bem sucedidas num futuro próximo, seriam as do ensino e as da saúde. Compreende-se, a obrigação e a sua salvação. E relativamente ao ensino, com estas 30 novas academias anunciadas ontem pela ministra da Educação, o maior dos fraudes para com o Ensino e a Educação aí está: o Ministério da Educação gastar 400 milhões de euros para empresas (Apple, Cisco, Linux, Microsoft, Oracle e Sun), irem para as escolas, formar e formatar alunos.



E no espaço de um mês de uma certificação Duplex (com Cisco):
Uma formação que passa por alargar as Networking Academias Cisco por todo o país, prevendo um aumento das actuais 150 para 400 até 2011.


«Vamos formar essas academias em várias áreas de actividade da nossa sociedade. Em ONGs, em Centros de Novas Oportunidades, em Escolas, em prisões, em todas as áreas onde podermos levar esses conhecimentos, nós teremos o maior gosto em colaborar com a Cisco, para levar os conhecimentos Cisco, e as competências Cisco a mais portugueses», explica José Sócrates, Primeiro-Ministro.


As Academias serão instaladas em Universidades, Politécnicos e outras escolas e vão dar uma dupla certificação.


«Significa a possibilidade de um jovem ou mesmo um adulto que frequente estes cursos e os conclua com êxito pode vir a obter um diploma que certifica as suas competências escolarmente e profissionalmente. O chamado Diploma de Dupla Certificação. Hoje, as certificações profissionais organizam-se dentro deste Catálogo Nacional de Profissões e a inclusão destes cursos neste catálogo significa que os jovens que os frequente ou os adultos vão poder dispor de um diploma, que é um diploma de reconhecimento formal escolar e profissional», refere Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação…..

Maria de Lurdes Rodrigues passa agora para uma certificação Triplex ao afirmar:
(…) grandes empresas que apostam nas escolas, como pólos ou centros de formação, e pode acontecer, que possam ter possibilidade de estágio nestas grandes empresas, mas sobretudo haverá uma oportunidade de estágio e de trabalho para jovens com esta formação certificada por estas empresas.
(…) Ficam com uma espécie de tripla certificação, porque terão a certificação de nível secundário, a formação profissional do nível secundário… e terão um triplo certificado e que é o certificado reconhecido por estas empresas (por estas indústrias). [ouvir mais]


Vaidades e interesses, políticas e um modelo Triple Helix como relação entre governo, academias (escolas ou universidades) e empresas (com indústrias das ciências no que é tecnológico).
Está implícito para quem quiser entender, que não será necessário aos jovens, esforçarem-se, estudarem para aprender ou terem grandes resultados, porque os talentos fabricam-se em conformidade por quem muito bem os quer e os poderá vir a usar:
(…) O que podem as empresas fazer para identificar as suas potenciais «estrelas» ou colaboradores de elevado desempenho? Podem começar por atirar fora os testes de QI e outros semelhantes para “medir” o intelecto.
(…) O Hay Group possui uma das mais extensas bases de dados do mundo sobre competências e comportamentos de liderança.
O Hay Group trabalha com muitas das organizações, públicas e privadas, que lideram o sector da Educação. Estamos orgulhosos do nosso expertise neste sector.


E hoje, dia 1 de Julho, realiza-se em Lisboa, o Forúm Hay Group 2008, no VIP Grand Lisboa Hotel & Spa, um evento para comunicar e apresentar as boas práticas das empresas consideradas as Mais Admiradas de 2008.
O Dr. Nuno Brito, Director Corporativo de Gestão Estratégica de Relações Humanas da EDP será o orador convidado, que falará sobre a Gestão de Talento à Escala Global.
Basta assim, ordeira e globalmente, aceitar ou estar no Hay Group (Portugal incluído) a satisfazer as directrizes de Bilderberg‘s portugueses do Clube ou Bildeberg Group.

ALICE VALENTE

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