Terei ou teremos de fazer ensinando, a não permitir viver nesta estagnação de uma contínua massificação e em que mumificações do Ser. E por se trabalhar a ensinar o antigo, não existe uma procura de conviver e viver as novas das muitas experiências em assentes práticas individuais do contínuo desenvolvimento do pensamento de cada pessoa. Procura-se sim, rentabilizar o que de limitado e por tão delimitado se tem aprendido, a consumir e a esgotar-se todas as energias num único campo, o do consumo imediatista e não contributivo para o que ficou, e assim como para o que vem ou que poderá vir, enquanto perspectiva edificante do outro. Pensamentos contidos estes em desgaste e erosão humanitária, tratando-se de mais um uso de pessoas por coisas ou como de mais um uso dos já muitos lugares de pessoas e coisas pré-destinados a um não-lugar.
Crise enquanto cultura e o lugar do pensamento
Terei ou teremos de fazer ensinando, a não permitir viver nesta estagnação de uma contínua massificação e em que mumificações do Ser. E por se trabalhar a ensinar o antigo, não existe uma procura de conviver e viver as novas das muitas experiências em assentes práticas individuais do contínuo desenvolvimento do pensamento de cada pessoa. Procura-se sim, rentabilizar o que de limitado e por tão delimitado se tem aprendido, a consumir e a esgotar-se todas as energias num único campo, o do consumo imediatista e não contributivo para o que ficou, e assim como para o que vem ou que poderá vir, enquanto perspectiva edificante do outro. Pensamentos contidos estes em desgaste e erosão humanitária, tratando-se de mais um uso de pessoas por coisas ou como de mais um uso dos já muitos lugares de pessoas e coisas pré-destinados a um não-lugar.
Sobreiros: riqueza, beleza e ecossistema
IMPORTANTÍSSIMO: Documentário da BBC na defesa da cortiça portuguesa e preservação de ecossistema único no mundo
Excertos do documentário (em transcrição para texto):
A região do Alentejo no Sul de Portugal, estende-se de Lisboa a Ocidente até aos montes da fronteira espanhola a Oriente. São cerca de 26 mil quilómetros quadrados, o tamanho do País de Gales. E é a região do cultivo de cortiça mais importante do mundo. Estas zonas arborizadas, de sobreiros perenes e dos seus parentes próximos, as azinheiras, são conhecidas em Portugal como montados. Embora o montado seja muito bom para a vida animal, não é um terreno em estado selvagem, mas ecossistema natural de zonas arborizadas e pastos, harmoniosamente adaptado a uma agricultura sustentável ao longo de mais de 1000 anos. Os terrenos por baixo das árvores servem normalmente de pasto, embora onde haja terra de melhor qualidade, os proprietários cultivem normalmente citrinos, vinhas e oliveiras. Isso deu origem a um mosaico rico de habitat tão benéfico paraa vida selvagem como para os agricultores.
(...) Francisco Garrett é um agricultor cuja família gere uma vasta área de floresta de forma tradicional há muitas gerações. Além de possuir um conhecimento profundo do seu próprio sobral, Francisco defende apaixonadamente, a sobrevivência do montado português e da sua espectacular vida selvagem. (...)
Embora os gregos e romanos antigos soubessem o valor da cortiça, só começou a ser extraída para fins comerciais em Portugal há cerca de 300 anos. A extracção ainda é feita por grupos de homens com machados e está por inventar um método mecânico viável que execute a tarefa mais eficazmente.
- O importante é saber a força que é preciso aplicar, para não danificar a camada viva da casca. Estes machados são fabricados a nível local, em várias povoações e há machados maiores e mais pequenos. São muito úteis e característicos de Portugal.
O descortiçamento só se faz no meio do Verão quando a casca descola do tecido vivo mais facilmente.
- Os cheiros da cortiça acabada de extrair são fantásticos.
O saber necessário para colher a cortiça é muitas vezes transmitido de pai para filho.
- É preciso saber bem o que se faz para subir às árvores e trabalhar com um machado no ar.
- Um aspecto muito importante é ser sustentável, porque a cada 9 anos extrai-se a cortiça e a árvore não morre. Quanto mais se extrai melhor é a cortiça.
Que árvore extraordinária. Os sobreiros são as únicas árvores das quais é possível extrair um pedaço inteiro de casca assim sem as matar.
Uma árvore deste tamanho produz casca suficiente para 4000 rolhas. E esta tiragem dá emprego a pelo menos 60 mil trabalhadores portugueses.
Cada árvore é marcada com um número para assinalar o ano da tiragem. A marca permanecerá visível, já que a casca engrossa de dentro para fora, lembrando aos proprietários que a próxima tiragem deverá ser em 2016.
(...)
Se houver sobreiros e azinheiras a crescer lado a lado, as «águias calçadas» preferem sempre o sobreiro à azinheira para nidificar. Talvez a casca rugosa segure melhor os galhos. (...) Chamam-se águias calçadas por causa da quantidade de plumagem nas patas. Ambos os adultos constroem o ninho forrando muitas vezes com folhas de sobreiro. Os ninhos bem sucedidos são reutilizados no futuro e embora ponham normalmente dois ovos, só uma cria costuma emplumar, porque o fratricídio é habitual. O macho cuidadoso, captura inúmeras aves e pequenos mamíferos no intervalo da actividade da tiragem.
Durante o mês de Agosto, a tiragem anual de cortiça chega ao fim e actividade no montado abranda gradualmente com a aproximação do Outono,
No fim de Outubro os sobreiros descortiçados ficam de um vermelho intenso, à medida que a casca torna a crescer.
Os sobreiros fornecem agora outra colheita abundante e as grandes bolotas têm valor nutritivo especialmente para os porcos.
- Uma das espécies mais importantes do universo do montado e do sobreiro é o porco preto alentejano. É a partir da sua carne que é fabricado o presunto.
As bolotas dão ao presunto um sabor único a noz e os porcos devoram-nas de Novembro até Fevereiro.
- A carne deste porco é muito apreciada e é uma das fontes de rendimento anuais do montado, porque só se obtém cortiça a cada 9 anos.
Em prados intactos, as marcas de passagem à superfície revelam um mamífero mais pequeno e discreto à caça de bolotas, é um rato que só existe em Espanha e Portugal e prefere o sobral. Irá regressar à dieta habitual de erva quando já não houver bolotas.
O Inverno não ser muito frio nesta zona de Portugal, os sobreiros não crescem de Novembro em diante. O Inverno proporciona a Francisco mais tempo para dar aos seus milhares de sobreiros a atenção de que precisam para se manterem saudáveis e continuarem a produzir casca e bolotas de alta qualidade.
- Estas árvores já foram podadas várias vezes. Quando se começa a podá-las é preciso continuar. É como quando um homem interfere na natureza, depois de começar, tem de continuar a fazê-lo para dar equilíbrio à árvore. Convém que tenha tanta área de folhagem como de raiz, consoante a idade da árvore. A poda é essencial nas árvores jovens, para que tenham uma casca direita, pelo menos com dois, três metros de altura, sem ramos e dêem boa cortiça para as rolhas.
Quando chega o fim do ano, a casca de cortiça dos sobrais circundantes enche quase por completo os armazéns. Este produto natural e sustentável serve agora de sustento para os que trabalham nas fábricas.
O Inverno, também traz ao montado, visitantes do exterior ... Migram todos os anos da Escandinávia para tirar proveito da abundância de bolotas. Os seus chamamentos são uns dos sons mais evocativos do Inverno no montado.
(...)
Sendo o destino de Inverno de quase trinta outras espécies migratórias do norte da Europa, o montado português está a tornar-se cada vez mais importante. (…)
Contudo só nos últimos 20 anos a grande diversidade de vida vegetal e animal tem sido estudada a fundo. Tiago Marques e Ana Rainho são especialistas em morcegos. As grutas e antigas minas são tradicionalmente usadas pelos morcegos no Alentejo para hibernar durante o Inverno. Ana e Tiago estão a estudar as populações antes que os morcegos dispersem para procriar. São morcegos-ratos gigantes. Apenas uma das 26 espécies que se encontram nesta região de Portugal (…)
- Esta espécie chama-se morcego-de-peluche, apesar do tamanho reduzido do corpo, têm asas grandes e esguias. Para as manterem dobradas, dobram a extremidade da asa… Eles dobram as asas.
As asas compridas são perfeitas para voos rápidos entre os sobreiros em busca de insectos e graças há pouca utilização de pesticidas, não faltam insectos no montado, tanto para os morcegos como para as aves como o pica-pau malhado pequeno.
No início de Março, aves como as poupas (…)
Contrariamente ao que acontece em boa parte da Europa, quase não há descargas de químicos nas terras em redor. Por isso as chuvas primaveris, enchem os ribeiros e lagos de água limpa…
(…)
- Há um provérbio português que diz: vinhas das minhas, olivais de meus pais, montados dos meus antepassados. Isso demonstra o tempo que leva a estabelecer um montado.
(…)
– Uma característica especial do medronheiro é o facto das suas folhas serem a fonte de alimento de uma lagarta muito específica, a da borboleta do medronheiro. Só se alimentam destas folhas, por isso, ao manter estas plantas, ajudamos a natureza.
Ao compreender a vida selvagem e ao gerir o montado de uma forma amiga do ambiente, Francisco ajuda à sobrevivência da cada vez mais rara borboleta do medronheiro.
- Ao caminhar por aqui, o que faço aos fins-de-semana, uma das coisas que encontrei foi o ninho de um noitibó. São muito abundantes aqui e muito difíceis de encontrar, porque se confundem com a paisagem.
(…)
A cegonha preta. As áreas arborizadas mais remotas para produção de cortiça perto da fronteira espanhola constituem um porto de abrigo europeu vital para estas aves impressionantes e enigmáticas. Estamos agora em Maio e este macho acabado de regressar de África procura uma fêmea para acasalar. Ela está mais abaixo em busca de um potencial local de nidificação nos sobreiros. Por isso ele tem de atrair à atenção dela. Fá-lo voando em círculos com as longas patas compridas apontadas na direcção dela. Mas o clímax dá-se quando ergue a cabeça para produzir um chamamento especial. Se ficar impressionada a fêmea juntar-se-á a ele num ballet aéreo gracioso que se tivermos a sorte de testemunhar, é das visões mais belas do montado. As cegonhas pretas são extremamente raras e agora fortemente protegidas em Portugal. Como preferem nidificar em sobreiros maduros, simbolizam a relação próxima entre a conservação da Natureza e uma indústria de cortiça saudável e bem sucedida.
O futuro do montado e da sua vida selvagem é ditado em boa parte pela economia. Os produtores de cortiça têm de conseguir de vender a tiragem às fábricas por um bom preço. Com a concorrência cerrada da parte de tipos alternativos de vedantes. Os fabricantes modernizaram e apuraram os seus métodos de produção para evitar acusações de que a cortiça pode por vezes estragar o vinho. Hoje em dia as pranchas de cortiça são mergulhadas duas vezes em tanques selados com água a ferver. O que mata o bolor e as bactérias e torna a cortiça mais flexível. Nas fábricas impecavelmente limpas dos dias de hoje, as rolhas são analisadas individualmente para evitar imperfeições. São esterilizadas, polidas e agrupadas em categorias e são escrupulosamente analisadas pelos laboratórios da empresa nas amostras de cada lote …
(…)
Até animais muito tímidos vivem confortavelmente aqui, especialmente nas zonas mais remotas e pouco povoadas. Este pastor pode caminhar vinte quilómetros sem se cruzar com alguém nem ver outros animais a pastar. Excepto talvez uns veados especiais. Podem parecer veados vulgares, mas são uma subespécie diferente que se encontra apenas em Portugal e em Espanha. Enquanto pastam a cena é tranquila , até mesmo idílica. No entanto quando os veados sentem sede, o seu comportamento muda radicalmente… Uma raposa local… Um lince ibérico é com certeza capaz de matar um cria de veado ou até um adulto ferido ou fraco. Dois destes felinos impressionantes foram recentemente encontrados na região do Alentejo. E os biólogos conservacionistas anseiam desesperadamente que este casal procrie com sucesso…
(…) Enquanto os abutres percorrem os céus estão sempre atentos.
(…)
- A principal razão para eu plantar Lupinus (tremoços) no montado é o facto de achar que não pode haver solo despido no montado. As Lupinus são um legume, fixam o nitrogénio no solo e também cobrem o solo no Inverno, evitando a erosão. Podem servir de pasto quando estão secas, às ovelhas ou gado bovino. É muito bom para o solo debaixo do sobreiro.
Plantas assim também ajudam a reter a humidade e a manter as raízes das árvores mais frescas durante o pino do Verão quando as temperaturas podem atingir os 40 graus centígrados ou mais. As Lupinus são flores importadas e não atraem as abelhas como as flores autóctones, por exemplo a lavanda. Com tanta riqueza de flores… (…)
Os abelharucos não são as únicas criaturas da região que apreciam abelhas, o sardão também as apanha…
(…)
Estes belos lagartos em vias de desaparecer prosperam no montado português. São a maior espécie da Europa, chegando a atingir um metro de comprimento. E conseguem comer pequenos roedores. No entanto apesar do tamanho não estão livres de perigo. Durante o mês de Junho uma cegonha preta com crias para alimentar não hesitaria em tentar apanhar um…
(…)
– Vivemos da cortiça, por isso quando chega a altura de a extrair e de a enviar para a fábrica, isso significa que a conseguimos fazer crescer e que não houve percalços durante esses 9 anos e nos 40 anos anteriores. Isso é um feito. É uma recompensa e é o que nos dá alento.
A maior parte desta pilha de cortiça de alta qualidade será transformada em rolhas essenciais para a economia do montado. Ainda por cima os sobreiros absorverão milhões de toneladas de dióxido de carbono da atmosfera todos os anos. Milhares de milhões de rolhas de cortiça de alta qualidade continuam a ser usadas em todo o mundo. Trata-se de um produto biodegradável de baixo consumo de energia que preenche todos os requisitos ambientais. E no entanto está em risco de ser substituído por rolhas sintéticas e tampas de roscas de metal.
Será que o futuro da floresta de cortiça e da sua vida selvagem depende de nós consumidores? Se assim for, o que podemos fazer?
- Uma coisa que devemos fazer é quando vamos ao supermercado e escolhemos um vinho, tentar saber se a rolha da garrafa é de cortiça e cortiça verdadeira. Se for, tenho a certeza de que contribuirá para a sustentabilidade de uma região mediterrânica vasta onde há um grande número de espécies.
O futuro de tanta riqueza natural parece depender de escolhas aparentemente triviais.
- É claro que temos escolha. Podemos escolher preservar um habitat único na região do Mediterrâneo ou não, podemos escolher um produto que é amigo da natureza ou não.
A importância da bicicleta
Actualmente e porque não preciso, não tenho automóvel e para me deslocar na cidade de Lisboa, uso transportes que não a bicicleta para já, mas quando saio de Lisboa, tanto de férias como profissionalmente, procuro nas cidades ou lugares onde fico, sempre e o mais possível, o uso da bicicleta tanto para me deslocar de um lado para o outro como para passear.
E sobre as bicicletas e ciclovias em Lisboa:
Notícia Público: 3 Junho 2007
O que foi dito em Outubro 2008 como aprovado
Afinal uma aprovação não aprovada:
notíciaSapo: 18Nov2008 | notíciaRtp: 3Dez2008 | notíciaRtp: 10Dez2008 | notíciaPúblico: 22Jan2009
E sobre Portugal, o andar de bicicleta e a maior fábrica de bicicletas da Europa:
Artigo de João Branco no 5 dias
João Branco no programa “Nós por cá” da SIC
E ainda sobre o andar de bicicleta na cidade, deixo-vos com este simpático blogue:
http://bicicletanacidade.blogspot.com/
Para que é que serve a EDUCAÇÃO ARTÍSTICA
“Para que é que serve a EDUCAÇÃO ARTÍSTICA - comunicação”
A inteligência e a "indústria cultural"
(...) Depois, os inteligentes disseram que o fascismo era impossível no Ocidente.
Os inteligentes sempre facilitaram as coisas para os bárbaros, porque são tão estúpidos. São os juízos bem informados e perspicazes, os prognósticos baseados na estatística e na experiência, as declarações começando com as palavras: "Afinal de contas, disso eu entendo", são os statement conclusivos e sólidos que são falsos.
Hitler era contra o espírito e anti-humano. Mas há um espírito que é também anti-humano: sua marca é a superioridade bem informada.
(...) A transformação da inteligência em estupidez é um aspecto tendencial da evolução histórica.
(...) O facto então de que, de repente, os inteligentes são os estúpidos prova para a razão que ela é a irrazão.
(...) a quantidade da diversão organizada converte-se na qualidade da crueldade organizada.
(...) A diversão favorece a resignação, que nela quer se esquecer.
(...) A indústria cultural está corrompida, mas não como uma Babilónia do pecado, e sim como catedral do divertimento de alto nível. (…) A fusão actual da cultura e do entretenimento não se realiza apenas como depravação da cultura, mas igualmente como espiritualização forçada da diversão. (…) Ela se compõe dos valores com os quais, em perfeito paralelismo com a vida, novamente se investem, no espectáculo, o rapaz maravilhoso, o engenheiro, a jovem dinâmica, a falta de escrúpulos disfarçada de carácter, o interesse desportivo e, finalmente, os automóveis e cigarros, mesmo quando o entretenimento não é posto na conta da publicidade de seu produtor imediato, mas na conta do sistema como um todo. (…) A inferioridade, forma subjectivamente limitada da verdade, foi sempre mais submissa aos senhores externos do que ela desconfiava. A indústria cultural transforma-a numa mentira patente. A única impressão que ela ainda produz é a de uma lenga-lenga que as pessoas toleram nos best-sellers religiosos, nos filmes psicológicos e nos women’s serials, como um ingrediente ao mesmo tempo penoso e agradável, para que possam dominar com maior segurança na vida real seus próprios impulsos humanos.
(…) Divertir significa sempre: não ter de pensar nisso, esquecer o sofrimento até mesmo onde ele é mostrado. (…) Mesmo quando o público se rebela contra a indústria cultural, essa rebelião é o resultado lógico do desamparo para o qual ela própria o educou.
(…) A indústria cultural realizou maldosamente o homem como ser genérico. Cada um é tão-somente aquilo mediante o que pode substituir todos os outros: ele é fungível, um mero exemplar. Ele próprio, enquanto indivíduo, é o absolutamente substituível, o puro nada, e é isso mesmo que ele vem a perceber quando perde com o tempo a semelhança. É assim que se modifica a estrutura interna da religião do sucesso, à qual, aliás, as pessoas permanecem tão rigidamente agarradas.
(…) Quanto menos promessas a indústria cultural tem a fazer, quanto menos ela consegue dar uma explicação da vida como algo dotado de sentido, mais vazia torna-se necessariamente a ideologia que ela difunde.
(…) A ideologia fica cindida entre a fotografia de uma vida estupidamente monótona e a mentira nua e crua sobre o seu sentido, que não chega a ser proferida, é verdade, mas apenas sugerida, e inculcada nas pessoas.
(…) Ao serem reproduzidas, as situações desesperadas que estão sempre a desgastar os espectadores em seu dia-a-dia tornam-se, não se sabe como, a promessa de que é possível continuar a viver. Basta se dar conta de sua própria nulidade, subscrever a derrota – e já estamos integrados. A sociedade é uma sociedade de desesperados e, por isso mesmo a presa dos bandidos.»
Ah, a doença, mas a doença é o maior bem da sociedade!... Quanto mais doenças houver, tanto melhor, há pois que pesquisar de forma freudiana, frenética e esquizofrenicamente até se inventar malefícios em tudo, tudo… em tudo e em todos, sem excepção! Para que assim possam ocorrer mais e mais profissões, profissões piedosas, psicologicamente úteis e interessantes, de bons, fáceis e serenos empregos, em seus grandes e benditos salvadores, na sempre tão cómoda, hábil e astuta forma de imputar responsabilidades aos outros por existirem e nascerem tão doentinhos e ainda lhes virem bater à porta!... (…)
Competir ou HUMANIZAR
Querer substituir os valores humanos no âmbito de preços é a via mais atrozmente descabida do humanizar.
É que o valor da dignidade, do educar, do cuidar e do conhecimento pela maturidade não têm preço.
Esses valores do valor em preços viabilizam-se pela competição na invasão e ocupação do espaço do outro, dos outros através da mentira e do jogo em grandes manhas estratégicas, a copiar, a tirar, a roubar e por final a matar com todas as inerentes e expressas legalidades.
Por isso a CULTURA de um indivíduo, de uma família, de um povo, de um país ou do mundo, tornar-se a exclusiva ou única verdadeira riqueza fundamentada, resultado ou fruto de uma realização em autenticidade por conseguir ser-se humano.
Em continuidade do >>> APREÇAR a vida
A EDUCAÇÃO em Nietzsche
(...)
Nietzsche …, que foi professor (entre 1869 e 1879) e teve contacto directo com a realidade educacional de sua época, o que permitiu que fizesse críticas agudas ao ensino dos estabelecimentos alemães. Suas “Considerações Intempestivas” ou “Extemporâneas” [São elas: David Strauss, o devoto e o escritor (1873), Da utilidade e desvantagem da história para a vida (1874), Schopenhauer como educador (1874) e Richard Wagner em Bayreuth (1876)] desferem um ataque profundo à educação de seu tempo e indirectamente ao projecto pedagógico da modernidade como um todo. Estas obras fazem parte do que os comentadores costumam chamar de “primeiro Nietzsche” ou “o primeiro período” de três que corresponderiam a toda sua produção. Nelas o filósofo critica a educação ministrada nas instituições de ensino de seu tempo, acusando-as de apequenarem o homem ao formá-lo apenas para servir aos interesses do Estado, da ciência e do mercado. Nietzsche aponta uma tendência para a potencialização de elementos comuns (e medíocres) dos indivíduos, nivelando-os para sua melhor utilidade ao invés de despertá-los em suas singularidades como seres humanos. Esta tendência de uniformização exacerba a importância da memorização como a forma mais importante para se educar, em detrimento da acção e da criação.
(…)
A Alemanha, do século XVI ao XVIII era dividida em centenas de Estados independentes e autónomos, que não davam a liberdade necessária para o crescimento de uma intelectualidade. Seus pensadores, então, foram para outros lugares, fora das fronteiras destes Estados em disputa, onde forjaram um pensamento cosmopolita, preocupado sobretudo com os rumos da cultura e alheios aos acontecimentos políticos. A derrota militar sofrida pela Prússia em 1806 para as tropas de Napoleão, ajuda a criar a consciência de que é necessário unir a nação. A forma que o Estado encontra para unificar a nação é através do processo educativo, tornando a escolarização compulsória; educar todo povo torna-se o ideal. Por isso, era obrigatória a formação inicial de três anos nas escolas preparatórias, ou “escolas populares”, que depois davam acesso ao ginásio que durava nove anos.
Na conferência “Sobre o futuro dos nossos estabelecimentos de ensino” (1872) Nietzsche aborda as instituições de ensino e a educação de seu tempo, (…) . Em sua análise, duas tendências mostravam-se nefastas para os rumos das instituições pedagógias: a tendência de ampliação cada vez maior da cultura, e a tendência à redução da cultura através da especialização. Tanto uma quanto a outra tendência eram completamente equivocadas e carregavam pressupostos e “métodos antinaturais de educação”.
A tendência à ampliação é a tentativa de universalização da cultura, de sua extensão a grupos cada vez maiores. Para Nietzsche, esta é uma visão utilitária da cultura pois está dominada por critérios quantitativos: procura-se estender a educação à maior quantidade de pessoas possível, pois o mercado necessita delas.
Além desta necessidade de formar produtores para o mundo do trabalho, baseada numa lógica económica e não com o intuito de elevação cultural, Nietzsche ainda vislumbra outros interesses nesta tendência à extensão máxima da cultura. Um deles seria o medo da opressão religiosa do passado, fazendo aumentar uma busca de elementos culturais contrários à religião por parte de toda a sociedade. Outro elemento importante é o interesse do Estado que, consciente de seu poder, investe na formação de seus funcionários e de seus exércitos para melhor capacitar-se na luta contra outros Estados.
A outra tendência, de redução da cultura, não tem a mesma força que a anterior mas é tão nefasta quanto aquela. Esta tendência prega a divisão do trabalho nas ciências e a especialização do erudito em determinada área; especialização que “conduz à superficialização do espírito, ao entorpecimento do impulso crítico, emancipatório e criador” (GIACÓIA, 2005, p. 68).
(...) Tanto uma quanto outra tendência vão formando um determinado público medíocre, distante da verdadeira cultura, que terá no jornal seu ponto de confluência. O jornalista, “o senhor do momento”, acaba substituindo os verdadeiros mestres da cultura e é no jornal que os chamados eruditos (especialistas) irão divulgar seus pretensos saberes para o público. Estão colocados todos os ingredientes para a formação de uma “pseudocultura”, que Nietzsche irá chamar de “barbárie cultivada”.
(…) Mas como poderiam os professores realizar esta grandiosa tarefa, se eles próprios não haviam sido “iniciados” em uma cultura nobre e superior?
(…) O Estado moderno percebe que se financiar a produção e a difusão da cultura, pode utilizá-la para seus fins. A cultura passa a ser considerada útil apenas se serve aos interesses do Estado, diferentemente do que se passava na Grécia antiga quando o Estado era o “companheiro de viagem” da cultura. (…) Muitos anos depois, no período derradeiro de seus escritos, Nietzsche dirá em seu Crepúsculo dos Idolos: “O que as “escolas superiores” alemãs sabem fazer de fato é um adestramento brutal para tornar utilizável, explorável ao serviço do Estado uma legião de jovens com uma perda de tempo tão mínima quanto possível. “Educação superior” e legião – aí está uma contradição primordial” (NIETZSCHE, 2005, p. 61).
O adestramento realizado pelas instituições de seu tempo, para Nietzsche, nada tem a ver com a verdadeira cultura. O que cada indivíduo necessita aprender para sua própria sobrevivência é importante, e as experiências que levam-no a tais aprendizados são realmente necessárias. Nietzsche não nega a necessidade de uma educação para a sobrevivência, representada nas escolas técnicas. O que enfatiza é que não há cultura sem o desligamento do “mundo das necessidades”, e que um homem que está ligado à esta luta individual pela vida não pode simplesmente dispor de tempo para alcançar a verdadeira cultura. Uma educação que se propõe como finalidade formar alguém para ocupar um cargo de funcionário ou ganhar dinheiro não pode ser chamada de educação para a cultura, mas apenas uma indicação do caminho que o indivíduo deverá percorrer para manter-se vivo (NIETZSCHE, 2004, p. 104). Trata-se de uma educação que visa a domesticação, a criação de pessoas medíocres e úteis aos ditames de seu tempo. Nietzsche contrapõe a esta domesticação um “adestramento seletivo” que leve o jovem a tornar-se senhor de seus instintos: "o produto deste adestramento não é um indivíduo fabricado em série, adaptado às condições de seu meio... mas um ser autônomo, forte, capaz de crescer a partir do acúmulo de forças deixadas pelas gerações passadas, capaz de mandar em si mesmo...alguém que se atreve a ser ele mesmo” (DIAS, 2003, p. 86).
(…)
Os grandes génios do passado também não tiveram estabelecimentos de ensino, instituições poderosas que contribuíssem com sua formação, por isso tornaram-se grandes apesar de suas épocas e não em decorrência da suposta grandiosidade delas. Assim também como os grandes mestres, segundo Nietzsche, quem estivesse disposto a lutar pela verdadeira cultura, deveria preparar-se para a resistência de seus contemporâneos; a “resistência do mundo estúpido”, nas palavras de Goethe.
Se a educação de seu tempo esforçava-se em formar uma quantidade cada vez maior de funcionários para o Estado, pessoas comuns, consumidores de uma cultura medíocre, onde buscar uma verdadeira formação? Quem seriam os mestres e guias que mostrariam o caminho que levaria à “verdadeira cultura alemã”? Nietzsche encontra no filósofo Arthur Schopenhauer a imagem de figura modelar, um exemplo raro de pensador que havia mantido a coerência entre vida e obra, pois “o exemplo deve ser dado pela vida real e não unicamente pelos livros” (NIETZSCHE, 2004, p. 150).
(…) Os mestres ou guias são modelos a serem criativamente imitados, não no sentido de repetição de seus actos mas como “pretextos para a experimentação de si” (LAROSSA, 2002, p. 77). A educação moderna, para Nietzsche, havia substituído os verdadeiros educadores que seriam os “modelos ilustres” por “uma abstração inumana” que é a ciência (NIETZSCHE, 2004, p.145). As universidades haviam feito do ensino da ciência algo desligado da própria vida, tornando os eruditos mais preocupados com a ciência do que com a humanidade, esquecendo que sua verdadeira tarefa é “educar um homem para fazer dele um homem” (ibidem, p. 144).
(…) No entanto, são raras as pessoas que conseguem chegar a este saber; para a maioria a cultura não existe para promover o “nascimento do homem verdadeiro” e sim para satisfazer o interesse de determinados grupos. Neste sentido, Nietzsche aponta os “egoísmos” que impedem o acontecer de uma verdadeira cultura.
(…)
O egoísmo dos negociantes é centrado no uso da cultura para a obtenção de lucros: “quanto mais houver conhecimento e cultura, mais haverá necessidades, portanto, também mais produção, lucro e felicidade...” (ibidem, p. 185). Desde esta perspectiva a cultura seria a produção de uma certa inteligência comum, mediana, que formasse “o maior número possível de homens correntes, no sentido que se fala de moeda corrente”, homens dispostos a ganhar dinheiro. A cultura estaria voltada para a produção de necessidades para o consumo; deve ser rápida, para formar o mais rápido possível homens que produzem e consomem, pois no consumo está centralizada a busca da felicidade: “não se atribui ao homem senão justamente o que é preciso de cultura no interesse do lucro geral e do comércio mundial” (ibidem, p. 186).
Outro egoísmo é o do Estado, que incentiva a difusão da cultura para o maior número possível de pessoas unicamente para servir-se delas em suas instituições e usá-las como joguetes. Ele utiliza a imagem de um moinho, em que poderosas correntes de água são desviadas para fazê-lo girar. O Estado é quem constrói os diques para utilizar toda esta energia que do contrário poderia ser perigosa para sua sobrevivência.
O terceiro egoísmo é o de uma arte que poderia chamar-se “cosmética”. Através de uma espécie de arte o que se tenta é embelezar o homem moderno, ornando-o, tornando sua aparência mais atraente com a intenção de esconder seu vazio interior: “Com os detalhes exteriores, a palavra, o gesto, com a decoração, o fausto e as boas maneiras, trata-se de obrigar o espectador a uma falsa conclusão quanto ao conteúdo...” (ibidem, p. 187). Os alemães haviam se tornado, dentro desta cultura de “gentilezas com que se enfeita a vida”, como que “um material mole e disforme” pronto para qualquer manipulação (ibidem, p. 189). Esta tendência a uma cultura preocupada apenas com as belas formas teria suas origens na pressa da vida moderna, onde os homens haviam se tornado os escravos atormentados pelos três “M”: o momento, as maneiras de pensar e os modos de agir. (…) Ser culto daqui por diante significa: não se permitir observar até que ponto se é miserável e mau, feroz na ambição, insaciável na acumulação, egoísta e desavergonhado na fruição. (NIETZSCHE, 2004, p. 189-190)
Nietzsche lamenta a “superestimação do momento”, a busca pelo sucesso e pelo lucro que vêm unir-se à mediocridade da cultura alemã da época, voltada para a cópia de modelos importados e sem vida ou originalidade. A estes três poderes, três egoísmos que incentivam este tipo de cultura, Nietzsche alia o egoísmo da ciência, que “é útil apenas a si mesma, tanto quanto é nociva a seus servidores”. Diante das grandes questões humanas a ciência silencia, e faz uso da cultura apenas para o seu progresso enquanto actividade, perdida em abstracções esquece dos problemas da existência. A especialização e esta ausência de reflexão distancia suas investigações e resultados da realidade, tornando-se extremamente perigosa: “o que há de ser, em geral, a ciência, se não tem tempo para a civilização? Respondei-nos, pelo menos aqui: de onde, para onde, para que toda a ciência, se não for para levar à civilização? Ora, talvez então à barbárie! E nessa direcção vemos já a comunidade erudita pavorosamente avançada...” (…) As instituições aparentemente promotoras da cultura, no fundo nada sabem dos propósitos de uma verdadeira cultura e agem apenas segundo seus interesses. O Estado “somente a promove para promover a si mesmo”, os negociantes ao exigirem instrução e educação querem “sempre em última análise o lucro” e “aqueles que têm necessidade de formas...a única coisa clara...é que eles dizem sim a si mesmos, quando afirmam a cultura”. Os eruditos impedem com sua acção o surgimento do génio, pois a cultura para eles é apenas utilitária e os grandes homens seriam uma ameaça à sua mesquinhez.
(...)
Elenilton Neukamp, AS CRÍTICAS DO PROFESSOR NIETZSCHE À EDUCAÇÃO DE SEU TEMPO
Ler o texto na íntegra >>> aqui <<<
O inapto relatório para o Ensino da Educação Artística
Em Portugal o que é que o Curso de Psicologia e o Curso de Ciências da Educação existentes na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UNIVERSIDADE DE LISBOA têm a ver com o Ensino Artístico ou com a Educação Artística ???
- Absolutamente NADA !!!
Acerca do relatório final do estudo de avaliação do Ensino Artístico que foi encomendado pelo Ministério da Educação à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, apresento unicamente os links (sem currículo e sem publicações) do pouco que se sabe em seus autores na informação que está neste momento disponível no site da Faculdade:
Domingos Fernandes - link directo para a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Jorge Ramos do Ó - link directo para Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Mário Boto Ferreira - link directo para Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
E quanto a estas Ciências da Educação em seu curso e, focalizando-nos no que se ensina e no que se aprende nele, poder-se-á atentar para as disciplinas que seguem:
1º ANO
1º Semestre
ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO I / HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO I/ PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO I / SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL I / SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO I /TEORIA E DESENVOLVIMENTO CURRICULAR I
2º Semestre
AVALIAÇÃO I / ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO II / HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO II / PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II / SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO II / TECNOLOGIAS EDUCATIVAS I
2º ANO
1º Semestre
AVALIAÇÃO II / OPÇÃO 1 / POLÍTICA DA EDUCAÇÃO / SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL II / TECNOLOGIAS EDUCATIVAS II / TEORIA E DESENVOLVIMENTO CURRICULAR II
2º Semestre
ADMINISTRAÇÃO EDUCACIONAL / FORMAÇÃO DE ADULTOS / FORMAÇÃO DE PROFESSORES / METODOLOGIA DE PROJECTO / OPÇÃO 2 / SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL III
3º ANO
1º Semestre
ECONOMIA DA EDUCAÇÃO / MODELOS DE FORMAÇÃO / OPÇÃO 3 / PSICOLOGIA SOCIAL APLICADA À EDUCAÇÃO / SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL IV /TECNOLOGIAS EDUCATIVAS III
2º Semestre
EDUCAÇÃO COMPARADA / GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES EDUCATIVAS / OPÇÃO 4 / RELAÇÃO EDUCATIVA / SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL V / TEORIA DA EDUCAÇÃO
É neste somatório de matérias em disciplinas leccionadas que muito facilmente se poderá comprovar que afinal este curso nada tem a ver com o Ensino Artístico e muito menos com a Educação Artística.
Nem uma única disciplina que se debruce sobre temas da Filosofia, da Ética, da Estética, do Pensamento, das Artes, do Artístico, matérias tão cruciais quanto imprescindíveis para que a Educação se efective com o máximo de sucesso…
Portugal, com cursos como estes, constrói a antítese de toda e qualquer produção artístico-cultural, através destas manhosas formas de se arquitectar novos conceitos de inumeros parasitismos profissionais. E tudo se resume ao mero materialismo do ganho a ser possível destruir o que ainda existe em prol do negócio e do lucro insustentável nas tão recém-chegadas instituições em seus magnânimos doutos.
Criam-se assim profissões de inexperientes e desnecessárias aptidões a não saberem validar os verdadeiros conceitos do incentivo à dignidade e valorização do intelecto, num crescente automatismo de estares num atroz retrocesso ao decente, adequado e natural processo evolutivo do Ser.
E ainda sobre este Curso de Ciências da Educação em sua licenciatura, diz isto:
A educação e a formação são uma actividade crescente na vida social…
(…) A Licenciatura em Ciências da Educação não tem por finalidade habilitar para o exercício de funções docentes, mas sim, proporcionar uma formação de base para especialistas e técnicos superiores com capacidade para desenvolverem actividades de educação e formação.
(…) Esta formação teórica é articulada com uma progressiva integração dos estudantes em diferentes campos e experiências profissionais tendo em vista adquirir competências básicas para a sua inserção na vida activa
(…)… especialização, profissionalização e de investigação
(…)… coordenação, supervisão e chefia.
Nome de curso que se deveria de inscrever num português correcto em sua significância e não fugindo a essa mesma realidade, porque e afinal o Curso de Ciências de Educação nada mais é do que um Curso de Pedagogia da Educação!
E porque se usa este outro nome que lhe deram de Curso de Ciências da Educação? Afinal quais são as ciências da educação ???
E se de Ciências se trata, onde estão as de ditas principais Ciências que deveriam de estar associadas à EDUCAÇÃO que são elas a ÉTICA e a ESTÉTICA?
Desde quando a Educação se detém a qualquer antecipação de Ciência ou se auto intitula de Ciência em Ciências ?
É que através de um bom Ensino a ensinar-se bem em suas adequadas pedagogias poderá eventualmente surgir uma qualquer outra nova ciência, mas a situação inversa jamais se poderá verificar!
Falácias previamente institucionalizadas ou enganatórias conjecturas em estratégias comercializáveis do Ensino e da Escola?
O que dizer destas supostas modas em vaidades das tão desmesuradas e teorizáveis distracções ?
Afinal quais os objectivos ??? Ou simplesmente o quê… e para quê ???
E sobre o uso e no uso da nossa Língua Portuguesa pelo mundo fora, e comparativamente com o Ensino no Brasil que em vez de Curso de Ciências da Educação tem sim, vários cursos de pedagogia da educação existentes nas suas intituladas de “FACULDADE DE EDUCAÇÃO” e como exemplo, a FACULDADE DE EDUCAÇÃO da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas em São Paulo) para além do Curso de Pedagogia da Educação entre outros ainda oferece cursos de Licenciatura em Música, Dança, Educação Artística e Filosofia.
Será que teremos que aprender com o Brasil em seu Ensino e Educação ou simplesmente iremos piorar ???
A responsabilidade tem de ser assumida muito rapidamente antes que Portugal se veja prostrado numa estagnação deplorável e sem precedentes da História da sua CULTURA.
Links relacionados:
Vivaldi - Agitata da due venti
Ensino Artístico e Ciências da Educação
Novo ensino especializado da música (10)
O Ensino Artístico e o Eduquês

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