22 Fevereiro 2008

Exclusão social


A origem de toda a exclusão e pobreza está no aceder
a ser-se solidário com os que impõem ideias solitárias.



2 TRAÇO(S):

Carlos Araújo Alves disse...

Curta.., mas grande, Alice, grande pensamento que a frase encerra.

ali_se disse...

Olá CARLOS
Olá ANTÓNIO

Este Pensamento surgiu, pelo que se afirma em frases que se vão dizendo por aí, que me incomodam e muito, e uma delas é que o nosso Presidente da República tem afirmado publicamente e mais do que uma vez e que é a seguinte:
(...)... o homem, para não ser solitário, tem de ser solidário.(...)

E segue o excerto onde se enquadra a frase e no final o respectivo link para se ler na íntegra:

Os homens aspiram a um ideal ou, pelo menos, anseiam por ter um ideal que possam seguir. De facto, sem um ideal de vida em comum e sem os valores que o realizam, não haveria laços que ligassem os homens no tempo. Um grupo sem valores comuns não seria uma sociedade, porque nele faltaria o sentido, a esperança, o futuro. Aí só haveria a força, para manter os homens juntos. E a força, concordarão comigo, não funda o laço social.

Os valores são, pois, a expressão de um acordo sobre o modo de realizar objectivos comuns. Não falo das abstracções elaboradas, e longamente trabalhadas, pela reflexão filosófica. Falo dos valores que unem os homens que vivem em comum. Falo de valorações concretas –sobre a boa convivência, sobre o bem comum, sobre o trabalho, sobre a entreajuda e a cooperação, sobre as práticas culturais e os usos tradicionais -, valorações que representam a existência de uma sociedade perante os outros grupos e perante a História.

Estes valores da vida em comum pacificam a eterna tensão entre a necessidade de vivermos juntos e a vontade de cada um de viver à sua maneira.

Ora, não parece possível sustentar valores no modelo do homem solitário, porque os valores surgem, precisamente, quando se partilham valorações concretas. Esse é o meio pelo qual se confrontam os objectivos de cada um com os objectivos do todo e, consequentemente, pelo qual se resolve a tensão entre o indivíduo e o colectivo. Assim se criam condições para que os homens cooperem, ou seja, para que façam obra comum.

Em suma, o homem, para não ser solitário, tem de ser solidário.
(...)
Sinto esperança em todos os actos de cooperação voluntária e em todas as vontades que se unem para fazer obra comum.


e que podem ler na íntegra >>> AQUI <<<

Ora se temos tantos responsáveis, então porque continuamos mal ???
Dizer só não chega, é preciso assumir o que se diz a dar o exemplo. Agora pedir e insistir em frases como a de se dizer que o homem, para não ser solitário, tem de ser solidário, é deveras assustador! É como ter de aceitar o que está mal e a ter de nos integrarmos nesse mesmo mal, com todo o mal que ele contém e todas as suas leis e pessoas que o obrigam a tal.

Ora pois claro, se se exclue o verdadeiro «pensamento» e em sua reflexão filosófica (como afirma no mesmo discurso): Não falo das abstracções elaboradas, e longamente trabalhadas, pela reflexão filosófica.

Não, não se pode falar assim, nem agir assim!

E os resultados estão à vista: cada vez mais e mais pobreza!