Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim

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ACREDITAR

...


ACREDITAR 

Acreditar 
Acreditar de uma só vez 
O que ao mundo se nos espera 
Não serve 
Não serve de muito esperar 
Desses que à leviandade seus dias se fazem 
Os gritos inglórios de quanta imposição 
Levam em nada acreditar. 

E é ao deitar de todos os dias 
Que sabemos o que a noite nos trará pela manhã 
E a manhã é simplesmente a ordeira 
das muitas regras sem regra que só alguns conhecerão. 

E primeiro que tudo 
E em cada um de todos nós 
O dar demasiado hoje, o dar tudo 
No dar tudo tudo tudo, hoje amanhã e sempre 
É a razão única para continuar 
E os que não dão ou não querem dar 
Nada terão para acreditar.  
*





Quem não aparece, esquece

...




"QUEM NÃO APARECE, ESQUECE"   
MAS ÀS VEZES
É MESMO PRECISO   
ESQUECER OU SER ESQUECIDO
*




Parar é morrer

...




"PARAR É MORRER"   
MAS ÀS VEZES
É MESMO PRECISO   
PARAR
*




ESCREVE

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ESCREVE BEM DE PERTO   
O QUE NÃO TE APROXIMA 
E PORQUE  
É AO LONGE QUE TE VÊS.
*




VIDA(S)

...




QUEM FAZ DA VIDA UM JOGO

MAIS TARDE OU MAIS CEDO

ENTRA EM GUERRA.
*




EM TERRAS DE NINGUÉM

...
Há os que vão e há os que ficam.
A ideia de quem fica é a mesma de quem vai - escolhas ou não.
Os que vão levam o que não pode ficar.
E os que ficam resistem ou não.
Uns e outros estão num único e mesmo território.
De Terra sem dono - em terras de ninguém.



Exercício

...
Exercício

Quantos de nós, seres ligeiramente distantes desta realidade da construção que nos asfixia, e que tudo temos feito e alertado para o "assim não, por  favor", ainda conseguem a força devida para chegar a um qualquer bom porto?
É um remar constante, e não um remar contra a maré de antes, mas já e só contra uma outra maré, tornada num avassalador 'tsunami'.
E, levados contra o arrasar de cidades e atirados contra muros, é este o único fim à vista.
E lá longe, fica-nos de quando em quando, essa ideia em lembrança, tida de um libertador sonho em sonos de todos os dias, no que virá depois, ou na tão desejada e esperada tranquilidade - a morte!


E nada fica.

E nada fica das acções construídas sem alma e coração.
E só fica
Ou só poderá ficar, o que às palavras nos têm a dizer 

E que falam, e que dizem o que há para fazer...
E em quais imagens que todos entenderão.
E fica-nos tudo
Sem livros, sem papéis, sem museus e sem casas.

Fica-nos tudo, e ao que é virtual - o novo território.









DEIXA

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Deixa-me em paz

Deixai-me em paz

Deixa

E ao calor deste dia

Alguém que não deixa


Deixou-nos

E o que deixa ao engano dos louvados

Jamais frutos haverá de quais desaires altares

Que não nos deixam

E comam-se os restos às migalhas de tudo varrer

E em seu final aperto da gota que jaz

Cair-se-á no ritmo solene

E deixai-nos ao que fica naquilo que fica

E que não vos fica bem.





Tipuana 's

...



ÀS FLORES DA TIPUANA

JUNHO É O MÊS 
  
HÁ COR OU SOMBRA   

E EM TAPETE DE OIRO

À TERRA É AR DE FICAR .
*



Ir é resistir

...





IR É RESISTIR

Amanhã é o futuro. Contudo ir em futuro não é já no dia seguinte. É talvez amanhã, mas muito depois do que julgas ser, em teu dia seguinte. Futuro é quando for.

Resistir é ir para o futuro, mesmo que seja muitos dias depois do dia de amanhã.

E resistir é ter como certo o dia de amanhã a fazer o que é certo para que o futuro exista.

Ir, a ir de qualquer maneira, para que a vantagem se antecipe para ontem, é não ir para o futuro, é ir para um futuro qualquer sem futuro.

Ir a resistir é ter como certo o futuro certo. Ir a resistir é ir para o futuro.



O futuro é todos os dias quando fizeres o que é certo para o futuro agora.

E olhar o mundo com poesia é resistir.


Tempo infinito

...





TEMPO INFINITO


Chove calmamente

O dia desenha-te

E  a Terra agradece.


INAUDITO

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Não interessa escrever o inaudito.

Não interessa seres o registo de um momento que jamais te regista.

Foge ao inaudito.

Foge ao registo.

E sim, resiste.



QUALQUER

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Um não mérito qualquer
De calar a boca que se abre
Para comer um qualquer alimento
Que fica na mesa dos ancestrais
Fome devoradora
De olhos que desmentem
Pobres desgovernados
Pela sementeira não colhida
Perdem-se quantos desejos 
À flor da pele de campos
Por cultivar
E todos continuam ainda sentados
Ditando as leis
Em mesas dos famintos
Que esperam pelo nada do prato
Que amontoaram
No dia anterior
Àquela ceia sem hora imposta
E os sumos por fazer
De laranjas perdidas
Deixadas cair apodrecidas
Por ditadores
Com o agrado de agradar
As mesas de não pensadores
Igualdade igual
Da lei sobreposta
Em postas cortadas às fatias
Por facas de igual tamanho.
Distribuídas as leis
Cumpram-se
E as outras mesas
Aquelas mesas esquecidas
Perdidas no acaso
De não se poderem ter em conta
Contam-lhes uma qualquer história
Que os calará sempre
E para sempre
Perderam-se as alegrias
De se viajar
Por papel escrito num lugar
De lugares ainda existentes
À espera de quem lhes dê
A continuidade do valor merecido
Tido em suas contas.




BALLET GULBENKIAN - Fotografia/Arquivo de ALICE VALENTE ALVES

Estar

...

Ontem as aranhas subiam as escadas de seus andaimes. Às obras eram feitas os ajustes. Bem estavam os que não se olharam nessa construção. 


Montes sentados em pedras descalças. Acertam todos os dias ao tempo que não se desejam. Contudo já tudo está preparadíssimo para a despedida.


Festas e aparatos de bem postas mesas ao regalo de esquecidos os que lá não se sentam. Ondas cansativas repetem-se em tamanha desigualdade. E tudo está!

A distância

...

A distância aproxima-se. Cada vez mais. Do que é e do que não é.

A noite. O escuro. Era a sua paz. O sono ou o sonho dominavam sua mente. E muito para além de tudo. E na    tranquilidade esperada. Ambos ficavam a ver-se sem se verem. Tudo era assim. Invisível. Embora sentido.


Todos os dias há um vento que nos liberta. Um ar que nos sopra. As folhas crescem. Agora e assim por igual. Em todo este mês. Dos meses de infindáveis anos antes. E quando foi que tudo começou. Não sei.


Invisível

...






Tanto faz ir ou não ir
Estar ou não estar
Pensar ou não pensar
Sentir ou não sentir
E mesmo que vá
E mesmo que fale
E mesmo que diga
E mesmo que alguma coisa aconteça
Para quem, não é o que sente, não vê
Estar e não ser visível, não se vê
Não se vê
O que seria suposto alguém ver, não vê
 
O que há para se ver existe
Invisível.

Culto

...


Vivemos na era do culto do medo

(é) e com tanta(s) inteligência(s):

a inteligência social

a inteligência emocional

a inteligência artificial

a inteligência competitiva

a inteligência financeira

a inteligência cordial

... e ... e ... e ...

a inteligência (é) fatal!



 «A EVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA ...»




Árvores de Inverno

...



Acordar para o mundo

É estar perto das nuvens

É ir sem voltar

É olhar as pétalas da rosa já caídas à terra

É deixar que o mundo nos veja como somos:

Nada

Acudir

...




A vida apraz-nos não ser. No alívio que nos desdiz. E sempre seremos poucos nos muitos que tudo desfazem. As dores iguais não são iguais. Mas comparam-se. E as cadeiras até falam. Quando nos olhos as fixamos. Sentados ao longo de dias. Do cansaço que nos vimos. Não nos conseguimos levantar. E quando te levantas. A tua força leva-te o vento. Precisos serão os outros necessários esforços. De te ergueres por fora lá dentro. Energia similar a um vulcão. Que descansa a terra. E vão-se embora. Todos.






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