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a árvore ao jardim

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A NATUREZA DO VENTO

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O vento mal mandado arrepia o tempo. Tal como as sombras que nada nos têm para dizer e isto porque viramos costas a essas mesmas sombras que nos interpelam a continuar de outra diferente forma  das regras que nos tentam impor. A política não me diz nada. E porque a política é tudo de mau que nos regra, na tal regra que nos torna seres intratáveis e insuportáveis em sua sociabilização. As regras ditam-nas aqueles que só as constroem para seus súbditos. Não há pessoas regradas e porque a regra é coisa de politiquices. As politiquices sucedem-se de uma actual demanda das fezes que sobram dos profissionais regrados em que com estes nada medra e porque a imundície é a sua forma de pensamento. Enquanto profissão, os politiqueiros são a maior das desgraças da nossa actualidade, constroem lixo em cima de lixo com o dinheiro da fome. As ideologias só às autoritárias polícias políticas estão associadas e muito mal está quem obedece cegamente porque sim ou porque não. E ao que ao humano diz respeito um dia o vento muda e porque o vento não é competitivo mas muda e muda-nos com ele.



Cultura de dentro para fora

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Só com Cultura haverá possibilidade de um sentido na vida.

Só com Cultura se fará a mudança para uma sociedade melhor.

Só com Cultura existirá Direitos Humanos.

E os que fazem Cultura  ou os que à Cultura estão associados têm uma responsabilidade acrescida nessa mudança, que por vezes se dá muito lentamente e de uma forma subjectiva e invisível, a ocorrer primeiro na mudança de mentalidades e só depois a efectivar-se na mudança propriamente dita.


E infelizmente sabemos que em todo este processo de crise muito bem institucionalizado a partir do início do Séc. XXI, há os que se refugiaram na Cultura, querendo ser pessoas de Cultura. E embora não o sendo, são esses mesmos que de uma forma leviana e insensível querem a todo o custo a dignidade que a Cultura lhes possa vir a dar e em quais bonitos e chorudos cargos que tentam exercer sem nunca terem contribuído (nem antes nem durante e muito menos depois) para essa mesma Cultura. Essas pessoas não são de Cultura nem da Cultura, são efectivamente os maiores parasitas e carrascos da Cultura. Só que mais tarde ou mais cedo a Cultura ir-lhes-á fazer a devida justiça.






Ensino tendencioso

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A Faculdade é que é tendenciosa quando adverte alunos à não crítica em seus trabalhos e apresentações escritas, na repreensão do aluno sempre que este expõe ou manifesta a sua ideia, pensamento ou opinião, dizendo-lhe que assim está a tornar o seu texto ou trabalho, tendencioso. 


Quando professores ensinam este estar, mal estará essa mesma sociedade. 
E neste estar, há muito professores que ensinam e alunos que aprendem, com toda a normalidade. Com este estar tudo está a ser formatado, a tornar-se igual e a banalidade a instalar-se ferozmente. E o desinteresse generaliza-se de tal forma, que muito certamente nem os professores irão ler com o devido cuidado os textos, porque saberão de antemão o que lá estará escrito, só lerão na diagonal, é simples. E nem os alunos se interessarão porque não poderão mostrar e desenvolver as suas ideias. Assim, vai-se para a faculdade por uma aparência que se institucionalizou e a fingir que se vai aprender a ser-se bem-sucedido, e não como seria de esperar e em sua crucial função, no desenvolvimento das capacidades que cada pessoa ou aluno possui, para marcar a diferença ou para que o futuro seja uma realidade por dignidade, descoberta e encanto. 

E os alunos têm vindo a aceitar esta moda ou fingimento, e os pais igualmente têm incentivado esta tendência, é preciso ter boa nota e ser-se bem visto perante o professorado e a sociedade, de modo a ter-se um qualquer futuro e a ser-se o mais inclusivo possível nesta sociedade de cidadãos acríticos e do faz-de-conta, em sociedade esta cada vez mais assente num atroz fascínio e ao acato do que o consumo a possa satisfazer. Pensar cada um por si, não vale de nada, aliás pouco interessa, e esses que o fazem são mais que marginalizados e o pior é, quando se automarginalizam, numa total aceitação e resignação do que está mal. 


Se és irrequieto, desobediente ou introvertido, a escola e o ensino não são para ti. E para que possas continuar nessa mesma escola e em sua sociedade terás de entrar na normalidade vigente e só assim serás mais um entre os muitos que se querem bem-sucedidos. E como tal há que ser vencedor e apoiar os vencedores, e para que assim seja, terás de alterar teus comportamentos, e para isso terás a ajuda de todos os instrumentos que o sistema dispõe e que são mais que muitos, e o remédio é santo, podes crer e nem que te tornes num coitadinho (bem-sucedido). E lá serás então, mais um entre os muito obedientes que para aí pairam nos hábitos de se fazerem à vida pela imitação de um miserável e proveitoso sucesso à vista. 


Só que a vida não só essa coisa de se aprender assim, em aparências e falsidades. A vida e a dignidade de se estar vivo a olhar os outros com respeito, é muito mais do que essa coisa de se ser vencedor custe o que custar em terra que constrói impondo inimigos a si próprio. Oh mas que inteligência essa, tão altamente cordial quanto de tão propositadamente artificial.


E a crise aí está para reinar, pelos muitos que ainda se atém à obediência de um mal que os dita e rege por uma obrigatória disposição ao não-vómito. Mas a qualquer instante, o tal incómodo momento surgirá e de tal forma, a nos termos de aliviar de vez dessa indisposição e em seu derradeiro vómito.



A Democracia é uma DIVIDOCRACIA - Debtocracy - (Filme e Texto)

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"Debtocracy" (em português, Dívidocracia) é um documentário sobre a crise da dívida grega, e procura as causas/responsáveis pela crescente dívida pública na Grécia e propõe soluções distintas das que têm sido impostas ao povo grego pelo Governo, pela UE e pelo FMI.


TEXTO transcrito do documentário (na íntegra):

Desconstrução

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Uma «Desconstrução», não como destruição, mas tal como é definida, por Jacques Derrida, e que é a de se sair de uma 'prisão' ou dessa ordenação do mundo que aprova sub-repticiamente certos aspectos da ordem estabelecida enquanto plena autoridade, do Pai, do Estado, do Verdadeiro, do Belo (*)… 
E seria esta, pois, a teoria do filósofo, uma Gramatologia ou Ciência da Escrita, que criasse o fio condutor de uma crítica minuciosa e fundamental para desbloquear essa transcendente e fatídica submissão que tem sido imposta pela tradição ocidental.


Decrescimento económico «previsível»

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Crise por transformação - Decrescimento económico «previsível»
 
(...)
o PIB não valoriza o que não se encontra no mercado, como o trabalho doméstico não pago e o trabalho voluntário. Uma sociedade rica em «bens e serviços relacionais» teria um PIB mais baixo do que uma (impossível) sociedade na qual as relações pessoais fossem exclusivamente mediadas pelo mercado.
(...)
Os aumentos de produtividade não são correctamente medidos. Se há substituição de energia humana por máquinas, o preço da energia toma ou não em conta o esgotamento de recursos e as externalidades negativas? Sabemos que não.
 
Mais ainda, deveríamos separar o direito a receber uma remuneração do facto de ter um emprego. Essa separação já existe em muitos casos (crianças e jovens, pensionistas, pessoas que recebem subsídio de desemprego), mas deveria ser ampliada. Temos que redefinir o que significa «emprego», tendo em conta os serviços domésticos não pagos e o sector voluntário, e temos que introduzir ou ampliar a cobertura de um Rendimento Base ou Rendimento do Cidadão universal.
Outra objecção surge. Quem pagará a montanha de dívidas, hipotecas e outras dívidas se a economia não crescer? A resposta tem que ser: ninguém vai pagar. Não podemos forçar a economia a crescer à taxa do juro composto segundo a qual as dívidas se acumulam. O sistema financeiro tem que ter regras diferentes das actuais. Nos Estados Unidos e na Europa o que é novo não é, pois, o keynesianismo ou mesmo o keynesianismo verde. O que é novo é um crescente movimento social a favor do decrescimento sustentável. A crise abre oportunidades a novas instituições e hábitos sociais.

(...)
Os banqueiros parecem ter pensado que o crescimento económico continuaria e aumentaria o valor das casas que estavam hipotecadas. Fizeram «pacotes» com as hipotecas e venderam-nos a outros bancos que os venderam ou tentaram vender a investidores inocentes. A explosão na construção de casas terminou em 2008. A indústria privada da construção quase parou em alguns países.
(...)
No entanto, os apóstolos do crescimento não estão dispostos a utilizar a crise actual de modo a deslocar a economia para um padrão tecnológico e de consumo diferente. Pelo contrário, arranjam razões para pensar que as vendas de carros continuarão fortes porque, se bem que os Estados Unidos tenham cerca de um carro por cada pessoa em idade de dirigir, a China tem menos de três carros por cada 100 pessoas e a Índia menos ainda. 

(...)
... Ao longo de vinte anos, a palavra de ordem ortodoxa foi Desenvolvimento Sustentável (Relatório Brundtland, 1987), que significava crescimento económico que fosse ecologicamente sustentável. Sabemos contudo que o crescimento económico não era ambientalmente sustentável.

A discussão sobre o decrescimento (francês: décroissance), iniciada por Nicholas Georgescu-Roegen há trinta anos, é agora assunto de debate nos países ricos porque «la décroissance est arrivée» (o decrescimento chegou). É agora o momento de substituir o PIB por indicadores sociais e ambientais a nível macroeconómico e de gizar projectos rumo a uma transição socioecológica segundo o comportamento desses indicadores. A transição exige uma reforma das instituições sociais (para enfrentar o desemprego) e também uma reforma das instituições financeiras para impedir que o nível financeiro da economia cresça sem referência às realidades físicas subjacentes. A venda imaginativa de derivados («produtos» financeiros) e a existência de actividade bancária offshore não regulada produziram um grande choque na opinião pública.
(...) 
Os movimentos internacionais a favor da justiça anbiental têm por objectivo uma economia que satisfaça de modo sustentável as necessidades de alimentos, saúde, educação e habitação para todos, proporcionando a máxima "joie de vivre" (alegria de viver) possível.
(...)


Traduzido por JOSÉ CARLOS MARQUES

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«previsível»

Díptico nº 68 – «previsível» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2010 | (cor) Traço:Verde
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE ALVES

Exposição na Estação Biológica do Garducho


MAIS INFORMAÇÃO:
http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/2010_garducho/

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De um 'dever em devir'

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Crise por transformação - de um 'dever em devir'

Sobre o meu ensaio com o título «Crenças e poder - do dever em não devir», em que a segunda parte do título "... - do dever em não devir" só faz realmente sentido quando associada a "Crenças e poder - ...". E isto porque em cada um de nós existe um verdadeiro 'dever' mas que diz respeito não a um 'dever' de leis feitas pelos homens, mas sim a um 'dever' das leis do 'devir' da Natureza.  E exactamente porque o tal 'dever' que nos assiste socialmente é um 'dever' por medo a poderes e crenças, e por isso a utilização unicamente da segunda parte do título sem a primeira, induz em erro ao pretendido. E a querer-se utilizar separadamente poderá se intitular, não "do dever em não devir", mas sim de um "dever em devir".

E é pois esse 'dever em devir' que no fundo nos vai solucionando todos os problemas que as crenças e poderes nos têm arranjado. É que os poderes temem esse caos do 'dever em devir' e que por transformador benéfico  é tão necessário quanto vital, e tenderá a surgir inevitavelmente de quando em quando, mesmo que os poderes tentem impor um 'dever' (moral) obrigado a ser cumprido por leis por vezes contrárias às leis éticas do 'dever em devir'. Portanto, um 'dever em devir' ir-se-á revelar natural e autonomamente, e  surgirá  sempre, como que a proteger ou a criar o equilíbrio entre todos os seres na terra.

Ora vejamos o que está a acontecer de há dois anos para cá, relativamente à incógnita da tal designação de 'crise', e em que crises que se têm vindo a desenvolver com essa mesma, de teimosa 'crise'... 
É que na actual economia mundial, ela é unicamente financeira e o mercado e em suas leis está assente ou é suportado por mecanismos associados a crenças e poderes, que suscitam mais crenças, guerras,  medo, miséria, fome, consumo em luxo e lixo, e destruição do meio ambiente... e em economias ou poderes esses que insistem em publicitar e a tornar viável uma forma de vida de uma consciente negligência do corpo, da natureza e do 'dever em não devir'.

E assim continuamos, regidos por "crenças e poderes - do dever em não devir"!  
Até quando?







Crise por transformação - o lixo

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Tudo se recicla, será? E os economistas e políticos, quererão também reciclar a crise?

A crise está instalada, e enquanto se continuar a empobrecer pessoas, povos, países e gerações, a crise aí estará para durar. E depois da crise, o que virá? Uma outra crise, com data e nome próprio? Perguntas sem resposta, é certo!!!

Quer-se pensar que, ir-se-á transpor a actual crise, no ainda ser possível fazer-se destas economias e em seus modelos, o único e viável caminho para o progresso económico-político desta nossa contemporaneidade? Não, a crise jamais desaparecerá assim, a querer-se continuar nos mesmos moldes económicos, políticos e sociais a que nos temos modelarmente adaptado até aqui.

O desenvolvimento dos países ricos, fez-se sem se pensar que um dia, esses mesmos europeus enfrentassem também uma crescente preocupação não só com a pobreza dos outros (dos países pobres ou em vias de desenvolvimento) mas também com a pobreza em seus próprios países, os tidos de ricos. É que as economias sempre se foram construindo na base de um aumento de pobreza pelo mundo fora e vá de enriquecer com a mão-de-obra barata e com a tal ideia de «com o mal dos outros posso eu bem». E assim a pobreza tem aumentado de tal forma, que aí estamos nós a assistir já a esse aumento  de miséria nos próprios países ricos ou desenvolvidos!

E agora o que fazer? 

Olhar à volta, um pouco mais e pensar, o que é que afinal tem crescido exponencialmente, nos tais países ricos ou desenvolvidos:

- O lixo excedentário do consumo: latas (de cerveja, coca-cola, refrigerantes…), fraldas descartáveis, embalagens de tudo e mais alguma coisa (de leite, de iogurtes, de comidas, de detergentes, de produtos de higiene, hospitalares etc), garrafas de plástico, e plástico, plástico, plástico para tudo a embalar tudo, tudo e tudo, e depois embalagens também de papel, cartão e cartonagens, e ainda jornais, livros, revistas… e depois móveis e mais móveis, aparelhos eléctricos, telemóveis, carros, roupa… um sem fim de objectos e mais coisas, todos prontos para serem substituídos o mais breve possível em lixo, em muito lixo!

E que tal, é isto desenvolvimento?

Sim, é um desenvolvimento na fabricação de lixo em grande escala ou numa progressiva construção para o caos e para a ameaça de destruição do ser humano e da sua Natureza.

Há que assumir que assim não poderemos continuar! É certo que a responsabilidade caberia aos dirigentes e governantes do mais antigo continente desta nossa civilização, a Europa. Mas afinal o que tem acontecido nesta primeira década do séc. XXI? Pura distracção e incapacidade de visão global dos problemas culturais, sociais e humanos. E uma teimosia tola por querer-se crescer ainda assim neste fomentar de miséria e pobreza, e a usar também as pessoas, como se de lixo se tratasse.

Os modelos económicos pautaram-se sempre por uma crescente pobreza pelo mundo fora, e o alerta dessa necessária transformação deu-se no final do séc. XX, e fizeram-se várias tentativas em acordos e mais acordos por políticos e governos da Europa e de todo o mundo, e em acordos que no fundo não foram cumpridos. Tentativas em vão de tempo e dinheiro perdidos.

E agora?
Agora urge essa transformação mais do que nunca, e essa consciência irá inevitavelmente, com nome de crise, ou em que mais crises,  mais tarde ou mais cedo, entrar-nos por portas adentro, e tocar a todos sem excepção!

E é nessa transformação que não se tem querido pensar, porque a acontecer terão de ser alterados todos os modelos das economias e políticas dos países mais desenvolvidos, pois é, mas não teremos outras hipóteses senão vir a dar rumo a essa nova transformação. Há que pensar nessa alteração de hábitos, e costumes pessoais, sociais e culturais, que toda a produção e leis de mercados por um consumo em crescente se nos impôs no século passado. E estamos no final da primeira década do séc.XXI e sempre pensei que na passagem para este nosso novo século, haveria não só a preocupação mas também alterações já postas em prática com a preservação da Natureza e do Ambiente. Mas nada se fez, e nada se está a fazer, verdadeiramente de concreto, e com crise ou sem crise, a ideia que ressalta é a mesma, e que é, a de continuar, em crescente consumismo. É que as leis de mercado e das economias assentam numa feroz competitividade por consumismo. E todos sabemos que não podemos ir por aí! E os que não sabem ou não querem saber, enfim, ou são muito tolos ou completamente ignorantes.

Será que temos sempre que construir muros para quebrar a cadeia da solidariedade humana, separar os povos e proteger a felicidade de uns da miséria dos outros?

Assim, há que alterar, há que pensar nessa transformação de hábitos de consumo. Todos os governos e países do mundo inteiro e especialmente os da Europa e da América, terão de criar novos exemplos de boas práticas e vivências do ‘quanto baste’ relativamente às economias e políticas de consumo, começando nos governos, nas famílias, na sociedade, na educação e ensino... E terá de haver divulgação nesse sentido e a estarmos todos a postos, para que a transformação ou a alteração se dê, com toda a urgência e conforme a crise ou as crises, assim o estão a assinalar!

Há que fazer a escolha entre Competir ou HUMANIZAR!
ALICE  VALENTE 


NOTA: Irei dar continuidade a este tema da «Crise por transformação» em próximos post's e com os seguintes subtítulos: - a água, - o plástico, - o papel, - a publicidade, - o turismo e - a alimentação,  entre outros.



O dinheiro e a crise ou a banca construtora da crise

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- Aprenda a defender-se dos bancos que usurpam o seu dinheiro!
Com algumas pequenas dicas, é esta a ideia que nos dá este vídeo de 11 minutos:


É ridículo e até caricato, chegarmos a este ponto, o de estarmos completamente desprotegidos e à mercê desta legal ladroagem: os bancos. As leis e o mercado, as comissões impostas ao dinheiro, o consumo e o luxo em vida fácil, dá-nos com a crise em cima, é isso. Vãs e dúbias palavras, estas as de divertidas acções, fora de senso comum, o de trabalhar na ilusão de ter-se algo, a saber de antemão no ser-se roubado legalmente e por quais obrigatoriedades impostas. Acções estas, deixadas à deriva, claro está, em poiso certo para a generalizada destruição que lhe está subjacente.

Para o bem e para o mal, as leis dos homens fazem-se e desfazem-se!
Sempre assim foi.

E agora pergunto: Até quando vamos permitir que estas leis continuem a construírem-nos para um qualquer mal ou infortúnio?

Não estamos a considerar estes e outros erros. É preciso ainda chegarmos mais longe com esta enormidade do que é o enganar a esganar todo e qualquer pessoa que se quer tida de um certo por certeiro 'cidadão' alvo.




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Electricidade e o futuro das barragens

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Ou a electricidade de publicitárias modas

O anúncio que a nossa empresa portuguesa de electricidade tem vindo a divulgar desde Abril, na tentativa de transmitir a ideia, de que "Quando projectamos uma barragem projectamos um futuro melhor", incomoda qualquer pessoa que esteja consciente e que sabe que este, não será com certeza o caminho certo, e muito menos para um futuro melhor de quem quer que seja. É que projectar barragens numa altura em que estamos com uma crise e que é anunciadora exactamente da necessidade dessas mesmas mudanças, é algo que está a escapar a esses mesmos responsáveis e que leviana e vaidosamente continuam a tomar decisões, em decisões essas que por tão erradas e absurdas, serão catastróficas para o ambiente de todos nós.

Em notícia no Público:
(…) esta é uma campanha de "desinformação" e … o balanço final das obras será "negativo" para a biodiversidade e gestão sustentável dos recursos hídricos. (...)

Em notícia no DN:
(...) As associações pedem ainda à EDP que, "em respeito pela verdade e transparência, retire esta campanha.
A EDP vai investir, até 2016, três mil milhões de euros na construção de cinco novas barragens e no reforço da potência de seis, passando a produzir energia hídrica suficiente para mais de dois milhões de consumidores.
As cinco novas barragens são as do Baixo Sabor, Foz Tua, Fridão, Alvito e Ribeiradio. (...)

Notícia da Quercus:
É ainda fundamental chamar a atenção que as grandes barragens são uma forma cara e ineficaz de resolver as necessidades energéticas do País. Com o mesmo investimento previsto para o Programa Nacional de Barragens, seria possível pôr em prática medidas de uso eficiente da energia que, sem perda de funcionalidade ou conforto, permitiriam poupar cerca de CINCO VEZES MAIS ELECTRICIDADE do que a produção das barragens propostas.


E porque o sol, o vento e a chuva são de graça, muito se tem vindo a fazer a nível de investigação e no aperfeiçoamento para se pôr mundialmente em prática no que visa às fontes de energia renováveis mais eficazes e económicas que as energias renováveis tradicionais (barragens) e a iniciar-se assim, a adesão ao uso de equipamentos domésticos no aproveitamento da luz solar e do vento. Formas estas de energia que diminuirão a enorme dependência das empresas energéticas, para além da possibilidade (sustentável) de vender o excesso de electricidade doméstica produzida a essas mesmas empresas do ramo energético.

E por tudo isto e muito mais que se viabilizará inevitavelmente para muito breve, será que iremos ter nas nossas paisagens as inúmeras barragens construídas ou em construção, todas ao abandono?

Para já o que fazer?

Há que tomar consciência a enfrentar esta situação e assim sugiro que não cruzem os braços e enviem a quem de direito e divulgando-a o mais possível, a seguinte carta de reclamação:

(…) Será mais útil utilizar os recursos mediáticos para informar sobre eficiência energética e mostrar exemplos concretos nesse sentido, do que fazer este tipo de investimentos em opções do lado da oferta, que já não se coadunam com as necessidades ambientais da época. Estima-se que a adopção de medidas de eficiência energética seria de valor muito superior à da potência instalada nas novas barragens

O que constatou o Estudo da Comissão Mundial sobre Grandes Barragens (estudo que abrangeu um levantamento de 125 grandes barragens, acompanhado por 17 estudos temáticos sobre questões sociais, ambientais e económicas, sobre alternativas às barragens e sobre os processos institucionais e de governo):

- No saldo final os impactos sobre o ambiente são mais negativos que positivos e, em muitos casos, provocam danos significativos e irreversíveis a espécies e ecossistemas. Há destruição de florestas e habitats selvagens, desaparecimento de espécies e a degradação das áreas de captação a montante devido à inundação da área do reservatório. Há redução da biodiversidade aquática, a diminuição das áreas de desova a montante e a jusante e o declínio dos serviços ambientais prestados pelas planícies aluviais a jusante, brejos, estuários e ecossistemas marinhos adjacentes.

- Há impactos cumulativos sobre a qualidade da água e risco de salinização e degradação do solo se essa água for usada na rega.

- Constatou-se também que das barragens estudadas todas emitem gases que contribuem para o efeito de estufa, como ocorre com os lagos naturais, devido aos inerentes processos de decomposição em águas "paradas"; a intensidade dessas emissões varia muito dependendo da localização/ temperatura e condições do local; uma comparação fiável exigiria que fossem medidas as emissões de habitats naturais anteriores ao represamento. Além disso, há emissões não desprezáveis no fabrico do betão usado na construção. (…)
Ver na íntegra >>> Carta de reclamação


A EVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA
ou ao que nos tem levado o rumo da «inteligência»

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Este meu texto refere-se à perigosa CRISE que já nos assiste e em resposta à ideia, de que através de uma selecção humana ou eugenia, o ser humano à face da terra viveria racionalmente melhor.

A Inteligência é um termo recente e até pertença do vocabulário da Psicologia aquando esta surgiu há 200 anos. Este termo «inteligência» é também recentemente usado na Filosofia e que veio, quanto a mim, de uma forma indesejável, substituir aos que os filósofos sempre designaram, ora por Entendimento, ora por Pensamento. E por tudo o que de permitido se tem vindo a tentar enfatizar e em quais descobertas associadas à Psicologia com os seus testes de QI's, que se nos apresentam estas científicas e afins psicologias como de tão oportunistas quanto de perigosas e até de completamente calamitosas.

Francis Galton (1822-1911) foi um dos primeiros cientistas a obcecar-se com a Eugenia e a tirar imediatamente proveito das teorias da Evolução das Espécies desenvolvidas pelo seu primo Charles Darwin (1809-1882).

Alfred Binet (1857-1911), pedagogo e psicólogo, foi o primeiro a inventar um teste para medir a inteligência quando procurava uma solução para ajudar os seus alunos a estudar. Testes estes que começaram a entrar em voga e a serem desenvolvidos por psicólogos norte-americanos.

A partir daí, os testes QI tornaram-se convenientemente ajustados à ideia de que a inteligência seria quantificável podendo através da eugenia, purificar a raça, que o psicólogo Charles Spearman (1863-1945) influenciado por Francis Galton, desenvolveu uma medida, o «factor g».

E para Cyril Burt Lodowic (1883-1971) a inteligência mede-se como se mede a altura de uma pessoa. Este psicólogo, apesar de nada se saber sobre a Inteligência e suas aptidões cognitivas e onde estariam alojadas no Cérebro, tentou tornar a inteligência tanto quantificável como hereditária e para conseguir tudo aquilo que pretendia, até falsificou dados de investigação.

Assim, nas duas primeiras décadas do séc. XX, de mãos dadas Eugenia e Psicologia estavam completamente infiltradas por todo o lado. E pelo imenso sucesso que estavam a ter nas respectivas experimentações maquiavélicas associadas à medicina e à psiquiatria, que pelo muito que interessavam por quem as ditava ou pretendia impor no controle das pessoas e das populações, que tantos especialistas, psicólogos, freudianos e em muitos homens mal-intencionados à mistura, o eugenismo pôs-se efectivamente em prática com o nazismo. E foi o que foi de tão monstruoso como todos nós sabemos. Ninguém jamais poderá esquecer!

E de vez em quando, lá voltam eles, estes inteligentes com as mesma ideias monstruosas, e embora disfarçados por aí e até feitos de muitas cientificidades, soltam-se em suas horrendas ideias. E mais recentemente, temos o caso do Charles Murray (1943) e Richard Herrnstein (1930-1994), em que no livro A Curva Normal, para estes autores os negros são menos inteligentes do que os brancos e lá vêm outra vez com a lenga-lenga da selecção natural, do darwinismo, da inteligência e de eugenismos à mistura, numa revelação de criminosos cientistas que se julgam os donos do Conhecimento e em qual inteligência tão estupidificante. Depois temos outros tantos perigosos do racismo e do eugenismo, todos eles psicólogos: Hans Eysenck (1916 1997); Arthur Jensen (1923); J. Philippe Rushton (1943)...

E para os que se consideram de «aptos» racionalmente e assim numa frieza de exclusão racionalista e social, tentarão optar por estas vias do que é desumano.

Mas depois, como é com a Evolução e a Consciência?

Tal é impensável, porque para já, a se usar as meras teorias de Darwin deixaria de funcionar enquanto evolução e em sua de tal selecção natural, para passar a ser, uma selecção anormal e porque imposta inteligente e intencionalmente por regras mecanicistas ou leis não-naturais.

Tenho por sinal presenciado, de alguma maneira através de conferências que vou assistindo, que alguns dos muitos intitulados de cientistas portugueses, se encaminham por essas vias da ausência de ética na ideia da tal selecção (natural) entre o «menos apto» e «o mais apto» numa competitiva «luta pela existência», princípio que DARWIN foi buscar ao ECONOMISTA Thomas Malthus (1766-1834) para o aplicar à Biologia. Embora de uma forma camuflada, mas tem vindo tendencialmente a revelar-se este tipo de insensibilidades e em suas científicas «verdadezinhas» perigosas.
Quero com isto dizer, que esta especulação sempre se tentou fazer e agora até se está a tentar colocar-se às teorias de Darwin, quase como uma forma para justificar o que na realidade é completamente injustificável, aos que presenteados por uma Ignorância Estúpida e nos que ainda por cima se pensam inteligentes e em qual Inteligência.

Esta forma de inteligência que se quer atribuída ao Homem e em suas sociabilidades, não passa de uma mera inteligência estúpida ou inteligência esperta ou ainda nas muitas inteligências cordiais e simpáticas que se vão arrematando por aí, para além das muitas hipócritas e sabichonas máscaras de quais psicológicas ou psicanalíticas ideias que se querem impor como de obrigatoriamente respeitáveis.


Para mim a Evolução ou o evoluir é um processo natural de todo o Ser e que não passa só pela inteligência ou em que meras inteligências. É que a Inteligência mesmo que a queiram tornar de hereditária ela não é de maneira nenhuma a única forma associada à Evolução.
E para que a Evolução se dê ou se efective com toda a naturalidade terá de haver outras componentes do pensamento e que são: o Entendimento e a Intuição.
É que a Inteligência diz unicamente respeito à cómoda apropriação das soluções na dominação maquinal do espaço. Mas o Homem possui uma enorme capacidade e força psíquica que está para muito para além de toda a Inteligência, tal como o filósofo Henri Bergson (1859-1941) no seu livro A EVOLUÇÃO CRIADORA nos demonstra que essa «força da natureza» que existe em nós, é completamente livre, subtil e imponderável. E muito menos poderá ser de quantificável, e exactamente porque fora do âmbito de qualquer domínio mecanicista. É que essa «força da natureza» e em sua Evolução Criadora sempre esteve ao nosso dispor para um novo e futuro compreensível, mas em tudo o que é relativo ao Humanitário e em sua Natureza e no respeitante aperfeiçoamento da vida em Devir, numa evolução que é criadora, enquanto eleonomia ou vivificadora de um impulso inalterável e vital em si mesmo. E não como numa mera evolução Darwinista e em quais inteligentes e progressistas selecções à priori, a dar assim azo e espaço aos criminosos designers das monstruosidades humanas.
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Crise enquanto cultura e o lugar do pensamento

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Não há labor à volta da cultura, da criação ou do cultivo do novo. E talvez por um qualquer medo, trabalha-se unicamente à volta do territorial e institucionalizado velho, numa tentativa de ainda, conservá-lo como novo. E aqui estamos nós, pois, nesta comichosa conservação do que está parado, na manutenção da inércia e a querer-se continuar a obrar sem pensar no cuidar, na estima ou no prazer. É que não nos diluímos nestes tipos de prazerosos gozos de quais vidas e em que enigmáticas ausências da desconcertada novidade do sem novo.
Terei ou teremos de fazer ensinando, a não permitir viver nesta estagnação de uma contínua massificação e em que mumificações do Ser. E por se trabalhar a ensinar o antigo, não existe uma procura de conviver e viver as novas das muitas experiências em assentes práticas individuais do contínuo desenvolvimento do pensamento de cada pessoa. Procura-se sim, rentabilizar o que de limitado e por tão delimitado se tem aprendido, a consumir e a esgotar-se todas as energias num único campo, o do consumo imediatista e não contributivo para o que ficou, e assim como para o que vem ou que poderá vir, enquanto perspectiva edificante do outro. Pensamentos contidos estes em desgaste e erosão humanitária, tratando-se de mais um uso de pessoas por coisas ou como de mais um uso dos já muitos lugares de pessoas e coisas pré-destinados a um não-lugar.


A Terra trata do resto

...

À Terra que come e dá de comer
É a Terra que trata do resto, da sobra e das sobras

Assim e agora como se quer a Terra
Não
A Terra não trata do resto
Em todo o resto que por tornado lixo
De lixo feito a torto e a direito
Ou lixo feito por tudo e por nada
E sem mais restos porque transformados em lixo
De lixo que não alimenta a Terra
Em Terra que não se semeia com lixo
Da Terra que assim não poderá dar de comer

Terra que por excluída
Em alvitrados eleitos das irracionais vias
De um qual Deus e Mercado
E da fé quanto baste
Em Terra substituída
Pelo Mercado e em seu Deus
Incumbidos que tudo resolveriam, do resto
E do lixo também
Não
Esse Deus e esse Mercado não trataram
Nem tratarão do resto e do lixo
Só a Terra tratará do resto
Mas note-se que a Terra tratou, trata ou tratará do resto, mas sem lixo

E eis que chega a Crise
A Crise, essa que se junta bem ao Mercado e ao seu Deus
E aos que ainda querem que assim seja
Crise que bem assente em tudo o que é lixo
E em qual resto que nos resta, mas agora só de lixo
Crise que tratará do resto e de todo o lixo
Para continuar em Lixo ou Crise?

Mas
Mas ainda a Terra
E é nela e com ela que iremos continuar
Sem para já daqui se possa sair

E para que a Terra trate do resto
Ou para que a Terra continue a tratar de todos os restos
E a tratar de todos nós sem sermos tidos de lixo
Como de resto nos apraz por cá continuar
Teremos de voltar à Terra
A olhar para ela e por ela
A ver o que ela sempre nos consegue dar
Terra
Em Terra que trata do resto 

POESIA E FOTOGRAFIA DE   ALICE VALENTE ALVES

 

A técnica da fabricação de lixo em grande escala

...

A relação da realidade para com o equilíbrio da forma artística, enquanto pensamento e acção, deverá sempre mover-se de dentro para fora e porque em sua inversão existe o design, que se move técnica e insistentemente de fora para dentro, e porque pertença da repetição, da cópia e do igual a ser arquitectado em enormes quantidades a serem consumidas, jamais poderá ser considerado de arte.
O design, a arquitectura e as tecnologias, todos juntos e em sua imperiosa efectivação estão-se a tornar num dos maiores erros para com o que é humano. E tudo isto deve-se ao descontrole que essa mesma técnica está a provocar na construção de novas e alucinantes sociedades assentes em economias de uma globalidade super consumista, embora claro está que os seus fabricantes nos tentem ainda, fazer crer em seu contrário. O publicitário e abusivo fascínio de uma aparatosa sedução em que está inserido qualquer forma de design e pelas evidências ao que de monstruoso e desumano já está a provocar, ir-se-á tornar muito em breve, aos nossos olhos ou aos olhos de todos e sem excepção, como algo de completamente repelente.
Não existe absolutamente nenhum controlo (ambiental, político, económico ou ético) sobre a produção e a fabricação deste novo lixo das muitas e bonitinhas enormidades, tanto decorativas, ornamentais e até nos novos e agigantados biblots arquitectónicos, numa espécie de lixo que é feito em grande escala. Em escala essa que em si mesma, tornada lixo e que por sua vez em lixo esse que se faz, para ser deitado todos os dias para debaixo de um qualquer tapete e ainda em tapete esse que por sinal, está já a tornar-se assustadoramente montanhoso.

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