Há os que vão e há os que ficam. A ideia de quem fica é a mesma de quem vai - escolhas ou não. Os que vão levam o que não pode ficar. E os que ficam resistem ou não. Uns e outros estão num único e mesmo território. De Terra sem dono - em terras de ninguém.
Isto é isto, isto é aquilo, e aquilo é aquilo, e tudo está assim tão visivel quanto linearmente bem classificado, para que nos possamos reger pelas mesmas e iguais normas, das coisas às pessoas.
E o que não é isto ou aquilo, ou quem não é isto ou aquilo, ou ainda, quem não tem isto ou aquilo, é invisível, não existe para quem só se vê assim, nesta científica, social e obrigatória regulamentação, do tem de ser, no que é isto e aquilo.
Oh tempo, volta para trás!
(É só o que eu sinto no que as pessoas revelam e em seus saudosismos) Oh tempo, volta para trás! Não, o tempo não volta para trás! Vamos mas é olhar o tempo de frente!
Mesmo os que insistem que o tempo volta para trás, o tempo não volta!!!
E esses que querem um tempo do 'volta para trás' e no que poderão atrasar o olhar em futuro naquilo que se fez no tempo de um 'volta para trás': a inquisição, o fascismo, o nazismo... O tempo não volta para trás! Vamos mas é olhar o tempo de frente!
Só com Cultura haverá possibilidade de um sentido na vida. Só com Cultura se fará a mudança para uma sociedade melhor. Só com Cultura existirá Direitos Humanos.
E os que fazem Cultura ou os que à Cultura estão associados têm uma responsabilidade acrescida nessa mudança, que por vezes se dá muito lentamente e de uma forma subjectiva e invisível, a ocorrer primeiro na mudança de mentalidades e só depois a efectivar-se na mudança propriamente dita. E infelizmente sabemos que em todo este processo de crise muito bem institucionalizado a partir do início do Séc. XXI, há os que se refugiaram na Cultura, querendo ser pessoas de Cultura. E embora não o sendo, são esses mesmos que de uma forma leviana e insensível querem a todo o custo a dignidade que a Cultura lhes possa vir a dar e em quais bonitos e chorudos cargos que tentam exercer sem nunca terem contribuído (nem antes nem durante e muito menos depois) para essa mesma Cultura. Essas pessoas não são de Cultura nem da Cultura, são efectivamente os maiores parasitas e carrascos da Cultura. Só que mais tarde ou mais cedo a Cultura ir-lhes-á fazer a devida justiça.