Sobre_ ALI_SE
_
► a árvore ao jardim

Mostrar mensagens com a etiqueta Educação Artística. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Educação Artística. Mostrar todas as mensagens

As Artes e as suas práticas

Toda a concepção e realização das artes e em suas manifestações artísticas insere-se sempre num pensamento Artístico-Filosófico. A arte jamais se poderá aliar a demagogias ou conceitos económico-políticos. Quero com isto dizer e a afirmar, que será impensável fazer-se das artes meros produtos de cura ou consumo. E porque, será sempre em seu inverso que se poderá despoletar a via da vida e do que é artístico ou seja, não é importante como se faz a obra e em seus mecanismos de pretensas ideias tecno-estereotipizantes, o que é preciso é que surja sempre numa espontânea e livre autonomia através do pensar e do sentir, a justificar na prática, a obra enquanto arte, pelo intuir, como a razão primeira do pensamento. E ainda no que diz respeito à vida enquanto vida, é através desse pensamento Artístico-Filosófico e em suas práticas e, porque lhes está subjacente, deixar que surja essa harmoniosa revelação de um saber no que é o criar a cuidar e proteger de tudo e de todos que nos rodeiam.

E o maior erro que aí vem e que salta já à vista, é o de querer pôr em prática uma Educação Artística, direccionada por cientificidades educacionais de modernices sem nexo, assentes em obsoletas e malogradas psicologias freudianas, lacanianas e até kleinianas e, entre outras que perpassam por aí em esfusiante e crescente expansão. Estudos estes que se têm revelado apartados das verdadeiras práticas do que é a força da criação artística. Em ideias estas que por tão redutoras, mesquinhas e ainda porque associadas a experiências mercantilistas e a permitirmos serem postas em prática, irão efectivamente destruir por completo toda a capacidade de se pensar, de se sentir, de se intuir e de se viver em valores de Ética e Estética.



Post's relacionados em ALI_SE:

Os apossados da arte a transformá-la em não-arte

O perigoso "Psico-ENSINO"


Os apossados da arte a transformá-la em não-arte

Ou a desvirtualização da Arte:

A partir das intituladas obras de Duchamp, começou a afirmar-se:
«em arte pode fazer-se não importa o quê; qualquer objecto é uma obra de arte»

Quer isto dizer, muito simplesmente que:
E tal como acontece em política, se se der condições para se ser o eleito enquanto presumível "artista" na fabricação de uma qualquer suposta obra ou em que feito de espectacular efeito, tudo é possível vir a acontecer para que alguém se torne o tal "artista" de eleição.

E como outro exemplo, temos: Bruce Nauman na sua de obra de 1965 com o título: «o verdadeiro artista ajuda o mundo a revelar verdades místicas».
E é sobre a questão colocada por Nauman, no que é que é ser-se artista, que se lhe apresentou no início da sua carreira, e talvez numa qualquer justificação enquanto fabricante de objectos não-utilitários, que se iniciou com este trabalho, que só a frase e na suposta obra tida de arte, se traduz imediatamente do que poderá ser uma não-arte. É que para o próprio autor, esta afirmação tida de obra é o próprio desvirtuar da obra em si, como uma piada ou gozo, a ser vista publicamente em forma de anúncio de rua, mas rotulada de obra de arte. É pois a gozação da arte em seu pleno esplendor, e podemos continuar por aí fora, com o que se tem feito nesse mesmo desvirtuar das artes, até aos nossos dias. Em que agora já só ficam os ricos nomes e em seus autores, e a lembrar o ridículo da coisa, porque as obras, essas de uma nova arte são transformadas em não-arte ou coisas guardadas em museus. E tal como o que diz respeito ao que é político e económico, já todo um público ou sociedade em geral, se habituou ou se tornou de certa forma, condescendente e compreensivo para o que se está a fazer com a arte e as artes, no serem dia após dia, completamente desvirtuadas ou transformadas em não-arte.

Temos efectivamente um enorme problema em mãos:
Afinal se assim é nesta possibilidade de tornar em moda ou em eleição de uma nova arte em não-arte. Para que serve afinal o Ensinar ou uma Escola ou depois uma Faculdade de Artes? Para se conseguir efectivamente desvirtuar cada vez mais o próprio sentido da vida, pondo de lado esses mesmos valores da vida e em sua ética e estética, e que sempre fizeram parte das Artes e do que é Artístico?

E porque na animosidade categórica da arte para quem a desvirtua, a fazer arte dando-lhe uma dinâmica de não-arte, é uma forma bastante mercantilista ou freudiana de se ser artista.

Agora vejamos:
Ao se assistir ao que se vai dizendo por aí em palavras e mais palavras ou tanto palavreado de professores, especialistas ou artistas-congressistas, numa qualquer revelação desse novo fenómeno do que é a não-arte e em qual sua função efectiva, retomemos então a questão: que interessa ou o que se levou desse momentos presenciados? Quanto a mim e ao que me é dado assistir, nada de nada! Dá-nos mais a ideia, de que algo terá de surgir a desvelar essa fraude, senão para já, talvez só até todos se fartarem de tamanho logro, a ainda continuarmos mais uns tempos a presenciar esta ridicularidade de se fazer arte, tão demonstrativa quanto ilustrativa do que é esta nova moda e em seus designers tidos de artistas, a decorar salas, galerias e em quantos mais museus e por que afins.

E claro está, quem está ou irá beneficiar com tudo isto?
As novas e já tão generalizáveis e interessantes profissões que por aí reinam: arte-terapia, musico-terapia, cinema-terapia, pintura-terapia, drama-terapia, dança-terapia e por aí fora e depois também sei lá que tal: poesia-terapia e porque não também: escrita-terapia, enfim... e mais terapêuticas invencionices virão... de se ensinar arte através de uma qualquer curativa ou estimulante auto-ajuda, agora muito em moda e até muito presente para os que se fazem à vida, pelas vias do que é psicológico nas suas psicanalíticas e freudianas de tão desgarradas ideias e em quais ensinadores de uma nova escola do que virá a ser a futura Educação Artística. È uma piada, dá vontade de rir e num abanar a cabeça, pois...!

O que quererá então dizer tudo isto?
Que no futuro, seremos todos doentes e aprendizes a precisar de uma qualquer obrigatória terapia muito bem roubada às artes, mas note-se bem: já sem artes e sem artistas. Esses já deixaram de ser precisos há muito tempo. Agora só mesmo os tais "artistas" ou eleitos e em que eleição, fabricados aqui além e acolá, para ensinar essa tal arte, e em quais escolas de novos e oportunos professorados ou dos que se fizeram à quantidade negociável das decorativas e performativas ideias de uma não-arte!
E por aí, satisfeitos ou contentinhos, necessariamente contributivos para esta interessante era de consumismos estabilizadores do que é a psicológica via de se ser com tudo nos seus eixos devidos, dos eleitos e em seus eleitores.
E depois como será com os tais, mais que defraudados das muitas curandices e em que curadorias. Logo se verá!

E a aguardar pelo que virá:
Assim, aqui estamos nós a assistir com toda a naturalidade à manipulação, deturpação e uso das artes de forma a serem desvirtuadas por completo. Até quando?
E com o avalo do Ministério da Educação e em seus entendidos especialistas e em que já pouco faltou para se vir a prescindir do Ensino do que é Artístico. Ou seja está-se no bom caminho do negócio de se ensinar forçosamente a usar as artes (e depois também com a ajuda do Ministério da Cultura) de uma forma enviesada no nada de nada para se aprender, porque o que pretenderá vir a ser ensinado pelos seus apossadores ou nos que nada sabem da prática do que são as artes e do que é Artístico mas porque cursados de um nome para esse mesmo fim, a tornarem-se como tal os eleitos para um ensino de artes a fingir e do faz-de-conta.
É que estas vias enviesadas de se usar a Arte é afinal ficarmo-nos só pelo que é a sensibilização sem vivenciar ou praticar, é isso que se pretende? Parece-me que sim!
E por isso aí temos nós em Portugal o bom exemplo da actual estado da Dança. Aos que se formam em Dança: o andarem para aí todos a ensinar qualquer coisinha ou como se de um desporto se tratasse ou então através de uma corporalidade e em que terapêuticas e sagazes ideias de aniquilar por completo a Dança enquanto Arte. É ridículo o que está a acontecer em prol de se ganhar muito dinheirinho já já e agora e a deixar-se promiscuir as Artes e o que é Artístico.

Links relacionados:
Desvirtuar a Arte - um processo sem regresso?
A arte, a não-arte, os artistas e os especialistas


Links relacionados em ALI_SE:
o óbvio e a ARTE


O perigoso "Psico- ENSINO"

O Ministério da Educação tem vindo, conjuntamente com a Faculdade da Psicologia e Ciências da Educação, a assenhorear-se, a nível nacional de todo o Ensino e até do Ensino Artístico e igualmente, daquela que em breve irá ser posta em prática, a denominada Educação Artística. E a reforma que se fala, e que já está mais ou menos ditada, será no eliminar-se com tudo o que existe até agora, a arranjarem-se novas escolas ou no usar-se as escolinhas mais convenientes ou mais obedientes, para uma talvez, excelência de Escola Nacional Qualificada, com muitos e muitos diplomas à vista e com vistos de uma generalidade, que convém muito generalista. E é nestas novas oportunidades e em seus inteligentes oportunistas, que têm vindo há algum tempo, muito ordeira e legalmente, a arrasar com tudo o que lhes passa pelas mãos. É a construção de qual invencionice que diz respeito a um novo em novidade e que é alusivo ao consumismo, ou seja é uma espécie de nova fabricação ou invasão do se construir pelo novo num fascínio vestido de grande novidade por tão fútil, banal e generalista, com novos cursos e em novos nomes, novos e alegres ocupações patéticas, novos cursos de formação, de formatação e também novos curso de controle. E é neste feroz e desenfreado interesse de quem e em seus de ditos especialistas de tão incompetentes e inaptos para relatórios e afins, se prevêem nessas arregaladas vias e vidas de possuir poder e mais poder, para poderem assim e forçosamente serem respeitados nesta nova era da inspecção fiscalizadora, tão imposta quanto obrigatória num ensino tornado jogo ou guerra e, a cair nas garras das asfixiantes competitividades mercantilistas. Ensino por sua vez a reforçar-se e a acentuar-se cada vez mais no tal paradigma do que é a exclusão social, que todos falam, temem e de que igualmente todos dela tentam fugir. Paradigma este, que se continuarmos a permitir que assim seja e a virarmos costas ao papão-problema, instalar-se-á definitivamente e tornar-se-á de tal modo fatal que, irá tolher completamente qualquer possibilidade de se criarem formas de aprendizagem com todo o entendimento e que tenham a ver com o gosto e o prazer pela vida, em seus naturais e consequentes resultados de um qualquer saudoso e futuro feliz.
Mas afinal o que é que o Ministério da Educação anda a fazer com o Ensino?
Nesta louca onda de profissionalizações e em que diplomas e mais diplomas profissionalizantes, não estará mas é este Ministério a fomentar um tão generalizável quanto inqualificável ensino? Está assumir e a reforçar cada vez mais e até a institucionalizar este tipo de modelo ou paradigma da exclusão social, de forma crónica. E com toda a especialidade coloca na vanguarda os mais incompetentes e os que jamais poderão servir de exemplo para o que quer que seja, numa assoberbada tentativa de ocultar os bons exemplos a serem considerados.
Sim, mas afinal, como é que se prevêem profissionalizações e competências e tantas especialidades e afins, se o que se vê na movida e fomentação deste Ministério relativamente às tais vias profissionalizantes no que possa surgir deste novo Ensino e em seus agentes de agências profissionalizantes, são só pessoas e mais pessoas com possibilidades de trabalharem em escolas e mais escolas, em cursos e mais cursos, sempre num ciclo vicioso de só ser profissional à custa do ensinar-se e do teorizar-se à volta do Ensino e nada mais. A ter-se assim, como única possibilidade, o de simplesmente ser-se professor de qualquer coisa ou matéria ou depois em cursinhos de ocupação de tempos e gentes e alunos e professores à deriva, que ganham simplesmente no se governarem em desportivos passatempos, a dar-se aulas porque sim, porque é obrigatório aprender-se a tempo inteiro o que Ministério acha que é preciso para as presentes economias que lá se vão integrando e formatando no que o Mercado assim quer.
É ei-los por aí muito bem reunidos: professores para formar; professores para gerir; professores para explicar, professores científicos; professores de acompanhamento; professores psicanalíticos… Muitos, muitos professores… É a nova escravatura do Ensino dominada por ideias do competitivo no salve-se quem puder que o Ministério da Educação está a construir. Para que activos hajam muitos professores tão humilhados quanto obedientes e bem comprometidos, embora sem condições para trabalharem porque tão desinteressados, desmotivados e tristes, mas isso é irrelevante. Professores esses que irão adoecer e simplesmente, ir-se-ão tornar numa nova fonte de rendimento para os psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, cientistas e quantos mais que tratam, estes que em suas higiénicas bem vindas terapias, tornar-se-ão miraculosos e salvadores do mundo e dos professores também!
É a nova e vã escola da Competitividade e do Emprego para todos por Igual, da Cópia e da Repetição, do Igual e do nada de novo, na Nova Escola das Agências ou Máquinas da Incompreensão e Desmotivação na isenção generalizada de se pensar ou sentir. É a nova escola da excelente competitividade e em sua inerente e consequente exclusão social, a escola do paradigma do ensinar-se crianças, jovens e que mais de bairros e zonas pobres, em seus pais, irmãos, família e raça, que já todos sabem de antemão, que não têm qualquer direito ao sucesso!!!
Que insuportável via e vidas competitivas para uma construção de Escola profissionalizante, só para alguns nos que já sabem à priori, que vão ser bem sucedidos.
E muito, muito em breve existirão mais professores que alunos em tantas instalações, agências e agenciais formas de estar, de grandes e doentias debilidades, e em que todas as escolas e faculdades serão os novos hospitalários, que se poderão intitular de um novo «Psico-Ensino»
É que um Ensino e em que Educação, jamais poderá passar por conceitos de uma Psicologia que tenha como vertente principal, as ideias redutoras e limitativas da psicanálise tanto de Freud, de Lacan ou ainda de Melanie Klein, e porque cerceiam completamente qualquer possibilidade de se desenvolver um Pensamento saudável com toda a ética e estética.

E esta frase diz tudo, generalizar a oferta e pôr em contacto, ou seja fazer da música uma qualquer coisinha, como eu já referi em anteriores textos:
>>> A Educação Artística e o Espartilho Cientista :
(...) As artes não podem ser apresentadas nas Escolas, assim levianamente, por esta gente que tira cursos em faculdades para se verem nesta remediável agência de ministeriais empregos. Estes tipos de cursinhos e em que mezinhas, têm de ser proibidos enquanto antes! É que as crianças, só pelo nome nem se inscrevem, e se são obrigadas pelos seus pais para estarem ocupadinhas com qualquer coisinha que as entretenha e até de bonitinho, depois basta-lhes ir a uma primeira aula, que ficam logo vacinadas, para nunca mais repetirem a dose, é que aquilo é de arrepiar, é que é demasiadamente medíocre. E se aos encarregados de educação ligados às artes, lhes fosse permitido assistirem aquelas aulinhas e, até tivessem a possibilidade de as avaliar, dariam com certeza: nota zero!
E como é que a arte pode ser tida de terapia, é que se a arte é levada por estes caminhos remediados nas escolas, deixa imediatamente de cumprir os seus objectivos enquanto ARTE.
E desde quando a Arte e a Vida são remédios para o que quer que seja?
Não esqueçamos e não confundamos que a Arte e a Vida são a potência e a força vital de se Ser humano.(...)


Mas a ideia ou conceito, ou talvez estratégia (termo da Economia, da oferta ou do Mercado) do Ministério da Educação em suas agências, especialistas e especialidades é exactamente essa, a de caluniar e desacreditar por completo o que existe do ensino artístico e em seus, ainda credíveis professores, e no que melhor ainda temos na aprendizagem das artes. E vá de retirar-lhes alunos indirectamente ou senão, a direccioná-los teimosa e tardiamente numa única saída, a de integrá-los em que regras ou como se o talento, pudesse alguma vez, manifestar-se em que hora, idade para se tornar justificável enquanto exequível prova para que provas dadas. E de seguida vem o apontar de dedos aos tais professores excluídos ou postos de fora por não terem mais alunos e em seus conservatórios, e os agentes da inqualificável agência saberão como fazer, a depois usá-los como bem entenderem nas suas novas escolas do «Psico-Ensino». Isto é típico dos incompetentes e desta nova era das gentes das ciências educacionais e em seus cientistas psico-freudianos. Efectuada toda e qualquer exclusão, essa gente de alto gabarito por tão gabados e babados, tornam-se então e ainda, os grandes salvadores de toda esta carneirada de professores que lhes vão obedecendo forçosa e cegamente, fruto de tanta distracção e daquela necessidade de subserviência, e em que sobrevivência não dita porque ditada e livre por tantos consumistas.
E a titular da pasta da Educação tentará continuar com a sensata malvadez que lhe aprouver em seu estar confortável, das ditas modas do psico-políticamente correcto no seu novo «Psico-Ensino»: simplificar complicando; mostrando excelência na incompetência; nomeando responsáveis perfeitamente irresponsáveis; apresentando quais superioridades de exemplos a seguir, com os piores dos piores exemplos de todos; revelando que a qualidade do que quer pôr em prática é completamente inqualificável e impraticável… E a demonstrar assim e por aí, que tudo o que diz é uma verdadeira mentira e que, o que pretende que seja tornado em verdade verdadinha, não passará de uma grande mentira!
Estratégias mercantilistas não funcionam nem com a Educação nem com a Cultura. Tanto o Ministério da Educação como o da Cultura são a única garantia do equilíbrio de uma sociedade mais justa e humanizada em seus valores de ética e estética. Se misturarem a Educação e a Cultura com as outras áreas da Economia e da Política, entramos efectivamente num descalabro social.
*
LER em ALI_SE:
>>> 2007_05_28 - O inapto relatório para o Ensino da EDUCAÇÃO ARTÍSTICA

>>> 2007_10_13 - Para que é que serve a Educação Artística


>>> 2007_11_01 - Dito na Conferência Nacional de Educação Artística
(…) no dia 29 de Outubro na sala Suggia da Casa da Música na 2ª Sessão, assisti ao ser desmascarado mais depressa do que eu estava à espera, o tal presidente e responsável do Relatório do Ensino para a Educação Artística em Portugal, Dr. Domingos Fernandes. E que envergonhado perante toda a plateia, assumiu peremptoriamente a sua total incapacidade e incompetência, após as violentas palavras de indignação de Rui Vieira Néry… (…)


*


LER em IDEIAS SOLTAS:
>>> 2008_02_08 - Carta Aberta à Agência Nacional para a Qualificação

>>> 2008_02_12 -Resposta ao Prof. Dr. Domingos Fernandes

Ensino Artístico Vocacional? Não existe em Portugal. O que existe é um Sistema de Ensino Artístico Especializado de qualidade, financiado publicamente e aberto a quem o pretender frequentar. (…) O Ministério da Educação pagou centenas de milhares de euros numa Conferência Nacional de Educação Artística sem que da organização fizesse parte qualquer especialista de Ensino Artístico; nem como convidado. (…)
(...) O outro documento é da própria Agência Nacional para a Qualificação onde, logo na página 2, lemos estupefactos:
«(…) substituir a actual responsabilidade das famílias na orientação da procura pela responsabilidade do Estado na garantia e universalização do acesso ao estudo da música e da dança.»
Leram bem? O Estado substituir-se às famílias? O que é isto? Nunca os pais deram procuração ao Estado para os substituir na obrigação de educar os filhos! (...)

Petição à EDUCAÇÃO

PETIÇÃO: Defesa do Ensino Artístico em Portugal
... a pretensão do Ministério da Educação de alterar o Sistema Educativo Português, no que à Educação Artística diz respeito, nomeadamente ao Ensino Artístico Especializado, pelo facto de se basearem no relatório final de Estudo de Avaliação do Ensino Artístico, que carece, por falta de rigor metodológico, de validada científica, seja por não englobar, na equipa que o elaborou nenhum artista ou professor de qualquer arte, nem ter realizado o trabalho de campo que se exigia como fundamento junto das cerca de 100 Escolas de Ensino Especializado de música, dança e teatro, públicas e privadas, reconhecidas e financiadas pelo próprio Ministério da Educação.
> > > Petição - DEFESA DO ENSINO ARTÍSTICO EM PORTUGAL do Ideias Soltas de Carlos Araújo Alves:
Peço que se impliquem, todos em uníssono, no combate contra a destruição da Educação Artística de qualidade em Portugal pelo Ministério da Educação - música, dança e teatro. Se cada um de nós conseguir ver que afinal é disso que se trata e não do encerramento do Conservatório Nacional, poderá ser que ainda vamos a tempo.

Destaque:


LER em ali_se:

“O inapto relatório para o Ensino da EDUCAÇÃO ARTÍSTICA”

“Cultura sem ARTES ?!”

Dito na Conferência Nacional de Educação Artística


Tanto que foi dito naquela Conferência Nacional de Educação Artística, tanto, tanto, mas tanto, e por tantos doutos que dizem que sabem, que dizem que irão fazer, que ficámos todos muito bem inteirados, o quanto são insensíveis, incapazes e pobrezinhos de espírito, e ficámos a saber também na mesma e habitual novidade de seus comerciais e prosaicos blá-blás-blás de quem sabe muito bem enganar, dos grandes formadores, dos grandes especialistas, dos grandes senhores, dos grandes isto e dos grandes aquilo das ciências da educação, que dizem saber que sabem tudo, e nós a assistirmos e a vermos que embora de tão mentirosos, insistem que os teremos de aceitar e aturar assim como tão doutos sabichões que nada entendem do que é artístico e em sua educação. Mas são uns desenvergonhados que sentam-se todos lado a lado, assim muito bem protegidos com quantas preparatórias e estrategas ideias e em que considerações muito bem ditadas. 

E eram muitos os que por ali pairavam e que nada abonam às Artes e ao que é Artístico. Basta saber quem é quem no link do programa, ou quem é mais importante em suas abundantes sapiências que depressa se apercebemos que nada têm a ver com as artes e com artistas.
Mas aos raros que lhes foi possibilitado estarem presentes e falarem e que não estão para aturar aquelas malandrices dos que querem fazer da Educação Artística uma coisa qualquer sem sentido, deram bem conta do recado em suas apresentações. 

E assim, no dia 29 de Outubro na sala Suggia da Casa da Música na 2ª Sessão, assisti ao ser desmascarado mais depressa do que eu estava à espera, o tal presidente e responsável do Relatório do Ensino para a Educação Artística em Portugal, Dr. Domingos Fernandes. E que envergonhado perante toda a plateia, assumiu peremptoriamente a sua total incapacidade e incompetência, após as violentas palavras de indignação de Rui Vieira Néry dirigidas ao responsável desse mesmo relatório e que por sinal se encontrava no lado oposto  da mesma mesa.

Espero que todos estes discursos em seus textos e comunicações estejam em breve on-line para consulta de todos e para que saibamos quem é quem, a acarretar com as responsabilidades para além do que tenha de ser anulado imediatamente a não ser posto em prática e para que estas práticas não se voltem a repetir.
Sinto que de alguma forma também contribui para ver esclarecida esta situação do inapto Relatório em textos que fui desenvolvendo e após esta conferência pergunto: porque é que um senhor como o Dr. Domingos Fernandes lá porque gosta muito de Educação como o disse na conferência, em tom de quem se quer desculpar sem mais nem menos, aceita levianamente fazer um trabalho daquela responsabilidade e para a qual não tem competência? É porque agora a autoridade máxima da Educação e até do Artístico em que o Ministério da Educação entregou unicamente nas mãos dos doutos da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, e pensam que podem passar por cima de tudo e de todos? Quem os arroga a tanto? Toda esta situação até pode ser considerado de grande assalto e gatunagem a toda uma cidadania que é, como que obrigada a aceitar este tipo de gente incapaz, mentirosa e «mal intencionada»!
Pois, meditam, meditam e preparados estão e porque até ficou bem patente nesta conferência, que o que pretendem é fazer da Educação Artística uma nova e dúbia disciplina a ser dada por estes tais de enganadores especialistas-estrategas das ciências teórico-educacionais ou então num qualquer curso especulativo a ser tornado em engodo de uma nova agência de emprego para professores, e em que cursinhos dos que irão ensinar o quê, as artes infantilizadas claro está! Sim é porque é isso, agora que está na «berra» é, trata-se da Educação Artística, sim aquela que irá salvar o mundo, com aqueles palavrinhas tão corriqueiras e lamechas dos político-psicanalistas. Ah mas não esqueçamos que muitos artistas também se vendem, são os artistas da «indústria cultural» e os das «artes industriais» e os que as galerias promovem ao seu belo-prazer, não confundamos, não são esses que irão ser venerados e que têm feito algo em prol da Humanidade e da verdadeira Cultura, porque esses, muitos deles até já entraram na moda, deram o salto e zás, lá estão eles, na linha da frente, todos contentes a sentirem-se «gente» importante porque tratados de «senhor doutor» ou de «senhor professor», sim querem aquela tal riqueza que em nada nos enriquece, sim renegaram àquilo que era difícil para se arrogarem no que é bem sucedido. Ser artista não é para todos, e formados e formatados nas ciências da educação é bem melhor, pois é mais fácil, é a casa dos talentos feitos à pressão de toda a maneira e feitio, são os aceites, os bem sucedidos, que assim, poderão continuar a serem formadores e até têm possibilidade de como se irão dar as artes nas escolas, multiplicam-se em saberes que não praticam, é tudo uma questão de teoria, está nos livros tudinho e nas inventivas bibliografias das novas e educacionais e engenhocas cientificidades, como se de um invólucro num qualquer bom aspecto se tratasse e já está! Fala-se, diz-se bem, copia-se e está-se bem. Ou seja agora e relativamente às Artes, aos Artistas e o que é Artístico, querem usá-los e pô-los numa qualquer margem, atirando-os da borda-fora, é isso? Ou então querem vir roubar conceitos e estares a obrigarem que sejamos «coisas» ou objectos vendáveis e compráveis como se estas áreas, alguma vez se poderiam tornar mercantilizáveis ou convertidas em meras indústrias culturais, é isso? Talvez estejam enganados, é que este é um mar imenso e pode ficar bravo, assim como o mar verdadeiro que se agita em maré-alta, é imprevísivel e pode ser muito perigoso, para os que pensam que tudo dominam sem respeito para com a Vida no Ser da Criação em sua Natureza..

Não esqueçamos que a verdadeira Cultura e a verdadeira Educação são pois do domínio público… 


E não esqueçamos também que para formar e desenvolver capacidades e talentos é preciso que os professores sejam talentosos!


E no dia do encerramento felizmente que foi convidado alguém ligado às Artes, o maestro José Luís Borges Coelho e que eloquentemente nas suas sublimes e sentidas palavras, fez questão de revelar relativamente à Conferência e de como tem sido tratada a Educação Artística, que o «rei vai nú», desmascarando toda aquela palhaçada, fazendo que toda a plateia se levantasse mais do que uma vez a aplaudi-o e a mostrar que ainda é possível acreditar nas Artes e no que é Artístico, mas pelos que fazem Obra, no Saber-Fazer e não por todos aqueles que pensam que os talentos se fazem de invencionices, a dizer que basta de conversa, basta de teorizações de altíssimo gabarito, basta de declarações eloquentes destinadas a recomendar o que foi recomendado e de quererem mostrar que agora descobriram o tesouro ou a pólvora da Educação Artística, mas o Ensino do Artístico já existe e é ensinado nas Escolas de Música e não só, tem sido é muito negligenciado pelos ministérios e pelos governos. Agora temos que nos comprometer é com a erradicação da pobreza e é com essa realidade que a Educação se terá de confrontar e que ninguém deliberadamente seja posto de fora…



"Para que é que serve a EDUCAÇÃO ARTÍSTICA" - comunicação



“Para que é que serve a EDUCAÇÃO ARTÍSTICA” - ALICE VALENTE ALVES

na I CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ARTÍSTICA


Comunicação programada para:

2ª Sessão: Educação Artística: Conceitos e Terminologias
Painel 3:
Educação Artística, Educação Estética
Dia 29/10/2007 - Segunda-feira - 17h30


Casa da Música - PORTO
29 - 30 - 31 Outubro 2007

Para que é que serve a EDUCAÇÃO ARTÍSTICA


RESUMO

A Educação Artística não serve absolutamente para nada se não for orientada e ensinada por artistas, precisamente porque para além de criadores, igualmente são os detentores e responsáveis com única e exclusiva autoridade das áreas que digam respeito às Artes e ao que é Artístico. E perante esta evidência, o Ensino de uma Educação pelas Artes, só fará sentido se conjuntamente e em perfeita sintonia, o Ministério da Educação e o da Cultura, trabalharem seriamente com os artistas, com todo o rigor e competência e sem improvisos ou ideias extemporâneas, para que essa Educação do Artístico e em seu Ensino, se presenteie com toda a eficácia, tanto ética como esteticamente, em presenças e valores verdadeiros, a Ser-se Humano. Mas toda esta acção, só será exequível num inevitável e incontestável respeito, enaltecimento e valorização para com todos os artistas, que fizeram, que fazem e que têm contribuído de um forma exemplar e inegável para a sua Cultura. Artistas esses, que em sua grande maioria, realizaram seus trabalhos e Obra de um forma demasiadamente dolorosa e até desumana, para que possa existir afinal, uma Cultura!


Assim a Educação Artística, só servirá ao Ensino, se encontrar-se a ensinar nesse mesmo ensino e em suas escolas e universidades, os que com todo o talento realizaram ou realizam obras nas áreas da criatividade ou da manifestação do que é artístico e que são eles, os escultores, os músicos, os coreógrafos, os bailarinos, os artistas plásticos, os artesãos, os poetas ... os artistas.


Em suma, uma verdadeira Educação Artística, só se conseguirá efectivar e repito, se ambos os Ministérios, o da Educação e o da Cultura, favorecerem a realçar os artistas em suas práticas, obras e vivências e a relacioná-las vivamente com o Ensino enquanto Professores, não só pelas suas experiências e provas já dadas, mas depois e também, tanto profissional como artisticamente, dentro dessas mesmas áreas e que digam pois, respeito a um Saber relativo às Artes. Ou ainda que os seus projectos e sempre supervisionados pelos seus autores, sejam direccionados ou directamente incluídos e postos em prática no ensino dessas mesmas escolas, a ensinar-se com os artistas e a aprender-se com eles no entendimento de um esforço realizável pela força do que é genuíno e na «alma» do que é a vida, a obra, o acto criativo e em seu autores e artistas.


Todos até sabemos, e porque é onde a Cultura se assenta e afirma, que a verdadeira riqueza é originada pelos valores do Ser a Ser-se Humano e, isso é assim, exactamente pelo que esse ser humano nos pode oferecer ao que é feito com Arte e em suas Artes, a ressalvar pois, todo o espírito e força do que é a criatividade humana. E que são elas, a Dança, a Música instrumental, Música Vocal, a Pintura, a Fotografia, a Poesia, as Artes Performativas, as Artes Cénicas, a Escultura e entre muitas outras áreas ou em todas aquelas áreas que se têm revelado como cruciais para que a sensibilidade e a afectividade se harmonizem com a criação, com a criatividade, com o acto de criar ou com todas as manifestas vias do artístico. E precisamente por se traduzirem em pólos vitais, para que uma sociedade se torne sustentável, enquanto relação primeira, na procura de valores e soluções novas, dentro dessa mesma comunicação, no que é respeitante ao enaltecer, a dignificar o que é humano e em toda a extensão, na sua Natureza de Ser, por Sentir e Pensar.


Uma Educação Artística terá pois, de se firmar muito para além de todos os jogos de discursos e palavreados sem sentido, no se usarem as artes leviana e grosseiramente, a se reproduzirem modelos em modelozinhos interesseiros e tão repetitivos em que modas, por curiosos ou estudiosos em seus cursos construídos e tirados à pressa, para inglês ver. Lições a serem dadas, por quem nada sabe, nem nada tem a ver com as artes, em cursozinhos no artisticamente correcto, sem «alma» e sem «coração» a envergonhar as artes e o que é artístico. Procedimentos que têm sido perversamente autorizados e em que incúria por responsáveis tão inaptos, numa aliança para com o vazio, para com o nada, dos mal intencionados ou vendilhões, que facilmente se associam aos conflitos e guerras, em quantos competitivos ideais e, em que comerciais e formatados estados. Estados esses, em estares que nos viabilizam para a insensatez de seres humanos tornados coisas, intencional e maquinalmente, isentos de pensar ou tornados abjectos objectos industrializáveis, fabricáveis e empacotáveis, por vendáveis ou compráveis, num monstruoso afastamento e em total separação para com o Pensamento, a Criatividade e a Criação de Ser-se Humano.


PALAVRAS-CHAVE: Ensino da Educação Artística; Pensamento; Ética e Estética; Arte

“Para que é que serve a EDUCAÇÃO ARTÍSTICA - comunicação”


_____

PENSAMENTOS em ali_se relativos a este post:

O inapto relatório para o Ensino da Educação Artística

Em Portugal o que é que o Curso de Psicologia e o Curso de Ciências da Educação existentes na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UNIVERSIDADE DE LISBOA têm a ver com o Ensino Artístico ou com a Educação Artística ???

- Absolutamente NADA !!!

Acerca do
relatório final do estudo de avaliação do Ensino Artístico que foi encomendado pelo Ministério da Educação à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, apresento unicamente os links (sem currículo e sem publicações) do pouco que se sabe em seus autores na informação que está neste momento disponível no site da Faculdade:
Domingos Fernandes -
link directo para a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Jorge Ramos do Ó -
link directo para Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
Mário Boto Ferreira -
link directo para Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação

E quanto a estas
Ciências da Educação em seu curso e, focalizando-nos no que se ensina e no que se aprende nele, poder-se-á atentar para as disciplinas que seguem:

1º ANO

1º Semestre
ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO I / HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO I/ PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO I / SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL I / SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO I /TEORIA E DESENVOLVIMENTO CURRICULAR I
2º Semestre
AVALIAÇÃO I / ESTATÍSTICA E INVESTIGAÇÃO EM EDUCAÇÃO II / HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO II / PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO II / SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO II / TECNOLOGIAS EDUCATIVAS I

2º ANO

1º Semestre
AVALIAÇÃO II / OPÇÃO 1 / POLÍTICA DA EDUCAÇÃO / SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL II / TECNOLOGIAS EDUCATIVAS II / TEORIA E DESENVOLVIMENTO CURRICULAR II
2º Semestre
ADMINISTRAÇÃO EDUCACIONAL / FORMAÇÃO DE ADULTOS / FORMAÇÃO DE PROFESSORES / METODOLOGIA DE PROJECTO / OPÇÃO 2 / SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL III

3º ANO

1º Semestre
ECONOMIA DA EDUCAÇÃO / MODELOS DE FORMAÇÃO / OPÇÃO 3 / PSICOLOGIA SOCIAL APLICADA À EDUCAÇÃO / SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL IV /TECNOLOGIAS EDUCATIVAS III
2º Semestre
EDUCAÇÃO COMPARADA / GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES EDUCATIVAS / OPÇÃO 4 / RELAÇÃO EDUCATIVA / SEMINÁRIO DE INTEGRAÇÃO PROFISSIONAL V / TEORIA DA EDUCAÇÃO


É neste somatório de matérias em disciplinas leccionadas que muito facilmente se poderá comprovar que afinal este curso nada tem a ver com o Ensino Artístico e muito menos com a Educação Artística.
Nem uma única disciplina que se debruce sobre temas da Filosofia, da Ética, da Estética, do Pensamento, das Artes, do Artístico, matérias tão cruciais quanto imprescindíveis para que a Educação se efective com o máximo de sucesso…
Portugal, com cursos como estes, constrói a antítese de toda e qualquer produção artístico-cultural, através destas manhosas formas de se arquitectar novos conceitos de inumeros parasitismos profissionais. E tudo se resume ao mero materialismo do ganho a ser possível destruir o que ainda existe em prol do negócio e do lucro insustentável nas tão recém-chegadas instituições em seus magnânimos doutos.
Criam-se assim profissões de inexperientes e desnecessárias aptidões a não saberem validar os verdadeiros conceitos do incentivo à dignidade e valorização do intelecto, num crescente automatismo de estares num atroz retrocesso ao decente, adequado e natural processo evolutivo do Ser.

E ainda sobre este
Curso de Ciências da Educação em sua licenciatura, diz isto:
A educação e a formação são uma actividade crescente na vida social…
(…) A Licenciatura em Ciências da Educação não tem por finalidade habilitar para o exercício de funções docentes, mas sim, proporcionar uma formação de base para especialistas e técnicos superiores com capacidade para desenvolverem actividades de educação e formação.
(…) Esta formação teórica é articulada com uma progressiva integração dos estudantes em diferentes campos e experiências profissionais tendo em vista adquirir competências básicas para a sua inserção na vida activa
(…)… especialização, profissionalização e de investigação
(…)… coordenação, supervisão e chefia.

Nome de curso que se deveria de inscrever num português correcto em sua significância e não fugindo a essa mesma realidade, porque e afinal o Curso de Ciências de Educação nada mais é do que um Curso de Pedagogia da Educação!
E porque se usa este outro nome que lhe deram de Curso de Ciências da Educação? Afinal quais são as ciências da educação ???
E se de Ciências se trata, onde estão as de ditas principais Ciências que deveriam de estar associadas à EDUCAÇÃO que são elas a ÉTICA e a ESTÉTICA?
Desde quando a Educação se detém a qualquer antecipação de Ciência ou se auto intitula de Ciência em Ciências ?
É que através de um bom Ensino a ensinar-se bem em suas adequadas pedagogias poderá eventualmente surgir uma qualquer outra nova ciência, mas a situação inversa jamais se poderá verificar!
Falácias previamente institucionalizadas ou enganatórias conjecturas em estratégias comercializáveis do Ensino e da Escola?
O que dizer destas supostas modas em vaidades das tão desmesuradas e teorizáveis distracções ?
Afinal quais os objectivos ??? Ou simplesmente o quê… e para quê ???

E sobre o uso e no uso da nossa Língua Portuguesa pelo mundo fora, e comparativamente com o Ensino no Brasil que em vez de Curso de Ciências da Educação tem sim, vários cursos de pedagogia da educação existentes nas suas intituladas de “FACULDADE DE EDUCAÇÃO” e como exemplo, a
FACULDADE DE EDUCAÇÃO da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas em São Paulo) para além do Curso de Pedagogia da Educação entre outros ainda oferece cursos de Licenciatura em Música, Dança, Educação Artística e Filosofia.
Será que teremos que aprender com o Brasil em seu Ensino e Educação ou simplesmente iremos piorar ???
A responsabilidade tem de ser assumida muito rapidamente antes que Portugal se veja prostrado numa estagnação deplorável e sem precedentes da História da sua CULTURA.

ALICE VALENTE

Links relacionados:
Vivaldi - Agitata da due venti
Ensino Artístico e Ciências da Educação
Novo ensino especializado da música (10)
O Ensino Artístico e o Eduquês

______

NOTA do dia 26 Outubro 2008 - ATENÇÃO: E pela gravidade da situação em que está a Educação no nosso país, este post tem sido imensamente visitado e hoje lamentavelmente, detectei que os imensos links que direccionei e em sua informação, foram simplesmente eliminados do respectivo site da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.

Cultura sem ARTES ?!

Para reflexão e análise deixo-vos com estes três links onde é notória a presença atrofiante de um total desconhecimento e numa qualquer já formatada ignorância e, até institucionalizada em certas aprendizagens postas tão alegremente em prática pelas tais recentes, arrogantes e instaladas categorias sociais da futilidade, impossibilitando assim, qualquer saudável comunicabilidade no ressurgimento de novos valores humanos numa sociedade que necessita de valorizar essas mesmas evolutivas, normais e inevitáveis transformações.

>>> Relatório final do estudo de avaliação do Ensino Artístico em Portugal - Fev.2007

>>> Democratizações da Arte
- Acredita que actualmente os pais ainda têm essa mentalidade?
Como historiador da educação posso dizer que acho que Portugal venceu com 150 anos de atraso educacional. (…) Nós vulgarizámos a aprendizagem. (…)
- Que opinião tem quanto ao ensino obrigatório da música no ensino regular não especializado?
(…) A chegada do ensino artístico como um conjunto de competências para o desenvolvimento da criança, designadamente do ensino pré-escolar, é protagonizada sobretudo pelas investigações dos psico-pedagogos. Temos aqui um paradoxo: Temos uma elite esclarecida que defende a cultura como um bem de distinção social.

>>> A Educação e a Música no divã
ler excerto no final do artigo…
(e porque foi assim que aprenderam, foge-lhes a boca para estas «verdadezinhas» psicanalíticas e numa tão descarada discriminação)
As Artes e a Música são um luxo e são supérfluas.
Pode-se sobreviver, rastejar sem elas.
Mas justamente, porque são um luxo, devem ser oferecidas aqueles a quem queremos oferecer «o melhor do Mundo»


Todos sabemos muito bem que as ARTES na sua concepção para com o desencadear da OBRA em seus Artistas, sempre foram secundarizadas, desprezadas e até condenadas e que posteriormente é a CULTURA, esse único campo proveitoso da genuína e verdadeira riqueza, que por sua vez em sua inerente espontaneidade se aproveita desse instituir de contrariedades da Força inegável da Criação Artística, numa natural e intuitiva constituição, não nos esquecendo ainda que sempre concebida à margem de qualquer Poder.

Actualmente com o aparecimento de novas mercantilistas ciências humanas, professores e profissionais-académicos das áreas da Psicologia (e afins tais como Psicologia da Educação e mais), num desconhecimento total e até numa atitude completamente absurda costumam rotular a associar às Artes, uma Cultura de elites!
Isto acontece ou porque desconhecem, esquecem ou não entendem que a CULTURA subsiste daquilo que é resultante a longo prazo de um POVO que em suas manifestações artísticas criaram e favoreceram o enaltecimento do SER como a primeira e vital necessidade comunicacional no vislumbre à viabilização natural de novos valores éticos e estéticos.

ALICE VALENTE

Links relacionados:
Ensino Artístico - reacções
Novo ensino especializado da música (8)
Boas referências

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails

Páginas