Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim

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Terra da Boa Fé





Terra da Boa Fé e o ouro da má-fé...






«Preservar o montado e a cortiça no Alentejo.
... é um sítio notável e espero que... o português em geral,
que não percebe que está sentado numa 'mina de ouro'...
o perceba...!»
MIKE SALISBURY (produtor da BBC) na entrevista onde fala da 
importância deste ecossistema, único na Europa. 

As joaninhas voam voam



A joaninha é um dos insectos mais bonitos e surpreendentes, e quando surgem e poisam nos verdes ou nos entram em casa, é bom sinal, é sinal de que chegaram com a Primavera para nos ajudarem a zelar dos jardins, das flores, das plantações. As joaninhas são grandes protectoras da natureza e boas colaboradoras dos agricultores e jardineiros.

Até há quem diga, que trazem sorte, claro, se dão saúde às árvores, flores e vegetação, e acabam com os pulgões que definham roseiras e outras plantas e assim como acabam com a praga de vários insectos que destroem as frutas e plantações, evitando assim o uso daqueles produtos químicos ou os pesticidas que para além de caros, são altamente tóxicos e perigosos para o meio ambiente. E por isso quando vimos por aí, essas graciosas joaninhas, que ao contrário de outros insectos, não nos picam nem nos incomodam, e assim tão pequeninas e harmoniosas, é sempre um motivo de sorriso e enorme contentamento. (*)

Há milhares de espécies de joaninhas. E a joaninha mais comum em Portugal é a que tem o corpo preto, protegido com uma couraça com duas resistentes asas (superiores) de cor vermelha com (normalmente sete) pintas pretas e duas asas (inferiores) que estão ocultas e que só utiliza quando voa. Tem 3 pares de patas. Cada joaninha chega a pôr mais de mil ovos em cada estação. As joaninhas vivem no máximo seis meses.
As joaninhas conseguem viver em sítios inóspitos e ao sentirem-se em perigo, recolhem as patas na couraça e deixam-se cair de folha em folha, e assim que podem, voam, para um local seguro.


(*) Todos os anos poisam joaninhas nas minhas plantas (em pleno centro de Lisboa) e estas três fotografias foram tiradas esta semana. E devido ao carinho que tenho para com estas espantosas criaturas, não resisti em vir aqui partilhar convosco estas imagens!


ENCONTRO: «CORPO...traço.verde» no Clube Literário do Porto




DATA: Dia 5 de Março 2011 | Sábado | das 17h00 às 19h30

LOCAL: Auditório do Clube Literário Porto – Rua da Alfândega, 22 – Porto
  • Neste ENCONTRO, a autora, Alice Valente Alves, fará a apresentação do CORPOtraçoCORPO através da projecção das 72 obras em díptico nas 8 das nove cores do projecto, realizadas e apresentadas até ao momento, e de seguida irá falar sobre a cor e as 9 obras do traço.verde que estiveram expostas em 2010 no edifício da Estação Biológica do Garducho.
  • Contamos com a presença de Bernardino Guimarães, Jornalista e Activista Ambiental, que se pronunciará sobre o verde e a humanização.
  • No final, será aberto o diálogo com todos os presentes.

O “traço:verde” – 8ª cor das nove cores do «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» … firma-se na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, ‘verde’ das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de cuidar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.




*
CORPOtraçoCORPO é um projecto multidisciplinar que teve início no ano de 2003 e que articula poesia com pintura, assinadas pela mesma artista. O projecto pictórico final integra 9 séries de pintura, cada qual, subordinada a uma cor com 9 telas em díptico. Após as 9 séries expostas, está previsto uma EXPOSIÇÃO FINAL com a presença das 81 OBRAS aquando do Lançamento do LIVRO com o mesmo nome do projecto e que irá conter 81 poemas ilustrados com as 81 obras e, em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.
O traço: vermelho estreou-se como a cor primeira e Vital na assinatura do CORPOtraçoCORPO.
O traço: castanho-terra surgiu como a segunda cor do Movimento do projecto…
O traço: água-azul-céu, 3ª e 4ª cor, duas cores conjuntas criadas na horizontalidade… os dois azuis (azul-céu e o azul-água) e em sua Força a espelharam-se numa única cor…
O traço: laranja-lima, 5ª e 6ª cor, mais duas cores conjuntas em que os 9 dipticos do traço laranja e os 9 dipticos do traço limão apresentados na verticalidade, lado a lado, Alimento-vida, referenciam a importância do alimento da vida com o alimento na vida, doce e ácido, respectivamente na cor da laranja e na cor do limão.
O traço: verde-oliva, a 7ª cor, com 9 dipticos apresentados na verticalidade, a caracterizar este traço e em sua cor, no advir  de uma Verdade precisa.
O  traço: verde, a 8ª cor, com 9 dípticos apresentados na horizontalidade, firmam-se na relação de Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.

E o traço: cor de pele encerrará o ciclo das 9 cores.


Sobre o Projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» : 
http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/



clube

Decrescimento económico «previsível»

Crise por transformação - Decrescimento económico «previsível»
 
(...)
o PIB não valoriza o que não se encontra no mercado, como o trabalho doméstico não pago e o trabalho voluntário. Uma sociedade rica em «bens e serviços relacionais» teria um PIB mais baixo do que uma (impossível) sociedade na qual as relações pessoais fossem exclusivamente mediadas pelo mercado.
(...)
Os aumentos de produtividade não são correctamente medidos. Se há substituição de energia humana por máquinas, o preço da energia toma ou não em conta o esgotamento de recursos e as externalidades negativas? Sabemos que não.
 
Mais ainda, deveríamos separar o direito a receber uma remuneração do facto de ter um emprego. Essa separação já existe em muitos casos (crianças e jovens, pensionistas, pessoas que recebem subsídio de desemprego), mas deveria ser ampliada. Temos que redefinir o que significa «emprego», tendo em conta os serviços domésticos não pagos e o sector voluntário, e temos que introduzir ou ampliar a cobertura de um Rendimento Base ou Rendimento do Cidadão universal.
Outra objecção surge. Quem pagará a montanha de dívidas, hipotecas e outras dívidas se a economia não crescer? A resposta tem que ser: ninguém vai pagar. Não podemos forçar a economia a crescer à taxa do juro composto segundo a qual as dívidas se acumulam. O sistema financeiro tem que ter regras diferentes das actuais. Nos Estados Unidos e na Europa o que é novo não é, pois, o keynesianismo ou mesmo o keynesianismo verde. O que é novo é um crescente movimento social a favor do decrescimento sustentável. A crise abre oportunidades a novas instituições e hábitos sociais.

(...)
Os banqueiros parecem ter pensado que o crescimento económico continuaria e aumentaria o valor das casas que estavam hipotecadas. Fizeram «pacotes» com as hipotecas e venderam-nos a outros bancos que os venderam ou tentaram vender a investidores inocentes. A explosão na construção de casas terminou em 2008. A indústria privada da construção quase parou em alguns países.
(...)
No entanto, os apóstolos do crescimento não estão dispostos a utilizar a crise actual de modo a deslocar a economia para um padrão tecnológico e de consumo diferente. Pelo contrário, arranjam razões para pensar que as vendas de carros continuarão fortes porque, se bem que os Estados Unidos tenham cerca de um carro por cada pessoa em idade de dirigir, a China tem menos de três carros por cada 100 pessoas e a Índia menos ainda. 

(...)
... Ao longo de vinte anos, a palavra de ordem ortodoxa foi Desenvolvimento Sustentável (Relatório Brundtland, 1987), que significava crescimento económico que fosse ecologicamente sustentável. Sabemos contudo que o crescimento económico não era ambientalmente sustentável.

A discussão sobre o decrescimento (francês: décroissance), iniciada por Nicholas Georgescu-Roegen há trinta anos, é agora assunto de debate nos países ricos porque «la décroissance est arrivée» (o decrescimento chegou). É agora o momento de substituir o PIB por indicadores sociais e ambientais a nível macroeconómico e de gizar projectos rumo a uma transição socioecológica segundo o comportamento desses indicadores. A transição exige uma reforma das instituições sociais (para enfrentar o desemprego) e também uma reforma das instituições financeiras para impedir que o nível financeiro da economia cresça sem referência às realidades físicas subjacentes. A venda imaginativa de derivados («produtos» financeiros) e a existência de actividade bancária offshore não regulada produziram um grande choque na opinião pública.
(...) 
Os movimentos internacionais a favor da justiça anbiental têm por objectivo uma economia que satisfaça de modo sustentável as necessidades de alimentos, saúde, educação e habitação para todos, proporcionando a máxima "joie de vivre" (alegria de viver) possível.
(...)


Traduzido por JOSÉ CARLOS MARQUES

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«previsível»

Díptico nº 68 – «previsível» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2010 | (cor) Traço:Verde
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de ALICE VALENTE ALVES

Exposição na Estação Biológica do Garducho


MAIS INFORMAÇÃO:
http://alicevalente.wordpress.com/corpotracocorpo/2010_garducho/

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"Traço. verde" e as Escolas de Mourão

«Palavra em traço verde» - É o título do Programa interdisciplinar que se irá realizar a ser desenvolvido em várias fases com os Professores e Alunos das disciplinas de Educação Visual, Língua Portuguesa e Ciências da Natureza do Agrupamento de Escolas de Mourão conjuntamente com a EBG - Estação Biológica do Garducho e o projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» de Alice Valente.

CARTAZ DE DIVULGAÇÃO (clique na imagem para ampliar) :





CARLA JANEIRO - Presidente do CEAI 
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O traço:verde, a 8ª das nove cores do projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» com 9 obras em díptico apresentadas na horizontalidade, ir-se-á firmar na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, 'verde' das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPO-Natureza.

 



Pensamento «territorial»

Obra (em díptico) nº 67 – «territorial» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2010
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» | (cor) Traço:Verde
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Pensamento «territorial»

Cresce-se e morre-se a pensar no território, a pensar num espaço onde se possa dominar, onde se possa parcelar a estar, e dizer, mesmo que temporariamente, quem manda aqui sou eu. Toda a parte prática da vida, ou de dita racional, é pensada ao nível do territorial, vive-se e trabalha-se para se ter coisas, coisas territoriais, terras,  quintas, casas com criados, ou coisas onde mais ninguém possa intervir e usar a não ser quem as adquire e que é pois, seu dono, e em carros, casas, livros, computadores, telemóveis, roupas, objectos e em mais mais coisas, muitas coisas... E a Terra, sim a terra essa, que sempre foi sendo dividida em muitos territórios, embora de uma terra que é indivisa, e que daqui não se sai para lado nenhum, e que até nos come, e que ainda assim, lá se vai querendo que seja partida em mil pedaços, tidas de nações, países, estados, condados, reinados, impérios, colónias, províncias, quintas, herdades herdadas, e que por fim é tornada a divisa de uma divisão  entre uns e outros. Pois, há um divisível que se quer indiviso por leis e ademais conceitos, e assim é, porque assim se pensa como tal. E invadidos e invasores, em vidas por dinheiro e trabalho, eis a guerra que se nos tem sido definida como viver.
Mas o ser humano não precisa desse territorial pensado, precisa sim e primeiro que tudo, pensar em viver por totalidade enquanto pensamento que se articula harmoniosamente com o global, e existe efectivamente uma totalidade intemporal que não precisa de espaço territorial, e que por 'sentires' é por si e em si mesmo, distante de qualquer parcelar ideia do que é territorial. É que o ser pensante que se articula com a vida através da dimensão artística, da ética e da estética ou da poética da vida, e que se 'transporta' por esses meios através da  criação, da música, da pintura, do desenho... ou de um entendimento com o enriquecimento interior, não carece de território para se completar. 
Somos o que somos nesta realidade de um viver por territorialidade, mas e a outra realidade em decrescimento previsível, porque é que ainda não é possível pensar-se em vivenciá-la por inteiro?

A história da ebg - Estação Biológica do Garducho

(...)
Os guarda fiscais eram apelidados de "picachouriços" devido à sonda (uma vareta em ferro) que usavam para introduzir nas sacas de produtos a granel, para verificar se nelas vinham escondidos produtos de contrabando.

O posto fiscal do Garducho encontrava-se estrategicamente localizado, na cota mais elevada do concelho de Mourão, na freguesia de Granja, a 2 km da fronteira com Espanha. Foi extinto também em 1993 pela portaria 368/93 de 1 Abril.
(…)
Numa primeira fase, em 1999 o antigo posto sofre uma primeira remodelação dirigida para os dois edifícios em melhor estado de conservação, co-financiada pelo Programa LEADER, no âmbito do segundo Quadro Comunitário de Apoio (QCA II). Esta intervenção permitiu a utilização da infra-estrutura para diversas actividades, designadamente para apoiar a realização de estudos sobre a fauna da região e o desenvolvimento de actividades de sensibilização ambiental.

Em 2004, foi iniciado um projecto de remodelação do ex-posto bastante mais ambicioso, tendo em mente a instalação de uma Estação Biológica inovadora, pela junção das actividades científicas (que normalmente decorrem neste tipo de infra-estrutura), com actividades de informação ambiental, aliadas à arquitectura contemporânea, tendo presente preocupações ambientais intrínsecas ao objecto social do CEAI. Estas preocupações foram uma das premissas definidas pelo CEAI e incorporadas pela equipa projectista, através de vários sistemas e materiais de construção, como a produção de energia solar, o isolamento em aglomerado negro de cortiça, a utilização de sulipas de madeira reutilizadas no pavimento exterior e a recolha de águas pluviais. 

Em finais de 2008, concluídos os trabalhos de remodelação, a Estação Biológica do Garducho tomou o lugar do antigo posto fiscal, sendo a intervenção co-financiada pelo Programa Operacional Regional do Alentejo, no âmbito do QCA III.

… em 2009 … a Estação é galardoada com o Prémio FAD, o mais importante galardão da arquitectura ibérica, atribuído pela Fundação Arquifand (Barcelona, Espanha).
(…)
A descoberta da paisagem e da biodiversidade através do olhar da ciência, da arquitectura, da poesia e da arte, é a experiência que a Estação Biológica do Garducho propõe aos seus visitantes.

O CEAI ambiciona que a EBG seja uma referência a nível regional e nacional, enquanto local de estudo, conservação e divulgação da biodiversidade local, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável.

Pretende-se que a EBG contribua para a dinamização social e económica da região em que se insere, especificamente dos concelhos de Mourão, Moura e Barrancos, através do desenvolvimento de projectos de conservação da natureza, da realização de actividades de educação ambiental e da promoção do ecoturismo.

A importância ecológica da região de Moura, Mourão e Barrancos
Localizada na zona Norte da Margem Esquerda do Guadiana, a região de Moura-Mourão-Barrancos constitui local de abrigo e de reprodução de várias espécies emblemáticas e ameaçadas. A sua importância destaca-se também por ser um local de ocorrência histórica de Lince-ibérico Lynx pardinus, a espécie de felino mais ameaçada do mundo, constituindo um dos locais mais adequados para uma futura recolonização da espécie.

A sua importância ecológica reflecte-se na sua integração na REDE NATURA 2000, uma rede europeia de áreas de especial importância ecológica, constituída pela União Europeia. A classificação destas áreas está regulamentada por duas Directivas Comunitárias, a Directiva Habitats (92/43/CEE) e a Directiva Aves (79/409/CEE). A primeira identifica os habitats de relevante interesse de conservação, enquanto que na segunda encontram-se listadas as espécies de aves de maior importância conservacionista.

Na região de Moura-Mourão-Barrancos encontram-se duas áreas que integram a REDE NATURA 2000: uma Zona de Protecção Especial para as Aves (ZPE) e um Sítio de Importância Comunitária (SIC).

(…)
A diversidade de habitas e de espécies que a região encerra é portanto indiscutível e muito relevante a nível local, regional, nacional e europeu. Neste contexto, a Estação Biológica do Garducho surge como infra-estrutura catalizadora de iniciativas que pretendem contribuir para a salvaguarda e a valorização deste património, numa perspectiva de desenvolvimento sustentável.

Eng.ª CARLA JANEIRO - Presidente do CEAI
Ler na íntegra texto em Doc_pdf: 
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Apresentação/Exp. das 9 obras em díptico do Traço:verde, a 8ª das 9 cores 
do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de Alice Valente
  
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Texto de divulgação do projecto CORPOtraçoCORPO em 2010


CORPOtraçoCORPO é um projecto multidisciplinar que teve início no ano de 2003 e que articula poesia com pintura, assinadas pela mesma artista. O projecto pictórico final integra 9 séries de pintura, cada qual, subordinada a uma cor com 9 telas em díptico. Após as 9 séries expostas, está previsto uma EXPOSIÇÃO FINAL com a presença das 81 OBRAS aquando do Lançamento do LIVRO com o mesmo nome do projecto e que irá conter 81 poemas ilustrados com as 81 obras e, em que a cada obra em seu título irá corresponder um poema com o mesmo título.

O traço: Vermelho estreou-se como a cor primeira e Vital na assinatura do CORPOtraçoCORPO

O traço: Castanho-Terra surgiu como a segunda cor do Movimento do projecto…

O traço: Água-azul-céu, 3ª e 4ª cor, criadas na horizontalidade… os azuis em sua Força espelham-se diluindo-se numa única cor…

O traço: Laranja-Lima, 5ª e 6ª cor, mais duas cores conjuntas em que os 9 dipticos do traço laranja e os 9 dipticos do traço limão apresentados na verticalidade, lado a lado, Alimento-vida, referenciam a importância do alimento da vida com o alimento na vida, doce e ácido, respectivamente na cor da laranja e na cor do limão.

O traço: Verde-Oliva, a 7ª cor, enquanto cor ou traço preciso em inteireza e Verdade.

Até ao momento, foram já expostas e apresentadas 7 das 9 cores: vermelhocastanho-terra, água-azul-céu, laranja-lima e verde-oliva. O traço:verde, a 8ª das nove cores será a próxima cor a ser apresentada e a o traço:cor-pele encerrará o ciclo das 9 cores.

O traço: Verde é a designação da 8ª das nove cores do projecto «CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» e ir-se-á firmar na relação tão enérgica quanto intrínseca do Homem com o verde, ‘verde’ das plantas, vegetais e árvores, em verde esse que necessitamos de articular, de moldar, de cultivar, de cuidar, de preservar, de uma forma tão natural quanto imprescindível ao melodioso Equilíbrio do CORPO-Ser em seu CORPONatureza.

E devido às características desta cor para com o projecto e em suas actividades, o traço:Verde será apresentado com o CEAI - Centro de Estudos da Avifauna Ibérica na ESTAÇÃO BIOLÓGICA DO GARDUCHO (Herdade dos Guizos, Mourão - Alentejo) no dia 23 de Outubro de 2010 a partir das 16h00.








Traço.verde do CORPOtraçoCORPO em Outubro






Dia 23 Outubro 2010 a partir das 16h00  na Estação Biológica do Garducho, perto de Mourão (Alentejo) inaugura o "traço.verde" a 8ª ou penúltima cor do projecto  «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» de Alice Valente


PARA MAIS INFORMAÇÃO:

TEXTO DE DIVULGAÇÃO doc_pdf:


CONTAMOS CONSIGO!

De um 'dever em devir'

Crise por transformação - de um 'dever em devir'

Sobre o meu ensaio com o título «Crenças e poder - do dever em não devir», em que a segunda parte do título "... - do dever em não devir" só faz realmente sentido quando associada a "Crenças e poder - ...". E isto porque em cada um de nós existe um verdadeiro 'dever' mas que diz respeito não a um 'dever' de leis feitas pelos homens, mas sim a um 'dever' das leis do 'devir' da Natureza.  E exactamente porque o tal 'dever' que nos assiste socialmente é um 'dever' por medo a poderes e crenças, e por isso a utilização unicamente da segunda parte do título sem a primeira, induz em erro ao pretendido. E a querer-se utilizar separadamente poderá se intitular, não "do dever em não devir", mas sim de um "dever em devir".

E é pois esse 'dever em devir' que no fundo nos vai solucionando todos os problemas que as crenças e poderes nos têm arranjado. É que os poderes temem esse caos do 'dever em devir' e que por transformador benéfico  é tão necessário quanto vital, e tenderá a surgir inevitavelmente de quando em quando, mesmo que os poderes tentem impor um 'dever' (moral) obrigado a ser cumprido por leis por vezes contrárias às leis éticas do 'dever em devir'. Portanto, um 'dever em devir' ir-se-á revelar natural e autonomamente, e  surgirá  sempre, como que a proteger ou a criar o equilíbrio entre todos os seres na terra.

Ora vejamos o que está a acontecer de há dois anos para cá, relativamente à incógnita da tal designação de 'crise', e em que crises que se têm vindo a desenvolver com essa mesma, de teimosa 'crise'... 
É que na actual economia mundial, ela é unicamente financeira e o mercado e em suas leis está assente ou é suportado por mecanismos associados a crenças e poderes, que suscitam mais crenças, guerras,  medo, miséria, fome, consumo em luxo e lixo, e destruição do meio ambiente... e em economias ou poderes esses que insistem em publicitar e a tornar viável uma forma de vida de uma consciente negligência do corpo, da natureza e do 'dever em não devir'.

E assim continuamos, regidos por "crenças e poderes - do dever em não devir"!  
Até quando?







Crise por transformação - o lixo


Tudo se recicla, será? E os economistas e políticos, quererão também reciclar a crise?

A crise está instalada, e enquanto se continuar a empobrecer pessoas, povos, países e gerações, a crise aí estará para durar. E depois da crise, o que virá? Uma outra crise, com data e nome próprio? Perguntas sem resposta, é certo!!!

Quer-se pensar que, ir-se-á transpor a actual crise, no ainda ser possível fazer-se destas economias e em seus modelos, o único e viável caminho para o progresso económico-político desta nossa contemporaneidade? Não, a crise jamais desaparecerá assim, a querer-se continuar nos mesmos moldes económicos, políticos e sociais a que nos temos modelarmente adaptado até aqui.

O desenvolvimento dos países ricos, fez-se sem se pensar que um dia, esses mesmos europeus enfrentassem também uma crescente preocupação não só com a pobreza dos outros (dos países pobres ou em vias de desenvolvimento) mas também com a pobreza em seus próprios países, os tidos de ricos. É que as economias sempre se foram construindo na base de um aumento de pobreza pelo mundo fora e vá de enriquecer com a mão-de-obra barata e com a tal ideia de «com o mal dos outros posso eu bem». E assim a pobreza tem aumentado de tal forma, que aí estamos nós a assistir já a esse aumento  de miséria nos próprios países ricos ou desenvolvidos!

E agora o que fazer? 

Olhar à volta, um pouco mais e pensar, o que é que afinal tem crescido exponencialmente, nos tais países ricos ou desenvolvidos:

- O lixo excedentário do consumo: latas (de cerveja, coca-cola, refrigerantes…), fraldas descartáveis, embalagens de tudo e mais alguma coisa (de leite, de iogurtes, de comidas, de detergentes, de produtos de higiene, hospitalares etc), garrafas de plástico, e plástico, plástico, plástico para tudo a embalar tudo, tudo e tudo, e depois embalagens também de papel, cartão e cartonagens, e ainda jornais, livros, revistas… e depois móveis e mais móveis, aparelhos eléctricos, telemóveis, carros, roupa… um sem fim de objectos e mais coisas, todos prontos para serem substituídos o mais breve possível em lixo, em muito lixo!

E que tal, é isto desenvolvimento?

Sim, é um desenvolvimento na fabricação de lixo em grande escala ou numa progressiva construção para o caos e para a ameaça de destruição do ser humano e da sua Natureza.

Há que assumir que assim não poderemos continuar! É certo que a responsabilidade caberia aos dirigentes e governantes do mais antigo continente desta nossa civilização, a Europa. Mas afinal o que tem acontecido nesta primeira década do séc. XXI? Pura distracção e incapacidade de visão global dos problemas culturais, sociais e humanos. E uma teimosia tola por querer-se crescer ainda assim neste fomentar de miséria e pobreza, e a usar também as pessoas, como se de lixo se tratasse.

Os modelos económicos pautaram-se sempre por uma crescente pobreza pelo mundo fora, e o alerta dessa necessária transformação deu-se no final do séc. XX, e fizeram-se várias tentativas em acordos e mais acordos por políticos e governos da Europa e de todo o mundo, e em acordos que no fundo não foram cumpridos. Tentativas em vão de tempo e dinheiro perdidos.

E agora?
Agora urge essa transformação mais do que nunca, e essa consciência irá inevitavelmente, com nome de crise, ou em que mais crises,  mais tarde ou mais cedo, entrar-nos por portas adentro, e tocar a todos sem excepção!

E é nessa transformação que não se tem querido pensar, porque a acontecer terão de ser alterados todos os modelos das economias e políticas dos países mais desenvolvidos, pois é, mas não teremos outras hipóteses senão vir a dar rumo a essa nova transformação. Há que pensar nessa alteração de hábitos, e costumes pessoais, sociais e culturais, que toda a produção e leis de mercados por um consumo em crescente se nos impôs no século passado. E estamos no final da primeira década do séc.XXI e sempre pensei que na passagem para este nosso novo século, haveria não só a preocupação mas também alterações já postas em prática com a preservação da Natureza e do Ambiente. Mas nada se fez, e nada se está a fazer, verdadeiramente de concreto, e com crise ou sem crise, a ideia que ressalta é a mesma, e que é, a de continuar, em crescente consumismo. É que as leis de mercado e das economias assentam numa feroz competitividade por consumismo. E todos sabemos que não podemos ir por aí! E os que não sabem ou não querem saber, enfim, ou são muito tolos ou completamente ignorantes.

Será que temos sempre que construir muros para quebrar a cadeia da solidariedade humana, separar os povos e proteger a felicidade de uns da miséria dos outros?

Assim, há que alterar, há que pensar nessa transformação de hábitos de consumo. Todos os governos e países do mundo inteiro e especialmente os da Europa e da América, terão de criar novos exemplos de boas práticas e vivências do ‘quanto baste’ relativamente às economias e políticas de consumo, começando nos governos, nas famílias, na sociedade, na educação e ensino... E terá de haver divulgação nesse sentido e a estarmos todos a postos, para que a transformação ou a alteração se dê, com toda a urgência e conforme a crise ou as crises, assim o estão a assinalar!

Há que fazer a escolha entre Competir ou HUMANIZAR!
ALICE  VALENTE 


NOTA: Irei dar continuidade a este tema da «Crise por transformação» em próximos post's e com os seguintes subtítulos: - a água, - o plástico, - o papel, - a publicidade, - o turismo e - a alimentação,  entre outros.



Asas em ventos de um tempo por verde










"Traço:Verde"
 

- Em breve a informação do local e evento de Apresentação, Exposição e Actividades para este ano de 2010 -




Olhar o céu por um lugar ao Sol


Do documentário «HOME O Mundo é a nossa casa»:
 
(...)
Cada vez mais depressa. Nos últimos 60 anos, a população da Terra quase triplicou e mais de 2 mil milhões de pessoas foram viver para as cidades.
(…)
Cada vez mais depressa. Em Xangai foram construídas 3 mil torres e arranha-céus em 20 anos e mais algumas centenas em construção. Actualmente mais de metade dos 7 mil milhões habitantes do mundo vivem em cidades. Nova Iorque a primeira megalópole do mundo, é um símbolo da exploração da energia que a Terra fornece à genialidade humana. A mão-de-obra de milhões de emigrantes, a energia do carvão, o poder desenfreado do petróleo. Da electricidade resultou a invenção dos elevadores, que por sua vez, permitiu a invenção dos arranha-céus. Nova Iorque ocupou o lugar da 16ª maior economia do mundo.
(…) O automóvel tornou-se o símbolo do conforto e do progresso. Se este modelo fosse seguido por todas as sociedades, o planeta não teria 900 milhões de veículos, mas sim 5.000 milhões.
Cada vez mais depressa o mundo se desenvolve.

(…)
A maior parte dos bens de consumo viajam milhares de quilómetros desde o país produtor até ao país consumidor. Desde 1950 0 volume de comércio internacional aumentou 20 vezes. 90% do comércio são feitos por via marítima. São transportados 500 milhões de contentores todos os anos com destino aos maiores centros de consumo do mundo, como o Dubai.
O Dubai é um dos maiores locais de construção do mundo, um país onde o impossível se torna possível, construir ilhas artificiais no mar, por exemplo. O Dubai tem poucos recursos naturais, mas com o dinheiro proveniente do petróleo pode importar milhões de toneladas de material e mão-de-obra de todo o mundo. Pode construir florestas de arranha-céus, cada uma mais alta que a anterior ou até uma estância de esqui no meio do deserto. Dubai não tem terra arável, mas pode importar comida. O Dubai não tem água mas pode desperdiçar uma quantidade imensa de energia para dessalinizar a água salgada e construir os arranha-céus mais altos do mundo. O Dubai tem quantidades intermináveis de luz solar, mas não tem painéis solares. É a cidade dos excessos onde os sonhos mais impensáveis se tornam realidade.
O Dubai é uma espécie do culminar ocidental com o seu totem de 800 metros à modernidade total que não pára de impressionar o mundo. Exagerado? Talvez!
O Dubai parece ter feito a sua escolha: é uma espécie de farol para todo o dinheiro do mundo.
Nada parece mais distante da Natureza do que o Dubai, apesar de nada mais depender da Natureza do que o Dubai. A cidade apenas segue o modelo dos países ricos.
Ainda não percebemos que estamos a esgotar o que a Natureza nos oferece.

(…)
Perto de mil milhões de pessoas estão a morrer à fome.
Mais de 50% dos cereais comercializados em todo o Mundo são usados para alimentar animais ou para produzir bio-combustíveis. 40% da terra arável está degradada. Todos os anos 13 milhões de hectares de floresta desaparecem. Um em 4 mamíferos, uma em cada 8 aves, um em cada 3 anfíbios estão em extinção.

As espécies estão a morrer a um ritmo mil vezes superior ao que é natural.

¾ das zonas de pesca estão esgotados, reduzidos ou correm esse risco. A temperatura média dos últimos 15 anos foi a mais alta de que há registo. A calota de gelo perdeu 40% da sua espessura em 40 anos. Pode haver no mínimo duzentos milhões de refugiados devido ao clima em 2050. O preço das nossas acções é elevado. Outros pagam o preço sem terem o envolvimento activo.

Eu já vi campos de refugiados do tamanho de cidades estendendo-se pelo deserto. Quantos homens, mulheres e crianças, são deixados pelo caminho, amanhã?
Será que temos sempre que construir muros para quebrar a cadeia da solidariedade humana, separar os povos e proteger a felicidade de uns da miséria dos outros?
É tarde demais para ser pessimista.
Eu sei que basta um ser humano para derrubar todos os muros.
É tarde demais para ser pessimista.
Em todo o mundo 4 de 5 crianças frequentam a escola. Nunca a educação chegou a tantos seres humanos. Toda a gente do mais rico ao mais pobre pode dar o seu contributo.
O
Lesoto, um dos países mais pobres do mundo, é proporcionalmente aquele que mais investe na educação do seu povo. O Qatar um dos países mais ricos do mundo, abriu as portas às melhores universidades. A cultura, a educação, a investigação são recursos inesgotáveis.
(…)
Os primeiros parques naturais foram criados há pouco mais de um século, abrangem mais de 13% dos continentes, dão origem a espaços onde a actividade humana está em sintonia com a preservação das espécies, solos e paisagens.
Esta harmonia entre seres humanos e Natureza pode tornar-se a regra e deixar de ser a excepção. Nos Estados Unidos, Nova Iorque apercebeu-se do que a Natureza faz por nós. Estas florestas e lagos fornecem-nos toda a água potável que a cidade necessita.
Na
Coreia do Sul as florestas foram devastadas pela guerra, graças a um programa de reflorestação nacional, estas voltaram a cobrir mais de 65% do país. Mais de 75% do papel são reciclados.
A
Costa Rica teve de escolher entre a despesa com o exército e a conservação do seu território. Já não tem exército, prefere dedicar-se à educação, ao eco-turismo e à protecção da sua floresta primitiva.
O
Gabão é um dos maiores produtores de madeira do mundo. Aplica o método do abate selectivo de árvores, não mais do que uma por cada hectar. As suas florestas são dos recursos económicos mais importantes do planeta, mas é-lhes dado tempo para se regenerarem.
Existem programas para garantir a gestão sustentável das florestas. Esses programas devem tornar-se obrigatórios. Para os consumidores e para os produtores isso é uma oportunidade que deve ser aproveitada.
Quando o comércio é justo, quando tanto o comprador como o vendedor beneficia, todos podem prosperar e conseguir um rendimento decente.
Como pode haver justiça e igualdade, entre pessoas cujas únicas ferramentas são as mãos e aquelas que praticam agricultura com máquinas e subsídios do Estado? Sejamos responsáveis, consumidores. Temos de pensar naquilo que compramos. É tarde demais para ser pessimista. Eu vi, a agricultura à escala humana pode alimentar o planeta inteiro, se a produção de carne não tirar a comida da boca das pessoas.
Já conheci pescadores que cuidam daquilo que pescam e protegem as riquezas dos oceanos.
Já vi, casas que produzem a sua própria energia. Há 5.000 pessoas a viver no primeiro bairro amigo do ambiente em Friburgo na Alemanha. Há outras cidades que fazem parte do mesmo projecto. Bombaim é a milésima cidade a juntar-se a ele.
Os governos da
Nova Zelândia, Islândia, Áustria, Suécia e outros países, fizeram do desenvolvimento de fontes de energia renovável, a prioridade máxima. Eu sei que 80% da energia que consumimos vêm de fontes de energia fósseis. Todas as semanas, só na China, são construídas duas novas centrais eléctricas alimentadas a carvão. Mas também já vi na Dinamarca um protótipo de central alimentada a carvão que liberta o carbono para o solo em vez de o fazer para o ar. Será uma solução para o futuro? Ainda ninguém sabe!
Já vi, na Islândia uma central eléctrica alimentada pelo calor da terra, a energia geotérmica. Já vi uma cobra do mar a flutuar na rebentação para absorver a energia das ondas e produzir electricidade. Já vi, parques eólicos na costa da Dinamarca que produzem 20% da electricidade do país. Os Estados Unidos, a China, a Índia, a Espanha são os maiores investidores em energias renováveis. Já criaram mais de dois milhões e meio de empregos. Em que parte da Terra é que não existe vento?
Já vi extensões de deserto a torrar ao Sol. Tudo na Terra está interligado. E a Terra está ligada ao Sol, a sua fonte de energia original. Será que os seres humanos não conseguem imitar as plantas e captar a sua energia?
Numa hora o Sol fornece à Terra a mesma quantidade de energia que é consumida por toda a humanidade num ano. A energia solar será inesgotável.


Tudo o que temos de fazer é parar de furar a Terra e
olhar para o céu.
Tudo o que temos de fazer é aprender
a cultivar o Sol.
(...)






HOME, filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.



Dia Mundial do Ambiente: 5 de Junho

ALI_SE : http://alisenao.blogspot.com/

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