Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim
Alice Valente Alves

Imagina-se o INCONSCIENTE

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O conhecimento constrói-se através dos elementos constituintes das figurações mentais, inscritos em forma de IMAGENS, que se vão manifestando activa e adequadamente numa metódica desconstrução para dar origem a outras novas IMAGENS que por sua vez, vão-se reproduzindo autónoma e criativamente pela «comunicação» escrita, verbal, gestual, musical e (ou) plástica e em interacção num contínuo e ímpar processo de reconstrução com as respectivas representações.
A existência de figurações mentais flúem saudavelmente com a realidade. E é na falta ou na impossibilidade de se transmitirem todos os significados dessas figurações que a prostração e o padecimento se instalarão.
Todo este processo natural e automático da mente se insere no trabalho do desenvolvimento do inconsciente, que sempre fez parte do ser humano e que não carece de mediadores ou vãs intromissões para frutificar-se.
Tendo a psicanálise como objectivo a cura do inconsciente, pergunto até que ponto ela não estará a interferir demasiado e até tão negativamente ao ponto de «castrar» a «matar» por completo todo este processo tão natural do desenvolvimento das capacidades criativas inscritas no inconsciente.
Estas áreas da mente em que a lucidez, a criatividade, o pensamento, a ética e a estética são as decisivas virtudes para que a investigação se dê numa procura a permitir que aconteçam as alterações sócio-culturais que tendem inevitável e naturalmente para um Bem-comum a toda a Humanidade.
É que métodos ou modelos deixados instituir e tidos como científicos e que se instalam para impor uma qualquer ordem-social através de devotas terapias caprichosas é algo de perverso e desumano. Deixemo-nos então ficar pela ordem-natural das «coisas» em que precisamente tudo aquilo que é destrutivo em si mesmo, inevitável e NATURALMENTE acabará por se auto-aniquilar.

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