
06 Fevereiro 2010
29 Janeiro 2010
Vivam-se
Vivam-se de palmas batidas + Vivam-se por quase mortos
E usem o que têm + E o que quererão muito ter
+ Para se apregoarem na cruz bendita +
Tudo tudo + Muito antes de tudo o mais
Ao gravatear que os apertará para sempre
Às altas janelas de vestes sem postura
Ou enviesados ao invés + Não se surpreendam muito ao demais
Esses surpreendidos usam-se para a fornalha
Por pós ao livre desencantar
23 Janeiro 2010
21 Janeiro 2010
Os Poetas e a interrogação do Ser, em ECO
13 Janeiro 2010
09 Janeiro 2010
Criação Artística e os conceitos usurpados à Arte na Criação
E até já se fala, muito normalmente de criatividade, como de competitividade se se tratasse. É possível, desde quando? É que os produtores das proveitosas e económicas ideias que pretendem que nas empresas não se gere estagnação produtiva devido às rotinas das respectivas tarefas e em seu cansaço ou desmotivação psicológica, inventaram, claro está, a criatividade competitiva, é interessante, não é? Talvez uma boa forma de remediar o que não tem remédio, que é produzir mais e mais, negligenciando o desenvolvimento do intelecto no fazer através de sensibilidades, gerando luta ou lutas com tudo e com todos e até claro está numa guerra psicológica com os respectivos parceiros de carteira, colegas de trabalho, amigos e até familiares. Uma muito pouco salutar forma de se viver e trabalhar a arranjar riqueza, pelo inevitável resultado que daí advirá e com ele o gerir o tal empobrecimento interior.
E por isso se confunde invenção com criação e criação com produção, novo com novidade, e criatividade para muitos até é competitividade, enfim palavras que são postas num mesmo saco e por isso sinónimos tão convincentemente convenientes uns dos outros, e porque até é assim que se lê ou que interessa ler em muitos dicionários. E a tal «estética» que se comercializa por aí, nessa evidente beleza do que é a sedutora exterioridade da vida ou ainda como que a única razão em moda de vidas?
Mas usurpando à arte os seus conceitos, nem tudo lhe poderá ser roubado, afinal qual o significado da Criação para a Arte ou seja, o que é a Criação Artística?
E exactamente porque a sedução oculta ou falseia a aptidão ou capacidade de pensar e em capacidade de pensar, que por sua vez será sempre pertença da beleza artística. Por isso a beleza artística, jamais se reconhece na sedução. Assim a criação ou criação artística é uma acção ou dinâmica completamente inexplicável e que espontaneamente faz irromper o ser do nada, a diferenciar-se do trabalho, da técnica ou da produção. Embora se queira associar estes processos do ressurgimento do nada na arte e no que é artístico como afronta às leis da natureza e dando-lhes um sentido do teológico ou transcendental, não creio que seja esse a via louvável para o seu entendimento.
É que nestas vias, ainda há um longo caminho, a percorrer… E lá iremos!
01 Janeiro 2010
13 Dezembro 2009
Dentro e fora da Galeria Fernando Pessoa, a poesia
Da janela da Galeria do Centro Nacional de Cultura no Chiado em Lisboa, avista-se a árvore de Natal no Largo do Teatro de São Carlos em fotografia que tirei após a desmontagem da Exposição na passada Sexta-feira.
E dentro da Galeria, entre 11 de Novembro a 11 de Dezembro de 2009, foi esta a panorâmica da Exposição de 15 das 63 obras nas 7 das nove cores já realizadas até ao momento, do meu projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura».
E são estas imagens que vos ofereço, com o desejo de umas Festas em Paz e com muito carinho.
08 Dezembro 2009
Até dia 11 de Dezembro na Galeria Fernando Pessoa do CNC
pormenor da obra nº 55 – «luzente» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2008
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de Alice Valente | traço (cor): Verde-oliva
A Exposição do CORPOtraçoCORPO está patente na Galeria Fernando Pessoa no CENTRO NACIONAL DE CULTURA até dia 11 de Dezembro de 2009, de Segunda a Sexta, das 15h às 18h.
Contamos consigo!
01 Dezembro 2009
Pensamento orgânico
(...)
... Assim, para retomar, em substância, os filósofos medievais, a corrupção de um ser é a degenerescência de um outro, aquilo que é informe consegue gerar uma forma nova, pode-se até dizer que a passagem pelo informe garante o jorrar e a estabilização de uma forma mais pura. Tudo isso pode parecer bem místico, mas a sistémica contemporânea não diz outra coisa, ao mostrar a reversibilidade do funcionamento e do disfuncionamento. Trata-se aí de uma lei imperial da natureza que o positivismo da modernidade tinha conseguido apagar, mas que como toda a estrutura antropológica, ressurge sem falta quando o simples causalismo se satura. Em suma, agora que as entidades homogéneas e gerais perdem seu poder de atracção, convém estar atento, por um lado, à complementaridade dos fragmentos, e, por outro, ao facto de que conseguem aglomerar-se, de um modo flexível, em rede, em vastos conjuntos no interior dos quais respondem uns aos outros. Um processo assim é perceptível na ordem das instituições em geral, do político em particular, mas, igualmente, no plano do quotidiano, nas organizações económicas, na vida associativa, e nas estâncias estatais.
Isto posto, foram certamente os poetas e os romancistas que, além dos filósofos, pressentiram aquilo que a ciência contemporânea está descobrindo de uma nova maneira. Há, é claro, o famoso quarteto de Baudelaire, que não é inútil recordar:
"Como longos ecos que ao longe se fundem
Numa tenebrosa e profunda unidade,
Vasta como a noite e como a claridade
Perfumes e cores e sons se respondem".
Assim se exprime aquela unidade subterrânea que pode, à primeira vista, escapar a uma simples concepção racionalista do mundo: os processos de interdependência. Processos que observamos cada vez mais na economia, na política e no social. Há um princípio formal que funde essa unidade. Um princípio que se torna mais necessário à medida que o mundo vai sendo tendencialmente levado a desagregar-se. Walter Benjamin, por exemplo, comentando alguns poemas de Hölderlin, lembra que é o poeta que dá, ou restitui sua força de agregação a um mundo desmembrado. O cuidado com a forma que se observa na poesia, é um símbolo de uma exigência tal. É por isso, aliás, que esta une intimamente o plástico e o espiritual.
Tal vínculo não é neutro, indica bem a organicidade existente entre o corpo e o espírito, a natureza e a cultura, o material e o imaterial. Assim, o mundo das formas, o mundo da forma, apanágio do poeta, não faz mais do que cristalizar o que se poderia chamar de desejo de unicidade que anima todas as coisas. Para além da fragmentação, inerente à vida mundana, há uma aspiração à convergência que a exigência poética personifica com perfeição...(...)
28 Novembro 2009
Deparámo-nos assim!
pormenor da obra nº 50 – «de que vontade» | acrílico sobre tela | 81x130cm | 2005
«CORPOtraçoCORPO – a poesia e a pintura» de Alice Valente | traço (cor): Laranja-Lima
A Exposição do CORPOtraçoCORPO está patente na Galeria Fernando Pessoa no CENTRO NACIONAL DE CULTURA até dia 11 de Dezembro de 2009, de Segunda a Sexta, das 15h às 18h.
Nota: A Galeria (devido aos feriados) encontra-se encerrada nos dias 30 de Novembro e 1, 7 e 8 de Dezembro 2009. Contamos consigo!
26 Novembro 2009
Convite - Encontro sobre Criação Artística no CNC
E será um enorme prazer contar consigo neste Encontro que organizei no CNC em que irei apresentar este meu projecto «CORPOtraçoCORPO - a poesia e a pintura» na presença das 15 obras que estão expostas e com a projecção das 63 obras realizadas até agora, estando à disposição para responder às questões que me queiram colocar sobre este meu trabalho e o tema Criação Artística, para além dos participantes que não precisam de apresentações pelo enorme contributo que têm dado às artes na valorização desta temática, haverá um momento musical em banda sonora e a ser salientado pelos seus autores, a importância do processo do acto criativo na composição e a influência da música para com as outras áreas da criação artística...
E fica o convite e o diálogo da(s) surpresa(s) nos presentes do momento.
Um abraço e obrigada.
Alice Valente Alves
DOC_PDF: Programa / ENCONTRO_CriaçãoArtística 27nov09 – CORPOtraçoCORPO 11nov a 11dez 2009
27 NOV 2009 - ENCONTRO sobre «Criação Artística»
24 Novembro 2009
22 Novembro 2009
As «cópias» ou o copiar em vão
Fazer «cópias» e mais cópias por quais vindouros proveitos desta falsa, vil e vã realidade, é fácil, muito fácil!
Mas imaginar a outra verdade por realidade, e a torná-la verdadeira, é que é difícil, muito difícil!
18 Novembro 2009
A vida como obra de arte
- Naquilo a que chama os "modos de existência" e a que Foucault chamava "estilos de vida", há uma estética da vida, como nos lembrou: a vida como obra de arte. Mas há também uma ética!
- Sim, a constituição dos modos de existência ou dos estilos de vida não é apenas estética, é aquilo a que Foucault chama a ética, por oposição à moral. A diferença é a seguinte: a moral apresenta-se como um conjunto de regras coercivas de um tipo especial, que consiste em julgar acções e intenções referindo-as a valores transcendentes (é bem, é mal...); a ética é um conjunto de regras facultativas que avaliam aquilo que fazemos, aquilo que dizemos, segundo o modo de existência que isso implica. Dizemos isto, fazemos aquilo: que modo de existência implica isso? Há coisas que não podem fazer-se ou dizer-se senão à força de baixeza de alma, de vida cheia de ódio ou de vingança contra a vida. Por vezes um gesto ou uma palavra bastam. São estilos de vida, sempre implicados, que nos constituem como tal ou tal. Era já esta a ideia do "modo" em Espinosa. E não a encontraremos presente desde a primeira filosofia de Foucault - o que é somos "capazes" de ver, e de dizer (no sentido de enunciado)? Mas, se há aqui toda uma ética, trata-se também de uma questão de estética. O estilo, num grande escritor, é sempre também um estilo de vida, de maneira nenhuma qualquer coisa de pessoal, mas a invenção de uma possibilidade de vida, de um modo de existência.
(...)
GILLES DELEUZE , Conversações 1990, Fim de Século Edições, 2003
16 Novembro 2009
27 NOV 2009 - ENCONTRO sobre «Criação Artística»
- Guilherme D’ Oliveira Martins – Presidente do Centro Nacional de Cultura
- Annabela Rita – Presidente do CLEPUL – Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa das Universidades de Lisboa
- José Pedro Fernandes – Professor de Estética e Cultura Visual
- Carlos Araújo Alves – Gestor Executivo graduado pela Business School de Barcelona e Investigador em Gestão Cultural.
- Alfredo Oliveira – Eng. e Investigador em Física e Cosmologia
- José Rodrigues dos Santos – Antropólogo e Investigador no CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades, Universidade de Évora
- Amílcar Vasques-Dias – Compositor e Professor na Universidade de Évora
- Alice Valente Alves - Autora de projectos da Imagem - Poesia, Pintura e Fotografia - no âmbito da Criação Artística.
O local do ENCONTRO do dia 27 será no local da EXPOSIÇÃO, na Galeria Fernando Pessoa do CENTRO NACIONAL DE CULTURA. E a entrada para a EXPOSIÇÃO e para o ENCONTRO far-se-á ou pela Rua António Maria Cardoso, nº 68 ou pelo Largo do Picadeiro, nº 10 - 1º (ao lado do «Café no Chiado») em Lisboa.
A EXPOSIÇÃO do CORPOtraçoCORPO irá decorrer até 11 Dezembro de 2009, de Segunda a Sexta das 15h às 18h.
Contamos consigo!













































