Há 1 hora
16 Fevereiro 2012
09 Fevereiro 2012
Culto
«A EVOLUÇÃO DA INTELIGÊNCIA ...»
27 Janeiro 2012
Árvores de Inverno
22 Janeiro 2012
20 Janeiro 2012
01 Janeiro 2012
18 Dezembro 2011
13 Dezembro 2011
Acudir

A vida apraz-nos não ser. No alívio que nos desdiz. E sempre seremos poucos nos muitos que tudo desfazem. As dores iguais não são iguais. Mas comparam-se. E as cadeiras até falam. Quando nos olhos as fixamos. Sentados ao longo de dias. Do cansaço que nos vimos. Não nos conseguimos levantar. E quando te levantas. A tua força leva-te o vento. Precisos serão os outros necessários esforços. De te ergueres por fora lá dentro. Energia similar a um vulcão. Que descansa a terra. E vão-se embora. Todos.

09 Dezembro 2011
27 Novembro 2011
FILOSOFIA DA CULTURA
(...)
MICHAEL LANDMANN
F.HEINEMANN - A FILOSOFIA NO SÉC.XX - Edição GULBENKIAN - Educação
Relativamente ao problema da essência da cultura sempre se tem criado a ilusão de se admitir que devia haver uma cultura - e por isso apenas uma - à medida do homem, das suas faculdades e determinações, cultura «ideal», «natural», por assim dizer previamente dada e também, em particular, um direito natural, uma religião natural, um Estado ideal, uma linguagem ideal, etc. (platonismo da cultura). Muitos ingenuamente, consideram absoluto, o que lhes é próprio e actual, outros julgam - e aqui se cruza a filosofia da cultura com a filosofia da história.
(...)
Há uma «pluralidade de absolutos» tanto em relação às culturas como, no interior destas, a respeito das formas de ser homem que, do ponto de vista histórico-filosófico, não se podem ordenar como simples membros de uma cultura comum, tal como se enfiam pérolas num colar.
(...)
A cultura, uma vez criada pelo homem, actua por seu turno também retroactivamente sobre este. Como ser cultural, o homem também alia à produtividade da cultura, a plasticidade, a capacidade de crescer para ela e deixar-se por ela formar (e por isso, também, de se tornar outro, graças a uma cultura diferente).
Esta formação através da cultura caracteriza o homem tanto como sua criação cultural, ou ainda mais; de facto, só poucos são criadores, mas todos são influenciados pela cultura, uma vez esta criada. e se bem que a criação pareça logicamente deter o primado, de facto, porém, todos estão já dependentes da cultura anterior. Ela criou já o criador. O homem não é só um ser natural, biopsicologicamente já concluído, que além disso, por accidens, produza a cultura e por esse meio se eleve a um estado superior; primariamente e eo ipso encontra-se já na cultura. Esta é impensável sem ele, é-lhe consubstancial, da mesma origem. Entre a nossa face natural e a nossa face cultural não pode haver corte algum. Por isso também a antgropologia filosófica e a filosofia da cultura são irmãs gémeas. Nenhuma é anterior à outra, ambas se apoiam reciprocamente.
MICHAEL LANDMANN
F.HEINEMANN - A FILOSOFIA NO SÉC.XX - Edição GULBENKIAN - Educação

09 Novembro 2011
06 Novembro 2011
Ser breve
Escuras ruas
Em breve sol pintado de branco
Asas à sombra
Levitam seu ser
E à poesia
Versam-se imagens
Não fales muito
Não digas nada
Aprende
Somente por ser
Asas à sombra
Levitam seu ser
E à poesia
Versam-se imagens
Não fales muito
Não digas nada
Aprende
Somente por ser
01 Novembro 2011
30 Outubro 2011
A destruição
E quem é o homem que quer ser rico sem o ser?
É todo aquele que tudo faz para tudo ter, a nunca ter nada para dar!
É todo aquele que destrói lenta ou rapidamente a natureza e a vida e vidas em prol de uma mentira ou de muitas mentiras tidas de progresso ou razão!
É todo aquele que destrói lenta ou rapidamente a natureza e a vida e vidas em prol de uma mentira ou de muitas mentiras tidas de progresso ou razão!
A Europa e todos os países à face da Terra, estão cheios desses destruidores homens, sem alma, sem beleza e sem nada para dar ao Mundo.

27 Outubro 2011
Vivência por sensível
(...)
Cabe lembrar que ater-se à vivência, à experiência sensível, não é comprazer-se numa qualquer delectatio nescire, ou negação do saber, como é costume crer, por demais frequentemente, da parte daqueles que não estão à vontade senão dentro dos sistemas e conceitos desencarnados. Muito pelo contrário, trata-se de enriquecer o saber, de mostrar que um conhecimento digno deste nome só pode estar organicamente ligado ao objecto que é o seu. É recusar a separação, o famoso "corte epistemológico" que supostamente marcava a qualidade científica de uma reflexão. É, por fim reconhecer que, assim como a paixão está em acção na vida social, também tem seu lugar na análise que pretende compreender esta última. Em suma, é pôr em acção uma forma de empatia, e abandonar a sobranceira visão impositiva e a arrogante superioridade que são, conscientemente ou não, apanágio da intelligentsia.
Assim, por levar em conta a vivência quotidiana e a sabedoria popular que lhe serve de fundamento, talvez fosse necessário que a sociologia se transformasse naquilo que P. Tacussel denomina "sociosofia", isto é, uma disciplina que saiba integrar e compreender a "mística do estar-junto".
(...)
... Significa saber distinguir, antes, aquilo que vem de baixo, a sociabilidade enquanto nasce, com a carga de afecto que lhe é inerente, do que as formas económico-políticas das quais, até então, se pensou que determinassem (ou sobredeterminassem) toda a vida social. Isso pode ser resumido pela admirável formula de FERNANDO PESSOA: "Uns governam o mundo, outros são o mundo". São sem dúvida aqueles que são o mundo que nos interessam. Aqueles dentre os quais também nos encontramos, e dos quais é indispensável circunscrever aquilo que propus chamar de "centralidade subterrânea". Para tanto é necessário repensar o vínculo social fora das grandes categorias que marcaram a modernidade: a História e a crítica. A História com sua direcção segura, é considerada como uma sequência de estágios que sucessivamente se superam. A crítica é propriamente o que permite essas superações. Ora como se sabe, as armas da crítica e a explicação da História são, justamente, o próprio da intelligentsia esclarecida.
A vivência, por sua vez, nada deve a esse historicismo, na própria medida que integra maneiras de ser arcaicas (archai) que, de modo recorrente, retornam à frente da cena. As paixões, as emoções, os afectos contam-se entre elas, cujo retorno em massa pode ser constatado em todos os domínios. Estes constituem, de facto, os elementos de base dos acontecimentos quotidianos, daquilo que advém sem se quer se tome conhecimento. Estão na base daquilo que BERGSON chamava de "duração" feita de pequenos "instantes eternos" que, de modo fractal, formam o mosaico de uma sociabilidade que não possui um sentido unívoco que pudesse ser determinado à priori, mas cujo conjunto é feito de significações ao mesmo tempo efémeras dentro do momento, mas não menos perduráveis em sua globalidade.
(...)
MICHEL MAFFESOLI - ELOGIO DA RAZÃO SENSÍVEL
23 Outubro 2011
13 Outubro 2011
10 Outubro 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)






















































