Sobre_ ALI_SE
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a árvore ao jardim

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TEMPESTADES

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Na relação humana há quem prolongue o profissionalismo aos afectos na família e na amizade. Mal está ou estará quem assim se assenta em ventos semeados de um carinho transformado em 'coisa' de uma vida sem vidas. E aos profissionais de um profissionalismo da vida por vidas sem mais futuro ou vidas, a seu tempo colherão quais proveitosas tempestades de casas caídas aos pedaços em regalos de pedras e prendas sem eira nem beira.

A ganância é comida ao acordar pelos insensíveis que julgam tudo querer. E quando querem que lhes seja dada a prova de bem fadados, nada mais resta que uma mão cheia de obediência onde se julgam não estar.

A profissão e a eficiência de se ser bem sucedido a todo o custo, não entra no âmbito da afectividade humana. Os afectos são coisas que para muitos é como um caso que está perdido. Contudo, perdidos e sem se acharem estarão esses que em tudo pegam para apontar máquinas e armas às suas vítimas e em quais desculpas arranjadas para dar continuidade a quantas e malvadas assoberbices.

Talvez a religião os salve ou quem sabe um milagre de conseguirem passar por entre as gotas da chuva de suas colhidas tempestades. 




A NATUREZA DO VENTO

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O vento mal mandado arrepia o tempo. Tal como as sombras que nada nos têm para dizer e isto porque viramos costas a essas mesmas sombras que nos interpelam a continuar de outra diferente forma  das regras que nos tentam impor. A política não me diz nada. E porque a política é tudo de mau que nos regra, na tal regra que nos torna seres intratáveis e insuportáveis em sua sociabilização. As regras ditam-nas aqueles que só as constroem para seus súbditos. Não há pessoas regradas e porque a regra é coisa de politiquices. As politiquices sucedem-se de uma actual demanda das fezes que sobram dos profissionais regrados em que com estes nada medra e porque a imundície é a sua forma de pensamento. Enquanto profissão, os politiqueiros são a maior das desgraças da nossa actualidade, constroem lixo em cima de lixo com o dinheiro da fome. As ideologias só às autoritárias polícias políticas estão associadas e muito mal está quem obedece cegamente porque sim ou porque não. E ao que ao humano diz respeito um dia o vento muda e porque o vento não é competitivo mas muda e muda-nos com ele.



Imagina-se o INCONSCIENTE

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O conhecimento constrói-se através dos elementos constituintes das figurações mentais, inscritos em forma de IMAGENS, que se vão manifestando activa e adequadamente numa metódica desconstrução para dar origem a outras novas IMAGENS que por sua vez, vão-se reproduzindo autónoma e criativamente pela «comunicação» escrita, verbal, gestual, musical e (ou) plástica e em interacção num contínuo e ímpar processo de reconstrução com as respectivas representações.
A existência de figurações mentais flúem saudavelmente com a realidade. E é na falta ou na impossibilidade de se transmitirem todos os significados dessas figurações que a prostração e o padecimento se instalarão.
Todo este processo natural e automático da mente se insere no trabalho do desenvolvimento do inconsciente, que sempre fez parte do ser humano e que não carece de mediadores ou vãs intromissões para frutificar-se.
Tendo a psicanálise como objectivo a cura do inconsciente, pergunto até que ponto ela não estará a interferir demasiado e até tão negativamente ao ponto de «castrar» a «matar» por completo todo este processo tão natural do desenvolvimento das capacidades criativas inscritas no inconsciente.
Estas áreas da mente em que a lucidez, a criatividade, o pensamento, a ética e a estética são as decisivas virtudes para que a investigação se dê numa procura a permitir que aconteçam as alterações sócio-culturais que tendem inevitável e naturalmente para um Bem-comum a toda a Humanidade.
É que métodos ou modelos deixados instituir e tidos como científicos e que se instalam para impor uma qualquer ordem-social através de devotas terapias caprichosas é algo de perverso e desumano. Deixemo-nos então ficar pela ordem-natural das «coisas» em que precisamente tudo aquilo que é destrutivo em si mesmo, inevitável e NATURALMENTE acabará por se auto-aniquilar.

SER-SE empacotado

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O que é e o que se entende por «SUSTENTABILIDADE» turisticamente falando?
  • Em primeiro lugar e como prioridades, estão sempre as dimensões do Económico e do Social.
  • Em segundo e porque o mercado é exigente, há então que fabricar produtos turísticos de alta qualidade para se GANHAR competitividade.
  • E só depois em terceiro lugar é que vem o Ambiente e a Conservação da Natureza e a terem de ser compatíveis com o tal desenvolvimento do Económico e do Social.
  • E por último, até poderia constar mas NÃO, NUNCA se FALA ou se aborda as dimensões do Cultural e do Científico-Humanitário.
Mas que insustentável este caminho de uma «sustentabilidade» turisticamente imposta. O TURISMO em sua dita de sustentabilidade entrou numa selvática competição com a Natureza e o Humano… numa desumanização sem precedentes.

E porque estamos em altura de férias e do turisticamente falando. Viaja-se para
terras e terras de países não desejáveis para ficar, só mesmo para passar um tempo, de um «passa tempo», por uma semana talvez, depende do capital que se tenha e aí ficar-se-á num tempo de poupança a experimentar um qualquer luxo arrebatador, a ajudar assim os fabricantes das obras baratas em seus grandiosos complexos, com pena de mais e mais não se ter, a ter pena dos que não têm este tipo de poder... E de malas aviadas, bem aviadas, vai-se e vem-se numa igualdade que mete dó, de nada se aprender, basta só o chegar e dizer que se foi e se repetiu igualmente o que já se repetiu numa qualquer outra viagem de anos anteriores… num dito que todos tão bem sabemos que não irá vencer a tal competitividade, assim neste jeito de consumir uma Terra em terras das raízes que não se regam…
E já todos tão «mal alimentados» quando se cansarão destes pacotes pré-concebidos de um amontoado de fabricações para um qualquer vazio que não os felicitará ao FUTURO por tão insustentável?... No «planear o território» a se riscarem todas as terras numa feroz «nova era das descobertas» neste global turismo de formatados similares pacotes das sempre e mesmas receitas gastronómicas nas mesmas decorativas ambiências arquitectónicas, construídos assim para mutilar tudo o que é crescer.

«mal alimentados» pressupõe somente o comer, o dormir e a satisfação das necessidades do homem enquanto ser primário: O SOCIAL.

E existem depois os outros «alimentos» tornados igualmente necessários por nos darem a vital e verdadeira elevação ao enriquecimento e engrandecimento do Ser, precisamente por seres que somos dotados de pensamento, sentimento e afectos, «alimentos» esses que estão intrinsecamente associados às variadíssimas manifestações da arte e do artístico em suas manifestas obras e que são: Literatura (poesia, prosa…); Música; Artes Plásticas (Pintura, Fotografia, Desenho, Escultura, Gravura…), Dramaturgia, Cinema; Artes Cénicas (Teatro, Dança, Ópera, Circo); Arquitectura; Artes Visuais (Ilustração, Design, Decoração, Arte Digital…); Banda Desenhada; Artes Performativas; etc…

E «bem alimentados» pressupõe sempre múltiplos e benéficos contributos com a CULTURA e o CIENTÍFICO-HUMANITÁRIO na autenticidade da verdadeira sustentabilidade e preservação tão natural como inerente do SER em sua NATUREZA.
ALICE VALENTE ALVES

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