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a árvore ao jardim
Alice Valente Alves

Cultura sem ARTES ?!

Para reflexão e análise deixo-vos com estes três links onde é notória a presença atrofiante de um total desconhecimento e numa qualquer já formatada ignorância e, até institucionalizada em certas aprendizagens postas tão alegremente em prática pelas tais recentes, arrogantes e instaladas categorias sociais da futilidade, impossibilitando assim, qualquer saudável comunicabilidade no ressurgimento de novos valores humanos numa sociedade que necessita de valorizar essas mesmas evolutivas, normais e inevitáveis transformações.

>>> Relatório final do estudo de avaliação do Ensino Artístico em Portugal - Fev.2007

>>> Democratizações da Arte
- Acredita que actualmente os pais ainda têm essa mentalidade?
Como historiador da educação posso dizer que acho que Portugal venceu com 150 anos de atraso educacional. (…) Nós vulgarizámos a aprendizagem. (…)
- Que opinião tem quanto ao ensino obrigatório da música no ensino regular não especializado?
(…) A chegada do ensino artístico como um conjunto de competências para o desenvolvimento da criança, designadamente do ensino pré-escolar, é protagonizada sobretudo pelas investigações dos psico-pedagogos. Temos aqui um paradoxo: Temos uma elite esclarecida que defende a cultura como um bem de distinção social.

>>> A Educação e a Música no divã
ler excerto no final do artigo…
(e porque foi assim que aprenderam, foge-lhes a boca para estas «verdadezinhas» psicanalíticas e numa tão descarada discriminação)
As Artes e a Música são um luxo e são supérfluas.
Pode-se sobreviver, rastejar sem elas.
Mas justamente, porque são um luxo, devem ser oferecidas aqueles a quem queremos oferecer «o melhor do Mundo»


Todos sabemos muito bem que as ARTES na sua concepção para com o desencadear da OBRA em seus Artistas, sempre foram secundarizadas, desprezadas e até condenadas e que posteriormente é a CULTURA, esse único campo proveitoso da genuína e verdadeira riqueza, que por sua vez em sua inerente espontaneidade se aproveita desse instituir de contrariedades da Força inegável da Criação Artística, numa natural e intuitiva constituição, não nos esquecendo ainda que sempre concebida à margem de qualquer Poder.

Actualmente com o aparecimento de novas mercantilistas ciências humanas, professores e profissionais-académicos das áreas da Psicologia (e afins tais como Psicologia da Educação e mais), num desconhecimento total e até numa atitude completamente absurda costumam rotular a associar às Artes, uma Cultura de elites!
Isto acontece ou porque desconhecem, esquecem ou não entendem que a CULTURA subsiste daquilo que é resultante a longo prazo de um POVO que em suas manifestações artísticas criaram e favoreceram o enaltecimento do SER como a primeira e vital necessidade comunicacional no vislumbre à viabilização natural de novos valores éticos e estéticos.

ALICE VALENTE

Links relacionados:
Ensino Artístico - reacções
Novo ensino especializado da música (8)
Boas referências

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