
Todos os modelos em regras instituídas a serem cumpridas com impostas e rígidas obrigatoriedades, falharam. E sempre falharam porque se excedem em si mesmos, justamente por não se regerem prioritariamente na valorização do Ser.
E será sempre nessa margem, nesse erro, nesse limbo dos modelos fundados e fundamentados num sem-fim de regras e mais regras, que o inquietante artista irrompe e faz nascer a sua obra, numa urgente antecipação reflexiva a romper com essas mesmas regras que corrompem o Ser.





























8 TRAÇO(S):
A razão em detrimento do acto criativo. este só é possível sem regras impostas. Não podia estar mais de acordo.
Boa noite, Alice
MANUELINHO
A razão que é tida de razão e que está em detrimento do acto criativo, é quanto a mim uma razão falseada, porque a RAZÃO Verdadeira, é aquela que inteiramente associada ao acto criativo ou seja, é a Razão que se procura firmar por autenticidade e em verdade através do Pensar e do Sentir, é assim e em suma, a Razão que preserva o sentido da vida, da existência e do Ser.
Quando as regras não funcionam e não se conseguem pôr mais em prática, é muito comum ouvir-se dizer pelos teóricos das controversas e modernas ciências das humanidades, que para Educar e para Ensinar tem de se usar de muita intuição. Ora, ora, aí está, a que se poderá chamar de Razão Intuitiva.
Agora uma qualquer razão que pratica o não-pensamento e que cria regras de disciplina em subordinação e até servidão, numa fabricação do não-humano é uma RAZÃO CÍNICA.
Cumprimentos e muito obrigada pelo comentário.
Bem pensado e melhor escrito... O Homem simplesmente não foi formatado para lidar com modelos rígidos e monolíticos. Veja-se em que deram todos os sistemas rígidos, como o Nazi ou o Estalinista... Simplesmente ao tentarem encerrar o Homem em compartimentos, falharam e colapsaram... E ainda bem!
CLAVIS
Exacto, o homem é um ser dotado com Pensar e Sentir e não um bicho predador…
E sim essa é uma das grandes preocupações e estamos sempre na eminência de entrar num qualquer abismo nesse sentido do que é o anti-humano como foi o caso do nazismo e do estalinismo. É que neste preciso momento os governos (a nível mundial) nos seus esquemas de ensino universitário têm vindo a ignorar grandes nomes e prémios nobeis da Ciência e da Filosofia e que estão postos à margem as suas obras e em seus autores por incomodarem o sistema. E nas mãos unicamente de poderes em seus catastróficos e autoritários modelos económicos e políticos, as ciências tecnológicas, sem controlo ou orientação de ordem Ética e Estética estão assim cada vez a serem usadas mais nefasta do que beneficamente…
Grata pelo comentário, os meus cumprimentos.
«Todos os modelos em regras instituídas a serem cumpridas com impostas e rígidas obrigatoriedades, falharam» OU esgotaram-se, justamente porque o homem se supera a cada passo, inventando e justificando outras regras, outros modelos para substituir aqueles que ele próprio "decreta" obsoletos.
Às vezes tenho a impressão de que o ser humano se auto-enclausura por não saber viver de outro modo. E ainda que sejam "sistemas" mais brandos, são sempre sistemas regidos por "leis".
Agora, sem dúvida que «será sempre nessa margem, nesse erro, nesse limbo dos modelos fundados e fundamentados num sem-fim de regras e mais regras, que o inquietante artista irrompe e faz nascer a sua obra, numa urgente antecipação reflexiva a romper com essas mesmas regras que corrompem o Ser», MAS... só até criar "a sua própria linguagem", "uma corrente artística", "um estilo", entre outras "casinhas", afinal, inevitáveis.
Vejamos o caso da arte contemporânea, por exemplo, em que o "contemporâneo" acaba por ser um "modelo". Ainda que aberto, ainda que eclético, ainda que permissivo, diversificado, etc... tem uma "designação" congregadora de características: contemporâneo.
É uma discussão difícil e por isso "Ali_se-iante.
;-)
Bjs
ANA, eu não pretendia ir tão depressa a tocar para já neste assunto aqui no meu blogue, e talvez pelo comentário e pela identificação de nossas ideias, tenho pois o meu pensar sobre essa matéria, embora ainda em desenvolvimento. Mas já que tornaste pertinente o ressaltar aqui este assunto e porque até é bastante aliciante para mim, gostaria assim de salientar o que penso sobre isso, a acrescentar que o cansaço está deveras instalado a tudo o que diga respeito ao que é agora de tido de contemporâneo e de contemporaneidade nas Artes, e assim pronto para se romper com as presentes barreiras da de dita contemporaneidade em suas grandes artificialidades…
O verdadeiro artista não cria estilos nem se adapta a modelos. Embora isso sempre na prática tivesse sido instituído e o mesmo se está a passar neste momento relativamente ao que é de tido de contemporâneo tanto como em «modelo» como em «estilo». E assim esta palavra como tantas outras não foge à regra e que assim como tantos outros significados também este se foi materializando.
Nome que eu até sempre gostei, pelo que me advinha em seu prenúncio ou devir… embora o significado de contemporâneo diga mais respeito ao que é da actualidade e a todo aquele que vive a um só tempo com os outros, naquilo que é artístico, o que é “contemporâneo”, quanto a mim é o que se pretende definir em tantas predefinições a que a própria “contemporaneidade” jamais conseguirá alguma vez definir ou definir-se neste que é o seu tempo…
Um abraço e muito obrigada pelo comentário
Alice: Estamos, de facto, em sintonia. À velocidade a que andam os tempos, quanto tempo irá, então durar esta contemporaniedade já tão comprometida, afinal?
O que irá o "artista"
"contemporâneo" "inventar" para substituir, por exemplo, a chamada "dança contemporânea"? Ironizando: "O corpo está em crise"; "a dança está em crise"; "o homem está em crise", "as sociedades estão em crise", logo, estaremos no prenúncio de uma nova corrente? Depois do caos contemporaneamente organizado, a crise.
LOLLL. Desculpa, mas de facto, nós (humanos) às vezes temos cada uma!...
Tens razão, um artista só é livre quando se descola dos rótulos. Mas... será que se ele não alinhar pelo que "está a dar", segundo a "crítica especializada, exigente e autorizada (ou autoritária?)", terá sorte?
Quantos factores a considerar!...
Gosto sempre de "sololoquiar" contigo.
;-)
Beijinho.
ANA, o artista não «inventa» nada, isso de inventar é para os tecnológos, esses é que inventam tudo e mais alguma coisa, e até inventam não se fazer nada e não se pensar em nada e até, a consumirmo-nos divertida e canibalescamente uns aos outros. O artista ou o verdadeiro artista, esse única e simplesmente cria e recria o que o rodeia, dando algum sentido à vida…
Quem pensa que alinhar no que está a dar, mesmo se achar que mal está e que pior ficará, então não valoriza a vida e artista, não é com certeza.
Ah e a sorte não diz respeito ao que é relativo ao artístico e porque não é essa a sua prioridade de ser e de estar na vida, isso funciona também e só para os que investem no sucesso de serem os heróis de um qualquer «bonitinho» e desnaturado êxito momentâneo. Êxito quantas vezes forçado e que se constrói através das autoritárias cumplicidades do que se diz sustentável no seio das violentas e actuais competitividades e no que o mercado teima (até quando) «puxar» para se ser, a não-ser.
Um abraço
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