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a árvore ao jardim
Alice Valente Alves

A DANÇA enquanto ARTE

A dança não é uma arte do efémero, a dança não é um movimento de descanso ou relaxamento, a dança projecta-se numa persistência de constantes gestos tão energéticos quanto duradoiros que se perpetuam insistentemente. E é no gesto presente que se inscreve esse movimento antecipado e permanente da projecção num tempo que lhe irá dar por sua vez, essa mesma força de auto-afirmação.
A dança surge e ressurge de uma presença que lhe é espectral. É que a dança enquanto arte é sempre mais qualquer coisa do que aquilo que os bailarinos fazem. Ao admirarmos uma dança naquilo que ela nos fascina e engrandece, não é adquirido naquilo que nos é dado observar fisicamente através de uma corrida, um salto, um gesticular ou um caminhar às voltas num palco ou numa sala. Isto é, se se conduzir ou encaminhar a dança para movimentos de uma qualquer motricidade humana, deixa imediatamente de ser considerada arte e perde-se assim a sua força, energia e intenção artística.
Se os que à dança se atém numa pretensa correspondência de repetitivas gesticulações sem a elevarem ao expoente máximo do que lhe é inerente enquanto vital força criativa, transformam-na naquilo que ela não é e que é pois, pertença da ginástica, uma mera actividade desportiva.



2 0 0 7 _ 1 4 F E V E R E I R O : Vira-se a DANÇA

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